Andamos numa fase de espalhar ocitocina (aka amor) nas nossas vidas! Claro que devido à faixa etária das nossas filhas, é impossível não haver momentos de descargas de cortisol e adrenalina (aka gritos e birras), mas andamos a tentar a via da harmonia, até para que o Manel não ache perigoso ou arriscado vir cá para fora.
Mas ainda assim, ainda só tivemos ameaços, nada de concretizações. E com isto confirmo, ainda <in vitro>, uma antiga teoria minha de que os homens são em geral um atraso de vida a tomarem decisões que mudem as suas vidas, principalmente aquelas que têm grande potencial de os colocarem em situações de pouco conforto ou controlo. É com pena que verifico que normalmente tem mesmo que existir por trás uma mulher de mão e palavra forte para lhes dar o tal empurrazinho (ou xuto no rabo) de que precisam para andarem para a frente.
E pronto, hoje vamos iniciar os empurrões, mais logo na consulta. Sim, porque a mãe não fica contente apenas com contrações regulares e dores que depois "puff" desaparecem na hora do real soninho porque já se está cansado!
"Manel, Manel!! Vais-me dar trabalho... à vais vais... olha que tenho pouca paciência para homens bananas..."
quinta-feira, 27 de abril de 2017
domingo, 23 de abril de 2017
A barraca da festa da C
Depois da tempestade, vem a aceitação. E com isto a mudança de foco!
Ontem foi (finalmente) a festa da C. Planeada em cima do joelho, concretizada em loucura total... As circunstâncias assim o exigiram, infelizmente, porque a maré não tem sido a melhor por estas bandas. Mas a C não tem culpa e por isso merecia algo ao nível dos seus sonhos, e assim tentei que fosse: a festa da pequena sereia!
Após dois dias de franca loucura, que envolveram actividades sociais, e físicas, de mãe (dia da família no colégio); visitas hospitalares; muitas horas de cozinha; e outras tantas de recortes e colagens para as decorações da festa, eis que chega o momento em que faltam sensivelmente 30 minutos para tudo começar. As coisas estavam pseudo orientadas e eu estava a decorar o bolo de anos com pasta de açúcar. Estava tão ocupada que não tomei consciência que de vez em quando me sentava, parava, respirava e fazia caretas... De repente percebi que estava com contrações. Não sei há quanto tempo, nem com que intervalo, pouco interessava naquele momento porque o importante era ter tudo pronto para a festa começar. A parir, que fosse depois! Mas as coisas complicavam-se cada vez mais... as viagens que fazia para meter os comes e bebes na mesa eram cada vez mais interrompidas e dolorosas. Chegaram os primeiros convidados que perceberam o que se passava e por piada começaram a contar o tempo: 5 minutos! Que treta! "Tenho mesmo que me despachar com isto!", foi o que eu pensei... até que não aguentei mais. Comecei por rir, mas as dores e intensidade já não me arrancavam sorrisos e decidi parar e ir descansar um pouco para o meu quarto. Tinha passado cerca de hora e meia. Por lá fiquei, e fiquei, e fiquei... as mulheres da festa foram seguindo a "cena" mais ou menos de perto. Ao fim de meia hora lá consegui espaçar as contrações o suficiente para cantar os parabéns. Voltei a descansar, mas desta vez já na festa de novo, embora nunca tenha deixado de ter contrações. Só à noite consegui um espaçamento amigável o suficiente para descansar e relaxar! Foi um falso alarme, mas a vergonha, essa já ninguém me tira. E no meio disto tudo, quase não assisti à festa e nem uma foto consegui tirar...
Ontem foi (finalmente) a festa da C. Planeada em cima do joelho, concretizada em loucura total... As circunstâncias assim o exigiram, infelizmente, porque a maré não tem sido a melhor por estas bandas. Mas a C não tem culpa e por isso merecia algo ao nível dos seus sonhos, e assim tentei que fosse: a festa da pequena sereia!
Após dois dias de franca loucura, que envolveram actividades sociais, e físicas, de mãe (dia da família no colégio); visitas hospitalares; muitas horas de cozinha; e outras tantas de recortes e colagens para as decorações da festa, eis que chega o momento em que faltam sensivelmente 30 minutos para tudo começar. As coisas estavam pseudo orientadas e eu estava a decorar o bolo de anos com pasta de açúcar. Estava tão ocupada que não tomei consciência que de vez em quando me sentava, parava, respirava e fazia caretas... De repente percebi que estava com contrações. Não sei há quanto tempo, nem com que intervalo, pouco interessava naquele momento porque o importante era ter tudo pronto para a festa começar. A parir, que fosse depois! Mas as coisas complicavam-se cada vez mais... as viagens que fazia para meter os comes e bebes na mesa eram cada vez mais interrompidas e dolorosas. Chegaram os primeiros convidados que perceberam o que se passava e por piada começaram a contar o tempo: 5 minutos! Que treta! "Tenho mesmo que me despachar com isto!", foi o que eu pensei... até que não aguentei mais. Comecei por rir, mas as dores e intensidade já não me arrancavam sorrisos e decidi parar e ir descansar um pouco para o meu quarto. Tinha passado cerca de hora e meia. Por lá fiquei, e fiquei, e fiquei... as mulheres da festa foram seguindo a "cena" mais ou menos de perto. Ao fim de meia hora lá consegui espaçar as contrações o suficiente para cantar os parabéns. Voltei a descansar, mas desta vez já na festa de novo, embora nunca tenha deixado de ter contrações. Só à noite consegui um espaçamento amigável o suficiente para descansar e relaxar! Foi um falso alarme, mas a vergonha, essa já ninguém me tira. E no meio disto tudo, quase não assisti à festa e nem uma foto consegui tirar...
terça-feira, 18 de abril de 2017
Estou demasiado grávida, há demasiado tempo...
E o tempo é uma percepção. Não são horas, nem minutos. São sentimentos, são sensações!
Bati o meu record de gestação, e aos poucos chego ao meu limite. Não é um limite físico, ou também o é, de certa forma, mas não é esse que custa mais. Acho que me está a ser cobrado todo o esforço emocional que me acompanhou durante meses... aprendi que os dias se contam um a um, aprendi que esperança é diferente de expectativa, aprendi que a única certeza é o momento do agora. Aprendi tudo isto e muito mais, obriguei-me a relativizar e a desconstruir, tudo para atingir um objectivo. Sinto que já chega. Não consigo exigir mais de mim, quero a minha recompensa, aqui e agora! Parece que esgotei a minha capacidade de ser tolerante, positiva ou racional. Nada funciona. Persiste um sentimento de "já chega!" de "não aguento mais". Apetece-me chorar, tudo o que não chorei... descarregar as dores da alma que agora se acompanham das dores físicas. E já não quero aprender mais nada, e já não quero fazer mais esforço. E sei que me vou arrepender, sei que me vou julgar e culpar por ter sido tão egoista, por não ter sido capaz de esperar, mas hoje sinto-me sem forças, e quero ser eu outra vez... e por favor, não me julguem, porque isto já é difícil o suficiente...
Bati o meu record de gestação, e aos poucos chego ao meu limite. Não é um limite físico, ou também o é, de certa forma, mas não é esse que custa mais. Acho que me está a ser cobrado todo o esforço emocional que me acompanhou durante meses... aprendi que os dias se contam um a um, aprendi que esperança é diferente de expectativa, aprendi que a única certeza é o momento do agora. Aprendi tudo isto e muito mais, obriguei-me a relativizar e a desconstruir, tudo para atingir um objectivo. Sinto que já chega. Não consigo exigir mais de mim, quero a minha recompensa, aqui e agora! Parece que esgotei a minha capacidade de ser tolerante, positiva ou racional. Nada funciona. Persiste um sentimento de "já chega!" de "não aguento mais". Apetece-me chorar, tudo o que não chorei... descarregar as dores da alma que agora se acompanham das dores físicas. E já não quero aprender mais nada, e já não quero fazer mais esforço. E sei que me vou arrepender, sei que me vou julgar e culpar por ter sido tão egoista, por não ter sido capaz de esperar, mas hoje sinto-me sem forças, e quero ser eu outra vez... e por favor, não me julguem, porque isto já é difícil o suficiente...
domingo, 16 de abril de 2017
O ovinho que não abriu
(Hoje, algures na birra da sesta)
"Mãe, eu gosto muito do quêlhinho da Páscoa e do Pai Natal".
Pela primeira vez vivi a Páscoa apenas como mãe. Fui eu que escondi os ovinhos, fui eu que distribuí magia! Até este ano, a tarefa estava entregue à minha mãe, e todos nós participávamos (infantilmente e deliciosamente) na procura dos ovos. Desta vez a mãe está longe... mas foi bom, foi uma responsabilidade e pêras, mas acho que me saí bem!
De qualquer modo, não deixo de dizer: finalmente estamos a chegar ao fim destas férias escolares! Foram muito boas e pude voltar a passear e fazer uma série de coisas que já não fazia há muito. As meninas andaram todas contentes, mas não vou mentir... contra tudo o que seria expectável: dava tudo por uns momentos de sossego e repouso na caminha!
O meu GO já me ligou 2x a perguntar se não havia novidades... voltou a reforçar que tenho de andar e mexer-me. Eu tenho tentado, mas acho que só não me dói a raiz dos cabelos...
É que o meu ovinho de Páscoa ainda não abriu e ainda não pude conhecer o meu brinde. Não que esteja atrasado, por aqui a Páscoa espera, mas confesso que já me apetecia. Isto de andar sem mobilidade e ter dores, tem claramente o seu limite! Por outro lado, à nossa volta têm surgido algumas complicações de logística e de saúde, o que me leva a crer que o meu bebé está a saber esperar por melhores momentos! (Esperto, o moço!).
Por isso vamos rebolando e aproveitando os últimos tempos de família em número par, em conta de mesa certa, em que cabemos no nosso carro! 😂
"Mãe, eu gosto muito do quêlhinho da Páscoa e do Pai Natal".
Pela primeira vez vivi a Páscoa apenas como mãe. Fui eu que escondi os ovinhos, fui eu que distribuí magia! Até este ano, a tarefa estava entregue à minha mãe, e todos nós participávamos (infantilmente e deliciosamente) na procura dos ovos. Desta vez a mãe está longe... mas foi bom, foi uma responsabilidade e pêras, mas acho que me saí bem!
De qualquer modo, não deixo de dizer: finalmente estamos a chegar ao fim destas férias escolares! Foram muito boas e pude voltar a passear e fazer uma série de coisas que já não fazia há muito. As meninas andaram todas contentes, mas não vou mentir... contra tudo o que seria expectável: dava tudo por uns momentos de sossego e repouso na caminha!
O meu GO já me ligou 2x a perguntar se não havia novidades... voltou a reforçar que tenho de andar e mexer-me. Eu tenho tentado, mas acho que só não me dói a raiz dos cabelos...
É que o meu ovinho de Páscoa ainda não abriu e ainda não pude conhecer o meu brinde. Não que esteja atrasado, por aqui a Páscoa espera, mas confesso que já me apetecia. Isto de andar sem mobilidade e ter dores, tem claramente o seu limite! Por outro lado, à nossa volta têm surgido algumas complicações de logística e de saúde, o que me leva a crer que o meu bebé está a saber esperar por melhores momentos! (Esperto, o moço!).
Por isso vamos rebolando e aproveitando os últimos tempos de família em número par, em conta de mesa certa, em que cabemos no nosso carro! 😂
terça-feira, 11 de abril de 2017
3 anos de C
Hoje acordei e tinha alguém ao lado. Um corpinho pequenino e quente, deliciosamente familiar!
"Olá princesa! Estás a dormir na minha cama?"
"Shim"
"Porquê?"
"Puque eu queria a mamã"
Cada filho que nasce revela-se uma grande surpresa. Uma oportunidade única para nos desafiarmos, para crescermos enquanto seres humanos. Mas também para recebermos uma riqueza sem fim, diferente de qualquer outra que possa existir. Tenho para mim que cada filho é tão maravilhosamente único, especial e diferente, que chega a tornar possível uma paixão e amor por opostos.
A C é isto tudo. A C é o nosso pequeno milagre. Aquele que não foi planeado, aquele que por momentos chegou até a não ser desejado, aquele que ninguém queria acreditar que fosse possível. Mas ela veio, porque ainda antes de existir, ela já era uma força da natureza. Veio na pior altura, no pior momento, fora de tempo e condições. A C veio para nos ensinar! Para nos mostrar tanta, mas tanta coisa que nunca lhe poderei agradecer. Ela pôs à prova toda a nossa estrutura, ela exigiu que nos transformássemos e relativizassemos o que seria inalterável.
Já passaram 3 anos! E eu olho para ela com tanto orgulho, com tanto amor a transbordar. Há 3 anos atrás entrei pela maternidade de sorriso nos lábios: ia conhecer a minha pequena. Num parto rápido, alegre e feliz, recebi-a nos braços. Contudo, os dias que se seguiram foram deveras difíceis, cruéis até! Ninguém, nenhuma mãe, está preparada para lidar com "a sua filha não está bem! Ela não nasceu como as outras crianças". É desesperante fazer perguntas e receber encolheres de ombros... Não há explicação para este sentimento, e fica cravado em nós para todo o sempre. Muda tudo para sempre! Mas aos poucos vamos aprendendo a viver, a aceitar, a lidar, a cuidar. A celebrar o que não se percebe. E a amar, cada vez mais!
Esta é a minha filha Clara. Uma guerreira! Que nos mostra que a diferença não passa de percepções dos nossos olhos. Dos olhos dos outros, que nada sabem, que nada entendem! A minha filha Clara é uma força da natureza, que tem tanto de tempestuoso, como de ternurento. Ela conquista as pessoas à sua volta com o seu sorriso, o seu olhar, o seu carinho.
E por tudo isto, hoje, no dia em que completa 3 anos que a pus no mundo, eu lhe agradeço, por me ter dado a oportunidade de ser sua mãe, e agradeço a Deus, toda a riqueza que colocou nas nossas vidas!
"Olá princesa! Estás a dormir na minha cama?"
"Shim"
"Porquê?"
"Puque eu queria a mamã"
Cada filho que nasce revela-se uma grande surpresa. Uma oportunidade única para nos desafiarmos, para crescermos enquanto seres humanos. Mas também para recebermos uma riqueza sem fim, diferente de qualquer outra que possa existir. Tenho para mim que cada filho é tão maravilhosamente único, especial e diferente, que chega a tornar possível uma paixão e amor por opostos.
A C é isto tudo. A C é o nosso pequeno milagre. Aquele que não foi planeado, aquele que por momentos chegou até a não ser desejado, aquele que ninguém queria acreditar que fosse possível. Mas ela veio, porque ainda antes de existir, ela já era uma força da natureza. Veio na pior altura, no pior momento, fora de tempo e condições. A C veio para nos ensinar! Para nos mostrar tanta, mas tanta coisa que nunca lhe poderei agradecer. Ela pôs à prova toda a nossa estrutura, ela exigiu que nos transformássemos e relativizassemos o que seria inalterável.
Já passaram 3 anos! E eu olho para ela com tanto orgulho, com tanto amor a transbordar. Há 3 anos atrás entrei pela maternidade de sorriso nos lábios: ia conhecer a minha pequena. Num parto rápido, alegre e feliz, recebi-a nos braços. Contudo, os dias que se seguiram foram deveras difíceis, cruéis até! Ninguém, nenhuma mãe, está preparada para lidar com "a sua filha não está bem! Ela não nasceu como as outras crianças". É desesperante fazer perguntas e receber encolheres de ombros... Não há explicação para este sentimento, e fica cravado em nós para todo o sempre. Muda tudo para sempre! Mas aos poucos vamos aprendendo a viver, a aceitar, a lidar, a cuidar. A celebrar o que não se percebe. E a amar, cada vez mais!
Esta é a minha filha Clara. Uma guerreira! Que nos mostra que a diferença não passa de percepções dos nossos olhos. Dos olhos dos outros, que nada sabem, que nada entendem! A minha filha Clara é uma força da natureza, que tem tanto de tempestuoso, como de ternurento. Ela conquista as pessoas à sua volta com o seu sorriso, o seu olhar, o seu carinho.
E por tudo isto, hoje, no dia em que completa 3 anos que a pus no mundo, eu lhe agradeço, por me ter dado a oportunidade de ser sua mãe, e agradeço a Deus, toda a riqueza que colocou nas nossas vidas!
segunda-feira, 10 de abril de 2017
A falsa sensação.
Já aconteceu antes. E eu até entendo que aconteça. Depois de tantos meses de sufoco chegar ao termo pode até parecer patético ou suspeito. Comentários como "afinal...", "tanta coisa, tanta coisa..." ou "então mas e agora nada?", provavelmente vêm por bem, mas garanto que não são agradáveis. De repente sinto-me pressionada a parir! Como se estivesse fora do tempo, ou se a nossa história para ser épica precisasse de um final em jeito de melodrama.
O meu esforço, o nosso esforço, foi para que conseguíssemos chegar até aqui. Conseguimos! E isso não é uma conquista desenxabida, mas antes de louvor! Depois de toda a medicação que fiz, todas as intervenções, todo o repouso, etc, é natural que o corpo demore a responder, ou até que precise de tempo para se adaptar.
Mas eu estou calma, estou em paz. Posso estar um pouco ansiosa e cansada, mas estou calma. E acima de tudo, bem disposta! E este é outro ponto que gostava de desmistificar: eu não preciso que me animem, ou que me digam que tenho que estar calma e bem humorada... É difícil não corresponder às expectativas de cada um, mas sou apenas eu! Não a imagem que cada um fez de mim...
E já agora, antecipando a "coisa", também não me parece que a lua vá ter grande efeito por aqui. Lamento desiludir os mais crentes...
O meu esforço, o nosso esforço, foi para que conseguíssemos chegar até aqui. Conseguimos! E isso não é uma conquista desenxabida, mas antes de louvor! Depois de toda a medicação que fiz, todas as intervenções, todo o repouso, etc, é natural que o corpo demore a responder, ou até que precise de tempo para se adaptar.
Mas eu estou calma, estou em paz. Posso estar um pouco ansiosa e cansada, mas estou calma. E acima de tudo, bem disposta! E este é outro ponto que gostava de desmistificar: eu não preciso que me animem, ou que me digam que tenho que estar calma e bem humorada... É difícil não corresponder às expectativas de cada um, mas sou apenas eu! Não a imagem que cada um fez de mim...
E já agora, antecipando a "coisa", também não me parece que a lua vá ter grande efeito por aqui. Lamento desiludir os mais crentes...
domingo, 9 de abril de 2017
As luas e os (quiça) últimos cartuchos
Fim de semana calminho, que é como quem diz, na loucura de uma casa cheia de gaiatas... E aos poucos vou picando o ponto, na vida que deixei lá fora em suspenso. Pensei que fosse sentir mais distância ou desconforto, mas tudo é estranhamente familiar, como se os últimos meses não tivessem passado. Volto a entrar nas rotinas: o ballet, o banho, as refeições... E voltamos a hábitos antigos, às nossas saídas e passeios, condicionadas a uma condição medíocre, mas esforçada! Andamos a gozar o reencontro da vida que tivemos, a queimar os últimos cartuchos, antes de entrarmos na nova realidade difusa que se advinha.
Quando? Será que está próximo? É uma pergunta que me surge diversas vezes na minha cabeça. Não sei. É um sentimento estupidamente difícil de tolerar, mais para alguém a quem nada pode fugir do seu controlo... e de repente há espaço para superstições, e fico nervosa! As luas, o místico, aquilo que a ciência recusa, e eu, por inerência. Mas que toda a gente fala, e nos deixa na dúvida, em situações de fragilidade. Mas será? O que é certo é que, mal ou bem, estarei cá para evidenciar, mesmo não sendo significativa...
Quando? Será que está próximo? É uma pergunta que me surge diversas vezes na minha cabeça. Não sei. É um sentimento estupidamente difícil de tolerar, mais para alguém a quem nada pode fugir do seu controlo... e de repente há espaço para superstições, e fico nervosa! As luas, o místico, aquilo que a ciência recusa, e eu, por inerência. Mas que toda a gente fala, e nos deixa na dúvida, em situações de fragilidade. Mas será? O que é certo é que, mal ou bem, estarei cá para evidenciar, mesmo não sendo significativa...
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