A M foi hoje à consulta de pós-operatório. Tudo óptimo, tudo fantástico! Mas... ainda não pode ir à escola. What?!?!? Não! Por amor da Santa! Mais dias em casa??? E ainda disse que ela ainda não pode correr nem saltar, e de repente eu olho para a minha filha e lá está ela outra vez aos pinotes...
Bem, o marido lá o convenceu de que estávamos todos a precisar de ir para a escola novamente!
Já o bom do geladinho, que nos estávamos todos a acostumar tão bem, e para parar porque ela já pode comer de tudo 🙄🙄
quarta-feira, 15 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
Conversas sérias (a dois!)
Menino Manel Maria bebé, o menino ainda é demasiado pequeno para vir para aqui mandar postas de pescada... o bebé ainda não tem ordem de despejo e, apesar da democracia que se vive nesta casa, quem manda aqui ainda sou eu! Pode fazer birra à vontade, esperneie se for preciso (com meiguice), estamos incrivelmente habituados a birras medonhas... É uma desvantagem de vir em 3º
Mas ainda assim vou dar-lhe um conjunto de razões e argumentos de peso, que sustentam plenamente o meu limite:
- a nossa consulta foi antecipada para 5ª, e não me faça passar pela vergonha de ter andado a pedinchar e ah, e tal, agora já não é preciso...
- temos visitas na 6ª, não seja mal educado!
- no domingo vamos ter uma sessão fotográfica, marcada há séculos, é a nossa recordação!
- a mala não está acabada, está apenas alinhavada à espera não sei bem de quê...
- se o menino se armar em engraçadinho agora, o mais certo é irmos a correr parir num sítio muito 2a escolha, onde nem wc privativo temos... Não há cá papás ricos!
- a roupa que tenho é para meia estação! Traduzindo para bebés, só deve ser usada na primavera e isso só acontece lá mais para o (quase) fim do mês...
- a mana C faz anos daqui a menos de 1 mês, e tenho que deixar as coisas organizadas para a festa...
- ainda nem sequer cortei as unhas dos pés. Decidi que só iria realizar esta (muito árdua e torturante) tarefa mais uma vez antes do menino nascer, e ainda não aconteceu... não me faça passar vergonhas de ir com pés de papagaio! (Já nem sequer vou comentar a depilação...)
- para terminar, não queremos mais habitantes "peixe" nesta casa. Já basto eu...
Entendido??
Mas ainda assim vou dar-lhe um conjunto de razões e argumentos de peso, que sustentam plenamente o meu limite:
- a nossa consulta foi antecipada para 5ª, e não me faça passar pela vergonha de ter andado a pedinchar e ah, e tal, agora já não é preciso...
- temos visitas na 6ª, não seja mal educado!
- no domingo vamos ter uma sessão fotográfica, marcada há séculos, é a nossa recordação!
- a mala não está acabada, está apenas alinhavada à espera não sei bem de quê...
- se o menino se armar em engraçadinho agora, o mais certo é irmos a correr parir num sítio muito 2a escolha, onde nem wc privativo temos... Não há cá papás ricos!
- a roupa que tenho é para meia estação! Traduzindo para bebés, só deve ser usada na primavera e isso só acontece lá mais para o (quase) fim do mês...
- a mana C faz anos daqui a menos de 1 mês, e tenho que deixar as coisas organizadas para a festa...
- ainda nem sequer cortei as unhas dos pés. Decidi que só iria realizar esta (muito árdua e torturante) tarefa mais uma vez antes do menino nascer, e ainda não aconteceu... não me faça passar vergonhas de ir com pés de papagaio! (Já nem sequer vou comentar a depilação...)
- para terminar, não queremos mais habitantes "peixe" nesta casa. Já basto eu...
Entendido??
segunda-feira, 13 de março de 2017
33 semanas
Yuppi!!!
Confesso: esta semana foi tirada a ferros!
A M está a recuperar muito bem. Aqui entre nós acho que no dia seguinte já tinha recuperado tudo... ainda estou para perceber como se diz a uma criança pequena que não pode correr nem saltar, e que não pode comer tudo o que lhe apetece. Esse tem sido claramente o desafio... E acaba por ser desgastante e aborrecido vê-la um bocado perdida sem saber o que fazer. Na próxima 4ª já vai à consulta de pós-operatório e (se Deus quiser) vão dar-lhe a alta que precisa para ir para a escola. 🎉
Quanto a nós (eu e o MM) vamos estando o melhor possível dentro desta desrotina e falta de descanso. Note-se que não é falta de repouso, é mesmo falta de descanso, porque com os últimos acontecimentos nem me tenho sequer levantado.
MAS sinto que as coisas estão a mudar... ou a avançar! Mais contrações, mais dores, mais intensidade, mais frequência... e eu cada vez mais quietinha a rezar aos santinhos... a verdade é que não quero ir para o hospital, tenho aquele feeling que se me apanham por lá já não me deixam sair, e não estou minimamente preparada para deixar as meninas, nem por um dia, quanto mais umas semanas. Talvez ganhe coragem e ligue ao GO hoje para lhe contar como estou, talvez ele vá gostar de saber... ou não! Bem, não interessa! Sei que enquanto não tiver a bolsa rota, nem contrações regulares, estou minimamente "segura". E volta o lema: um dia de cada vez...
Confesso: esta semana foi tirada a ferros!
A M está a recuperar muito bem. Aqui entre nós acho que no dia seguinte já tinha recuperado tudo... ainda estou para perceber como se diz a uma criança pequena que não pode correr nem saltar, e que não pode comer tudo o que lhe apetece. Esse tem sido claramente o desafio... E acaba por ser desgastante e aborrecido vê-la um bocado perdida sem saber o que fazer. Na próxima 4ª já vai à consulta de pós-operatório e (se Deus quiser) vão dar-lhe a alta que precisa para ir para a escola. 🎉
Quanto a nós (eu e o MM) vamos estando o melhor possível dentro desta desrotina e falta de descanso. Note-se que não é falta de repouso, é mesmo falta de descanso, porque com os últimos acontecimentos nem me tenho sequer levantado.
MAS sinto que as coisas estão a mudar... ou a avançar! Mais contrações, mais dores, mais intensidade, mais frequência... e eu cada vez mais quietinha a rezar aos santinhos... a verdade é que não quero ir para o hospital, tenho aquele feeling que se me apanham por lá já não me deixam sair, e não estou minimamente preparada para deixar as meninas, nem por um dia, quanto mais umas semanas. Talvez ganhe coragem e ligue ao GO hoje para lhe contar como estou, talvez ele vá gostar de saber... ou não! Bem, não interessa! Sei que enquanto não tiver a bolsa rota, nem contrações regulares, estou minimamente "segura". E volta o lema: um dia de cada vez...
quarta-feira, 8 de março de 2017
O feito do meu marido!
(Ler este post nunca esquecendo que estamos a falar de um homem...)
Vocês não vão acreditar!! Hoje tenho o melhor marido em casa, e provavelmente o mais cansado e queixoso também...
Então, aqui há dias desabafei com ele que andava preocupada porque o bebe ainda nem metade do enxoval tinha preparado para os primeiros tempos. Faltavam coisas básicas como fraldas, bodies e meias, mas também algumas outras gracinhas que gostava que tivesse. Ao ver como me sentia angustiada e ansiosa com isso, disse-me que hoje bem cedo, depois de deixar a C no colégio, iria até a um centro comercial trocar algumas prendas e aproveitava para trazer umas coisinhas...
Pois bem, posso dizer-vos que ao todo a missão durou 6 horas e, garantidamente, bastantes kms percorridos a entrar e sair de loja em loja. De início fomos mantendo o contacto via FaceTimes para balizar necessidades e gostos, mas a certa altura ele ficou sem bateria e perdi-lhe o rasto...
Agora imaginem um homem sozinho nas compras horas a fio, a calcorrear (quase) todas as lojas infantis, sem qualquer controlo... É de ter medo, não é?
E foi mesmo... mas ainda assim já me fartei de rir! Então o desgraçado trouxe tanta coisa que, para além de ter arruinado a nossa conta bancária, criou um muralha intransponível na entrada da nossa casa quando finalmente descarregou os sacos todos. Eu nem queria acreditar... comecei a ver um após outro e posso dizer-vos que rapidamente perdi a conta a tudo o que ele trouxe, mas garantidamente a criança tem roupa de 0-1m até ao Natal 😂 (ele esforçou-se mesmo em trazer este tamanho porque, segundo ele, foi o que mais me queixei...).
Ainda tentei conversar com ele sobre o assunto, perguntar o porquê, entender os critérios... mas percebi que de nada me valia quando o vi de ar cabisbaixo a confessar "Eu cheguei a um ponto que deixei de conseguir raciocinar, ou sequer ler as tuas mensagens. Os meus pés foram andando e entrei num transe qualquer. Trouxe tudo o que encontrei que achei giro ou que achei que fosses gostar..."
Um amor, não foi? Ainda me trouxe uma prenda fofa fofa, mas que infelizmente não serve... deve ter sido já das últimas 😂 As meninas também foram "presenteadas" e o nível foi tao alto que ele ainda recebeu o estatuto de "papázinho" com direito a abraços e beijinhos...
Agora resta-me fazer o inventário do que fica, e mandar todos os outros sacos de volta para as respectivas lojas. Espero que saibam ir sozinhas, porque não sei se o vou conseguir voltar a convencer...
Vocês não vão acreditar!! Hoje tenho o melhor marido em casa, e provavelmente o mais cansado e queixoso também...
Então, aqui há dias desabafei com ele que andava preocupada porque o bebe ainda nem metade do enxoval tinha preparado para os primeiros tempos. Faltavam coisas básicas como fraldas, bodies e meias, mas também algumas outras gracinhas que gostava que tivesse. Ao ver como me sentia angustiada e ansiosa com isso, disse-me que hoje bem cedo, depois de deixar a C no colégio, iria até a um centro comercial trocar algumas prendas e aproveitava para trazer umas coisinhas...
Pois bem, posso dizer-vos que ao todo a missão durou 6 horas e, garantidamente, bastantes kms percorridos a entrar e sair de loja em loja. De início fomos mantendo o contacto via FaceTimes para balizar necessidades e gostos, mas a certa altura ele ficou sem bateria e perdi-lhe o rasto...
Agora imaginem um homem sozinho nas compras horas a fio, a calcorrear (quase) todas as lojas infantis, sem qualquer controlo... É de ter medo, não é?
E foi mesmo... mas ainda assim já me fartei de rir! Então o desgraçado trouxe tanta coisa que, para além de ter arruinado a nossa conta bancária, criou um muralha intransponível na entrada da nossa casa quando finalmente descarregou os sacos todos. Eu nem queria acreditar... comecei a ver um após outro e posso dizer-vos que rapidamente perdi a conta a tudo o que ele trouxe, mas garantidamente a criança tem roupa de 0-1m até ao Natal 😂 (ele esforçou-se mesmo em trazer este tamanho porque, segundo ele, foi o que mais me queixei...).
Ainda tentei conversar com ele sobre o assunto, perguntar o porquê, entender os critérios... mas percebi que de nada me valia quando o vi de ar cabisbaixo a confessar "Eu cheguei a um ponto que deixei de conseguir raciocinar, ou sequer ler as tuas mensagens. Os meus pés foram andando e entrei num transe qualquer. Trouxe tudo o que encontrei que achei giro ou que achei que fosses gostar..."
Um amor, não foi? Ainda me trouxe uma prenda fofa fofa, mas que infelizmente não serve... deve ter sido já das últimas 😂 As meninas também foram "presenteadas" e o nível foi tao alto que ele ainda recebeu o estatuto de "papázinho" com direito a abraços e beijinhos...
Agora resta-me fazer o inventário do que fica, e mandar todos os outros sacos de volta para as respectivas lojas. Espero que saibam ir sozinhas, porque não sei se o vou conseguir voltar a convencer...
terça-feira, 7 de março de 2017
A operação da Maria
Este post poderá ser para algumas pessoas enfadonho, mas vou escrevê-lo para pessoas como eu, que tiveram todas as dúvidas do mundo em relação a este tipo de procedimento.
A M foi operada aos (dois) ouvidos, e aos adenóides. No início do verão passado fizemos um audiograma e timpanograma que indicaram alterações significativas face aos referenciais de normalidade. Foi vista por um otorrino e a recomendação foi muita praia e medicação. Repetimos os exames no final de Setembro e os valores anormais mantiveram-se. Marquei consulta para o "nosso" otorrino, no qual tenho absoluta confiança. É o Dr Carlos Ruah, e provavelmente por ser tão afamado, marcar consulta para ele é quase pior que marcar com o Sr Presidente... conseguimos para Novembro, bem no fim. O pai foi à consulta e quando o médico viu os exames e observou a M, disse com a maior convicção que "esta criança tem que ser operada já!". Uma das coisas que eu gosto neste médico é que ele não é nada alarmista e não é o tipo de médico que opera a torto e a direito. Portanto, se ele disse que tinha que ser já, para mim, não havia margem para dúvidas. Ficou combinado que o meu marido lá fosse falar com ele para marcarem tudo em Janeiro, altura em que ela já deveria ter feito um conjunto de análises. Aqui já vos contei... esperei, esperei, mas o má rido tardou a arranjar disponibilidade para lá ir. Então decidi levá-la comigo quando fiz os meus exames do 2º trimestre. A partir daí foi bastante rápido. Marcaram para hoje por conveniência de ambas as partes.
As recomendações começaram por jejum a partir da meia noite de ontem. Uma sra enfermeira que ligou ontem ao serão sugeriu que a acordássemos por volta das 23h30 para lhe darmos alguma coisa para comer e beber. O jejum implica não beber também. Ás 8h já deveria estar na recepção do hospital para dar entrada no internamento. Mais uma vez a enfermeira sugeriu que a levássemos ainda de pijama enrolada numa manta, com o seu objecto de conforto (ainda o ó-ó e a xuxu) e uma boneca. Assim fizemos. Tratada da papelada, e antes das 9h já a M estava instalada no seu quarto, com um pijama do hospital. Esteve praticamente todo o tempo no hospital ao colo do pai... Por volta das 9h30 deram-lhe um xarope, com o intuito de a fazer adormecer. Apesar da resistência (habitual) ao sono, ainda não eram 10h e já a M estava a dormir a caminho do bloco. Só depois de a terem a dormir é que lhe canalizaram a veia e lhe deram a anestesia. A operação dura cerca de 40 minutos, mas bem sei que já tinha passado mais de 1h quando voltei a ter notícias. Tinha corrido tudo bem ("mais do que bem" pelas palavras do médico), com pouca perda de sangue. Nesta altura o médico deu as recomendações todas e respondeu às nossas questões.
O pai pôde ir então para o recobro onde ficou a aguardar que ela acordasse. Tínhamos ouvido muitos relatos de acordares agitados e descontrolados, e estávamos preparados para o pior. Incrivelmente não foi nada disso que aconteceu com ela: ela foi tendo vários despertares meio em transe, num perguntou por mim, noutro disse que queria ir para casa, mas sempre sempre bastante calma. Acordava e voltava a adormecer. Foi assim nas primeiras horas. Quando finalmente conseguiu ter os olhos abertos mais do que 2, 3 minutos, trouxeram-lhe iced tea para beber aos goles. Esta parte é importante porque segundo nos explicaram há crianças que "vomitam a anestesia". Mas correu tudo bem. Houve alguma insistência com o primeiro xixi. E depois foram trazendo iogurtes líquidos e no fim, um gelado. Uma parte bastante chata foi terem dito que a alta deveria ocorrer pelas 16h, se não houvessem complicações, mas na verdade surgiram um conjunto de atrasos e desencontros, arrastando a saída para depois das 18h. Foi difícil gerir esta ansiedade, toldada de desespero e angústia.
O momento em que a vi entrar em casa, em que a pude ter nos braços, cheirar e beijar, foi provavelmente o momento mais compensador dos últimos tempos. Senti um alívio, uma felicidade, quase um renascimento. Assim permanecemos durante bastante tempo, agarradinhas. Depois ela pediu para jantar e comeu sopa (não ácida, fria), gelatina e papa cerelac fria. Comeu o que quis, na quantidade que quis, e depois voltou-se a deitar aninhada.
Agora dorme na caminha dela, sossegada. Demos benuron para evitar qualquer dor.
Amanhã será outro dia... por enquanto as recomendações é que seja tudo calmo, sem esforços ou grandes abanares da cabeça. Terá que ficar dentro de casa, sem apanhar calor até sábado. Só aí poderá sair mas sem fazer qualquer esforço. Escola só para os fins da próxima semana, na melhor das hipóteses, e exercício só lá para Abril. A comida vai manter-se fria e mole, podendo amanhã já comer coisas como purê e peixe cozido. Banho também só amanhã, e (estranhamente!) a recomendação foi de o fazer sem tampões ou fitas a tapar, porque segundo o médico "para o banho não é preciso porque as orelhas são pequenas..."
A consulta do pós-operatório será de amanhã a oito dias. Até lá teremos que estar atentos a hemorragias consideráveis quer dos ouvidos quer do nariz, e de qualquer outro corrimento dos ouvidos.
Algumas pessoas perguntam-me se a M teve muitas otites, mas não! Em 4 anos teve 2 otites: umas aos 3 meses de vida, e outra o ano passado. Tem sim algumas falhas na fala, na dicção e pronúncia de várias palavras.
E pronto, achei importante deixar estas palavras, porque confesso que as gostaria de ter lido antes da operação.
Agora vou descansar porque física e emocionalmente, parece que me passou um camião por cima...
A M foi operada aos (dois) ouvidos, e aos adenóides. No início do verão passado fizemos um audiograma e timpanograma que indicaram alterações significativas face aos referenciais de normalidade. Foi vista por um otorrino e a recomendação foi muita praia e medicação. Repetimos os exames no final de Setembro e os valores anormais mantiveram-se. Marquei consulta para o "nosso" otorrino, no qual tenho absoluta confiança. É o Dr Carlos Ruah, e provavelmente por ser tão afamado, marcar consulta para ele é quase pior que marcar com o Sr Presidente... conseguimos para Novembro, bem no fim. O pai foi à consulta e quando o médico viu os exames e observou a M, disse com a maior convicção que "esta criança tem que ser operada já!". Uma das coisas que eu gosto neste médico é que ele não é nada alarmista e não é o tipo de médico que opera a torto e a direito. Portanto, se ele disse que tinha que ser já, para mim, não havia margem para dúvidas. Ficou combinado que o meu marido lá fosse falar com ele para marcarem tudo em Janeiro, altura em que ela já deveria ter feito um conjunto de análises. Aqui já vos contei... esperei, esperei, mas o má rido tardou a arranjar disponibilidade para lá ir. Então decidi levá-la comigo quando fiz os meus exames do 2º trimestre. A partir daí foi bastante rápido. Marcaram para hoje por conveniência de ambas as partes.
As recomendações começaram por jejum a partir da meia noite de ontem. Uma sra enfermeira que ligou ontem ao serão sugeriu que a acordássemos por volta das 23h30 para lhe darmos alguma coisa para comer e beber. O jejum implica não beber também. Ás 8h já deveria estar na recepção do hospital para dar entrada no internamento. Mais uma vez a enfermeira sugeriu que a levássemos ainda de pijama enrolada numa manta, com o seu objecto de conforto (ainda o ó-ó e a xuxu) e uma boneca. Assim fizemos. Tratada da papelada, e antes das 9h já a M estava instalada no seu quarto, com um pijama do hospital. Esteve praticamente todo o tempo no hospital ao colo do pai... Por volta das 9h30 deram-lhe um xarope, com o intuito de a fazer adormecer. Apesar da resistência (habitual) ao sono, ainda não eram 10h e já a M estava a dormir a caminho do bloco. Só depois de a terem a dormir é que lhe canalizaram a veia e lhe deram a anestesia. A operação dura cerca de 40 minutos, mas bem sei que já tinha passado mais de 1h quando voltei a ter notícias. Tinha corrido tudo bem ("mais do que bem" pelas palavras do médico), com pouca perda de sangue. Nesta altura o médico deu as recomendações todas e respondeu às nossas questões.
O pai pôde ir então para o recobro onde ficou a aguardar que ela acordasse. Tínhamos ouvido muitos relatos de acordares agitados e descontrolados, e estávamos preparados para o pior. Incrivelmente não foi nada disso que aconteceu com ela: ela foi tendo vários despertares meio em transe, num perguntou por mim, noutro disse que queria ir para casa, mas sempre sempre bastante calma. Acordava e voltava a adormecer. Foi assim nas primeiras horas. Quando finalmente conseguiu ter os olhos abertos mais do que 2, 3 minutos, trouxeram-lhe iced tea para beber aos goles. Esta parte é importante porque segundo nos explicaram há crianças que "vomitam a anestesia". Mas correu tudo bem. Houve alguma insistência com o primeiro xixi. E depois foram trazendo iogurtes líquidos e no fim, um gelado. Uma parte bastante chata foi terem dito que a alta deveria ocorrer pelas 16h, se não houvessem complicações, mas na verdade surgiram um conjunto de atrasos e desencontros, arrastando a saída para depois das 18h. Foi difícil gerir esta ansiedade, toldada de desespero e angústia.
O momento em que a vi entrar em casa, em que a pude ter nos braços, cheirar e beijar, foi provavelmente o momento mais compensador dos últimos tempos. Senti um alívio, uma felicidade, quase um renascimento. Assim permanecemos durante bastante tempo, agarradinhas. Depois ela pediu para jantar e comeu sopa (não ácida, fria), gelatina e papa cerelac fria. Comeu o que quis, na quantidade que quis, e depois voltou-se a deitar aninhada.
Agora dorme na caminha dela, sossegada. Demos benuron para evitar qualquer dor.
Amanhã será outro dia... por enquanto as recomendações é que seja tudo calmo, sem esforços ou grandes abanares da cabeça. Terá que ficar dentro de casa, sem apanhar calor até sábado. Só aí poderá sair mas sem fazer qualquer esforço. Escola só para os fins da próxima semana, na melhor das hipóteses, e exercício só lá para Abril. A comida vai manter-se fria e mole, podendo amanhã já comer coisas como purê e peixe cozido. Banho também só amanhã, e (estranhamente!) a recomendação foi de o fazer sem tampões ou fitas a tapar, porque segundo o médico "para o banho não é preciso porque as orelhas são pequenas..."
A consulta do pós-operatório será de amanhã a oito dias. Até lá teremos que estar atentos a hemorragias consideráveis quer dos ouvidos quer do nariz, e de qualquer outro corrimento dos ouvidos.
Algumas pessoas perguntam-me se a M teve muitas otites, mas não! Em 4 anos teve 2 otites: umas aos 3 meses de vida, e outra o ano passado. Tem sim algumas falhas na fala, na dicção e pronúncia de várias palavras.
E pronto, achei importante deixar estas palavras, porque confesso que as gostaria de ter lido antes da operação.
Agora vou descansar porque física e emocionalmente, parece que me passou um camião por cima...
segunda-feira, 6 de março de 2017
A mãe ri e chora, tudo ao mesmo tempo
A vida é mesmo assim: feita de altos e baixos. E acredito profundamente que as mães gozam de uma (ainda) maior bipolaridade que o resto do comum dos mortais. E embora o meu bebé ainda não tenha nascido, já me ensinou o que é ser mãe de 3, conseguir rir e chorar ao mesmo tempo, e repartir o meu coração, à medida que este se multiplica de amor.
Enquanto festejo a minha vitória com o Manel, o meu coração sofre e encolhe com a minha filha Maria.
E sinto medo, muito medo. E tristeza.
Às 8h da manhã de amanhã, a Maria terá que dar entrada no hospital para ser operada. É uma operação simples e curriqueira, é o que todos me dizem, mas estou aterrorizada. Tenho feito das tripas, coração para me manter calma e positiva, para me mostrar calma e serena, para que ela possa regular-se em mim. Mais uma vez sinto que o meu papel de mãe passa por ser ainda mais e superar até as minhas fragilidades.
Amanhã estarei com ela, mas apenas de alma e coração. Apesar de todos os meus pedidos e insistências, foi-me veemente recusada a minha presença no hospital. Só Deus sabe como me sinto... como sinto que me arrancaram o que é meu, como sinto um vazio tão grande de quem sabe onde deveria estar.
Há muitos colos, mas nenhum como o colo da mãe. E por isso resta-me ter a coragem e o amor necessário para entregar a minha cria. E ter fê! E acreditar que um dia eu me vou perdoar por não ter estado presente.
Enquanto festejo a minha vitória com o Manel, o meu coração sofre e encolhe com a minha filha Maria.
E sinto medo, muito medo. E tristeza.
Às 8h da manhã de amanhã, a Maria terá que dar entrada no hospital para ser operada. É uma operação simples e curriqueira, é o que todos me dizem, mas estou aterrorizada. Tenho feito das tripas, coração para me manter calma e positiva, para me mostrar calma e serena, para que ela possa regular-se em mim. Mais uma vez sinto que o meu papel de mãe passa por ser ainda mais e superar até as minhas fragilidades.
Amanhã estarei com ela, mas apenas de alma e coração. Apesar de todos os meus pedidos e insistências, foi-me veemente recusada a minha presença no hospital. Só Deus sabe como me sinto... como sinto que me arrancaram o que é meu, como sinto um vazio tão grande de quem sabe onde deveria estar.
Há muitos colos, mas nenhum como o colo da mãe. E por isso resta-me ter a coragem e o amor necessário para entregar a minha cria. E ter fê! E acreditar que um dia eu me vou perdoar por não ter estado presente.
O dia de hoje em números
Hoje é dia 6-3,
estamos de 7 meses,
3º trimestre.
A mamã já conta com mais (quase) 11kg,
o bebe (quase) 1,8kg.
Fazemos 18 semanas de repouso absoluto,
4 meses concluídos.
Faltam 8 semanas para a data prevista do parto,
5 semanas para o fim de tempo,
4 semanas para o "agora já pode ser",
2 semanas para atingirmos o "limite menos mau".
Estamos finalmente com 32 semanas de gravidez,
e hoje passámos a pertencer ao grupo de bebés que se nascessem seriam "apenas" prematuros moderados!
And counting...
estamos de 7 meses,
3º trimestre.
A mamã já conta com mais (quase) 11kg,
o bebe (quase) 1,8kg.
Fazemos 18 semanas de repouso absoluto,
4 meses concluídos.
Faltam 8 semanas para a data prevista do parto,
5 semanas para o fim de tempo,
4 semanas para o "agora já pode ser",
2 semanas para atingirmos o "limite menos mau".
Estamos finalmente com 32 semanas de gravidez,
e hoje passámos a pertencer ao grupo de bebés que se nascessem seriam "apenas" prematuros moderados!
And counting...
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