Dizem que fazer mudanças é um dos males da vida. Piora quando se tem crianças. Horribiliza quando se faz obras. Na verdade já nem me lembrava...
Tenho uma teoria que estou a desenvolver sobre as semelhanças deste assunto a parir crianças. Note-se: toda a gente dramatiza, e morre de medo. Poucas pessoas não passam por isso. Quando termina toda a gente é unânime: não volto a fazer! Mas o tempo passa, as memórias esbatem-se e passado um tempo (variável de pessoa para pessoa) tudo não passa de uma recordação distante e pouco dolorosa que por vezes nos motiva a repetir com genuina inocência.
Por enquanto já completei metade do processo. Está tudo guardado e encaixotado. Confesso que me assusta o que aí vem, mas mais ainda o quando é que isso será possível. Tenho aquela sensação desconcertante de querer desesperadamente voltar a ter ninho, e tudo no lugar, num novo lugar. Ao todo foram mais de 70 caixas, entre cartão e plástico. A vida empacotada, a roupa embalada. O chato é que no meio de tanta caixa, não sei onde está aquela peça, nem aquele livro, nem nada! Só espero que seja breve, que o atraso da obra seja rápido a passar!
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
sábado, 6 de agosto de 2016
Sorte macaca em pré-férias
E mesmo mesmo antes de irmos de férias, ali mesmo à beirinha, a M fica com febre, diz que quer vomitar e queixa-se que lhe dói um dente... Sorte macaca! Vamos na mesma, claro...
Mas ainda fui presenteada com uma birra da C que corria no meio de nós porque também queria ir vomitar, seja lá isso o que for! Porque isto que ter tanta atenção da mãe só pode ser uma coisa boa...
Mas ainda fui presenteada com uma birra da C que corria no meio de nós porque também queria ir vomitar, seja lá isso o que for! Porque isto que ter tanta atenção da mãe só pode ser uma coisa boa...
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Mi casa
Adeus casa.
Foi bom viver aqui. Criámos um ninho à nossa imagem. És bonita! Adoro a vista desafogada, vejo o Tejo ao fundo, invejo os terraços dos vizinhos. Do outro lado tenho vista privilegiada, vejo as torres da igreja, e as torres das Amoreiras. Vejo o pôr do sol em Monsanto e conto os aviões a passar.
Foi bom viver aqui. Conheci pessoas boas. Fui mimada por todos. Vivi num ambiente bom! Hoje levo-as no coração, posso chamá-los de amigos.
Foi bom viver aqui. Para as meninas esta é a nossa casa. Sempre foi. É a estas paredes que chamam lar. Conhecem os cantos, os cheios, os caminhos. Foi aqui que foram geradas, nascidas, criadas.
Foi bom viver aqui. A dois passos de tudo! Amo a centralidade! Um bairro da moda, que inveja a muita gente. As pessoas chiques, as famílias compridas, a missa das crianças, as lojas de folhos. O andar a pé. Prometi que ia andar a pé, prometi que ia ao parque, aquele emblemático, fiz planos para as escolas, selecionei as melhores.
Mas vou embora. Não sei se vou voltar. Guardo tudo o que gostei no meu coração, na minha memória. Vou tentar esquecer o que não gostei, o que me enerva, o que me irrita, o que me leva embora. E vou tentar abrir o meu coração a uma nova realidade, bem diferente do que estou habituada. E vou tentar apaixonar-me.
A casa muda, a vida continua...
Foi bom viver aqui. Criámos um ninho à nossa imagem. És bonita! Adoro a vista desafogada, vejo o Tejo ao fundo, invejo os terraços dos vizinhos. Do outro lado tenho vista privilegiada, vejo as torres da igreja, e as torres das Amoreiras. Vejo o pôr do sol em Monsanto e conto os aviões a passar.
Foi bom viver aqui. Conheci pessoas boas. Fui mimada por todos. Vivi num ambiente bom! Hoje levo-as no coração, posso chamá-los de amigos.
Foi bom viver aqui. Para as meninas esta é a nossa casa. Sempre foi. É a estas paredes que chamam lar. Conhecem os cantos, os cheios, os caminhos. Foi aqui que foram geradas, nascidas, criadas.
Foi bom viver aqui. A dois passos de tudo! Amo a centralidade! Um bairro da moda, que inveja a muita gente. As pessoas chiques, as famílias compridas, a missa das crianças, as lojas de folhos. O andar a pé. Prometi que ia andar a pé, prometi que ia ao parque, aquele emblemático, fiz planos para as escolas, selecionei as melhores.
Mas vou embora. Não sei se vou voltar. Guardo tudo o que gostei no meu coração, na minha memória. Vou tentar esquecer o que não gostei, o que me enerva, o que me irrita, o que me leva embora. E vou tentar abrir o meu coração a uma nova realidade, bem diferente do que estou habituada. E vou tentar apaixonar-me.
A casa muda, a vida continua...
sábado, 23 de julho de 2016
Dias cheios de expectativa
Hoje fazemos 5 anos de casados! Yeahhh!
Pois, idealizámos um dia porreiro, manhã tranquila, almoçar fora, e ir passar o fim de semana a casa de uma amiga que vive longe (mas perto). Imaginamos estes cenários sempre acompanhados de crianças lindas e maravilhosas, bem comportadas e alegres.
Enfim, não sei se é só connosco, mas o plano nunca resulta, e começando do fim para o princípio, as crianças nunca estão lindas e maravilhosas, nem tão pouco alegres e bem comportadas. Só isto faz desmoronar todo o restante cenário e deixa no ar um sentimento de tristeza e fraude. Era para ser um dia tão bom... E nestas alturas imagino que temos os avós, tios ou outros que tais onde deixar as alminhas errantes e ir simplesmente descansar!
Feliz dia para nós
Pois, idealizámos um dia porreiro, manhã tranquila, almoçar fora, e ir passar o fim de semana a casa de uma amiga que vive longe (mas perto). Imaginamos estes cenários sempre acompanhados de crianças lindas e maravilhosas, bem comportadas e alegres.
Enfim, não sei se é só connosco, mas o plano nunca resulta, e começando do fim para o princípio, as crianças nunca estão lindas e maravilhosas, nem tão pouco alegres e bem comportadas. Só isto faz desmoronar todo o restante cenário e deixa no ar um sentimento de tristeza e fraude. Era para ser um dia tão bom... E nestas alturas imagino que temos os avós, tios ou outros que tais onde deixar as alminhas errantes e ir simplesmente descansar!
Feliz dia para nós
quarta-feira, 20 de julho de 2016
A mulher é um bicho estranho
Fui ao médico. Diagnosticaram-me uma coisa esquisita que pouca gente sabe o que é... Fiquei a pensar nisso e a meter macaquinhos na minha cabeça. Adiante, andei em experiências mas correu-me mal. Andei uma semana e meia em transe com medo de ter aumentado a família. Perdi o sono, a fome. Imaginei vezes sem conta todos os aspectos desta notícia. Como iria contar? Como iria conseguir? Como iria sobreviver? Como iria ser? Como iria pagar? Passei tantas e tantas horas dos últimos dias a ver e rever todos os aspectos que acho que acabei por lhe ganhar carinho. Até uma irreal convicção.
Hoje naturalmente a dúvida se desfez. Não sei como me sinto. Não me apetece falar muito. Estou aliviada... Mas com pena. Todos os castelinhos que andei a construir, desmoronaram.
E sem estar (ainda) muito convicta, digo para mim: "é melhor assim!"
Hoje naturalmente a dúvida se desfez. Não sei como me sinto. Não me apetece falar muito. Estou aliviada... Mas com pena. Todos os castelinhos que andei a construir, desmoronaram.
E sem estar (ainda) muito convicta, digo para mim: "é melhor assim!"
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Princesas e fadas e tudo e tudo...!!!
O papá diz à filha durante o jantar:
"Filha, tens que sentar bem na cadeira, como as princesas!"
A filha responde ao papá durante o jantar:
"Papá, eu não sou uma princesa. Sou uma fada bailarina!" (Juntem a isto um ar de profunda indignação)...
👸💍👑💝💖 ADORO! 😂😂😂😂😂
"Filha, tens que sentar bem na cadeira, como as princesas!"
A filha responde ao papá durante o jantar:
"Papá, eu não sou uma princesa. Sou uma fada bailarina!" (Juntem a isto um ar de profunda indignação)...
👸💍👑💝💖 ADORO! 😂😂😂😂😂
terça-feira, 12 de julho de 2016
O homem e os suttiens
O sr meu marido deve ter um trauma qualquer de infância com suttiens. Algures no seu crescimento a minha sogra deve ter inscrito na sua moleirinha uma info qualquer sobre suttiens.
Numa época de igualdade e liberdade, de rejeição de preconceitos e respeito pela diferença, é para mim completamente irreal ouvir de um homem os comentários que o meu marido me dirigiu ontem em jeito de desabafo.
Então, suttiens na minha óptima são peças do vestiário completamente desprezíveis. Nunca gostei deles, nunca! Apenas os usei quando as minhas mamas precisavam de ser austentadas, ou simplesmente suportadas. E mesmo assim as férias sempre foram tempo de libertação desse incomodo aparelho. Na verdade não tenho, nesta fase da minha vida, razão para usar suttien. Infelizmente o pobre homem não entende isto... Para ele não ter suttien é tão mau como não ter camisola. Segundo ele é "altamente badalhoco" e eu devia "ser mais casta para ir para o trabalho". Quem ouve uma coisa destas ainda pode pensar que ando de mamas à mostra, mas não! Longe disso! O crime foi levar uma top escuro, largo, de decote subido, em que não se viam as alças e costuras do tal suttien... E fiquei a pensar nisto, nesta noção distorcida de castidade e decência (que em tudo me chateia!). Ainda há uns dias usei suttien, pura e simplesmente porque quis usar um top que por ter decote e ser largo me deixaria demasiado exposta e desconfortável... Usei e fiquei com as mamas no pescoço. Duas salientes mamas, bem puxadas, bem brilhantes e que não deixaram muitos homens com quem (tentei) falei, indiferentes. A isto não recebi qualquer comentário, aliás, fui bem recebida. Notava-se que tinha suttien, mesmo de mamas (quase) à mostra, a decência permanecia.
Que mentezinha distorcida... Que preconceito descabido! E acima de tudo, que falta de respeito tecer este tipo de comentários a mim, mulher! Como se precisasse de aprovação no meu roupeiro... A desculpa foi "te poupar às más línguas", mas as más línguas existem por se usar suttien, por não se usar, por se usar decote, por não se usar, por se usar calções, calças, saias, pijamas.... Enfim, as más línguas existem por tudo e por nada, principalmente se o alvo aparenta estar bem, feliz e segura de si! Pena é quando a má língua vem de dentro de casa! Por isso, em pleno século XXI ouso dizer que ainda está para nascer o homem que me diz o que vestir! Tenho dito!
Numa época de igualdade e liberdade, de rejeição de preconceitos e respeito pela diferença, é para mim completamente irreal ouvir de um homem os comentários que o meu marido me dirigiu ontem em jeito de desabafo.
Então, suttiens na minha óptima são peças do vestiário completamente desprezíveis. Nunca gostei deles, nunca! Apenas os usei quando as minhas mamas precisavam de ser austentadas, ou simplesmente suportadas. E mesmo assim as férias sempre foram tempo de libertação desse incomodo aparelho. Na verdade não tenho, nesta fase da minha vida, razão para usar suttien. Infelizmente o pobre homem não entende isto... Para ele não ter suttien é tão mau como não ter camisola. Segundo ele é "altamente badalhoco" e eu devia "ser mais casta para ir para o trabalho". Quem ouve uma coisa destas ainda pode pensar que ando de mamas à mostra, mas não! Longe disso! O crime foi levar uma top escuro, largo, de decote subido, em que não se viam as alças e costuras do tal suttien... E fiquei a pensar nisto, nesta noção distorcida de castidade e decência (que em tudo me chateia!). Ainda há uns dias usei suttien, pura e simplesmente porque quis usar um top que por ter decote e ser largo me deixaria demasiado exposta e desconfortável... Usei e fiquei com as mamas no pescoço. Duas salientes mamas, bem puxadas, bem brilhantes e que não deixaram muitos homens com quem (tentei) falei, indiferentes. A isto não recebi qualquer comentário, aliás, fui bem recebida. Notava-se que tinha suttien, mesmo de mamas (quase) à mostra, a decência permanecia.
Que mentezinha distorcida... Que preconceito descabido! E acima de tudo, que falta de respeito tecer este tipo de comentários a mim, mulher! Como se precisasse de aprovação no meu roupeiro... A desculpa foi "te poupar às más línguas", mas as más línguas existem por se usar suttien, por não se usar, por se usar decote, por não se usar, por se usar calções, calças, saias, pijamas.... Enfim, as más línguas existem por tudo e por nada, principalmente se o alvo aparenta estar bem, feliz e segura de si! Pena é quando a má língua vem de dentro de casa! Por isso, em pleno século XXI ouso dizer que ainda está para nascer o homem que me diz o que vestir! Tenho dito!
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