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domingo, 1 de outubro de 2017

Hoje foi o dia...

... em que consegui fazer scones saudáveis para um pequeno almoço todo saudável.
... em que dei finalmente a volta ao roupeiro para inventariar a roupa de inverno (€&€!)
... em que brincaram os 3 🤤
... em que fomos votar!
... em que vi a minha filha C fazer o seu primeiro mortal aterrando estatelada no meio de uma estrada.
... em que recebi a M a chorar baba e ranho porque bateu com qualquer coisa em qualquer sítio (juro que antes de olhar de relance para o telemovel, estava mesmo a olhar para ela...)
... em que estraguei o saudável e meti as miúdas a engolir salsichas ao almoço - r.a.p.i.d.i.n.h.o.
... em que consegui meter os miúdos a dormir a sesta em tempo recorde
... em que consegui passar 2 peças de roupa a ferro (do molho de 2m e meio) antes de ir (de novo) dar de mamar
... em que fomos acordar os gaiatos serenamente adormecidos para um lanche de família 😒😒😒
... em que a M acorda a deitar sangue de um ouvido (vou deitar a bosta do telefone fora 😡! Será que bateu com o ouvido?!?)
... em que depois do lanche encontrei no parque uma blogger de babywearing que depois de dois dedos de conversa, conseguiu convencer-me que o meu cérebro morreu para a vida, mas que em compensação me emprestou um RS tester 👍
... em que fiz mandioca pela primeira vez, numa tentativa desesperada de voltar ao saudável 😰
... em que o atraso do jantar e o aumento das birras me fizeram dar o grito do Ipiranga e aterrar num pudim de leite condensado (que se lixeeeee!)

E... em que fui dar banho ao Manel e percebi que ele tinha cocó e que apanhei um susto de morte ao abrir a fralda e ver coisas vermelhas espalhadas. Só relaxei quando limpei o rabo e vi que estava cheio de letras... (já vi este filme... baby C take II). Agora tenho que ir à procura do raio da revista/carta/livro/whatever que ele comeu...

Mas amanhã, que isto hoje já deu o que tinha a dar!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Fomos visitados

Pela fada das chuchas. Já ouviram falar?? Se não, juntem ao vosso portfólio de criaturas mágicas amigas dos pais e das crianças.
A M usa chucha, ou usava até ontem. Apercebi-me que tinha roido a chucha. É frequente elas estarem a roer as chuchas e o meu aviso é sempre "se a chucha se estragar eu não compro outra. Mesmo que quisesse não posso porque não vendem chuchas a crescidos."
 E ontem foi o dia da M. Ela percebeu bem quando lhe dei a sentença logo de manhã: "a chucha está estragada. Não pode ser mais usada". Fez-se de forte e disse prontamente que iria dormir sem ela, sua fiel companheira dos últimos (quase) 5 anos.
Mas à medida que a noite se foi aproximando foi notório o nervosismo crescente. Foi a minha vez de entrar em acção! Contei-lhe a história da fada das chuchas, aquela fada que anda muito atenta aos meninos e meninas que já estão crescidos e põem a chucha debaixo da almofada. Esta fada espera que os meninos adormeçam e leva as suas chuchas deixando um presente pela valentia.
Bastou para que ela colocasse a chucha debaixo da almofada, mas os seus impulsos de valentia estavam a par e passo com ondas de desespero... Voltei à carga e contei a história da Rosarinho, a menina que gostava muito da chucha e que também ela a tinha deixado à fada.
Em resumo, não foi fácil. Festinhas, muito miminho, musiquinha e umas gotas de melamil, em meia hora tínhamos a "coisa" feita e a princesa a dormir. Senti-me feliz, pelas duas! Está a crescer a minha princesa grande!
Mas ela pediu-me uma foto da fada. Passei o resto do serão a tentar perceber como iria conseguir a dita foto... Até que quando achei que tinha arranjado solução fui ao quarto e na foto que tirei vinha não a fada, mas uma enorme mancha nos lençóis. Afinal a fada tinha trazido um mega xixi como prenda... Toca de trocar roupa e lençóis e claro está que a M acordou e desatou a chorar pela chucha. Valeu-me a rapidez de voar para trocar a dita debaixo da almofada por um presentinho que estava à espera do pai Natal. (Só para o caso da fada se ter enganado na morada...) Ufa! Mesmo a tempo porque assim que ela se voltou a deitar, foi procurar a chucha em modo de arrependimento.
Foi mesmo cómico ver o ar dela de espanto! Mas mais cómico foi quando disse que não era este o presente que queria da fada... depois novo berreiro pela chucha. Acabou por "dormir" connosco na cama e superar a primeira noite sem a sua "melhor amiga". Mas sei que nos espera uma estrada longa. Logo vai ser noite de novo... mas cá estaremos para a ajudar a crescer ❤️🎈

domingo, 10 de setembro de 2017

Desabafo de uma mãe cansada

Agora tenho duas hipóteses: ponho posts de risadas (que também os tenho) quase dando a entender que a nossa família está um mar de rosas e tudo se faz com um sorriso nos lábios, ou então não, volto a escrever o que me vai na alma, o que me vai no coração, podendo até parecer demasiado queixinhas, deprimida e mal agradecida por tudo o que tenho. De facto tenho muito! Mais do que alguma vez pude imaginar, mais até do que estou neste momento a conseguir suportar.

Isto é mesmo difícil...

Pela primeira vez na minha vida sinto que foi demais, demais para o que consigo. Amo o meu bebé, amo cada um dos meus filhos perdidamente. Se calhar é esse o problema. Amo-os demais. Ou se calhar até nem há um problema. Mas sinto-me triste e perdida. Terrivelmente desorganizada.
Sabe, quem me conhece, que tudo corre bem quando me sinto no controlo, quando me sinto organizada, mas nem sempre isso é possível, e eu tenho pouca tolerância a estas situações. Sinto-me triste e perdida...

Depois de toooda a gravidez, veio a espera, o parto, o encontro, todo um período de choque difícil, um pai que sai de cena e abana as estruturas, umas férias que evidenciam que não chego para todos, mais uns dias de pai ausente que culminam num regresso à escola mal amada.
O clima está tenso, pesado, rabugento e caótico. Toda a gente faz birras, implica, amua.
Gostava de poder dar mais, ser diferente. Lidar com isto de forma "levezinha", mas não estou a conseguir. Não sou assim! Admitir e perdoar-me poderia ser o primeiro passo, só que nao perdoo.

As birras como nunca vi, as chamadas de atenção de bradar aos céus, as respostas mal criadas que nunca ensinei, os comportamentos desafiantes, enraivecidos por algo que não cometi, o "não quero dormir" e tudo o que isso acarreta, o "não quero ir para a escola" e tudo o que vem depois... Só que não chego para todos.
A resposta para cada um seria apenas EU! Mais eu para brincar, mais eu para cuidar, mais eu para ouvir e falar, mais eu para abraçar... são todos tãooo pequenos, são todos tão bebés, tão exigentes. E eu, sou apenas uma e não consigo mais.

Não há como perdoar.

Desabafo o que me vai na alma, em busca de empatia para comigo mesma. Amanhã serei eu de novo, a tentar mais uma vez, a tentar chegar a tudo e a todos, a tentar ser mais e melhor, mesmo que no final do dia me reste apenas cansaço, tristeza e frustração por não ter sido suficiente.
Que nunca me falte a força para nesse preciso momento dar graças a Deus por tudo o que Ele me deu!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Não a deixo a chorar

Hoje sinto-me triste e revoltada. Ontem foi o dia de regresso à escola. A C mudou de valência, o que significa que saiu da creche e passou para o jardim, e passa a ser tudo novo para ela. Dizem as regras da escola que a entrada deve ser feita até as 9h15 (+/-15min de tolerância). Hoje cheguei as 9h35 e barraram-me à entrada. Queriam que deixasse a minha filha com alguém que a levaria, mesmo sem ter ainda estabelecido nenhuma relação de confiança, mesmo e apesar de estar a chorar de forma descontrolada. Diziam-me "ela vai ficar bem, Mae". Só que não. Não deixei! Ao 2º dia da semana de adaptação o meu coração achou que estava tudo errado, quando as regras se sobrepunham ao bem estar da criança. Provavelmente vai haver quem ache que a devia ter deixado, mas não consegui. Não é isto que ensino aos meus filhos. Não os deixo a força. E agora tenho um problema ainda maior. O que fazer? Será que ainda existe uma escola nesta altura do campeonato que olhe para a criança antes de olhar para o relógio??

domingo, 27 de agosto de 2017

As férias a chegar ao fim...

Voltei! Depois de uma semana na Suica, que salvou o meu conceito de férias, voltámos à base e nem a memória dos ares frescos da Europa diminuíram a ressaca dos miúdos. De facto foi bom, mas cansativo! Sempre a mexer, nada de sestas, muita animação e brincadeira, refeições improvisadas mas incrivelmente bem recebidas. E chegámos cá e há um misto de frustração, e sono e não sei mais o quê que se enrola e torna os dias complicados (na verdade pior que os dias são mesmo as noites!).
Ainda tentámos (erráticamente) fazer um programa que tinha ficado em suspenso, que era uma ida ao zoo, mas a podridão foi tal que passadas 2h de termos chegado já estava tudo a discutir com toda a gente e resolvemos abortar a missão (mas calma! Não perdemos assim o € de forma fácil. Fomos meter as miúdas a dormir e voltámos ao final do dia mesmo a tempo de ver a última sessão dos golfinhos).
Entretanto o pai teve que se retirar em trabalho e mesmo com as ajudas habituais, isto está complicadito... Amanhã é outro dia e espero que corra melhor!
E por falar em amanhã, e em fim de férias, uma vez que já ninguém as aguenta, arranjei um ATL de férias mesmo fixolas para as meninas. Estou a rezar para que elas gostem! Porque preciso mesmo de umas horinhas de descanso e acho que um timeout vai mesmo fazer bem a toda a gente!

domingo, 13 de agosto de 2017

Hoje fugimos nós

Sabíamos que haviam nas proximidades, mas não se viam. Só o cheiro e o fumo denunciavam a situação que corre todos os noticiários.
Mas com o cair da noite começamos a avistar uma frente nova. De certeza que era algo novo. A cor do horizonte rosácea rapidamente se tornou ardente. "Ainda está longe", dizem uns, "Só se o vento virar"... Não ficámos para ver. A lembrança dos acontecimentos recentes no nosso país fez-nos virar as costas ao fogo e rumar a casa.
Mas olho pelo espelho do carro e depois do medo cai sobre mim uma enorme tristeza. No pensamento só uma pergunta paira: porquê? Mas porquê?
Não entendo, não consigo encontrar razões. Nenhumas! São vidas, humanas, dos nossos animais, das nossas florestas. É o nosso futuro. É o futuro dos nossos filhos que estão a queimar. Aquilo que demorou décadas a crescer... quem é que mata o nosso país assim??
E então dou por mim a olhar, desta vez para os carros de bombeiros que seguem na direção contrária, que vão ao encontro daquilo que evitamos. E fico paralisada. Também eles têm família, filhos, vidas e provavelmente... medo! Mas seguem sem hesitar, apagar, remediar o que outros destroem sem nexo. E sinto-me aterrada! E imensamente grata, pela coragem e grandiosidade destes homens e mulheres que sofrem por todos nós.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O pico sardanico

Já não faltavam as gordas doentes e agora tenho o meu bebé unicórnio esquisito... e eu que andava tão contente porque ele era todo bem disposto, adormecia sozinho, já fazia umas 4 horinhas seguidas de noite, não chorava com quase nada e é lindo e fofo que não se aguenta, e agora tramou-me. Nos últimos dias são birras, não desgruda, mas depois não consegue adormecer, e fica com mais birras, mama em continuo (ou quase) e refila porque tem de sair da mama para arrotar, e de noite voltámos a emagrecer os intervalos dos despertares... só tenho uma palavra: TRETA! Ando cansada. Claro que sei que o culpado disto tudo é o pico dos 3 meses, que se junta ao salto que já vinha dos 2 e se arrasta aos 4... parece que os 5 vão ser de descanso antes de nova "moca" aos 6... isto claro se nenhum dente decidir aparecer pelo caminho, senão estamos novamente tramados. Já me tinha esquecido como são enriquecedores estes 12 primeiros meses...
Agora parece que finalmente adormeceu. Mas nem me arrisco a pestanejar, não vá ele acordar. Entretanto tenho as meninas a fazer berreiro aqui ao lado porque querem a mãe para adormecer... Nice! Vou ali e já venho...