Dizem que ao 3º já nem se sente, não emociona, não enerva, passa mas não mói.
Chegámos às 12s e com ela a famosa eco. É só mais uma eco, de só mais um filho, mas só que não! Estou estupidamente nervosa tal como se fosse o primeiro. Quero saber se está tudo bem, se sempre é menina (não escondo a preferência), os indicadores todos, enfim, nervosa nervosa nervosa! O que vale é que tenho o dia tão preenchido que nem vai dar tempo para divagar.
Logo já dou notícias!
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
E ao fim de trinta e nove dias, chorei...
Como uma criança. Consegui por fim descarregar um pouco do que me vai na alma, no coração!
Os dias maus, difíceis, pesados e feios sucedem-se. Dia após dia, sem tréguas ou piedade. Não me lembro de um período tão negro como o que tenho vivido. Mantenho-me afastada, em silêncio, porque não quero escurecer a alma deste cantinho.
Fui-me habituando aos poucos a agradecer a Deus. Agradecer tudo o que Ele me dá, mesmo nos dias em que parece difícil e até cruel, encontrar o que agradecer. Mas os últimos tempos têm sido deveras desafiantes... Cada dia tento ir buscar forças para me manter positiva, com esperança, e agradecer, uma e outra vez, tudo de bom que tenho.
Não está fácil. Cada dia que passa a tarefa parece mais dificil de cumprir. Porquê? Porque é que tem de ser assim? Não sei... Mas tudo tem uma razão de ser, e mesmo que eu não entenda qual, esforço-me por mostrar às minhas filhas que devemos manter-nos unidos e lutar, nunca desistir, porque se a vida nos dá pedras, havemos de construir um castelo!
Mas hoje ruí. Ruí em surdina, no silêncio da minha almofada, com uma filha nos braços. Nenhuma mãe estará alguma vez preparada para ver um filho sofrer. Há momentos que não dão para aguentar. Mesmo esboçando um sorriso de calma e tranquilidade, mesmo prometendo que vai tudo ficar bem, um filho a sofrer rasga-nos por dentro. E este sofrer pode vir de várias formas, pode ser um sofrer físico, emocional, uma promessa que não pode ser cumprida, uma expectativa desfeita. É um estrago que não se repara e que nos defronta com a impotencialidade da vida.
"Deus, não nos faças isto! Deixa-nos sofrer por eles! "
Os dias maus, difíceis, pesados e feios sucedem-se. Dia após dia, sem tréguas ou piedade. Não me lembro de um período tão negro como o que tenho vivido. Mantenho-me afastada, em silêncio, porque não quero escurecer a alma deste cantinho.
Fui-me habituando aos poucos a agradecer a Deus. Agradecer tudo o que Ele me dá, mesmo nos dias em que parece difícil e até cruel, encontrar o que agradecer. Mas os últimos tempos têm sido deveras desafiantes... Cada dia tento ir buscar forças para me manter positiva, com esperança, e agradecer, uma e outra vez, tudo de bom que tenho.
Não está fácil. Cada dia que passa a tarefa parece mais dificil de cumprir. Porquê? Porque é que tem de ser assim? Não sei... Mas tudo tem uma razão de ser, e mesmo que eu não entenda qual, esforço-me por mostrar às minhas filhas que devemos manter-nos unidos e lutar, nunca desistir, porque se a vida nos dá pedras, havemos de construir um castelo!
Mas hoje ruí. Ruí em surdina, no silêncio da minha almofada, com uma filha nos braços. Nenhuma mãe estará alguma vez preparada para ver um filho sofrer. Há momentos que não dão para aguentar. Mesmo esboçando um sorriso de calma e tranquilidade, mesmo prometendo que vai tudo ficar bem, um filho a sofrer rasga-nos por dentro. E este sofrer pode vir de várias formas, pode ser um sofrer físico, emocional, uma promessa que não pode ser cumprida, uma expectativa desfeita. É um estrago que não se repara e que nos defronta com a impotencialidade da vida.
"Deus, não nos faças isto! Deixa-nos sofrer por eles! "
sábado, 8 de outubro de 2016
Quebras de tensão... Oi??!!
Adoro as maravilhas da maternidade! Estes enjoos que me atormentam, as dores pélvicas e outras que tais, um sono incompreensível a horas proíbitivas, as borbulhas que teimam em aparecer, a barriga que vai lutando por espaço na roupa já apertada... Só que estes eu até já conhecia bem: não matam mas moem, e vamos gerindo.
Mas porque não devemos andar armadas em conhecedoras, em "somos bué de cromas", este meu novo centímetro e meio decidiu-me mostrar que afinal a minha vida pode piorar, piorar muitooo AHAHAH! (Isto sou eu a imaginar um bebé virado gremlin a rir dentro da barriga!)
E assim passei a conhecer as quebras de tensão. Ontem foi o pior dia neste aspecto. Passei o dia a cair para o lado, numa experiencia que julgo poder ser comparável à toma de um desses comprimidos mágicos e alucinogénicos que dizem circular nas noites. Em diversas alturas do dia vi (e senti) o mundo rodar, as minhas mãos a tremer e eu sem me conseguir levantar. Foi brutal! Entre sal, doces e outras cenas que me meteram na boca, lá fui sobrevivendo.
Ao final da tarde fizeram-me ligar ao GO, essa tal figura que até me esqueço que existe. Levei logo uma rabecada: "E se continua assim vai para casa pensar na vida durante umas semaninhas". Pronto, e voltei a sentir-me como uma muida que é ameaçada do castigo e que promete que vai tentar portar-se melhor, seja lá isso o que for porque no que toca às quebras de tensão se alguém souber como evitar por favor diga-me.
Mas porque não devemos andar armadas em conhecedoras, em "somos bué de cromas", este meu novo centímetro e meio decidiu-me mostrar que afinal a minha vida pode piorar, piorar muitooo AHAHAH! (Isto sou eu a imaginar um bebé virado gremlin a rir dentro da barriga!)
E assim passei a conhecer as quebras de tensão. Ontem foi o pior dia neste aspecto. Passei o dia a cair para o lado, numa experiencia que julgo poder ser comparável à toma de um desses comprimidos mágicos e alucinogénicos que dizem circular nas noites. Em diversas alturas do dia vi (e senti) o mundo rodar, as minhas mãos a tremer e eu sem me conseguir levantar. Foi brutal! Entre sal, doces e outras cenas que me meteram na boca, lá fui sobrevivendo.
Ao final da tarde fizeram-me ligar ao GO, essa tal figura que até me esqueço que existe. Levei logo uma rabecada: "E se continua assim vai para casa pensar na vida durante umas semaninhas". Pronto, e voltei a sentir-me como uma muida que é ameaçada do castigo e que promete que vai tentar portar-se melhor, seja lá isso o que for porque no que toca às quebras de tensão se alguém souber como evitar por favor diga-me.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Mantra do dia de hoje
Dado por uma amiga do coração, mal eu tinha aberto os olhos:
Respira!... E não pira.
Vou repetir a cada segundo!
Respira!... E não pira.
Vou repetir a cada segundo!
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Complô contra a aula de ginástica
Continuamos na saga de tentar chegar a horas à escola, e se há dias que quase que conseguimos, é precisamente no dia da ginástica que a coisa corre muito pior. Pelo segundo ano consecutivo puseram a ginástica da M às 5ª feiras às 9h15 da manhã... É certo que em nenhum dos outros dias conseguimos meter as meninas na escola a esta hora, mas algures entre as 9h15 e as 9h30 temos conseguido algumas vezes.
Pois hoje levantei-me decidida a mudar a história, decidida a depositar as crianças a horas (até porque já levei um recado do professor). Levantei-me mais cedo. Arranjei-me mais cedo. Acordei e preparei a M mais cedo. Mas... e há sempre um mas, a C não quis colaborar no meu super plano. Apesar dos meus esforços, demorou horrores a beber o leite, e mesmo quando eu até já tinha conseguido dar a volta por cima e recuperar nas horas, eis que ela se sai com a derradeira mensagem: "Mãe, quero ir fazer cócó no bacio", "Mas... mas... tem que ser agora? Quando íamos sair? Não aguentas até à escola?", "Não mamã, quero ir fazer cócó no bacio".
Pronto, passei os 9 minutos seguintes a olhar para ela no bacio. Ao 10º minuto levantei-me e fui arrumar já nem sei o quê. E oiço "Mãe, já táááá!". Boa, pensei eu, podia ter sido bem pior... Fui lá e quando ela se levanta, percebi que ao 10º minuto, não só tinha feito cócó (o que é bom), como também tinha enterrado a chucha no dito... Bahhhh! Que nojo! Ralhei, claro que ralhei, e bem me enojei a tirar aquela porcaria e a meter no lixo. E depois veio a birra, porque afinal não é de animo leve que se vê uma chucha toda cócózada a ir para o lixo.
Ok, não respira, não grita, não chora. Vamos embora que com sorte a M ainda vai a meio da aula de ginástica. Mas só que não... Hoje Lisboa decidiu tramar-me! Toda a cidade tinha acidentes macacos, pessoas pelo chão, sangue, ambulâncias e bombeiros. Contei 5 episódios, fora os que devo ter perdido nas minhas voltas loucas para fugir ao trânsito.
Cheguei tarde, muito tarde. Acho que nunca tinha chegado tão tarde num dia de ginástica. A aula já tinha terminado. Ainda assim cheguei com um sentimento diferente: estamos todos bem!
Pois hoje levantei-me decidida a mudar a história, decidida a depositar as crianças a horas (até porque já levei um recado do professor). Levantei-me mais cedo. Arranjei-me mais cedo. Acordei e preparei a M mais cedo. Mas... e há sempre um mas, a C não quis colaborar no meu super plano. Apesar dos meus esforços, demorou horrores a beber o leite, e mesmo quando eu até já tinha conseguido dar a volta por cima e recuperar nas horas, eis que ela se sai com a derradeira mensagem: "Mãe, quero ir fazer cócó no bacio", "Mas... mas... tem que ser agora? Quando íamos sair? Não aguentas até à escola?", "Não mamã, quero ir fazer cócó no bacio".
Pronto, passei os 9 minutos seguintes a olhar para ela no bacio. Ao 10º minuto levantei-me e fui arrumar já nem sei o quê. E oiço "Mãe, já táááá!". Boa, pensei eu, podia ter sido bem pior... Fui lá e quando ela se levanta, percebi que ao 10º minuto, não só tinha feito cócó (o que é bom), como também tinha enterrado a chucha no dito... Bahhhh! Que nojo! Ralhei, claro que ralhei, e bem me enojei a tirar aquela porcaria e a meter no lixo. E depois veio a birra, porque afinal não é de animo leve que se vê uma chucha toda cócózada a ir para o lixo.
Ok, não respira, não grita, não chora. Vamos embora que com sorte a M ainda vai a meio da aula de ginástica. Mas só que não... Hoje Lisboa decidiu tramar-me! Toda a cidade tinha acidentes macacos, pessoas pelo chão, sangue, ambulâncias e bombeiros. Contei 5 episódios, fora os que devo ter perdido nas minhas voltas loucas para fugir ao trânsito.
Cheguei tarde, muito tarde. Acho que nunca tinha chegado tão tarde num dia de ginástica. A aula já tinha terminado. Ainda assim cheguei com um sentimento diferente: estamos todos bem!
sábado, 24 de setembro de 2016
Fui contar aos sogros
Hoje tiramos um dia do nosso precioso fim de semana para ir até aos sogros contar-lhes a novidade. Confesso que era algo que temia e não me apetecia nada. Revi na minha cabeça várias cenas possíveis, e nenhuma tinha uma desfecho agradável. Acho até que o meu estado de espírito já vinha meio toldado e mesmo que dissessem apenas "Parabéns!" eu talvez fosse passar-me com o tom de voz...
Mas pronto, facilitaram-me a vida e deram-me mesmo razões para me chatear. Previsível... A minha sogra lançou de imediato uma prece ao Nosso Senhor! Fez um ar de desespero e "não quero acreditar em tamanha desgraça". Não consegui evitar e reagi levando as mãos a tapar os olhos. Voltou a ter a mesma reacção. Será apenas esta a família que vê as novas crianças como desgraças??
Mas enfim, tentei recuperar e perguntei "mas do que é que tem medo?" Sinceramente não sei para que é que fiz esta pergunta, eu já sabia a resposta. A minha sogra apontou para a minha filha C e disse "tenho medo que venha como a nossa menina, com problemas..."
Pronto, acabou-se qualquer réstia de simpatia no resto do meu dia. É muito mau! Consegui que me saísse "está com medo de lhe passar algum mau gene? Como o estrabismo do pai?" Uma mãe ferida que tenta ferir outra mãe. Não há palavras! Talvez devesse ter mais empatia com a senhora, talvez devesse perceber que ela tem medo, e iluminar-lhe a mente. Talvez numa próxima vida. Nesta não consigo!
As pessoas rotulam porque se teve um filho com diferença. Como se aqueles pais fossem maus, indignos de voltarem a procriar porque foram destinados a gerar crianças com defeito. Ou pior, não têm qualidade suficiente para gerar crianças perfeitas! Mente ignorante! Mente pequena. Maiores são os defeitos das mentes pequenas e esses até parecem passar despercebidos à primeira vista, mas causam mossas bem maiores.
Que fique claro, mas bem claro, que os meus filhos são perfeitos, mesmo nas suas diferenças! E que no que depender de mim vão ser bem maiores que estas cabeças...
Mas infelizmente não ficou por aqui, o meu sogro em tom de gozo perguntou "então e vai querer outra meninas?". A minha sogra respondeu primeiro "ai não, agora que seja um rapaz. Mas eu nunca quis saber. Qualquer coisa era boa desde que viesse com saúde". A minha capacidade já estava muito diminuta, ainda assim respondi "se eu pudesse decidir vinha com saúde, mas seria uma menina. Não escondo a minha preferência. Seria demasiado cinismo da minha parte dar uma resposta pomposa que não corresponde à verdade". Esta conversa não ficou por aqui, mas sobre ela falo depois, noutro post...
Não me apetece falar mais sobre isto. Digamos que não fiquei muito animada. Acho que um simples parabéns (que nem isso tive direito) teria chegado...
Mas pronto, facilitaram-me a vida e deram-me mesmo razões para me chatear. Previsível... A minha sogra lançou de imediato uma prece ao Nosso Senhor! Fez um ar de desespero e "não quero acreditar em tamanha desgraça". Não consegui evitar e reagi levando as mãos a tapar os olhos. Voltou a ter a mesma reacção. Será apenas esta a família que vê as novas crianças como desgraças??
Mas enfim, tentei recuperar e perguntei "mas do que é que tem medo?" Sinceramente não sei para que é que fiz esta pergunta, eu já sabia a resposta. A minha sogra apontou para a minha filha C e disse "tenho medo que venha como a nossa menina, com problemas..."
Pronto, acabou-se qualquer réstia de simpatia no resto do meu dia. É muito mau! Consegui que me saísse "está com medo de lhe passar algum mau gene? Como o estrabismo do pai?" Uma mãe ferida que tenta ferir outra mãe. Não há palavras! Talvez devesse ter mais empatia com a senhora, talvez devesse perceber que ela tem medo, e iluminar-lhe a mente. Talvez numa próxima vida. Nesta não consigo!
As pessoas rotulam porque se teve um filho com diferença. Como se aqueles pais fossem maus, indignos de voltarem a procriar porque foram destinados a gerar crianças com defeito. Ou pior, não têm qualidade suficiente para gerar crianças perfeitas! Mente ignorante! Mente pequena. Maiores são os defeitos das mentes pequenas e esses até parecem passar despercebidos à primeira vista, mas causam mossas bem maiores.
Que fique claro, mas bem claro, que os meus filhos são perfeitos, mesmo nas suas diferenças! E que no que depender de mim vão ser bem maiores que estas cabeças...
Mas infelizmente não ficou por aqui, o meu sogro em tom de gozo perguntou "então e vai querer outra meninas?". A minha sogra respondeu primeiro "ai não, agora que seja um rapaz. Mas eu nunca quis saber. Qualquer coisa era boa desde que viesse com saúde". A minha capacidade já estava muito diminuta, ainda assim respondi "se eu pudesse decidir vinha com saúde, mas seria uma menina. Não escondo a minha preferência. Seria demasiado cinismo da minha parte dar uma resposta pomposa que não corresponde à verdade". Esta conversa não ficou por aqui, mas sobre ela falo depois, noutro post...
Não me apetece falar mais sobre isto. Digamos que não fiquei muito animada. Acho que um simples parabéns (que nem isso tive direito) teria chegado...
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
1ª Semana do Semestre
Acabou! Ufa! A sensação que tenho é que passou um camião por mim.
Esta semana continuamos a dormir no chão, mas pelo menos já consegui criar uma pseudo organização que me permite saber onde estão os indispensáveis.
O meu centímetro e meio já anda a dar nas vistas. A minha barriga já não esconde segredos e esta semana houve bastantes pessoas a perguntar...
A C parece ser a mais reactiva no meio desta confusão que está a nossa vida, porque não lhe reconheço 30 minutos seguidos que não originem uma birra. É duro!!
Bem, mas sinto-me tão cansada que até me custa focar numa actividade mais do que 2 minutos. Pode ser que o fim de semana seja descansadinho...
Esta semana continuamos a dormir no chão, mas pelo menos já consegui criar uma pseudo organização que me permite saber onde estão os indispensáveis.
O meu centímetro e meio já anda a dar nas vistas. A minha barriga já não esconde segredos e esta semana houve bastantes pessoas a perguntar...
A C parece ser a mais reactiva no meio desta confusão que está a nossa vida, porque não lhe reconheço 30 minutos seguidos que não originem uma birra. É duro!!
Bem, mas sinto-me tão cansada que até me custa focar numa actividade mais do que 2 minutos. Pode ser que o fim de semana seja descansadinho...
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