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domingo, 14 de agosto de 2016

Virose

Opá a sério! Não me lembro nada de ter posto isto na mala. Mas como é que ela veio??
Primeiro a M, mas nem deu muito forte. Agora a C, Oh não! E como a C tem as suas particulariedades lá tivemos que falar com o X e o Y e mais não sei quem, para sabermos que devemos estar vigilantes, para visitarmos o hospital caso não melhore, e para nos mantermos afastados da praia por uns dias! Oh Deus, ninguém merece!

Mas o problema é que também não podemos ficar em casa. Já vos falei da casa? O meu pequeno terror! Ando literalmente a passar as passinhas do Algarve naquela casa. Não tem ar condicionado e consegue atingir uns abafantes 50º lá dentro. E mesmo com ventania cá fora, lá não entra nem aragem. Por isso estar lá dentro só se for para morrer, e acreditem que já tive que sair de urgência algumas vezes para dentro do carro para não me estatelar no meio do chão inanimada...

Como resultado destas maravilhas andamos todos a dormir pessimamente. Seja calor, dor, pesadelo, o que for! Esta noite seguidinhas contei 3h. Oh yeah! E viva as ferias por que tanto esperei, e que me deixam com olheiras maiores do que as que trouxe! Não fosse o facto de não ter casa e já me tinha pirado!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Primeiro rescaldo das férias

O meu vestido, que tanto trabalho me deu a lavar e passar, está feito num oito... Esqueci-me dele no fundo da mala. Mas nem quero saber, estou de férias! E todos os olhares reprovadores que vá receber na praia, nem me vão afectar!
Já as birras das miúdas... Têm sido dias com desafio! Ontem foi talvez o primeiro dia em que o índice de birras se manteve no gerível. A greve às rotinas, as sestas (demasiado) curtas, a mudança de ambientes, enfim, tudo ajuda, ou desajuda... Mas estou confiante! A M quase que já não tem medo do mar e a C já come muito menos areia! Andam as duas um pouco exigentes em relação aos restaurantes (querem sempre ir), mas entre bolas de Berlim e gelados especiais a coisa vai-se fazendo!
Vamos ver como corre daqui para a frente. Boas férias pessoal!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Teoria de parir casas

Dizem que fazer mudanças é um dos males da vida. Piora quando se tem crianças. Horribiliza quando se faz obras. Na verdade já nem me lembrava...
Tenho uma teoria que estou a desenvolver sobre as semelhanças deste assunto a parir crianças. Note-se: toda a gente dramatiza, e morre de medo. Poucas pessoas não passam por isso. Quando termina toda a gente é unânime: não volto a fazer! Mas o tempo passa, as memórias esbatem-se e passado um tempo (variável de pessoa para pessoa) tudo não passa de uma recordação distante e pouco dolorosa que por vezes nos motiva a repetir com genuina inocência.

Por enquanto já completei metade do processo. Está tudo guardado e encaixotado. Confesso que me assusta o que aí vem, mas mais ainda o quando é que isso será possível. Tenho aquela sensação desconcertante de querer desesperadamente voltar a ter ninho, e tudo no lugar, num novo lugar. Ao todo foram mais de 70 caixas, entre cartão e plástico. A vida empacotada, a roupa embalada. O chato é que no meio de tanta caixa, não sei onde está aquela peça, nem aquele livro, nem nada! Só espero que seja breve, que o atraso da obra seja rápido a passar!

sábado, 6 de agosto de 2016

Sorte macaca em pré-férias

E mesmo mesmo antes de irmos de férias, ali mesmo à beirinha, a M fica com febre, diz que quer vomitar e queixa-se que lhe dói um dente... Sorte macaca! Vamos na mesma, claro...

Mas ainda fui presenteada com uma birra da C que corria no meio de nós porque também queria ir vomitar, seja lá isso o que for! Porque isto que ter tanta atenção da mãe só pode ser uma coisa boa...

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Mi casa

Adeus casa.
Foi bom viver aqui. Criámos um ninho à nossa imagem. És bonita! Adoro a vista desafogada, vejo o Tejo ao fundo, invejo os terraços dos vizinhos. Do outro lado tenho vista privilegiada, vejo as torres da igreja, e as torres das Amoreiras. Vejo o pôr do sol em Monsanto e conto os aviões a passar.
Foi bom viver aqui. Conheci pessoas boas. Fui mimada por todos. Vivi num ambiente bom! Hoje levo-as no coração, posso chamá-los de amigos.
Foi bom viver aqui. Para as meninas esta é a nossa casa. Sempre foi. É a estas paredes que chamam lar. Conhecem os cantos, os cheios, os caminhos. Foi aqui que foram geradas, nascidas, criadas.
Foi bom viver aqui. A dois passos de tudo! Amo a centralidade! Um bairro da moda, que inveja a muita gente. As pessoas chiques, as famílias compridas, a missa das crianças, as lojas de folhos. O andar a pé. Prometi que ia andar a pé, prometi que ia ao parque, aquele emblemático, fiz planos para as escolas, selecionei as melhores.
Mas vou embora. Não sei se vou voltar. Guardo tudo o que gostei no meu coração, na minha memória. Vou tentar esquecer o que não gostei, o que me enerva, o que me irrita, o que me leva embora. E vou tentar abrir o meu coração a uma nova realidade, bem diferente do que estou habituada. E vou tentar apaixonar-me.
A casa muda, a vida continua...

sábado, 23 de julho de 2016

Dias cheios de expectativa

Hoje fazemos 5 anos de casados! Yeahhh!
Pois, idealizámos um dia porreiro, manhã tranquila, almoçar fora, e ir passar o fim de semana a casa de uma amiga que vive longe (mas perto). Imaginamos estes cenários sempre acompanhados de crianças lindas e maravilhosas, bem comportadas e alegres.
Enfim, não sei se é só connosco, mas o plano nunca resulta, e começando do fim para o princípio, as crianças nunca estão lindas e maravilhosas, nem tão pouco alegres e bem comportadas. Só isto faz desmoronar todo o restante cenário e deixa no ar um sentimento de tristeza e fraude. Era para ser um dia tão bom... E nestas alturas imagino que temos os avós, tios ou outros que tais onde deixar as alminhas errantes e ir simplesmente descansar!
Feliz dia para nós

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A mulher é um bicho estranho

Fui ao médico. Diagnosticaram-me uma coisa esquisita que pouca gente sabe o que é... Fiquei a pensar nisso e a meter macaquinhos na minha cabeça. Adiante, andei em experiências mas correu-me mal. Andei uma semana e meia em transe com medo de ter aumentado a família. Perdi o sono, a fome. Imaginei vezes sem conta todos os aspectos desta notícia. Como iria contar? Como iria conseguir? Como iria sobreviver? Como iria ser? Como iria pagar? Passei tantas e tantas horas dos últimos dias a ver e rever todos os aspectos que acho que acabei por lhe ganhar carinho. Até uma irreal convicção.
Hoje naturalmente a dúvida se desfez. Não sei como me sinto. Não me apetece falar muito. Estou aliviada... Mas com pena. Todos os castelinhos que andei a construir, desmoronaram.
E sem estar (ainda) muito convicta, digo para mim: "é melhor assim!"