Menino Manel Maria bebé, o menino ainda é demasiado pequeno para vir para aqui mandar postas de pescada... o bebé ainda não tem ordem de despejo e, apesar da democracia que se vive nesta casa, quem manda aqui ainda sou eu! Pode fazer birra à vontade, esperneie se for preciso (com meiguice), estamos incrivelmente habituados a birras medonhas... É uma desvantagem de vir em 3º
Mas ainda assim vou dar-lhe um conjunto de razões e argumentos de peso, que sustentam plenamente o meu limite:
- a nossa consulta foi antecipada para 5ª, e não me faça passar pela vergonha de ter andado a pedinchar e ah, e tal, agora já não é preciso...
- temos visitas na 6ª, não seja mal educado!
- no domingo vamos ter uma sessão fotográfica, marcada há séculos, é a nossa recordação!
- a mala não está acabada, está apenas alinhavada à espera não sei bem de quê...
- se o menino se armar em engraçadinho agora, o mais certo é irmos a correr parir num sítio muito 2a escolha, onde nem wc privativo temos... Não há cá papás ricos!
- a roupa que tenho é para meia estação! Traduzindo para bebés, só deve ser usada na primavera e isso só acontece lá mais para o (quase) fim do mês...
- a mana C faz anos daqui a menos de 1 mês, e tenho que deixar as coisas organizadas para a festa...
- ainda nem sequer cortei as unhas dos pés. Decidi que só iria realizar esta (muito árdua e torturante) tarefa mais uma vez antes do menino nascer, e ainda não aconteceu... não me faça passar vergonhas de ir com pés de papagaio! (Já nem sequer vou comentar a depilação...)
- para terminar, não queremos mais habitantes "peixe" nesta casa. Já basto eu...
Entendido??
terça-feira, 14 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
33 semanas
Yuppi!!!
Confesso: esta semana foi tirada a ferros!
A M está a recuperar muito bem. Aqui entre nós acho que no dia seguinte já tinha recuperado tudo... ainda estou para perceber como se diz a uma criança pequena que não pode correr nem saltar, e que não pode comer tudo o que lhe apetece. Esse tem sido claramente o desafio... E acaba por ser desgastante e aborrecido vê-la um bocado perdida sem saber o que fazer. Na próxima 4ª já vai à consulta de pós-operatório e (se Deus quiser) vão dar-lhe a alta que precisa para ir para a escola. 🎉
Quanto a nós (eu e o MM) vamos estando o melhor possível dentro desta desrotina e falta de descanso. Note-se que não é falta de repouso, é mesmo falta de descanso, porque com os últimos acontecimentos nem me tenho sequer levantado.
MAS sinto que as coisas estão a mudar... ou a avançar! Mais contrações, mais dores, mais intensidade, mais frequência... e eu cada vez mais quietinha a rezar aos santinhos... a verdade é que não quero ir para o hospital, tenho aquele feeling que se me apanham por lá já não me deixam sair, e não estou minimamente preparada para deixar as meninas, nem por um dia, quanto mais umas semanas. Talvez ganhe coragem e ligue ao GO hoje para lhe contar como estou, talvez ele vá gostar de saber... ou não! Bem, não interessa! Sei que enquanto não tiver a bolsa rota, nem contrações regulares, estou minimamente "segura". E volta o lema: um dia de cada vez...
Confesso: esta semana foi tirada a ferros!
A M está a recuperar muito bem. Aqui entre nós acho que no dia seguinte já tinha recuperado tudo... ainda estou para perceber como se diz a uma criança pequena que não pode correr nem saltar, e que não pode comer tudo o que lhe apetece. Esse tem sido claramente o desafio... E acaba por ser desgastante e aborrecido vê-la um bocado perdida sem saber o que fazer. Na próxima 4ª já vai à consulta de pós-operatório e (se Deus quiser) vão dar-lhe a alta que precisa para ir para a escola. 🎉
Quanto a nós (eu e o MM) vamos estando o melhor possível dentro desta desrotina e falta de descanso. Note-se que não é falta de repouso, é mesmo falta de descanso, porque com os últimos acontecimentos nem me tenho sequer levantado.
MAS sinto que as coisas estão a mudar... ou a avançar! Mais contrações, mais dores, mais intensidade, mais frequência... e eu cada vez mais quietinha a rezar aos santinhos... a verdade é que não quero ir para o hospital, tenho aquele feeling que se me apanham por lá já não me deixam sair, e não estou minimamente preparada para deixar as meninas, nem por um dia, quanto mais umas semanas. Talvez ganhe coragem e ligue ao GO hoje para lhe contar como estou, talvez ele vá gostar de saber... ou não! Bem, não interessa! Sei que enquanto não tiver a bolsa rota, nem contrações regulares, estou minimamente "segura". E volta o lema: um dia de cada vez...
quarta-feira, 8 de março de 2017
O feito do meu marido!
(Ler este post nunca esquecendo que estamos a falar de um homem...)
Vocês não vão acreditar!! Hoje tenho o melhor marido em casa, e provavelmente o mais cansado e queixoso também...
Então, aqui há dias desabafei com ele que andava preocupada porque o bebe ainda nem metade do enxoval tinha preparado para os primeiros tempos. Faltavam coisas básicas como fraldas, bodies e meias, mas também algumas outras gracinhas que gostava que tivesse. Ao ver como me sentia angustiada e ansiosa com isso, disse-me que hoje bem cedo, depois de deixar a C no colégio, iria até a um centro comercial trocar algumas prendas e aproveitava para trazer umas coisinhas...
Pois bem, posso dizer-vos que ao todo a missão durou 6 horas e, garantidamente, bastantes kms percorridos a entrar e sair de loja em loja. De início fomos mantendo o contacto via FaceTimes para balizar necessidades e gostos, mas a certa altura ele ficou sem bateria e perdi-lhe o rasto...
Agora imaginem um homem sozinho nas compras horas a fio, a calcorrear (quase) todas as lojas infantis, sem qualquer controlo... É de ter medo, não é?
E foi mesmo... mas ainda assim já me fartei de rir! Então o desgraçado trouxe tanta coisa que, para além de ter arruinado a nossa conta bancária, criou um muralha intransponível na entrada da nossa casa quando finalmente descarregou os sacos todos. Eu nem queria acreditar... comecei a ver um após outro e posso dizer-vos que rapidamente perdi a conta a tudo o que ele trouxe, mas garantidamente a criança tem roupa de 0-1m até ao Natal 😂 (ele esforçou-se mesmo em trazer este tamanho porque, segundo ele, foi o que mais me queixei...).
Ainda tentei conversar com ele sobre o assunto, perguntar o porquê, entender os critérios... mas percebi que de nada me valia quando o vi de ar cabisbaixo a confessar "Eu cheguei a um ponto que deixei de conseguir raciocinar, ou sequer ler as tuas mensagens. Os meus pés foram andando e entrei num transe qualquer. Trouxe tudo o que encontrei que achei giro ou que achei que fosses gostar..."
Um amor, não foi? Ainda me trouxe uma prenda fofa fofa, mas que infelizmente não serve... deve ter sido já das últimas 😂 As meninas também foram "presenteadas" e o nível foi tao alto que ele ainda recebeu o estatuto de "papázinho" com direito a abraços e beijinhos...
Agora resta-me fazer o inventário do que fica, e mandar todos os outros sacos de volta para as respectivas lojas. Espero que saibam ir sozinhas, porque não sei se o vou conseguir voltar a convencer...
Vocês não vão acreditar!! Hoje tenho o melhor marido em casa, e provavelmente o mais cansado e queixoso também...
Então, aqui há dias desabafei com ele que andava preocupada porque o bebe ainda nem metade do enxoval tinha preparado para os primeiros tempos. Faltavam coisas básicas como fraldas, bodies e meias, mas também algumas outras gracinhas que gostava que tivesse. Ao ver como me sentia angustiada e ansiosa com isso, disse-me que hoje bem cedo, depois de deixar a C no colégio, iria até a um centro comercial trocar algumas prendas e aproveitava para trazer umas coisinhas...
Pois bem, posso dizer-vos que ao todo a missão durou 6 horas e, garantidamente, bastantes kms percorridos a entrar e sair de loja em loja. De início fomos mantendo o contacto via FaceTimes para balizar necessidades e gostos, mas a certa altura ele ficou sem bateria e perdi-lhe o rasto...
Agora imaginem um homem sozinho nas compras horas a fio, a calcorrear (quase) todas as lojas infantis, sem qualquer controlo... É de ter medo, não é?
E foi mesmo... mas ainda assim já me fartei de rir! Então o desgraçado trouxe tanta coisa que, para além de ter arruinado a nossa conta bancária, criou um muralha intransponível na entrada da nossa casa quando finalmente descarregou os sacos todos. Eu nem queria acreditar... comecei a ver um após outro e posso dizer-vos que rapidamente perdi a conta a tudo o que ele trouxe, mas garantidamente a criança tem roupa de 0-1m até ao Natal 😂 (ele esforçou-se mesmo em trazer este tamanho porque, segundo ele, foi o que mais me queixei...).
Ainda tentei conversar com ele sobre o assunto, perguntar o porquê, entender os critérios... mas percebi que de nada me valia quando o vi de ar cabisbaixo a confessar "Eu cheguei a um ponto que deixei de conseguir raciocinar, ou sequer ler as tuas mensagens. Os meus pés foram andando e entrei num transe qualquer. Trouxe tudo o que encontrei que achei giro ou que achei que fosses gostar..."
Um amor, não foi? Ainda me trouxe uma prenda fofa fofa, mas que infelizmente não serve... deve ter sido já das últimas 😂 As meninas também foram "presenteadas" e o nível foi tao alto que ele ainda recebeu o estatuto de "papázinho" com direito a abraços e beijinhos...
Agora resta-me fazer o inventário do que fica, e mandar todos os outros sacos de volta para as respectivas lojas. Espero que saibam ir sozinhas, porque não sei se o vou conseguir voltar a convencer...
terça-feira, 7 de março de 2017
A operação da Maria
Este post poderá ser para algumas pessoas enfadonho, mas vou escrevê-lo para pessoas como eu, que tiveram todas as dúvidas do mundo em relação a este tipo de procedimento.
A M foi operada aos (dois) ouvidos, e aos adenóides. No início do verão passado fizemos um audiograma e timpanograma que indicaram alterações significativas face aos referenciais de normalidade. Foi vista por um otorrino e a recomendação foi muita praia e medicação. Repetimos os exames no final de Setembro e os valores anormais mantiveram-se. Marquei consulta para o "nosso" otorrino, no qual tenho absoluta confiança. É o Dr Carlos Ruah, e provavelmente por ser tão afamado, marcar consulta para ele é quase pior que marcar com o Sr Presidente... conseguimos para Novembro, bem no fim. O pai foi à consulta e quando o médico viu os exames e observou a M, disse com a maior convicção que "esta criança tem que ser operada já!". Uma das coisas que eu gosto neste médico é que ele não é nada alarmista e não é o tipo de médico que opera a torto e a direito. Portanto, se ele disse que tinha que ser já, para mim, não havia margem para dúvidas. Ficou combinado que o meu marido lá fosse falar com ele para marcarem tudo em Janeiro, altura em que ela já deveria ter feito um conjunto de análises. Aqui já vos contei... esperei, esperei, mas o má rido tardou a arranjar disponibilidade para lá ir. Então decidi levá-la comigo quando fiz os meus exames do 2º trimestre. A partir daí foi bastante rápido. Marcaram para hoje por conveniência de ambas as partes.
As recomendações começaram por jejum a partir da meia noite de ontem. Uma sra enfermeira que ligou ontem ao serão sugeriu que a acordássemos por volta das 23h30 para lhe darmos alguma coisa para comer e beber. O jejum implica não beber também. Ás 8h já deveria estar na recepção do hospital para dar entrada no internamento. Mais uma vez a enfermeira sugeriu que a levássemos ainda de pijama enrolada numa manta, com o seu objecto de conforto (ainda o ó-ó e a xuxu) e uma boneca. Assim fizemos. Tratada da papelada, e antes das 9h já a M estava instalada no seu quarto, com um pijama do hospital. Esteve praticamente todo o tempo no hospital ao colo do pai... Por volta das 9h30 deram-lhe um xarope, com o intuito de a fazer adormecer. Apesar da resistência (habitual) ao sono, ainda não eram 10h e já a M estava a dormir a caminho do bloco. Só depois de a terem a dormir é que lhe canalizaram a veia e lhe deram a anestesia. A operação dura cerca de 40 minutos, mas bem sei que já tinha passado mais de 1h quando voltei a ter notícias. Tinha corrido tudo bem ("mais do que bem" pelas palavras do médico), com pouca perda de sangue. Nesta altura o médico deu as recomendações todas e respondeu às nossas questões.
O pai pôde ir então para o recobro onde ficou a aguardar que ela acordasse. Tínhamos ouvido muitos relatos de acordares agitados e descontrolados, e estávamos preparados para o pior. Incrivelmente não foi nada disso que aconteceu com ela: ela foi tendo vários despertares meio em transe, num perguntou por mim, noutro disse que queria ir para casa, mas sempre sempre bastante calma. Acordava e voltava a adormecer. Foi assim nas primeiras horas. Quando finalmente conseguiu ter os olhos abertos mais do que 2, 3 minutos, trouxeram-lhe iced tea para beber aos goles. Esta parte é importante porque segundo nos explicaram há crianças que "vomitam a anestesia". Mas correu tudo bem. Houve alguma insistência com o primeiro xixi. E depois foram trazendo iogurtes líquidos e no fim, um gelado. Uma parte bastante chata foi terem dito que a alta deveria ocorrer pelas 16h, se não houvessem complicações, mas na verdade surgiram um conjunto de atrasos e desencontros, arrastando a saída para depois das 18h. Foi difícil gerir esta ansiedade, toldada de desespero e angústia.
O momento em que a vi entrar em casa, em que a pude ter nos braços, cheirar e beijar, foi provavelmente o momento mais compensador dos últimos tempos. Senti um alívio, uma felicidade, quase um renascimento. Assim permanecemos durante bastante tempo, agarradinhas. Depois ela pediu para jantar e comeu sopa (não ácida, fria), gelatina e papa cerelac fria. Comeu o que quis, na quantidade que quis, e depois voltou-se a deitar aninhada.
Agora dorme na caminha dela, sossegada. Demos benuron para evitar qualquer dor.
Amanhã será outro dia... por enquanto as recomendações é que seja tudo calmo, sem esforços ou grandes abanares da cabeça. Terá que ficar dentro de casa, sem apanhar calor até sábado. Só aí poderá sair mas sem fazer qualquer esforço. Escola só para os fins da próxima semana, na melhor das hipóteses, e exercício só lá para Abril. A comida vai manter-se fria e mole, podendo amanhã já comer coisas como purê e peixe cozido. Banho também só amanhã, e (estranhamente!) a recomendação foi de o fazer sem tampões ou fitas a tapar, porque segundo o médico "para o banho não é preciso porque as orelhas são pequenas..."
A consulta do pós-operatório será de amanhã a oito dias. Até lá teremos que estar atentos a hemorragias consideráveis quer dos ouvidos quer do nariz, e de qualquer outro corrimento dos ouvidos.
Algumas pessoas perguntam-me se a M teve muitas otites, mas não! Em 4 anos teve 2 otites: umas aos 3 meses de vida, e outra o ano passado. Tem sim algumas falhas na fala, na dicção e pronúncia de várias palavras.
E pronto, achei importante deixar estas palavras, porque confesso que as gostaria de ter lido antes da operação.
Agora vou descansar porque física e emocionalmente, parece que me passou um camião por cima...
A M foi operada aos (dois) ouvidos, e aos adenóides. No início do verão passado fizemos um audiograma e timpanograma que indicaram alterações significativas face aos referenciais de normalidade. Foi vista por um otorrino e a recomendação foi muita praia e medicação. Repetimos os exames no final de Setembro e os valores anormais mantiveram-se. Marquei consulta para o "nosso" otorrino, no qual tenho absoluta confiança. É o Dr Carlos Ruah, e provavelmente por ser tão afamado, marcar consulta para ele é quase pior que marcar com o Sr Presidente... conseguimos para Novembro, bem no fim. O pai foi à consulta e quando o médico viu os exames e observou a M, disse com a maior convicção que "esta criança tem que ser operada já!". Uma das coisas que eu gosto neste médico é que ele não é nada alarmista e não é o tipo de médico que opera a torto e a direito. Portanto, se ele disse que tinha que ser já, para mim, não havia margem para dúvidas. Ficou combinado que o meu marido lá fosse falar com ele para marcarem tudo em Janeiro, altura em que ela já deveria ter feito um conjunto de análises. Aqui já vos contei... esperei, esperei, mas o má rido tardou a arranjar disponibilidade para lá ir. Então decidi levá-la comigo quando fiz os meus exames do 2º trimestre. A partir daí foi bastante rápido. Marcaram para hoje por conveniência de ambas as partes.
As recomendações começaram por jejum a partir da meia noite de ontem. Uma sra enfermeira que ligou ontem ao serão sugeriu que a acordássemos por volta das 23h30 para lhe darmos alguma coisa para comer e beber. O jejum implica não beber também. Ás 8h já deveria estar na recepção do hospital para dar entrada no internamento. Mais uma vez a enfermeira sugeriu que a levássemos ainda de pijama enrolada numa manta, com o seu objecto de conforto (ainda o ó-ó e a xuxu) e uma boneca. Assim fizemos. Tratada da papelada, e antes das 9h já a M estava instalada no seu quarto, com um pijama do hospital. Esteve praticamente todo o tempo no hospital ao colo do pai... Por volta das 9h30 deram-lhe um xarope, com o intuito de a fazer adormecer. Apesar da resistência (habitual) ao sono, ainda não eram 10h e já a M estava a dormir a caminho do bloco. Só depois de a terem a dormir é que lhe canalizaram a veia e lhe deram a anestesia. A operação dura cerca de 40 minutos, mas bem sei que já tinha passado mais de 1h quando voltei a ter notícias. Tinha corrido tudo bem ("mais do que bem" pelas palavras do médico), com pouca perda de sangue. Nesta altura o médico deu as recomendações todas e respondeu às nossas questões.
O pai pôde ir então para o recobro onde ficou a aguardar que ela acordasse. Tínhamos ouvido muitos relatos de acordares agitados e descontrolados, e estávamos preparados para o pior. Incrivelmente não foi nada disso que aconteceu com ela: ela foi tendo vários despertares meio em transe, num perguntou por mim, noutro disse que queria ir para casa, mas sempre sempre bastante calma. Acordava e voltava a adormecer. Foi assim nas primeiras horas. Quando finalmente conseguiu ter os olhos abertos mais do que 2, 3 minutos, trouxeram-lhe iced tea para beber aos goles. Esta parte é importante porque segundo nos explicaram há crianças que "vomitam a anestesia". Mas correu tudo bem. Houve alguma insistência com o primeiro xixi. E depois foram trazendo iogurtes líquidos e no fim, um gelado. Uma parte bastante chata foi terem dito que a alta deveria ocorrer pelas 16h, se não houvessem complicações, mas na verdade surgiram um conjunto de atrasos e desencontros, arrastando a saída para depois das 18h. Foi difícil gerir esta ansiedade, toldada de desespero e angústia.
O momento em que a vi entrar em casa, em que a pude ter nos braços, cheirar e beijar, foi provavelmente o momento mais compensador dos últimos tempos. Senti um alívio, uma felicidade, quase um renascimento. Assim permanecemos durante bastante tempo, agarradinhas. Depois ela pediu para jantar e comeu sopa (não ácida, fria), gelatina e papa cerelac fria. Comeu o que quis, na quantidade que quis, e depois voltou-se a deitar aninhada.
Agora dorme na caminha dela, sossegada. Demos benuron para evitar qualquer dor.
Amanhã será outro dia... por enquanto as recomendações é que seja tudo calmo, sem esforços ou grandes abanares da cabeça. Terá que ficar dentro de casa, sem apanhar calor até sábado. Só aí poderá sair mas sem fazer qualquer esforço. Escola só para os fins da próxima semana, na melhor das hipóteses, e exercício só lá para Abril. A comida vai manter-se fria e mole, podendo amanhã já comer coisas como purê e peixe cozido. Banho também só amanhã, e (estranhamente!) a recomendação foi de o fazer sem tampões ou fitas a tapar, porque segundo o médico "para o banho não é preciso porque as orelhas são pequenas..."
A consulta do pós-operatório será de amanhã a oito dias. Até lá teremos que estar atentos a hemorragias consideráveis quer dos ouvidos quer do nariz, e de qualquer outro corrimento dos ouvidos.
Algumas pessoas perguntam-me se a M teve muitas otites, mas não! Em 4 anos teve 2 otites: umas aos 3 meses de vida, e outra o ano passado. Tem sim algumas falhas na fala, na dicção e pronúncia de várias palavras.
E pronto, achei importante deixar estas palavras, porque confesso que as gostaria de ter lido antes da operação.
Agora vou descansar porque física e emocionalmente, parece que me passou um camião por cima...
segunda-feira, 6 de março de 2017
A mãe ri e chora, tudo ao mesmo tempo
A vida é mesmo assim: feita de altos e baixos. E acredito profundamente que as mães gozam de uma (ainda) maior bipolaridade que o resto do comum dos mortais. E embora o meu bebé ainda não tenha nascido, já me ensinou o que é ser mãe de 3, conseguir rir e chorar ao mesmo tempo, e repartir o meu coração, à medida que este se multiplica de amor.
Enquanto festejo a minha vitória com o Manel, o meu coração sofre e encolhe com a minha filha Maria.
E sinto medo, muito medo. E tristeza.
Às 8h da manhã de amanhã, a Maria terá que dar entrada no hospital para ser operada. É uma operação simples e curriqueira, é o que todos me dizem, mas estou aterrorizada. Tenho feito das tripas, coração para me manter calma e positiva, para me mostrar calma e serena, para que ela possa regular-se em mim. Mais uma vez sinto que o meu papel de mãe passa por ser ainda mais e superar até as minhas fragilidades.
Amanhã estarei com ela, mas apenas de alma e coração. Apesar de todos os meus pedidos e insistências, foi-me veemente recusada a minha presença no hospital. Só Deus sabe como me sinto... como sinto que me arrancaram o que é meu, como sinto um vazio tão grande de quem sabe onde deveria estar.
Há muitos colos, mas nenhum como o colo da mãe. E por isso resta-me ter a coragem e o amor necessário para entregar a minha cria. E ter fê! E acreditar que um dia eu me vou perdoar por não ter estado presente.
Enquanto festejo a minha vitória com o Manel, o meu coração sofre e encolhe com a minha filha Maria.
E sinto medo, muito medo. E tristeza.
Às 8h da manhã de amanhã, a Maria terá que dar entrada no hospital para ser operada. É uma operação simples e curriqueira, é o que todos me dizem, mas estou aterrorizada. Tenho feito das tripas, coração para me manter calma e positiva, para me mostrar calma e serena, para que ela possa regular-se em mim. Mais uma vez sinto que o meu papel de mãe passa por ser ainda mais e superar até as minhas fragilidades.
Amanhã estarei com ela, mas apenas de alma e coração. Apesar de todos os meus pedidos e insistências, foi-me veemente recusada a minha presença no hospital. Só Deus sabe como me sinto... como sinto que me arrancaram o que é meu, como sinto um vazio tão grande de quem sabe onde deveria estar.
Há muitos colos, mas nenhum como o colo da mãe. E por isso resta-me ter a coragem e o amor necessário para entregar a minha cria. E ter fê! E acreditar que um dia eu me vou perdoar por não ter estado presente.
O dia de hoje em números
Hoje é dia 6-3,
estamos de 7 meses,
3º trimestre.
A mamã já conta com mais (quase) 11kg,
o bebe (quase) 1,8kg.
Fazemos 18 semanas de repouso absoluto,
4 meses concluídos.
Faltam 8 semanas para a data prevista do parto,
5 semanas para o fim de tempo,
4 semanas para o "agora já pode ser",
2 semanas para atingirmos o "limite menos mau".
Estamos finalmente com 32 semanas de gravidez,
e hoje passámos a pertencer ao grupo de bebés que se nascessem seriam "apenas" prematuros moderados!
And counting...
estamos de 7 meses,
3º trimestre.
A mamã já conta com mais (quase) 11kg,
o bebe (quase) 1,8kg.
Fazemos 18 semanas de repouso absoluto,
4 meses concluídos.
Faltam 8 semanas para a data prevista do parto,
5 semanas para o fim de tempo,
4 semanas para o "agora já pode ser",
2 semanas para atingirmos o "limite menos mau".
Estamos finalmente com 32 semanas de gravidez,
e hoje passámos a pertencer ao grupo de bebés que se nascessem seriam "apenas" prematuros moderados!
And counting...
domingo, 5 de março de 2017
Em ressaca do chá
Fabuloso!!! Repararam só no espetáculo de dia que esteve ontem?? Então, há 15 dias que dava um tempo maravilhoso para todos os dias excepto exactamente Sábado - o dia do Chá do Manel. Apesar de ter continuado a dizer que "sou um mulher de fé", a verdade é que adaptei a lista de convidados e a organização do espaço. Ainda assim mantive o aluguer das cadeiras de exterior, mais um conjunto de tarefas que envolviam a preparação e embelezamento do jardim (fui tão gozada...).
Mas o S. Pedro quis compensar-me e presenteou-me com um dia top top!
Adorei tudo! Como ficou a decoração, a comida, o convívio, os presentes do Manel, TUDO! Mas confesso que fiquei mega cansada, daí nem ter escrito ontem. Entretanto a casa já voltou ao normal o que também me deixa sempre muito satisfeita.
Portanto agora tenho que finalizar alguns detalhes do quarto, terminar o resto das compras do enxoval e claro, começar a pensar na festa da C que é daqui a pouco mais de 1 mês 😱😱
Deixo uma foto para mostrar um pouco como foi.

PS: Mais fotos só no facebook porque estou a crer que o blog não gosta muito das minhas fotos... 🤔
Mas o S. Pedro quis compensar-me e presenteou-me com um dia top top!
Adorei tudo! Como ficou a decoração, a comida, o convívio, os presentes do Manel, TUDO! Mas confesso que fiquei mega cansada, daí nem ter escrito ontem. Entretanto a casa já voltou ao normal o que também me deixa sempre muito satisfeita.
Portanto agora tenho que finalizar alguns detalhes do quarto, terminar o resto das compras do enxoval e claro, começar a pensar na festa da C que é daqui a pouco mais de 1 mês 😱😱
Deixo uma foto para mostrar um pouco como foi.
PS: Mais fotos só no facebook porque estou a crer que o blog não gosta muito das minhas fotos... 🤔
quinta-feira, 2 de março de 2017
Reavaliação como prenda
Comecei este post há mais de 3h. Começava assim: "Ainda não começou o jantar e estou oficialmente estafada! Ou não seria hoje um dia de reavaliação..." Bem, 3h depois, antes de vos dar as notícias que trago, aviso apenas que se alguma coisa não tiver nexo, ou se até surgirem erros ortográficos, perdoem-me! O meu tico e teco despediram-se e creio que alguns órgãos fundamentais também devem estar para entrar em greve brevemente...
Saí de casa às 14h30 e cheguei a casa quase às 19h, entre ecos, ctgs, consulta...
Como de costume começo pelo positivo: bebé mantém-se óptimo! Excelente vitalidade, peso estimado de 1,7 kg (e qualquer coisa). Tudo ok. E cefálico 🎉🎉🎉
Mamã a ganhar muitas formas redondinhas, 10 kg a mais (mas não digam a ninguém...) e indicação de que "pode aumentar mais..." (really?!?!? 😱). Tensão boa 👍 Colo do útero, bem, aqui passamos para a secção seguinte...
O que podia estar melhor: o colo! Está mais curto, bastante mais! As contrações aumentaram, e as dores e afins! "Voltamos" ao risco do bebé nascer mais cedo (se é que alguma vez saímos). A estratégia é basicamente manter-me de cama... repouso absoluto! Medicação vamos tentar aumentar um dos comprimidos. Estivemos a falar sobre o que fazer se eu entrar em trabalho de parto antes das 34s. E iniciámos as discussões do meu plano de partos (ridículo! Ainda me vai dar muitas dores de cabeça!). Posto isto, e porque o médico não gostou do quadro, vamos manter o pessário pelo menos até às 34s, com muita probabilidade de se arrastar até às 36s... ele também é da opinião que o mais provável é quando tirarmos tudo, o Manel vir por aí fora desvairado. Assim, voltamos daqui a 3s, caso não exista nenhuma nova indicação.
Agora vou mesmo dormir, acho que já só tenho um olho aberto de qualquer maneira...
Saí de casa às 14h30 e cheguei a casa quase às 19h, entre ecos, ctgs, consulta...
Como de costume começo pelo positivo: bebé mantém-se óptimo! Excelente vitalidade, peso estimado de 1,7 kg (e qualquer coisa). Tudo ok. E cefálico 🎉🎉🎉
Mamã a ganhar muitas formas redondinhas, 10 kg a mais (mas não digam a ninguém...) e indicação de que "pode aumentar mais..." (really?!?!? 😱). Tensão boa 👍 Colo do útero, bem, aqui passamos para a secção seguinte...
O que podia estar melhor: o colo! Está mais curto, bastante mais! As contrações aumentaram, e as dores e afins! "Voltamos" ao risco do bebé nascer mais cedo (se é que alguma vez saímos). A estratégia é basicamente manter-me de cama... repouso absoluto! Medicação vamos tentar aumentar um dos comprimidos. Estivemos a falar sobre o que fazer se eu entrar em trabalho de parto antes das 34s. E iniciámos as discussões do meu plano de partos (ridículo! Ainda me vai dar muitas dores de cabeça!). Posto isto, e porque o médico não gostou do quadro, vamos manter o pessário pelo menos até às 34s, com muita probabilidade de se arrastar até às 36s... ele também é da opinião que o mais provável é quando tirarmos tudo, o Manel vir por aí fora desvairado. Assim, voltamos daqui a 3s, caso não exista nenhuma nova indicação.
Agora vou mesmo dormir, acho que já só tenho um olho aberto de qualquer maneira...
Começar o dia com...
... uma mão pequenina, papuda e quentinha na minha cara. Ela está bem!
E quem faz anos hoje? "É a mamã e o mano" Yeah!!!!
Vou tomar um café para ver se acordo e já agora tomar um Benuron para as dores de cabeça...
E quem faz anos hoje? "É a mamã e o mano" Yeah!!!!
Vou tomar um café para ver se acordo e já agora tomar um Benuron para as dores de cabeça...
quarta-feira, 1 de março de 2017
"Mãe, tenho dói dói..."
A minha filha Clara não está bem. Quem me conhece sabe que nem entro em pânico com doenças, mas há situações que fazem os meus alertas dispararem.
Acabámos de jantar. A C sai da mesa e corre a brincar com a irmã. Eu estava distraída a falar com o pai. Mas de repente oiço um barulho. Virei-me e parei a observar. A C está com dificuldade em respirar. Vejo as mãos dela subirem ao peito e o olhar em busca do meu: "mãe, estou com dói dói aqui". O meu coração pára, o meu sangue gela, acho que deixo de respirar. Naquele momento estou fora do meu corpo, numa existência estranha, que não existe para além daquele filho!
Peço ajuda ao marido que não entende logo a minha preocupação. "Dá-lhe água! Tira-lhe a camisola! Vê-lhe a boca". E parece melhorar um pouco... mas ela não está bem!
Telefono ao pediatra que me tranquiliza relatando todas as possibilidades perigosas e o quão diferentes são da situação em que estamos.
"Mãe, vamos ao 'opital? Eu quero!", "Não querida. O médico disse que apenas precisas de descansar"
Deitamo-la e pouco depois ela adormece. Mas o meu coração não acalma. Já a ouvi chorar e corri para ver. O meu instinto diz-me que devo estar de vigia. Porém, o meu corpo não colabora e a cada investida minha, ameaça-me com contrações. Ser mãe é viver fora de nós. É superar os nossos limites, medos e limitações. E quanto mais filhos temos mais o nosso coração multiplica e se divide, e mais longe vive a alma...
Esta noite será mais uma com uma cria nos braços.
Acabámos de jantar. A C sai da mesa e corre a brincar com a irmã. Eu estava distraída a falar com o pai. Mas de repente oiço um barulho. Virei-me e parei a observar. A C está com dificuldade em respirar. Vejo as mãos dela subirem ao peito e o olhar em busca do meu: "mãe, estou com dói dói aqui". O meu coração pára, o meu sangue gela, acho que deixo de respirar. Naquele momento estou fora do meu corpo, numa existência estranha, que não existe para além daquele filho!
Peço ajuda ao marido que não entende logo a minha preocupação. "Dá-lhe água! Tira-lhe a camisola! Vê-lhe a boca". E parece melhorar um pouco... mas ela não está bem!
Telefono ao pediatra que me tranquiliza relatando todas as possibilidades perigosas e o quão diferentes são da situação em que estamos.
"Mãe, vamos ao 'opital? Eu quero!", "Não querida. O médico disse que apenas precisas de descansar"
Deitamo-la e pouco depois ela adormece. Mas o meu coração não acalma. Já a ouvi chorar e corri para ver. O meu instinto diz-me que devo estar de vigia. Porém, o meu corpo não colabora e a cada investida minha, ameaça-me com contrações. Ser mãe é viver fora de nós. É superar os nossos limites, medos e limitações. E quanto mais filhos temos mais o nosso coração multiplica e se divide, e mais longe vive a alma...
Esta noite será mais uma com uma cria nos braços.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
No silêncio da noite
Em três gravidezes posso orgulhosamente dizer que até aqui nunca antes me tinha queixado do que era dormir mal enquanto grávida. Provavelmente sempre fui demasiado preguiçosa, ou de sono profundo. O que é certo é que tirando no início umas idas nocturnas ao "xixi" e no final algumas restrições aos movimentos (também devido à quantidade de almofadas que entretanto vou trazendo para a a cama), o sono nunca foi algo que me incomodasse.
Mas este tinha que ser diferente! Demasiada testosterona a circular no meu corpinho sensível... Depois de todas as alterações de sabores e hábitos alimentares que tenho sofrido (aos quais já nem dou luta, limito-me a encolher os ombros), chegam agora os terrores das noites.
Já não me lembro da última vez que tenha "dormido bem", provavelmente ainda antes de estar grávida... Nem sequer entendo o que se passa, só sei que não gosto e me atormenta:
- A minha bexiga virou passarinho, e não basta uma peregrinação por noite;
- Tenho surtos nocturnos de fome e de sede (a sério!!!)
- Todo o meu corpo parece enferrujado, qualquer alteração de posição faz ranger e doer várias partes do meu corpo, algumas que eu nem sequer imaginava que doessem (e ficar na mesma posição também não é opção porque doi na mesma);
- A minha imaginação está a passar por um momento criativo. Não só sou presenteada com sonhos de aventura dignos de cinema, como é precisamente durante a noite, entre xixis e mudanças de posição, que me oferece momentos de profunda reflexão sobre tudo o que ainda me falta fazer, ou das coisas que me estou a esquecer, o que, obviamente, faz disparar o meu coração aos 1000 e simpaticamente me deixa em modo "sono interrompido por tempo indeterminado"...
- No meio disto, o meu querido filho deve ficar irritado com o mundo por eu não conseguir dormir e ajuda-me a pontapear os "demónios" das nossas vidas, ou então acaba por ter um daqueles ataques de soluços que me impossibilitam totalmente o regresso ao sono tranquilo.
Se continuo assim acho provável que comece a ter ataques de pânico mal veja o sol a ir embora, ou mesmo que comece a desejar ter um recém nascido em casa que ao menos me deixa dormir descansada entre mamadas...
Mas este tinha que ser diferente! Demasiada testosterona a circular no meu corpinho sensível... Depois de todas as alterações de sabores e hábitos alimentares que tenho sofrido (aos quais já nem dou luta, limito-me a encolher os ombros), chegam agora os terrores das noites.
Já não me lembro da última vez que tenha "dormido bem", provavelmente ainda antes de estar grávida... Nem sequer entendo o que se passa, só sei que não gosto e me atormenta:
- A minha bexiga virou passarinho, e não basta uma peregrinação por noite;
- Tenho surtos nocturnos de fome e de sede (a sério!!!)
- Todo o meu corpo parece enferrujado, qualquer alteração de posição faz ranger e doer várias partes do meu corpo, algumas que eu nem sequer imaginava que doessem (e ficar na mesma posição também não é opção porque doi na mesma);
- A minha imaginação está a passar por um momento criativo. Não só sou presenteada com sonhos de aventura dignos de cinema, como é precisamente durante a noite, entre xixis e mudanças de posição, que me oferece momentos de profunda reflexão sobre tudo o que ainda me falta fazer, ou das coisas que me estou a esquecer, o que, obviamente, faz disparar o meu coração aos 1000 e simpaticamente me deixa em modo "sono interrompido por tempo indeterminado"...
- No meio disto, o meu querido filho deve ficar irritado com o mundo por eu não conseguir dormir e ajuda-me a pontapear os "demónios" das nossas vidas, ou então acaba por ter um daqueles ataques de soluços que me impossibilitam totalmente o regresso ao sono tranquilo.
Se continuo assim acho provável que comece a ter ataques de pânico mal veja o sol a ir embora, ou mesmo que comece a desejar ter um recém nascido em casa que ao menos me deixa dormir descansada entre mamadas...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Ser mãe (no carnaval) é...
...Não saber coser um botão e ainda assim não ter coragem de se negar a fazer um vestido de carnaval, ao ver os olhos da sua cria destroçados ao perceber que o fato que encomendámos pela net lhe fica um desastre... mãe sofre!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Chá do Manel
30 semanas comemoradas ontem! (Yuppi!!!) E vamos de vento em poupa! Daqui a menos de 15 dias será o chá do Manel. Uma vez que decidi fazê-lo praticamente 3 semanas antes, e que a capacidade física não é imensa, tem que ser tudo muito bem organizado!
A primeira coisa a decidir é o tipo de chá que pretendo, nomeadamente como conseguir "enfiar" convidados cá em casa contando que um sofá inteiro está por minha conta... É fundamental saber o tempo que vai estar para contar (ou não) com o jardim, mas como só é possível ter um lamiré uns 15 dias antes, os convites tiveram que sair "atrasados".
Depois segue a lista de "To Do's" que elaborei:
- Escolher tema
- Fazer lista de convidados (tendo em conta a previsão do tempo/ espaço)
- Fazer lista de decorações pretendidas -> fazer lista de compras de material e distribuir tarefas por quem se oferecer para ajudar
- Fazer lista de comidas e bebidas -> mais uma vez, fazer lista de compras e distribuir tarefas
- Organizar um calendário com deadlines para todas as tarefas, minhas e de quem está a ajudar
- Fazer um esboço da mesa e espaço a decorar para ajudar quem vai executar a tarefa (porque neste caso não posso ser eu)
- Fazer lista de coisinhas que o Manel precisa, para distribuir a quem pedir e nomear um responsável pela gestão de artigos (para evitar repetidos)
- (1 semana antes pelo menos) Encomendar artigos e comidas que vêm de fora. Isto obriga a uma pré-selecção.
- Cumprir religiosamente o calendário... 🙄🙄
- (1 semana antes) Começar a fazer comidas que possam ser congeladas até à festa
- (2 dias antes) Fazer os restante itens de comida, deixando os frescos para o próprio dia
- (No próprio dia) Arranjar quem possa vir antes para ajudar a montar e preparar a mesa. Fazer os itens de comida frescos.
So far, so good! O tema será "nuvens e estrelas", tal como o quarto. Tenho listas e mais listas! E voluntários q.b. Compras de artigos praticamente terminadas (faltam balões, pratos e copos de plástico). Calendário feito! Convites a sair... Tarefas em execução! Já estou a ficar entusiasmada e cheia de borboletas na barriga 😍😍😍😍
A primeira coisa a decidir é o tipo de chá que pretendo, nomeadamente como conseguir "enfiar" convidados cá em casa contando que um sofá inteiro está por minha conta... É fundamental saber o tempo que vai estar para contar (ou não) com o jardim, mas como só é possível ter um lamiré uns 15 dias antes, os convites tiveram que sair "atrasados".
Depois segue a lista de "To Do's" que elaborei:
- Escolher tema
- Fazer lista de convidados (tendo em conta a previsão do tempo/ espaço)
- Fazer lista de decorações pretendidas -> fazer lista de compras de material e distribuir tarefas por quem se oferecer para ajudar
- Fazer lista de comidas e bebidas -> mais uma vez, fazer lista de compras e distribuir tarefas
- Organizar um calendário com deadlines para todas as tarefas, minhas e de quem está a ajudar
- Fazer um esboço da mesa e espaço a decorar para ajudar quem vai executar a tarefa (porque neste caso não posso ser eu)
- Fazer lista de coisinhas que o Manel precisa, para distribuir a quem pedir e nomear um responsável pela gestão de artigos (para evitar repetidos)
- (1 semana antes pelo menos) Encomendar artigos e comidas que vêm de fora. Isto obriga a uma pré-selecção.
- Cumprir religiosamente o calendário... 🙄🙄
- (1 semana antes) Começar a fazer comidas que possam ser congeladas até à festa
- (2 dias antes) Fazer os restante itens de comida, deixando os frescos para o próprio dia
- (No próprio dia) Arranjar quem possa vir antes para ajudar a montar e preparar a mesa. Fazer os itens de comida frescos.
So far, so good! O tema será "nuvens e estrelas", tal como o quarto. Tenho listas e mais listas! E voluntários q.b. Compras de artigos praticamente terminadas (faltam balões, pratos e copos de plástico). Calendário feito! Convites a sair... Tarefas em execução! Já estou a ficar entusiasmada e cheia de borboletas na barriga 😍😍😍😍
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
O crime que não compensou 😡
O dia começa com birra. É portanto uma manhã normal. Com jogos de cintura consigo aprontá-las para saírem com o pai a tempo de irem ao fim da missa. Regressam e o modo birra mantém-se. Entretanto já tenho tudo arrumado e almoço pronto (basicamente restos...). Almoçamos e seguem-se as birras da sesta. Faço um esforço e tento dar um jeito na cozinha para não descambar tudo loucamente. Percebo que as birras da sesta não cessam e subo para me deitar com a C. Fico a descansar com ela até que a minha vizinha decide que é uma óptima hora para ouvir "kuduro" (mas porque é que eu não fiz o isolamento lateral?!?!?!?). Percebo que não vai dar e desço com ela. Antecipo que o vai acontecer ao nível das birras e fico de mau humor por antecipação.
Nisto o marido tem que sair e fico com as duas. Tudo ok. Sobrevivemos a fazer pompons deitadas. O marido volta e elas correm para lanchar (resultado de "só comem quando o pai chegar"). Mas o fim de dia aproxima-se e elas transformam-se em pequenos gremlings com o entardecer. Sem sesta escalam ainda mais. Percebo claramente que não tenho hipótese de me aguentar serena e tranquila em repouso. Virei Cruela, e em jeito de desespero deixo escapar: "Marido, vamos dar uma volta de carro".
A ideia era excelente: elas adormeciam, era uma coisa rápida, eu recostava-me no banco e relaxava. O caminho foi escolhido a dedo para evitar trepidações e nisto aparece-me 3 palavrinhas na minha mente: queijadas de Sintra. "Vai até à Casa do Preto. Eu fico no carro e tu vais comprar". Pedi-lhe e ele concordou de imediato. Parámos o carro. Ninguém dormia porque estava tudo na expectativa do bolo... o marido sai do carro. Segundos depois o marido entra de novo no carro de mãos a abanar. "Esqueci-me da carteira em casa. Não tenho um tostão furado..."
(Agora um à parte: posso partir para a violência, não posso? Já seria considerado justa causa, não era???)
E assim voltámos para casa, com birras ainda maiores... das 3!
PS: a história não acaba aqui. As meninas adormeceram assim que estacionámos à porta de casa. "E agora o que fazemos?", perguntou-me ele. "Agora vais buscar a porcaria da carteira e vais comprar-me uns natas, OUVISTE??" 😡😡😡😡
Nisto o marido tem que sair e fico com as duas. Tudo ok. Sobrevivemos a fazer pompons deitadas. O marido volta e elas correm para lanchar (resultado de "só comem quando o pai chegar"). Mas o fim de dia aproxima-se e elas transformam-se em pequenos gremlings com o entardecer. Sem sesta escalam ainda mais. Percebo claramente que não tenho hipótese de me aguentar serena e tranquila em repouso. Virei Cruela, e em jeito de desespero deixo escapar: "Marido, vamos dar uma volta de carro".
A ideia era excelente: elas adormeciam, era uma coisa rápida, eu recostava-me no banco e relaxava. O caminho foi escolhido a dedo para evitar trepidações e nisto aparece-me 3 palavrinhas na minha mente: queijadas de Sintra. "Vai até à Casa do Preto. Eu fico no carro e tu vais comprar". Pedi-lhe e ele concordou de imediato. Parámos o carro. Ninguém dormia porque estava tudo na expectativa do bolo... o marido sai do carro. Segundos depois o marido entra de novo no carro de mãos a abanar. "Esqueci-me da carteira em casa. Não tenho um tostão furado..."
(Agora um à parte: posso partir para a violência, não posso? Já seria considerado justa causa, não era???)
E assim voltámos para casa, com birras ainda maiores... das 3!
PS: a história não acaba aqui. As meninas adormeceram assim que estacionámos à porta de casa. "E agora o que fazemos?", perguntou-me ele. "Agora vais buscar a porcaria da carteira e vais comprar-me uns natas, OUVISTE??" 😡😡😡😡
sábado, 11 de fevereiro de 2017
A visita do bebé (perspectiva de uma CAM)
Recebi a visita de um bebé pequenino. Nada de estranho, aparentemente. Vejo bastantes bebés pequeninos, às vezes com poucas horas de vida. Faz parte do "trabalho" de uma CAM (conselheira de aleitamento materno). Mas este bebé foi diferente. Neste eu estava como "a amiga" e não como "a CAM".
Sinceramente, não correu nada bem. Ao fim de 10 minutos de visita eu já tinha cometido algumas das infrações top de quem visita um bebé 🙄🙄 Nada me fazia sentido, já tinha tentado repreender a mãe, e até já tinha cuspido uns quantos autores, estudos e teorias...
Acabei por cair em mim e me controlar. Calei-me e sorri. Não disse mais nada. Mordi-me toda por dentro. E percebi que não consigo ignorar esta minha faceta, mas tenho que a conseguir controlar. Não podemos "ajudar", quem não nos pede ajuda.
E foi assim que pude observar aquela mãe e aquele bebé. Tão longe das "boas práticas" e "recomendações". Tão longe um do outro. A repetirem o que vejo tantas e tantas vezes nos pedidos de ajuda que me chegam.
Fiquei triste! Profundamente triste. Apeteceu-me resgatar aquela mãe, metê-la num quarto escuro e limpar-lhe a alma por magia. Voltar à tábua rasa! Percebi porque não me ouviu, nem uma palavra do que lhe disse quando chegou. A sua cabeça já estava cheia... A sua maternidade mecânica, adulterada e sem sabor. Movida a comentários alheios e relógios, teorias de pacote, faca e alguidar, sem fundamentos nem fundamentação. Tudo isto lhe toldava os sentidos e o bebe ficou por ouvir, por sentir. Tenho muita pena pelos dois. Têm tudo para dar certo, mas tudo já se meteu no caminho. E eu? Eu fui apenas mais uma a despejar no copo cheio.
Ficou contida a vontade de lhe dizer que não tem que ser assim! Que tudo é mágico, pode ser mágico quando não ouvimos nada para além do nosso bebé. E então aninhei-me. E vou tentar esquecer porque me dói, porque sofro sempre quando enquanto CAM e mãe não ofereço essa magia...
Sinceramente, não correu nada bem. Ao fim de 10 minutos de visita eu já tinha cometido algumas das infrações top de quem visita um bebé 🙄🙄 Nada me fazia sentido, já tinha tentado repreender a mãe, e até já tinha cuspido uns quantos autores, estudos e teorias...
Acabei por cair em mim e me controlar. Calei-me e sorri. Não disse mais nada. Mordi-me toda por dentro. E percebi que não consigo ignorar esta minha faceta, mas tenho que a conseguir controlar. Não podemos "ajudar", quem não nos pede ajuda.
E foi assim que pude observar aquela mãe e aquele bebé. Tão longe das "boas práticas" e "recomendações". Tão longe um do outro. A repetirem o que vejo tantas e tantas vezes nos pedidos de ajuda que me chegam.
Fiquei triste! Profundamente triste. Apeteceu-me resgatar aquela mãe, metê-la num quarto escuro e limpar-lhe a alma por magia. Voltar à tábua rasa! Percebi porque não me ouviu, nem uma palavra do que lhe disse quando chegou. A sua cabeça já estava cheia... A sua maternidade mecânica, adulterada e sem sabor. Movida a comentários alheios e relógios, teorias de pacote, faca e alguidar, sem fundamentos nem fundamentação. Tudo isto lhe toldava os sentidos e o bebe ficou por ouvir, por sentir. Tenho muita pena pelos dois. Têm tudo para dar certo, mas tudo já se meteu no caminho. E eu? Eu fui apenas mais uma a despejar no copo cheio.
Ficou contida a vontade de lhe dizer que não tem que ser assim! Que tudo é mágico, pode ser mágico quando não ouvimos nada para além do nosso bebé. E então aninhei-me. E vou tentar esquecer porque me dói, porque sofro sempre quando enquanto CAM e mãe não ofereço essa magia...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
De 5ª a 2ª
Já passaram estes dias todos e ainda não consegui vir cá dar notícias. E porquê? 4 letrinhas apenas: C.A.O.S.!!!
Os dias têm-se passado a correr e as noites... Bem, as noites têm sido complicadas com uma criança a passar em pleno por um salto de desenvolvimento (a chegar aos 3 anos). A parte boa é que a C está a falar imenso, tem um discurso super giro, até nos desenhos se vê uma evolução brutal, MAS!... dormir está quieto! São birras, testes de limites, coisas típicas da fase em que está, acrescidas dos efeitos do salto, limitadas pelas condições da mamã.
Logo não é de estranhar que hoje escreva em modo "passoupormimumcamiao" e "nãotenhoenergianemparamelevantar". Mas sinto-me tranquila! Aconteceram algumas coisas neste entretanto que vou tentar ir contando.
Por agora fica o resultado da última consulta. Depois do "fantástico" exame do xarope de limão (o da glicose) a boa notícia é...? Não tenho diabetes! Posso portanto continuar a empanturrar-me em porcarias. Lembro que ultimamente o meu lema tem sido: "Grávida e baleia, mas não deprimida!". E depois do ralhete do aumento de peso da ultima consulta, nesta emagreci um kilo, o que para além de impressionar todos os presentes, me deu uma folguinha ainda maior (vai ser a mataaaar!).
Bem, em compensação estou com uma ligeira anemia, o que até pode ajudar a explicar esta minha falta de energia (e ajuda a temer pelas amigas hemorroidas).
De resto o bebé está bom e recomenda-se, gordinho e cheio de vitalidade (andou a jogar ao gato e ao rato com o médico, que lhe queria ouvir o coração - e aqui entre nós nem entendo a insistência, porque a quantidade de pontapés que o médico levou não deveriam deixar grandes dúvidas).
Por fim, fui submetida a uma nova pequena intervenção para remover o meu anel e substituir por um novo (rosa - uhhh!).
Para comemorar tudo isto, "fui" comprar um mega croissant com chocolate e tudo e tudo e tudo!... Que infelizmente não consegui comer mais de metade de tão enjoada que fiquei... 🙄🙄😰
Os dias têm-se passado a correr e as noites... Bem, as noites têm sido complicadas com uma criança a passar em pleno por um salto de desenvolvimento (a chegar aos 3 anos). A parte boa é que a C está a falar imenso, tem um discurso super giro, até nos desenhos se vê uma evolução brutal, MAS!... dormir está quieto! São birras, testes de limites, coisas típicas da fase em que está, acrescidas dos efeitos do salto, limitadas pelas condições da mamã.
Logo não é de estranhar que hoje escreva em modo "passoupormimumcamiao" e "nãotenhoenergianemparamelevantar". Mas sinto-me tranquila! Aconteceram algumas coisas neste entretanto que vou tentar ir contando.
Por agora fica o resultado da última consulta. Depois do "fantástico" exame do xarope de limão (o da glicose) a boa notícia é...? Não tenho diabetes! Posso portanto continuar a empanturrar-me em porcarias. Lembro que ultimamente o meu lema tem sido: "Grávida e baleia, mas não deprimida!". E depois do ralhete do aumento de peso da ultima consulta, nesta emagreci um kilo, o que para além de impressionar todos os presentes, me deu uma folguinha ainda maior (vai ser a mataaaar!).
Bem, em compensação estou com uma ligeira anemia, o que até pode ajudar a explicar esta minha falta de energia (e ajuda a temer pelas amigas hemorroidas).
De resto o bebé está bom e recomenda-se, gordinho e cheio de vitalidade (andou a jogar ao gato e ao rato com o médico, que lhe queria ouvir o coração - e aqui entre nós nem entendo a insistência, porque a quantidade de pontapés que o médico levou não deveriam deixar grandes dúvidas).
Por fim, fui submetida a uma nova pequena intervenção para remover o meu anel e substituir por um novo (rosa - uhhh!).
Para comemorar tudo isto, "fui" comprar um mega croissant com chocolate e tudo e tudo e tudo!... Que infelizmente não consegui comer mais de metade de tão enjoada que fiquei... 🙄🙄😰
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Bem vinda ao 3º trimestre!
Ontem entrei oficialmente no 3º trimestre com tudo o que tenho direito. Este trimestre é assim qualquer coisa... Então vejamos:
- azia - check
- dores nas costas, ancas, etc - check
- falta de espaço para respirar - check
- (ainda) mais fome - check
- (ainda) mais ansiedade - check
- (ainda) mais vontade de fazer xixi - check
- varizes - check
- parecer um cachalote - check
- calor desajustado ao resto da humanidade - check
- falta de energia - check (parte da culpa desta e claramente da chuva...)
- dormir mal para xuxu por causa de todas as alíneas anteriores - cheeeeeeck!
E por isso hoje só me apetecia bezerrar o dia todo... Mas não, hoje é dia de médico 🙄 Ando sempre louca para sair e quando é dia, só me apetece ficar enrolada nos lençóis... Bahhhh!
- azia - check
- dores nas costas, ancas, etc - check
- falta de espaço para respirar - check
- (ainda) mais fome - check
- (ainda) mais ansiedade - check
- (ainda) mais vontade de fazer xixi - check
- varizes - check
- parecer um cachalote - check
- calor desajustado ao resto da humanidade - check
- falta de energia - check (parte da culpa desta e claramente da chuva...)
- dormir mal para xuxu por causa de todas as alíneas anteriores - cheeeeeeck!
E por isso hoje só me apetecia bezerrar o dia todo... Mas não, hoje é dia de médico 🙄 Ando sempre louca para sair e quando é dia, só me apetece ficar enrolada nos lençóis... Bahhhh!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Dia de blahhhh
A M tinha análises para fazer há mais de 2 meses. O pai ia, e ia... E era na outra semana...
A mãe tinha as análises do 2º trimestre para fazer, quando completasse as 27 semanas. Então a mãe lembrou-se que a M ia com a mãe fazer análises.
Hoje assim foi. Acordámos sem autorização para o pequeno almoço, xixis para o frasquinho, birras e aqui vamos nós. Foi a família toda (vamos sempre ao laboratório Joaquim Chaves).
A M foi a primeira. A sra enfermeira não deixou que ficasse ao meu colo dado o tamanhinho da minha barriga, então foi ao colo do pai. Houve choro, claro, e o "não quero" bem audível. Mas passou rápido. "Não custou nada!", e como prémio levou um penso colorido (que nem sequer queria descer a camisola por causa disso), um cartaz de bravura e um balão (este foi autoria da mamã que se lembrou de trazer e dar discretamente à enfermeira).
Para finalizar ainda puderam ir comer "o que quisessem" à cafeteria do laboratório!!
A seguir foi a mãe, enquanto as meninas rumaram ao colégio. Confesso que me passou várias vezes pela cabeça fazer a mesma birra e dizer o mesmo "não quero!". É que para além das inúmeras picas, foi dia de teste de glicose. Para mim é de longe o pior exame durante a gravidez (provavelmente fora da gravidez também). Mesmo fresquinho e com sabor a limão, ainda o estou a beber e já estou a pensar como vou conseguir que não faça ricochete no meu estômago. Depois vêem as tonturas, a dor de cabeça, o mal estar, os vómitos, e... As picas! O que me vale é que invariavelmente me deitam numa maca, e assim posso fazer estas figurinhas tristes sem assistência. Levo como prémio o "já está!", dois pensos, e uma má disposição para o resto do dia...
A mãe tinha as análises do 2º trimestre para fazer, quando completasse as 27 semanas. Então a mãe lembrou-se que a M ia com a mãe fazer análises.
Hoje assim foi. Acordámos sem autorização para o pequeno almoço, xixis para o frasquinho, birras e aqui vamos nós. Foi a família toda (vamos sempre ao laboratório Joaquim Chaves).
A M foi a primeira. A sra enfermeira não deixou que ficasse ao meu colo dado o tamanhinho da minha barriga, então foi ao colo do pai. Houve choro, claro, e o "não quero" bem audível. Mas passou rápido. "Não custou nada!", e como prémio levou um penso colorido (que nem sequer queria descer a camisola por causa disso), um cartaz de bravura e um balão (este foi autoria da mamã que se lembrou de trazer e dar discretamente à enfermeira).
Para finalizar ainda puderam ir comer "o que quisessem" à cafeteria do laboratório!!
A seguir foi a mãe, enquanto as meninas rumaram ao colégio. Confesso que me passou várias vezes pela cabeça fazer a mesma birra e dizer o mesmo "não quero!". É que para além das inúmeras picas, foi dia de teste de glicose. Para mim é de longe o pior exame durante a gravidez (provavelmente fora da gravidez também). Mesmo fresquinho e com sabor a limão, ainda o estou a beber e já estou a pensar como vou conseguir que não faça ricochete no meu estômago. Depois vêem as tonturas, a dor de cabeça, o mal estar, os vómitos, e... As picas! O que me vale é que invariavelmente me deitam numa maca, e assim posso fazer estas figurinhas tristes sem assistência. Levo como prémio o "já está!", dois pensos, e uma má disposição para o resto do dia...
domingo, 29 de janeiro de 2017
Aula de biologia
A C foi buscar um livro de palavras com animais. Os sons dos animais, onde os animais vivem, o que os animais comem... Para cada página orientei com perguntas, tal qual aula de biologia. Chega à página das bananas:
Mãe: "quem é que gosta muito de bananas?"
M e C em coro: "Eu! Eu!"
Mãe: "sim, mas qual é o animal que gosta muito de bananas?"
Compasso de espera...
C: "és tu mamã!"
"Nãooo, é mesmo o macaco...!"
Mãe: "quem é que gosta muito de bananas?"
M e C em coro: "Eu! Eu!"
Mãe: "sim, mas qual é o animal que gosta muito de bananas?"
Compasso de espera...
C: "és tu mamã!"
"Nãooo, é mesmo o macaco...!"
sábado, 28 de janeiro de 2017
O bom, o mau e o tal chocolate
Viram o sol que foi aparecendo ontem? Eu vi! E só isso já fez uma enorme diferença em como encarei mais um dia de fermentação. Foi o sol e foi um post da Rádio Comercial a dizer que ontem era o dia do bolo de chocolate (que afinal até nem engorda)...
Para além disso foi um dia de muita "actividade", houve coisas boas e coisas más. Quais querem saber primeiro? Vou fazer um mix...
Então assim que vi o post do bolo publiquei no meu mural do facebook e taguei o meu marido. A estratégia resultou bem porque ele começou logo a sugerir (publicamente) bolos que eu poderia preferir. Escolhi.
O resto do dia portei-me que nem anjinho. Nada de comidas não autorizadas, e até o almoço foram legumes gratinados. Andei basicamente à espera do bolo prometido...
A meio da tarde recebo uma mensagem do sr meu marido a dizer "Ah e tal... Estou aqui... A assinar uma declaração amigável... Blá blá blá... A polícia... Bla blá blá... Encostaram a roda no nosso carro...". Isto foi a forma dissimulada de dizer: já fomos! Bateram-nos no carro...
Passado um bocado chegou a casa, sem bolo. Tudo bem! Ainda tem tempo. E depois vai buscar as meninas, ok.
Tinham-nos dito que viriam entregar a nossa cama às 16h30. Às 17h45 o marido teve que sair para ir buscar as meninas e ainda nem sinal da cama... Chegou eram 18h30, sem um "desculpe lá" ou qualquer outra coisinha. Tentei ajudar mas felizmente o marido chegou por essa altura e foi ele ajudar os homens. A parte boa era: já temos cama!!! Ao fim de 5 meses a dormir no chão, eis que chegara o momento de voltar a dormir numa cama. Mas não a vi. Só tenho permissão para subir ao 1o piso para ir dormir, então esperei.
Entretanto, voltando ao outro assunto: sem sinal de bolo. Mas vai haver bolo nesta casa hoje!!! Corri à cozinha para ver o que poderia fazer. Mas não havia sinal de ovos. Gaita! Sem ovos não faço o raio do bolo! Mas pelo menos vou comer chocolate. Abri a despensa, verti vários ingredientes numa terrina, pus no frio e voltei ao meu posto. Ainda ofendida com o marido, mas pelo menos com sobremesa de chocolate...
Ao final da noite recebemos um visitinha rápida. A minha mummy que se vai embora outra vez para voltar apenas no verão.
E mesmo, mesmo a acabar o dia subo ao 1º andar e... Que horror! Tenho uma cama horrivel! Parece cama de avó, do século passado! Detesto, detesto! Salta-me a tampa, porque foi o marido que escolheu, que foi comprar, e é horrível, e foi cara, e o serviço foi péssimo (demoraram o dobro do tempo que tinham dito para entregar a cama), e a entrega também foi péssima, e ainda por cima, nem sequer tive direito ao meu bolo de chocolate...
Para além disso foi um dia de muita "actividade", houve coisas boas e coisas más. Quais querem saber primeiro? Vou fazer um mix...
Então assim que vi o post do bolo publiquei no meu mural do facebook e taguei o meu marido. A estratégia resultou bem porque ele começou logo a sugerir (publicamente) bolos que eu poderia preferir. Escolhi.
O resto do dia portei-me que nem anjinho. Nada de comidas não autorizadas, e até o almoço foram legumes gratinados. Andei basicamente à espera do bolo prometido...
A meio da tarde recebo uma mensagem do sr meu marido a dizer "Ah e tal... Estou aqui... A assinar uma declaração amigável... Blá blá blá... A polícia... Bla blá blá... Encostaram a roda no nosso carro...". Isto foi a forma dissimulada de dizer: já fomos! Bateram-nos no carro...
Passado um bocado chegou a casa, sem bolo. Tudo bem! Ainda tem tempo. E depois vai buscar as meninas, ok.
Tinham-nos dito que viriam entregar a nossa cama às 16h30. Às 17h45 o marido teve que sair para ir buscar as meninas e ainda nem sinal da cama... Chegou eram 18h30, sem um "desculpe lá" ou qualquer outra coisinha. Tentei ajudar mas felizmente o marido chegou por essa altura e foi ele ajudar os homens. A parte boa era: já temos cama!!! Ao fim de 5 meses a dormir no chão, eis que chegara o momento de voltar a dormir numa cama. Mas não a vi. Só tenho permissão para subir ao 1o piso para ir dormir, então esperei.
Entretanto, voltando ao outro assunto: sem sinal de bolo. Mas vai haver bolo nesta casa hoje!!! Corri à cozinha para ver o que poderia fazer. Mas não havia sinal de ovos. Gaita! Sem ovos não faço o raio do bolo! Mas pelo menos vou comer chocolate. Abri a despensa, verti vários ingredientes numa terrina, pus no frio e voltei ao meu posto. Ainda ofendida com o marido, mas pelo menos com sobremesa de chocolate...
Ao final da noite recebemos um visitinha rápida. A minha mummy que se vai embora outra vez para voltar apenas no verão.
E mesmo, mesmo a acabar o dia subo ao 1º andar e... Que horror! Tenho uma cama horrivel! Parece cama de avó, do século passado! Detesto, detesto! Salta-me a tampa, porque foi o marido que escolheu, que foi comprar, e é horrível, e foi cara, e o serviço foi péssimo (demoraram o dobro do tempo que tinham dito para entregar a cama), e a entrega também foi péssima, e ainda por cima, nem sequer tive direito ao meu bolo de chocolate...
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