Conseguimos!!! Metemos as trouxas todas na camioneta nova (😂), as 3 cadeiras, os miúdos e o gato! Saímos com 45 minutos de atraso face ao pretendido, o que para nós é excelente! E pusemos a malta toda a dormir a sesta a tempo de aproveitar o tão desejado silêncio em viagem!
Bem, na verdade não foi a viagem toda, por erro de cálculo aqui do marido, que ao chegar às portagens do destino decidiu que não fazia mal ficar na fila com mais carros. Só que claro que faz, porque eles sentem logo a diferença no "treme-treme" e o Manel não resistiu a dar um ar da sua graça. Lá fomos nós outra vez parar à berma... e com o tempo que demorámos tivemos o bónus da nossa cria do meio nos brindar com "oh mãe, tenho as pernas, as costas e a roupa toda molhada! Acho que fiz xixi". E fez mesmo... e a cria mais velha informou pouco tempo depois que se não parássemos lhe iria acontecer o mesmo: voltámos à berma...
No fim chegámos tão exaustos que nos andámos a arrastar. Chegámos tarde ao mini-mercado e acabámos a jantar do take-away.
Sinceramente só não entendo porque continuamos a insistir em chamar a isto férias... isto é treino intensivo, dos duros mesmo!
PS: não podia faltar aqui um enorme agradecimento à Santogal Loures e em particular ao Sr Romeu. Para além da equipa muito simpática e prestável, foi graças ao seu profissionalismo, empenho e trabalho árduo (mesmo!) que permitiram que nós conseguíssemos ter o carro novo em tempo super record para virmos de férias! Ficámos muito bem impressionados!
domingo, 30 de julho de 2017
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Triste, manias de crianças
Ainda sobre a criança que há em mim...
Desde pequena que não consigo deixar de personificar os objectos que me circundam e dar-lhes sentimentos e sensações humanas. Havia sempre o mamarracho do boneco horroroso que tinha sido oferecido, que me fazia chorar por pensar o quão infeliz devia ser por ter tamanho desfortunio... Por isso fazia sempre questão de o incluir nas brincadeiras com os restantes, não deixando de nutrir pena pelo pequeno.
Agora cresci e confesso que não mudei muito a este respeito. O sentimento de tristeza para com os potenciais sentimentos das "coisas" continua a afligir-me.
É por isso que hoje me sinto triste. Provavelmente vão achar uma parvoice, talvez um profundo (des)equilíbrio, mas acho que hoje o meu carro está super triste. Ele deve gostar imenso de nós, demos-lhe uma família, animação, migalhas, vomitados, cocós, xixis, folhinhas e outras porcarias, mas era acarinhado! Só que deixou de dar para todos porque simplesmente deixámos de lá caber... foi esta falta de segurança e conforto que nos empurrou para a decisão difícil: temos que mudar de carro! Não foi nada fácil... Foi muito ponderado, muito ensaiado, muito estudado e obrigou de novo a muito jogo de cintura.
Recebi há pouco a notícia que temos esperado: "o seu carro novo já está pronto". E em vez de euforia só me apeteceu chorar... Isto também significa que teremos que deixar o nosso amiguinho. É um sentimento inevitável... e pega-se. Hoje quando deixei as meninas no colégio expliquei que era possível que tivéssemos que nos despedir do carro. Houve silêncio no cubículo. A M disse por fim "acho que o carro vai ficar triste". Novo silêncio. E a C saiu do carro e abraçou-se à roda traseira dizendo "gosto muito do nosso carro" (OMG! Ficou tão nojenta! Tive que me torcer toda para não estragar este momento tão profundo e sentido...). Pronto, e agora cabe-me esta difícil tarefa de ir lá deixar o nosso menino sem derramar uma lágrima que seja, para não fazer figuras (muito) tristes 😔 Acho que é desta que não ponho nome ao carro para não me apegar tanto!
Será que há mais gente por aí com esta patologia??? Ou serei só eu...? 😭😭😭
Desde pequena que não consigo deixar de personificar os objectos que me circundam e dar-lhes sentimentos e sensações humanas. Havia sempre o mamarracho do boneco horroroso que tinha sido oferecido, que me fazia chorar por pensar o quão infeliz devia ser por ter tamanho desfortunio... Por isso fazia sempre questão de o incluir nas brincadeiras com os restantes, não deixando de nutrir pena pelo pequeno.
Agora cresci e confesso que não mudei muito a este respeito. O sentimento de tristeza para com os potenciais sentimentos das "coisas" continua a afligir-me.
É por isso que hoje me sinto triste. Provavelmente vão achar uma parvoice, talvez um profundo (des)equilíbrio, mas acho que hoje o meu carro está super triste. Ele deve gostar imenso de nós, demos-lhe uma família, animação, migalhas, vomitados, cocós, xixis, folhinhas e outras porcarias, mas era acarinhado! Só que deixou de dar para todos porque simplesmente deixámos de lá caber... foi esta falta de segurança e conforto que nos empurrou para a decisão difícil: temos que mudar de carro! Não foi nada fácil... Foi muito ponderado, muito ensaiado, muito estudado e obrigou de novo a muito jogo de cintura.
Recebi há pouco a notícia que temos esperado: "o seu carro novo já está pronto". E em vez de euforia só me apeteceu chorar... Isto também significa que teremos que deixar o nosso amiguinho. É um sentimento inevitável... e pega-se. Hoje quando deixei as meninas no colégio expliquei que era possível que tivéssemos que nos despedir do carro. Houve silêncio no cubículo. A M disse por fim "acho que o carro vai ficar triste". Novo silêncio. E a C saiu do carro e abraçou-se à roda traseira dizendo "gosto muito do nosso carro" (OMG! Ficou tão nojenta! Tive que me torcer toda para não estragar este momento tão profundo e sentido...). Pronto, e agora cabe-me esta difícil tarefa de ir lá deixar o nosso menino sem derramar uma lágrima que seja, para não fazer figuras (muito) tristes 😔 Acho que é desta que não ponho nome ao carro para não me apegar tanto!
Será que há mais gente por aí com esta patologia??? Ou serei só eu...? 😭😭😭
terça-feira, 25 de julho de 2017
Vamos a contas: 6 anos
Ora, 6 anos, 3 filhos, 1 doutoramento (de cada), 3 casas, (quase) 3 carros, o mesmo gato, montes de cabelos brancos e rugas acabadas de chegar... muita gritaria, discussões, vontade de arrancar olhos e socar estômagos.
Mas também há coisas boas! 6 anos de muitos sorrisos, muitas gargalhadas, muitos beijinhos e muito amor!
Uma coisa é certa: ao longo destes anos houve muito muito jogo de cintura! E foi assim que ontem, exactamente no dia em que comemorámos os nossos 6 anos de casados, nos pusemos à prova mais uma vez!
Todos os anos tentamos fazer um programa em família inesquecível! Este ano, pela contenção de despesas, por andarmos a roçar a ilegalidade de assentos infantis dentro do carro e pela presença do Sr júnior, decidimos fazer um programa mais light: iniciar a praia em familia 2017, almoçar fora em qualquer sítio eficiente, e próprio a crianças em transe (sem ser McDonalds), andar de carro o tempo suficiente para dormirem qualquer coisa, voltar para Lx antes do resto do mundo e eventualmente terminar com um programinha cultural ou lanche. Perfeito! 👌
Só que não... não fossemos nós a família que somos 🙄 Então foi assim:
Depois de uma maratona heróica que nos permitiu sair de casa cerca de 2h30 depois de termos acordado, rumámos ao sol da Costa com uma enorme esperança de não ficarmos parados nas filas loucas ou de termos que deixar o carro a kms do passadiço. Estranhamente nenhuma das duas coisas aconteceu e cheguei a pensar por momentos que os astros se tinham alinhado para que tudo corresse bem. Todo o carro respirava harmonia ao som das músicas infantis mais pedidas.
Estávamos tão zen que nem esmorecemos quando chegámos à praia e percebemos que dificilmente conseguiríamos manter as toalhas intactas no chão. Fingimos nem ligar à temperatura da água que nos congelava o cérebro ao molharmos os pés, nem tão pouco aos kilos de areia que tentávamos não comer tal aventania que se fazia sentir. Talvez o primeiro momento em que senti tremores no sobrolho foi quando, apesar dos meus esforços para manter o Manel intacto, vi alguém (uma delas mas ninguém se acusou) despejar um balde de areia mesmo na direção do bebé. Posso dizer-vos que ainda ando a encontrar areias nas orelhas do desgraçado...
Esforçando o sorriso "família alegre" mantivemo-nos até que as pás deixaram de ser divertidas. Nessa altura pusemos fim àquele momento e rumámos ao próximo passo: comer. Não tínhamos pensado em nada, mas com medo que nos desse a fraqueza que nos empurraria para o Mac de Corroios decidi que tentaríamos qualquer restaurante no centro da Costa (até porque demorar mais poderia pôr em causa as condições de exequibilidade). Foi este o momento em que os astros foram também almoçar... Com receio de não encontrarmos lugar em lado nenhum, estacionámos no primeiro sítio que encontrámos. Rapidamente ficámos a saber que este distava cerca de km e meio do restaurante... Não esmorecemos mas chegámos rotos, já com alguns tiques nervosos, mas ainda de sorriso nos lábios: íamos almoçar num restaurante normal! Só que entre a agitação inicial da chegada, dos xixis e da escolha do menu, a pressão fez com que optámos provavelmente por uma das piores opções: arroz de marisco (à seria!). Não vos vou maçar aos pormenores, mas hoje sabemos que pernas de santolas, martelos, lagosta, e afins, juntamente com 3! crianças em hora de sesta dá uma indigestão do caraças. Já os senhores do restaurante agradeceram o chão limpinho limpinho pelas roupas das nossas filhas. Ok! Assim que conseguimos zarpámos dali para fora rapidinho antes que se iniciasse a 5ª birra da tarde intitulada "eu não quero ir para o carro" (antes houve a "eu não quero ir fazer xixi", "eu quero mais sumo", "eu quero sobremesa", "eu não quero estar mais na mesa"). Mas... ainda faltava o tal km e meio (lembram-se?), então pusemos os putos às costas (bendito babywearing) e toca a bufar até ao carro... O resto foi rápido! De bofos de fora, enfiámos toda a malta nas cadeiras (ignorando protestos...) e iniciámos a 3ª parte do plano: andar sem rumo para as crianças dormirem. Ah!!! Que bom... Momento do casal em que não há barulho e metemos a conversa em dia. Só faltou um pequeno pormenor: o Manel não comeu arroz, e com toda a agitação e precipitação não me lembrei que ele pudesse estar prestes a ter fome. Ou seja, fomos agradavelmente presenteados com uma gritaria medonha até conseguirmos sair da auto-estrada e encontrar um lugarzinho para parar o carro e dar de mamar. Mas já foi tarde, tarde demais, porque as restantes habitantes do cubículo foram terrivelmente acordadas do seu sono reparador, 30 minutos depois de o terem iniciado... mau! Muito mau! Foi o início de todo um momento mau... o Manel decidiu que ficaria mal disposto na hora e meia que se seguiu, as meninas decidiram que iriam fazer birras porque tinham fome, ou sono, ou tudo junto, o marido que decidiu voltar para trás no caminho e enfiar-se na (agora) gigante fila da A2 para a ponte, e estava "a barraca montada"... Tivemos que parar N vezes (na berma), ao ponto de chegarmos a ser escoltados pela brisa, que esteve pacientemente à espera que o Manel mamasse pela 183633 vez, enquanto a C chorava pela sua mochila, e a M insistiria que queria irá para a rua (auto-estrada portanto!) para comprarmos alguma coisa para ela comer. Estão a ver os filmes de terror? Pois, foi mais ou menos isso! Tudo me passou pela cabeça... até que rosnei: "não dá para ir de barco???" E não é que dava mesmo?! Em 30 minutos iria sair da Trafaria o ultimo barco que transporta carros para Lisboa. 30 minutos era o que tínhamos! Escusado será dizer que nem pensámos duas vezes. Prego a fundo rumo à Trafaria. Até transpirei... mas quando chegámos: "o barco está atrasado. Só daqui a 1h". Que se lixe! Depois do que já tínhamos passado era mil vezes preferível esperar e fazer um lanche forçado de gelados. Depois foi só inventar macacadas para distrair e entreter as miúdas durante a espera e garantir que não se mandavam borda fora no barco... Mesmo assim, passado o entusiasmo inicial, as birras foram tão grandes que acabámos exilados no carro a discutir uns com os outros.
Sinceramente foi um dia intenso, diria até inesquecívelmente intenso!, e quando os vi na cama, quando ME vi na cama, julguei que era mentira... mas no fundo acho que acabou por figurar bem O casamento em si, e no fim o que interessa é que com mais ou menos moça, tudo acabou bem ❤️
Mas também há coisas boas! 6 anos de muitos sorrisos, muitas gargalhadas, muitos beijinhos e muito amor!
Uma coisa é certa: ao longo destes anos houve muito muito jogo de cintura! E foi assim que ontem, exactamente no dia em que comemorámos os nossos 6 anos de casados, nos pusemos à prova mais uma vez!
Todos os anos tentamos fazer um programa em família inesquecível! Este ano, pela contenção de despesas, por andarmos a roçar a ilegalidade de assentos infantis dentro do carro e pela presença do Sr júnior, decidimos fazer um programa mais light: iniciar a praia em familia 2017, almoçar fora em qualquer sítio eficiente, e próprio a crianças em transe (sem ser McDonalds), andar de carro o tempo suficiente para dormirem qualquer coisa, voltar para Lx antes do resto do mundo e eventualmente terminar com um programinha cultural ou lanche. Perfeito! 👌
Só que não... não fossemos nós a família que somos 🙄 Então foi assim:
Depois de uma maratona heróica que nos permitiu sair de casa cerca de 2h30 depois de termos acordado, rumámos ao sol da Costa com uma enorme esperança de não ficarmos parados nas filas loucas ou de termos que deixar o carro a kms do passadiço. Estranhamente nenhuma das duas coisas aconteceu e cheguei a pensar por momentos que os astros se tinham alinhado para que tudo corresse bem. Todo o carro respirava harmonia ao som das músicas infantis mais pedidas.
Estávamos tão zen que nem esmorecemos quando chegámos à praia e percebemos que dificilmente conseguiríamos manter as toalhas intactas no chão. Fingimos nem ligar à temperatura da água que nos congelava o cérebro ao molharmos os pés, nem tão pouco aos kilos de areia que tentávamos não comer tal aventania que se fazia sentir. Talvez o primeiro momento em que senti tremores no sobrolho foi quando, apesar dos meus esforços para manter o Manel intacto, vi alguém (uma delas mas ninguém se acusou) despejar um balde de areia mesmo na direção do bebé. Posso dizer-vos que ainda ando a encontrar areias nas orelhas do desgraçado...
Esforçando o sorriso "família alegre" mantivemo-nos até que as pás deixaram de ser divertidas. Nessa altura pusemos fim àquele momento e rumámos ao próximo passo: comer. Não tínhamos pensado em nada, mas com medo que nos desse a fraqueza que nos empurraria para o Mac de Corroios decidi que tentaríamos qualquer restaurante no centro da Costa (até porque demorar mais poderia pôr em causa as condições de exequibilidade). Foi este o momento em que os astros foram também almoçar... Com receio de não encontrarmos lugar em lado nenhum, estacionámos no primeiro sítio que encontrámos. Rapidamente ficámos a saber que este distava cerca de km e meio do restaurante... Não esmorecemos mas chegámos rotos, já com alguns tiques nervosos, mas ainda de sorriso nos lábios: íamos almoçar num restaurante normal! Só que entre a agitação inicial da chegada, dos xixis e da escolha do menu, a pressão fez com que optámos provavelmente por uma das piores opções: arroz de marisco (à seria!). Não vos vou maçar aos pormenores, mas hoje sabemos que pernas de santolas, martelos, lagosta, e afins, juntamente com 3! crianças em hora de sesta dá uma indigestão do caraças. Já os senhores do restaurante agradeceram o chão limpinho limpinho pelas roupas das nossas filhas. Ok! Assim que conseguimos zarpámos dali para fora rapidinho antes que se iniciasse a 5ª birra da tarde intitulada "eu não quero ir para o carro" (antes houve a "eu não quero ir fazer xixi", "eu quero mais sumo", "eu quero sobremesa", "eu não quero estar mais na mesa"). Mas... ainda faltava o tal km e meio (lembram-se?), então pusemos os putos às costas (bendito babywearing) e toca a bufar até ao carro... O resto foi rápido! De bofos de fora, enfiámos toda a malta nas cadeiras (ignorando protestos...) e iniciámos a 3ª parte do plano: andar sem rumo para as crianças dormirem. Ah!!! Que bom... Momento do casal em que não há barulho e metemos a conversa em dia. Só faltou um pequeno pormenor: o Manel não comeu arroz, e com toda a agitação e precipitação não me lembrei que ele pudesse estar prestes a ter fome. Ou seja, fomos agradavelmente presenteados com uma gritaria medonha até conseguirmos sair da auto-estrada e encontrar um lugarzinho para parar o carro e dar de mamar. Mas já foi tarde, tarde demais, porque as restantes habitantes do cubículo foram terrivelmente acordadas do seu sono reparador, 30 minutos depois de o terem iniciado... mau! Muito mau! Foi o início de todo um momento mau... o Manel decidiu que ficaria mal disposto na hora e meia que se seguiu, as meninas decidiram que iriam fazer birras porque tinham fome, ou sono, ou tudo junto, o marido que decidiu voltar para trás no caminho e enfiar-se na (agora) gigante fila da A2 para a ponte, e estava "a barraca montada"... Tivemos que parar N vezes (na berma), ao ponto de chegarmos a ser escoltados pela brisa, que esteve pacientemente à espera que o Manel mamasse pela 183633 vez, enquanto a C chorava pela sua mochila, e a M insistiria que queria irá para a rua (auto-estrada portanto!) para comprarmos alguma coisa para ela comer. Estão a ver os filmes de terror? Pois, foi mais ou menos isso! Tudo me passou pela cabeça... até que rosnei: "não dá para ir de barco???" E não é que dava mesmo?! Em 30 minutos iria sair da Trafaria o ultimo barco que transporta carros para Lisboa. 30 minutos era o que tínhamos! Escusado será dizer que nem pensámos duas vezes. Prego a fundo rumo à Trafaria. Até transpirei... mas quando chegámos: "o barco está atrasado. Só daqui a 1h". Que se lixe! Depois do que já tínhamos passado era mil vezes preferível esperar e fazer um lanche forçado de gelados. Depois foi só inventar macacadas para distrair e entreter as miúdas durante a espera e garantir que não se mandavam borda fora no barco... Mesmo assim, passado o entusiasmo inicial, as birras foram tão grandes que acabámos exilados no carro a discutir uns com os outros.
Sinceramente foi um dia intenso, diria até inesquecívelmente intenso!, e quando os vi na cama, quando ME vi na cama, julguei que era mentira... mas no fundo acho que acabou por figurar bem O casamento em si, e no fim o que interessa é que com mais ou menos moça, tudo acabou bem ❤️
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Receber a mastite de braços abertos...
... até porque não os conseguia fechar porque o durão é mesmo por baixa da axila!
E foi assim que ao 3º bebé, e 3ª amamentação, preencho esta mancha no meu repertório. Não que tenha alguma culpa no cartório, na verdade acho que a culpa foi dos pesos que levantei ontem na aula de ginástica, mas ainda assim achamos que só acontece aos outros.
E apesar de dizer o tratamento e procedimento na ponta da língua a quem me questiona, chega a mim própria e o cérebro dá um nó! Sei identificar claramente o que tenho, a dor, o vermelho, o quente, o durão, o mau estar, a prostração, os calafrios e por ultimo a febre! Mas só me ocorre questionar o antibiótico ao médico. Felizmente tenho a quem recorrer e que me lembra do gelo, das couves, do duche, do quente e das massagens. Sim, porque também já dei de mamar a testar o mamasutra 🙄
Agora é esperar que passe e seguir à risca todas as recomendações...
E foi assim que ao 3º bebé, e 3ª amamentação, preencho esta mancha no meu repertório. Não que tenha alguma culpa no cartório, na verdade acho que a culpa foi dos pesos que levantei ontem na aula de ginástica, mas ainda assim achamos que só acontece aos outros.
E apesar de dizer o tratamento e procedimento na ponta da língua a quem me questiona, chega a mim própria e o cérebro dá um nó! Sei identificar claramente o que tenho, a dor, o vermelho, o quente, o durão, o mau estar, a prostração, os calafrios e por ultimo a febre! Mas só me ocorre questionar o antibiótico ao médico. Felizmente tenho a quem recorrer e que me lembra do gelo, das couves, do duche, do quente e das massagens. Sim, porque também já dei de mamar a testar o mamasutra 🙄
Agora é esperar que passe e seguir à risca todas as recomendações...
domingo, 9 de julho de 2017
Sem ele...
Não te digo adeus, porque quero muito que voltes... não te digo adeus, porque não gosto de despedidas!
E mais uma vez me ponho à prova. Me pões à prova. Serei capaz de superar isto, de me superar. Mas detesto. Destesto quando não estás aqui, quando fico sozinha, quanto te sinto longe. Fomos, somos e seremos sempre ciganos. Não fomos feitos para estar separados!
Vou contar todas as horas de superação. Já o fiz antes mas agora é a primeira vez. Não tenho mãos que cheguem e tenho medo nos olhos. Tenho sempre. Elas também sentem, mas pedem-me o que não sei dar, o que me custa também. Farei o meu melhor, mesmo que não seja o suficiente!
Até já...
E mais uma vez me ponho à prova. Me pões à prova. Serei capaz de superar isto, de me superar. Mas detesto. Destesto quando não estás aqui, quando fico sozinha, quanto te sinto longe. Fomos, somos e seremos sempre ciganos. Não fomos feitos para estar separados!
Vou contar todas as horas de superação. Já o fiz antes mas agora é a primeira vez. Não tenho mãos que cheguem e tenho medo nos olhos. Tenho sempre. Elas também sentem, mas pedem-me o que não sei dar, o que me custa também. Farei o meu melhor, mesmo que não seja o suficiente!
Até já...
sábado, 1 de julho de 2017
Versatilidade! (Ou super mãezice)
Os meus filhos já se adaptaram muito bem ao horário da praia, pelo menos ao fim de semana... Ainda não eram 8h da manhã e já tinha 6 "pisca-pisca" a olhar para mim (embora eu estivesse teimosamente a tentar persuadi-los com os meus fechados).
Não há volta a dar. Levantamos-nos todos e vamos para baixo. Entre pequeno-almoço e umas brincadeiras, o tempo corre depressa e passamos a acelerar. Tomo eu banho, e ainda tenho a toalha na cabeça e já estou a dar lugar ao pai. O bebé chora de fome, as meninas já estão na loucura e ainda é preciso arranjá-las e arrumar tudo! Mas sem stress! Eu consigo! Como o pai é "menina" vai demorar no banho... vou aproveitar para dar de mamar enquanto coso as sapatilhas do Ballet, lhes dou instruções para se vestirem, penteio os cabelos e ralho para arrumarem os brinquedos! Tão bom ser mulher 😍
Não há volta a dar. Levantamos-nos todos e vamos para baixo. Entre pequeno-almoço e umas brincadeiras, o tempo corre depressa e passamos a acelerar. Tomo eu banho, e ainda tenho a toalha na cabeça e já estou a dar lugar ao pai. O bebé chora de fome, as meninas já estão na loucura e ainda é preciso arranjá-las e arrumar tudo! Mas sem stress! Eu consigo! Como o pai é "menina" vai demorar no banho... vou aproveitar para dar de mamar enquanto coso as sapatilhas do Ballet, lhes dou instruções para se vestirem, penteio os cabelos e ralho para arrumarem os brinquedos! Tão bom ser mulher 😍
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Ser o pai do menino
Hoje estamos em festa! O papá faz anos, uns anos daqueles mesmo marcantes! Quase com direito a livro de memórias...
E por isso este post é dedicado a ele. Afinal o papá está a gostar imenso de ser pai de menino. Se já era todo baboso com as princesas, agora juntou baba ao bebé Manel.
É verdade que uma boa parte disso se deve ao facto de ambos acharmos que só ao 3º é que estamos mesmo a aproveitar em pleno, sem stresses, o bebé pequenino. Na primeira tudo é um stress, uma ansiedade, uma novidade, uma mudança abissal na vida de todos nós: o choque de passar a assumir o papel de pai! Acho que a palavra que mais caracteriza é Medo!
A segunda veio em circunstâncias especiais: não foi planeada e ao nascer com uma malformação carregou todo o momento de preocupação e aflição. Foi muito difícil emocionalmente para ambos. A palavra de ordem da segunda poderá passar por Angústia!
Agora o terceiro, embora não planeado, já era desejado. E apesar da gravidez difícil, conseguimos ultrapassar e viver as coisas da melhor forma (e serenamente). O bebé é também resultado disso mesmo, por isso a palavra do terceiro é provavelmente Serenidade!
Mas fora a multiplicidade, o papá está a descobrir algumas coisas às quais acha mesmo piada. Ter um compincha, ou "com pila" (para não dizer outra coisa) está a ser uma vivência engraçada. Ele sente-se nitidamente orgulhoso por mudar a fralda e mexer nos "preparos" com muito mais à vontade do que eu! Pega e puxa e estica... e perante o meu olhar de horror ele diz triunfante "isto não dói nada! Não percebes nada disto!". Acho que se está a vingar de todas as vezes que lhe ralhei por limpezas erróneas...
Depois há qualquer coisa de fantástico em instruir um novo membro da família na derradeira condição de homem. Em conversas apelidadas de "homem para bebé" já ouvi ensinamentos como "bebé, aprende! Nós não valemos nada. Os das outras é que são bons, e nunca fazemos nada suficientemente bem! Ah, e elas é que têm sempre razão... Ehehehhhh!" (Juro que não entendo as risadas que dá)...
Por fim, noto um grande sentido de responsabilidade em apurar e estimular a "machesa" deste novo homenzinho. Surgem frequentemente comentários (deprimentes) referentes à parte "mais importante do corpo masculino", tais como (a mudar a fralda) "Manel, isso está muito em baixo! O papá vai mostrar-te umas bebés nuas para ver se isso arrebita...", e farta-se de rir quando o Manel se prepara em riste para lançar uma xixizada pelo ar, assim que se abre a fralda. Mas não se fica por aqui... A referência a bebés nuas é usada para tentar persuadir às boas noites de sono, aos bons comportamentos, ou porque sim, para fazerem massagem a seguir ao banho. E ainda um tema controverso: "Com esses olhos quero que tragas muitas namoradas cá a casa, ouviste? Vais ser o orgulho do teu pai!" (Em compensação, está sempre a reforçar a ideia do convento e da caçadeira quando se fala nos namorados das meninas...)!
Pronto, e é isto! Há mais uns quantos comentários (igualmente redutores) que oiço diariamente, sempre acompanhados de umas gargalhadas. Pelo menos dá-lhe para rir... Já não me bastava andar a aperfeiçoar os filhos dos outros, ainda vou ter trabalho redobrado a educar um homem de jeito!
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