Arrisco-me a dizer que o sacana do Pai Natal deixou cá, juntamente com as prendas, uma tremenda dose de birra.
Ainda há poucos dias comentava que a M estava numa fase mesmo boa: estava doce, muito menina, com conversas deliciosas e... sem birras! Afinal, a C é que está na "fase das birras". Mas depois dos acontecimentos dos últimos dois dias já não digo mais nada. Estou tão perplexa com o que está a acontecer que temo verdadeiramente que algum dos vizinhos acabe por chamar a protecção de menores num destes momentos de fúria e gritaria. Parecem retirados de qualquer cena violenta que inclui país irresponsáveis, incapazes ou mesmo alcoolizados. Mas só que não. Assistimos a este descontrolo total, tentando todas as nossas ferramentas para as controlar.
E bem ensinadinha pelos livros que tenho lido, tento desesperadamente pensar na causa: será cansaço? Será falta de libertação de energias? Será das frustrações causadas pelas prendas e pelo entre-sai das visitas que tanto incomoda a M? Será do mano novo? Será que é tal auxiliar lá da escola que continuo a achar uma péssima influência para a minha filha? Sinceramente não sei. Provavelmente uma combinação explosiva destas e outras mais, mas por favor, digam-me que isto passa rápido. É que já não bastava a dose com que tenho que lidar, para ainda levar com esta complementar.
Hoje então foi incrível. A M chorava e gritava que não era eu que lhe lavava os dentes, embora estes até já estivessem lavados, e arrastava-se pelo chão a prender-me as pernas. Quando me consegui desenrolar, e a mandei fazer o último xixi, prolongou a gritaria porque nao queria ir, nem deitar, nem vestir, nem coisa nenhuma!
A C que deve ter sentido que estava de alguma forma em desvantagem, apesar de muito fofa e sossegada, decidiu unir os seus melhores dotes para começar a chamar a atenção da pior maneira. E assim estava o caos gerado.
Recolhi aos meus aposentos, deixando o pai com as feras, que me garantiu que era melhor eu ir para não me enervar mais, e que daria conta do recado. Mas após longos minutos de gritaria, achei que teria que voltar a intervir e pedi que me trouxesse uma para ao pé de mim. Não veio uma, mas duas e eu não tive outro remédio senão adormecer as minhas meninas no meu colo deitado, com a promessa de que a primeira que se portasse mal, voltaria à sua cama de origem.
De facto a cama da mãe é mágica, afugenta monstros e bichos, apazigua máguas, e fortalece os corações! E a mãe? Essa, ganha ainda mais poderes em contacto com estes corpinhos pequenos e quentinhos, juntinhos a si, e com estas mãozinhas papudas que pousam na sua cara. Não há amor maior.
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Miminhos
Quando no dia 26 logo pela manhã, recebemos um telefonema por nosso GO (ginecologista-obstetra) a perguntar como estamos, sentimos realmente que estamos a ser bem tratadas! 😍
domingo, 25 de dezembro de 2016
Socorro!!! Let it... shut up!
A parte positiva: apesar dos contratempos, o Pai Natal sempre deixou cá em casa duas Elsas Cantantes.
A parte negativa: apesar dos contratempos, o Pai Natal sempre deixou cá em casa duas Elsas Cantantes. SOCORRO!!! Alguém que nos diga como é que isto se desliga!!! 😱😱😖
A parte negativa: apesar dos contratempos, o Pai Natal sempre deixou cá em casa duas Elsas Cantantes. SOCORRO!!! Alguém que nos diga como é que isto se desliga!!! 😱😱😖
Feliz Natal
Dizem que o Natal é a família, o amor e a união. A alegria de estarmos juntos a celebrar. O motivo da celebração pode variar de casa para casa, mas é sempre um momento muito especial.
E quando sentimos tudo isto profundamente ficamos ainda mais gratos por tudo de bom que temos! Apesar da situação que vivemos cá em casa, ontem senti tudo isto e muito mais. Amor e felicidade em estado puro!
Obrigada Senhor por tudo de tão maravilhoso que nos Dais.
Ps: como prenda de Natal da Mulher (des)equilibrada, decidi expandir para outras plataformas e estamos agora também no facebook! 🎉🎁🎊
E quando sentimos tudo isto profundamente ficamos ainda mais gratos por tudo de bom que temos! Apesar da situação que vivemos cá em casa, ontem senti tudo isto e muito mais. Amor e felicidade em estado puro!
Obrigada Senhor por tudo de tão maravilhoso que nos Dais.
Ps: como prenda de Natal da Mulher (des)equilibrada, decidi expandir para outras plataformas e estamos agora também no facebook! 🎉🎁🎊
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Viver de 15 em 15 dias
Tenho estado ausente. Neste tempo de azáfama natalícia eu precisei de me fechar.
Na verdade sinto que vivo de 15 em 15 dias. São pequenos ciclos que ditam toda uma nova realidade para cada início.
O que se passou foi que terminou um ciclo, um ciclo bom de esperança e calma, para se iniciar outro, bem diferente do anterior. "As notícias não são as melhores. A sua situação agravou-se bastante nestes últimos 15 dias". Foi o que eu não queria ouvir... O coração palpitou, a cabeça andou a mil: mil perguntas, um medo avassalador. Fui para casa. "Tem 15 dias para subir estes valores, ou vamos ter que tomar outras medidas"
Eu vou, eu faço, eu faço tudo, mas o quê? Espero? Tenho feito tudo o que me mandam, mas pelos vistos não chega, não é suficiente para salvar o meu bebé.
Foram dias de ruptura! Mas de reencontro também. É difícil sentir que não controlamos o nosso corpo, e que ele não está a fazer o que é preciso. Afinal uma mãe deve proteger, cuidar, gerar, amar, e não matar. A palavra é forte mas não vale a pena tentar amenizar. O meu bebé está bem, a crescer e a fazer a sua parte, mas eu não estou a ser capaz de lhe proporcionar um lugar seguro para ele o fazer.
Mas depois da dureza das palavras, da dureza da realidade, vem um sentimento de que é preciso tentar mais e mais! Recuso-me a ficar a assistir!
E foi então que iniciei a segunda parte deste processo: a procura! Passei os dias a vasculhar artigos, estudos, relatórios... Li tudo a que consegui chegar e mesmo o que não consegui, lutei para conseguir. Fiz telefonemas, e muitas linhas de chat. Afinal parece que há algo por experimentar. E assim os dias passam, e o meu coração ameniza, na convicção de que estou a lutar pelo meu bebé.
Com mais respostas e certezas, contacto o meu OB (Obstetra). Ele nunca fez, mas conhece o que é embora noutros contextos que não o meu. Mas ambos concordamos: vale a pena tentar!
E assim me deito de coração agitado, de pulsação acelerada, com medo, mas muita esperança e convicção de que ao menos continuo a ser mãe e a lutar contra tudo, até eu mesma, para tentar salvar o meu menino.
Na verdade sinto que vivo de 15 em 15 dias. São pequenos ciclos que ditam toda uma nova realidade para cada início.
O que se passou foi que terminou um ciclo, um ciclo bom de esperança e calma, para se iniciar outro, bem diferente do anterior. "As notícias não são as melhores. A sua situação agravou-se bastante nestes últimos 15 dias". Foi o que eu não queria ouvir... O coração palpitou, a cabeça andou a mil: mil perguntas, um medo avassalador. Fui para casa. "Tem 15 dias para subir estes valores, ou vamos ter que tomar outras medidas"
Eu vou, eu faço, eu faço tudo, mas o quê? Espero? Tenho feito tudo o que me mandam, mas pelos vistos não chega, não é suficiente para salvar o meu bebé.
Foram dias de ruptura! Mas de reencontro também. É difícil sentir que não controlamos o nosso corpo, e que ele não está a fazer o que é preciso. Afinal uma mãe deve proteger, cuidar, gerar, amar, e não matar. A palavra é forte mas não vale a pena tentar amenizar. O meu bebé está bem, a crescer e a fazer a sua parte, mas eu não estou a ser capaz de lhe proporcionar um lugar seguro para ele o fazer.
Mas depois da dureza das palavras, da dureza da realidade, vem um sentimento de que é preciso tentar mais e mais! Recuso-me a ficar a assistir!
E foi então que iniciei a segunda parte deste processo: a procura! Passei os dias a vasculhar artigos, estudos, relatórios... Li tudo a que consegui chegar e mesmo o que não consegui, lutei para conseguir. Fiz telefonemas, e muitas linhas de chat. Afinal parece que há algo por experimentar. E assim os dias passam, e o meu coração ameniza, na convicção de que estou a lutar pelo meu bebé.
Com mais respostas e certezas, contacto o meu OB (Obstetra). Ele nunca fez, mas conhece o que é embora noutros contextos que não o meu. Mas ambos concordamos: vale a pena tentar!
E assim me deito de coração agitado, de pulsação acelerada, com medo, mas muita esperança e convicção de que ao menos continuo a ser mãe e a lutar contra tudo, até eu mesma, para tentar salvar o meu menino.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Feriado em Família - o dia a seguir ao outro
Tenho que vos contar como foi o nosso feriado!
Acordar com as galinhas - check! Mantenho a minha profunda indignação para os acordares madrugadores em dias de descanso, em oposição aos acordares dificeis e rabugentos em todos os outros dias de trabalho...
Ter duas princesas como aconchego pela manhã - check!
Mas agora note-se: o pequeno almoço foi bastante calmo. O vestir recheado de cocegas e gargalhadas. O resto da manhã passada entre portas abertas, ar livre, triciclos e jogos de bola.
Almoço tranquilo. Dei a sopa às duas, à vez para não haver conflitos. O 2º teve tanto sucesso que cheguei a perguntar se elas estavam a comer ou se tinham adormecido (incluía puré). A seguir veio a sesta parcialmente acompanhada pelo papá. Um tempo para arrumações, uma desistência antecipada da sesta e os dois rumaram às compras. Pouco depois, desce a mais velha e ficamos as duas enroladinhas a ver um filme no sofá (há coisa melhor que isto?). Com a chegada do lanche, o pai decidiu organizar uma sessão de cinema em familia. Tirando a mais pequena que foi previsivelmente inconstante, ali estivemos todos, bem juntinhos e quentinhos a passar um bom momento em familia.
E pronto, o resto do dia passou-se sem grandes ondas e no fim, antes de ir dormir recebi um "Amo-te".
Com isto, posso concluir que há posts que valem mesmo a pena :)
PS: Engane-se quem achou que andei na "boa-vai-ela", fui uma espectadora cumpridora!
Acordar com as galinhas - check! Mantenho a minha profunda indignação para os acordares madrugadores em dias de descanso, em oposição aos acordares dificeis e rabugentos em todos os outros dias de trabalho...
Ter duas princesas como aconchego pela manhã - check!
Mas agora note-se: o pequeno almoço foi bastante calmo. O vestir recheado de cocegas e gargalhadas. O resto da manhã passada entre portas abertas, ar livre, triciclos e jogos de bola.
Almoço tranquilo. Dei a sopa às duas, à vez para não haver conflitos. O 2º teve tanto sucesso que cheguei a perguntar se elas estavam a comer ou se tinham adormecido (incluía puré). A seguir veio a sesta parcialmente acompanhada pelo papá. Um tempo para arrumações, uma desistência antecipada da sesta e os dois rumaram às compras. Pouco depois, desce a mais velha e ficamos as duas enroladinhas a ver um filme no sofá (há coisa melhor que isto?). Com a chegada do lanche, o pai decidiu organizar uma sessão de cinema em familia. Tirando a mais pequena que foi previsivelmente inconstante, ali estivemos todos, bem juntinhos e quentinhos a passar um bom momento em familia.
E pronto, o resto do dia passou-se sem grandes ondas e no fim, antes de ir dormir recebi um "Amo-te".
Com isto, posso concluir que há posts que valem mesmo a pena :)
PS: Engane-se quem achou que andei na "boa-vai-ela", fui uma espectadora cumpridora!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Tenho pena, porque gosto de ti
Entras, cumprimentas-me com um beijo. Desapareces por um bocado. Estás a arranjar as coisas. Voltas. Entre ordenações mais ou menos violentas, levas as meninas para o banho. Fico a ouvir... Oiço crianças a rir, crianças a chorar, alguns gritos. Todos os dias igual.
Desces de novo com as nossas filhas e desapareces por um bocado. Estás a arranjar as coisas. Voltas. Trazes o meu jantar. Entre ordenações mais ou menos violentas, levas as meninas para jantar. Fico a ouvir. Volto a ouvir crianças a rir, depois a chorar, mais gritos, tu a ralhares. Decidi tentar ajudar. Hoje dou eu a sopa a uma, amanhã a outra. Portam-se tão bem! A refeição acaba e elas voltam para mim. Tu desapareces. Vais arranjar as coisas. Mas a hora já vai adiantada e já pouco consigo fazer para as entreter. Precisam de descansar. Peço-te para as levares.
Está na minha hora de recolher ao quarto. Aproveito a viagem e passo pelo quarto delas. Ajudo no que posso. Lavo os dentes a uma, aconchego-as no final. Nunca me deito sem lhes dizer boa noite! O nosso ritual de boa noite! E digo que as amo, que não vou ficar como era costume, como me pedem, mas que as amo muito e estou mesmo ali ao lado. Tu ficas.
Apareces passado um bocado. Mas eu estou cansada. E tu ainda tens tanto para fazer, e ainda tens que trabalhar. Desapareces de novo e eu fico a adormecer-me.
Tenho pena porque gosto de ti. Não sei nada de ti. Como foi o teu dia? O que fizeste hoje? Foi giro? Queres saber o que fiz? Eu estive sozinha... Hoje teve bom tempo? Mal vi a rua hoje... Tenho pena, porque gosto de ti.
Mas fico a pensar. E elas? Também terão pena? Provavelmente eu também estava assim. Fui só eu que mudei. E não foi porque quis. E agora dou por mim a ver as minhas filhas, a falar com elas, a brincar. Penso nas coisas que podemos fazer juntas, comigo nesta posição, nesta condição. Mas elas já não perguntam. Correm para mim quando chegam. E vejo-as crescer. Como é que cresceram tanto ultimamente? Como é que não percebi? E paro e dou Graças a Deus por me ter dado a oportunidade de ver as minhas filhas, de dar valor ao que sempre aqui esteve. A dar ainda mais valor aos seus corpos enrolados no meu, procurando o meu calor e segurança quando a noite as atraiçoa. Novos hábitos, novas rotinas. A manhã já não começa no quarto delas, mas na minha cama, entre beijinhos e carinhos, e muito muito amor.
E fico a pensar. Tenho pena, porque gosto de ti...
Desces de novo com as nossas filhas e desapareces por um bocado. Estás a arranjar as coisas. Voltas. Trazes o meu jantar. Entre ordenações mais ou menos violentas, levas as meninas para jantar. Fico a ouvir. Volto a ouvir crianças a rir, depois a chorar, mais gritos, tu a ralhares. Decidi tentar ajudar. Hoje dou eu a sopa a uma, amanhã a outra. Portam-se tão bem! A refeição acaba e elas voltam para mim. Tu desapareces. Vais arranjar as coisas. Mas a hora já vai adiantada e já pouco consigo fazer para as entreter. Precisam de descansar. Peço-te para as levares.
Está na minha hora de recolher ao quarto. Aproveito a viagem e passo pelo quarto delas. Ajudo no que posso. Lavo os dentes a uma, aconchego-as no final. Nunca me deito sem lhes dizer boa noite! O nosso ritual de boa noite! E digo que as amo, que não vou ficar como era costume, como me pedem, mas que as amo muito e estou mesmo ali ao lado. Tu ficas.
Apareces passado um bocado. Mas eu estou cansada. E tu ainda tens tanto para fazer, e ainda tens que trabalhar. Desapareces de novo e eu fico a adormecer-me.
Tenho pena porque gosto de ti. Não sei nada de ti. Como foi o teu dia? O que fizeste hoje? Foi giro? Queres saber o que fiz? Eu estive sozinha... Hoje teve bom tempo? Mal vi a rua hoje... Tenho pena, porque gosto de ti.
Mas fico a pensar. E elas? Também terão pena? Provavelmente eu também estava assim. Fui só eu que mudei. E não foi porque quis. E agora dou por mim a ver as minhas filhas, a falar com elas, a brincar. Penso nas coisas que podemos fazer juntas, comigo nesta posição, nesta condição. Mas elas já não perguntam. Correm para mim quando chegam. E vejo-as crescer. Como é que cresceram tanto ultimamente? Como é que não percebi? E paro e dou Graças a Deus por me ter dado a oportunidade de ver as minhas filhas, de dar valor ao que sempre aqui esteve. A dar ainda mais valor aos seus corpos enrolados no meu, procurando o meu calor e segurança quando a noite as atraiçoa. Novos hábitos, novas rotinas. A manhã já não começa no quarto delas, mas na minha cama, entre beijinhos e carinhos, e muito muito amor.
E fico a pensar. Tenho pena, porque gosto de ti...
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