Querem saber o horror de todas as desgraças?? A senhora que fica comigo em casa, ou seja, que toma conta de mim, está doente! É o horrorrrr... Já todos tínhamos estado doentes menos ela, coitada, apanhou agora. E desde então andamos aos tropeções de sobrevivência. Eu ainda consegui descascar os legumes da sopa deitadinha, e o maridão veio dar-me o almoço e trabalhar em casa para me fazer companhia. Mas faltava o jantar... Então lembrei-me: pizzas!!!
Em tempos andei a procurar as lojas que entregavam cá em casa e desiludi-me muito com a qualidade do serviço que prestaram. Até que telefonei para a Pizzahut. E porque os bons serviços devem ser falados, voltei a ligar para eles e voltei a ser super bem tratada. Simpatia, eficiência brutal, rapidez e pizzas óptimas. Afinal não custa ser simpático ao telefone, prestável e brincalhão. E de facto faz a diferença porque não sobra espaço para dúvidas a quem vou ligar numa próxima.
Fica a dica se não souberem o que fazer para o jantar.
(Nota: ninguém me pagou para fazer publicidade...)
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
sábado, 21 de janeiro de 2017
Comer à mesa
Ontem jantei na mesa de jantar com o resto da família. Ok, não foi o jantar todo e foi cheio de reservas, mas as novas indicações são: começar a testar a verticalidade!
Na 5ª foi dia de reavaliação. As contrações aumentaram bastante na última semana, chegando a ser por vezes regulares, MAS a boa notícia é que o colo permanece estável. Graças a Deus a intervenção a que fui sujeita e o aparelhinho que tenho estão de facto a ser muito eficazes em dispersar o efeito das contrações protegendo o colo. Assim a estratégia é: voltar a tentar introduzir uma medicação "meio maluca" para ajudar a controlar as contrações. Por ser maluca tive que falar com o pneumonologista para receber o ok dele. Ok dado! Ainda recebi os parabéns do médico pela minha prestação em todo o processo. Fiquei ligeiramente orgulhosa de mim. Não fiquei mais porque entretanto pesei-me...
Próximo passo é tratar uma fungueta que entretanto veio passar umas férias comigo. Lamento mas aqui não pode ficar... Até porque o médico quer voltar a submeter-me à pequena intervenção e mudar o aparelho por um novo. Eu já sabia que um dos possíveis efeitos que pode ter são as infeções vaginais, e ele acha conveniente mudar. Por isso daqui a 15 dias espero estar tratada para resolver este assunto.
E voltando ao tema inicial, segundo o médico, a ideia é tentar fazer algumas actividades sentada sempre desde que não doa ou não provoque contrações. E foi assim que "estreei" a mesa. Foi engraçado ver a felicidade das meninas por me terem ali. A C só se agarrava a mim a dar beijinhos, e a M esteve encantadora a comer de faca e garfo simplesmente impecável! Os meus amores! ❤️❤️
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Nesting...
Agora que a cada dia o meu bebe tem mais probabilidades de sobreviver fora da barriga vejo a minha cabeça invadida por um sentimento avassalador: o nesting! Para algumas futuras mamãs este sentimento costuma aparecer mais tarde, talvez quando psicologicamente se vêem confrontadas com a data do parto a aproximar. Outras nem sequer o chegam a sentir. Mas também por tudo o que já passei, o nesting atacou-me cedo desta vez!
Nesting, para quem não está familiarizado com este termo, significa ninho. Equivale ao instinto de preparar o ninho que alguns animais têm, para preparar a chegada da sua criação. Nós também temos esse instinto, que nada tem de racional, por isso a certa altura sentimos uma vontade louca (quase absurda) de ter tudo preparado e arranjado para receber o nosso bebé.
Por ter pouco de racional, e também porque nem toda a gente o sentiu (ou já se esqueceu), é por vezes difícil entender este "desvaneio" da grávida. "Que disparate!", "Cada coisa a seu tempo!", "Lá estás tu com a mania de viver o amanhã", "Ainda falta muito tempo. Vais ver que até lá tens tudo pronto". Estes são alguns dos comentários que recebo quando comento com alguém a minha ânsia. Mas o tempo corre de maneira diferente para cada um de nós! A percepção de urgência é também ela muito diferente! Por isso não vale a pena avaliarmos a situação aos nossos olhos, mas talvez usar um pouco de empatia e tentar compreender...
O que me aborrece no meio disto tudo é essencialmente a dependência, ou a impotência.... Estou praticamente totalmente dependente dos outros para satisfazer o meu nesting, e isso aumenta bastante a minha angústia. O quarto não está pronto, nem sequer desocupado das caixas e tralhas por arrumar das mudanças, a mobília não está comprada, a roupa não está lavada, e para piorar, isto parece um primeiro filho ao qual falta quase tudo! É preciso ir comprar... Enfim, a lista de to do's ainda é grande, proporcional à ansiedade gerada. Acredito que me sinta mais calma quando estiver tudo organizado pelo menos para o primeiro mês. Esse é o meu grande objectivo neste momento. Para os restantes permaneço em expectativa e já ando a planear uns eventos de angariação, como transformar os meus anos num chá de bebé e transformar a minha lista de prendas numa lista de roupa de bebé de verão!
Desejem-me sorte e já agora, paciência aos outros que me aturam. Ninguém disse que era fácil aturar uma grávida acamada!
Nesting, para quem não está familiarizado com este termo, significa ninho. Equivale ao instinto de preparar o ninho que alguns animais têm, para preparar a chegada da sua criação. Nós também temos esse instinto, que nada tem de racional, por isso a certa altura sentimos uma vontade louca (quase absurda) de ter tudo preparado e arranjado para receber o nosso bebé.
Por ter pouco de racional, e também porque nem toda a gente o sentiu (ou já se esqueceu), é por vezes difícil entender este "desvaneio" da grávida. "Que disparate!", "Cada coisa a seu tempo!", "Lá estás tu com a mania de viver o amanhã", "Ainda falta muito tempo. Vais ver que até lá tens tudo pronto". Estes são alguns dos comentários que recebo quando comento com alguém a minha ânsia. Mas o tempo corre de maneira diferente para cada um de nós! A percepção de urgência é também ela muito diferente! Por isso não vale a pena avaliarmos a situação aos nossos olhos, mas talvez usar um pouco de empatia e tentar compreender...
O que me aborrece no meio disto tudo é essencialmente a dependência, ou a impotência.... Estou praticamente totalmente dependente dos outros para satisfazer o meu nesting, e isso aumenta bastante a minha angústia. O quarto não está pronto, nem sequer desocupado das caixas e tralhas por arrumar das mudanças, a mobília não está comprada, a roupa não está lavada, e para piorar, isto parece um primeiro filho ao qual falta quase tudo! É preciso ir comprar... Enfim, a lista de to do's ainda é grande, proporcional à ansiedade gerada. Acredito que me sinta mais calma quando estiver tudo organizado pelo menos para o primeiro mês. Esse é o meu grande objectivo neste momento. Para os restantes permaneço em expectativa e já ando a planear uns eventos de angariação, como transformar os meus anos num chá de bebé e transformar a minha lista de prendas numa lista de roupa de bebé de verão!
Desejem-me sorte e já agora, paciência aos outros que me aturam. Ninguém disse que era fácil aturar uma grávida acamada!
domingo, 15 de janeiro de 2017
Não há 2 sem 3... 😡
E basicamente é isto: C após 48h sem febre em casa, vai para a escola, e 48h depois regressa a casa com febre. É a 3ª vez!!! Já não se aguenta!! E ficamos todos à mercê de mais uma rodada (ainda agora tinha acabado a porcaria do antibiotico, e até já respiro sem gotas...).
E já se sabe que com uma cria doente, o repouso ressente-se... Até porque o colo da mãe, têm qualquer coisa que acalma a dor!
E já se sabe que com uma cria doente, o repouso ressente-se... Até porque o colo da mãe, têm qualquer coisa que acalma a dor!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Acordar com o demo, adormecer com o anjo
Estou oficialmente a antibiotico, após uma ida às urgencia em apneia nasal... A parte (quase) boa é que as meninas desde ontem que voltaram a frequentar o infectário (o que na prática significa que iniciámos a contagem decrescente para que regressem para casa). Timming perfeito porque não estava a ver possível a minha recuperação com tanto vírus à minha volta. A vida voltou a ter momentos de sossego, que não passam por momentos em que elas estão com febre ligeira ou no silêncio do disparate.
Porreiro, vida boa... Só que não! Não, porque há sempre um sacana de um MAS... E esta história não é excepção.
Então, como as maganas estiveram "de quarentena" em casa e verificaram que eu também cá estou, quem é que diz que o regresso à escola tem que ser pacífico, hein? E não é mesmo, não está a ser, particularmente para a M. Desde ontem que as manhãs com a M têm sido entre o psicadélico e o filme de terror. As frases que se conseguem distinguir por entre os gritos ensurdecedores e o choro em desespero são "não quero ir para a escola"... "quero a mãe"... " não (qualquer coisa)", seguido de muitos outros "não (qualquer coisa)...". Ontem 2h desta cantilena, hoje quase 1h em que o pai até perdeu uma reunião importante que tinha.
"Tudo normal" dizem vocês. Pois, a parte do ser normal, de ela ser pequenina, de querer e sentir a falta da mãe, etc etc etc, eu isso já sei. Mas sejamos práticos: eu estou de repouso absoluto, para além de estar doente, logo não é possível que ela fique comigo. Então como conseguir melhorar isto? Eu já falei, já expliquei, já criei objectivos para fazermos quando ela regressar da escola, já abracei, já ralhei, já ameacei, enfim... E nada resultou! Nada! Ela parece entrar num tal descontrolo que nada que possa fazer ou dizer, serve!
Hoje senti-me mesmo diminuída e impotente perante tudo isto. Fiquei cansadíssima, imagino como ela terá ficado, coitada. Então tentei reencontrar-me, como mãe, como pessoa, como educadora. Procurei pedir ajuda: educadora, psicologa, pediatra, marido. Várias cabeças pensam melhor do que uma e sei que estas situações são "comuns", por isso dicas para uns podem também resultar com os outros.
Recebi algumas respostas com dicas e possíveis estratégias, entremeadas com "isso faz tudo parte, mas pronto...". A meio do dia já tinha conseguido relaxar e libertar a mente o suficiente para conseguir pensar. Um banho relaxante foi a cereja no topo do bolo. Tenho que me reconectar com ela. Parece simples...!
Esperei que chegassem da escola. Hoje não havia computador em cima da mesa, ou telemóvel na mão. Arranjei umas contas autocolantes e quando elas chegaram propus que fossemos decorar as coroas de princesa que tínhamos feito 2 dias antes. Pedi ao pai para dar banho a uma de cada vez, de forma a conseguir estar sozinha com cada uma por uns momentos. Brinquei, falei. Toquei no assunto da manhã. Conversei mais. "Mãe, amanhã não vou fazer mais birra". Houve lugar para entendimento e conexão.
O serão passou-se muito sereno. Para evitar a confusão do "ir para a cama", desliguei mais cedo a televisão, pus música de embalar que gostamos bastante. A música subiu até aos quartos e eu também pouco depois. Ainda consegui lavar-lhes os dentes, e escolher parte da roupa de amanhã da M. Depois disto sinto sempre que é altura de me voltar a deitar. Beijinho de boa noite e nem um grito, um aí, nada! Pouco depois o único som que se eleva sobre a música que ainda vem do quarto é o ressonar do meu marido...
Tive o serão de maior paz dos últimos tempos, completamente antagônico à manhã que vivi. Sei que não basta para garantir um bom amanhã, mas por hoje sinto que consegui. Talvez isso me dê forças para encontrar estratégias que funcionem amanhã. Talvez seja isso. Mas não sei. Veremos como corre amanhã, depois venho cá contar.
Porreiro, vida boa... Só que não! Não, porque há sempre um sacana de um MAS... E esta história não é excepção.
Então, como as maganas estiveram "de quarentena" em casa e verificaram que eu também cá estou, quem é que diz que o regresso à escola tem que ser pacífico, hein? E não é mesmo, não está a ser, particularmente para a M. Desde ontem que as manhãs com a M têm sido entre o psicadélico e o filme de terror. As frases que se conseguem distinguir por entre os gritos ensurdecedores e o choro em desespero são "não quero ir para a escola"... "quero a mãe"... " não (qualquer coisa)", seguido de muitos outros "não (qualquer coisa)...". Ontem 2h desta cantilena, hoje quase 1h em que o pai até perdeu uma reunião importante que tinha.
"Tudo normal" dizem vocês. Pois, a parte do ser normal, de ela ser pequenina, de querer e sentir a falta da mãe, etc etc etc, eu isso já sei. Mas sejamos práticos: eu estou de repouso absoluto, para além de estar doente, logo não é possível que ela fique comigo. Então como conseguir melhorar isto? Eu já falei, já expliquei, já criei objectivos para fazermos quando ela regressar da escola, já abracei, já ralhei, já ameacei, enfim... E nada resultou! Nada! Ela parece entrar num tal descontrolo que nada que possa fazer ou dizer, serve!
Hoje senti-me mesmo diminuída e impotente perante tudo isto. Fiquei cansadíssima, imagino como ela terá ficado, coitada. Então tentei reencontrar-me, como mãe, como pessoa, como educadora. Procurei pedir ajuda: educadora, psicologa, pediatra, marido. Várias cabeças pensam melhor do que uma e sei que estas situações são "comuns", por isso dicas para uns podem também resultar com os outros.
Recebi algumas respostas com dicas e possíveis estratégias, entremeadas com "isso faz tudo parte, mas pronto...". A meio do dia já tinha conseguido relaxar e libertar a mente o suficiente para conseguir pensar. Um banho relaxante foi a cereja no topo do bolo. Tenho que me reconectar com ela. Parece simples...!
Esperei que chegassem da escola. Hoje não havia computador em cima da mesa, ou telemóvel na mão. Arranjei umas contas autocolantes e quando elas chegaram propus que fossemos decorar as coroas de princesa que tínhamos feito 2 dias antes. Pedi ao pai para dar banho a uma de cada vez, de forma a conseguir estar sozinha com cada uma por uns momentos. Brinquei, falei. Toquei no assunto da manhã. Conversei mais. "Mãe, amanhã não vou fazer mais birra". Houve lugar para entendimento e conexão.
O serão passou-se muito sereno. Para evitar a confusão do "ir para a cama", desliguei mais cedo a televisão, pus música de embalar que gostamos bastante. A música subiu até aos quartos e eu também pouco depois. Ainda consegui lavar-lhes os dentes, e escolher parte da roupa de amanhã da M. Depois disto sinto sempre que é altura de me voltar a deitar. Beijinho de boa noite e nem um grito, um aí, nada! Pouco depois o único som que se eleva sobre a música que ainda vem do quarto é o ressonar do meu marido...
Tive o serão de maior paz dos últimos tempos, completamente antagônico à manhã que vivi. Sei que não basta para garantir um bom amanhã, mas por hoje sinto que consegui. Talvez isso me dê forças para encontrar estratégias que funcionem amanhã. Talvez seja isso. Mas não sei. Veremos como corre amanhã, depois venho cá contar.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Aquilo que não se vê
Hoje foi um dia invisível. Eu fui invisível. Nada de mais se passou. Esteve frio. As pessoas fizeram as suas rotinas normais. Recebi alguns telefonemas a perguntar de estávamos melhor...
Mas ninguém notou. Ninguém reparou. Ninguém viu. Apenas eu...
Não acho estranho. Há coisas que só vividas. Há guerras e conquistas, que só quem passa por elas, porque aos olhos dos outros elas não existem. E também há coisas que só acontecem aos outros, por isso, não faz mal. Não estou surpreendida.
Mas sinto um vazio. É estranho. Sinto uma alegria imensa, e um vazio medonho. Como se tivesse o vinho no copo e ninguém com quem brindar. Uma festa pronta e ninguém para convidar. Há coisas que não se explicam. Sentem-se.
E assim acaba o dia, provavelmente o maior, desde que iniciei esta jornada, esta pequena grande luta, para mim das maiores. Porque para além de ser um dia, ou talvez ser O dia, é também um marco, é o início de toda uma nova fase. Amanhã a luta é outra, mas permanecerá a mesma aos olhares invisíveis de quem passa por nós.
Obrigada meu filho, por teres tido a coragem de viver isto comigo e parabéns por termos juntos vencido esta primeira grande luta de sobrevivência. Amanhã festejo a vida e distancio a morte. Porque não há pior sentimento que a insuportável impotência de nada poder fazer perante a possível morte dentro de nós.
Mas ninguém notou. Ninguém reparou. Ninguém viu. Apenas eu...
Não acho estranho. Há coisas que só vividas. Há guerras e conquistas, que só quem passa por elas, porque aos olhos dos outros elas não existem. E também há coisas que só acontecem aos outros, por isso, não faz mal. Não estou surpreendida.
Mas sinto um vazio. É estranho. Sinto uma alegria imensa, e um vazio medonho. Como se tivesse o vinho no copo e ninguém com quem brindar. Uma festa pronta e ninguém para convidar. Há coisas que não se explicam. Sentem-se.
E assim acaba o dia, provavelmente o maior, desde que iniciei esta jornada, esta pequena grande luta, para mim das maiores. Porque para além de ser um dia, ou talvez ser O dia, é também um marco, é o início de toda uma nova fase. Amanhã a luta é outra, mas permanecerá a mesma aos olhares invisíveis de quem passa por nós.
Obrigada meu filho, por teres tido a coragem de viver isto comigo e parabéns por termos juntos vencido esta primeira grande luta de sobrevivência. Amanhã festejo a vida e distancio a morte. Porque não há pior sentimento que a insuportável impotência de nada poder fazer perante a possível morte dentro de nós.
domingo, 8 de janeiro de 2017
Amor? Fazes-me esse favor?
Então foi:
Marido - amor, importas-te de dar a sopa às meninas para eu ir preparar o jantar, por favor?
Eu - claro! Para além de não conseguir respirar, ter o nariz do tamanho do joelho e de me doer a cabeça para xuxu, estou completamente disponível.
O tempo foi passando, lá consegui verter um prato de sopa pela goela de cada uma (que coitadas estão com o nariz igual a mim...) e lá foram elas cordeiras para a mesa. Mas a comida ainda estava a terminar e o pai diz (quase) em jeito de heroísmo que ainda nem sequer teve tempo para comer a sopa dele. Por fim termina triunfante e serve as meninas já impacientes e febris.
Mas fiquei aqui a pensar com os meus botões... Preparar o jantar? Como assim??! Eu própria me levantei do meu repouso absoluto e me arrastei até a cozinha para pôr os legumes e os ovos a cozer. Mas que raio está ele a fazer? Pronto, lá esbocei um sorriso a imaginar a cena à filme: o "desgraçado" do homem que usa mil utensílios para tirar a água da panela dos legumes e mandá-los para a taça, e tem que descascar e partir os ovos ainda quentes... Está visto! Para a próxima faço bifes que é menos complexo para ele 😂😂😂😂
Marido - amor, importas-te de dar a sopa às meninas para eu ir preparar o jantar, por favor?
Eu - claro! Para além de não conseguir respirar, ter o nariz do tamanho do joelho e de me doer a cabeça para xuxu, estou completamente disponível.
O tempo foi passando, lá consegui verter um prato de sopa pela goela de cada uma (que coitadas estão com o nariz igual a mim...) e lá foram elas cordeiras para a mesa. Mas a comida ainda estava a terminar e o pai diz (quase) em jeito de heroísmo que ainda nem sequer teve tempo para comer a sopa dele. Por fim termina triunfante e serve as meninas já impacientes e febris.
Mas fiquei aqui a pensar com os meus botões... Preparar o jantar? Como assim??! Eu própria me levantei do meu repouso absoluto e me arrastei até a cozinha para pôr os legumes e os ovos a cozer. Mas que raio está ele a fazer? Pronto, lá esbocei um sorriso a imaginar a cena à filme: o "desgraçado" do homem que usa mil utensílios para tirar a água da panela dos legumes e mandá-los para a taça, e tem que descascar e partir os ovos ainda quentes... Está visto! Para a próxima faço bifes que é menos complexo para ele 😂😂😂😂
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