Ainda são "só" 9h30 da manhã e já tenho a cabeça a latejar... Sinceramente não entendo porque é que durante 5 longos dias, compreendidos entre 2a e 6a feira temos que ir acordar as crianças, que guerreiam e resmungam para mais 5 minutos na cama e aos fins de semana elas acordam frescas e fofas muito antes da hora!!! Não entendo! Estou acordada desde as 7h, a um Sábado... Ninguém merece! Mas o pior é que às 8h30 os bocejos, lamentos e birras já iam na ordem do dia. Porquê crianças? Porquê??? Podíamos ser todos tão mais felizes se tivessem dormido só mais um bocadinho!
Bem, vamos a caminho da praia, ou quase isso porque estamos parados no trânsito. Deve haver mais crianças como estas... Pode ser que se cansem bem e façam uma sesta maravilhosa para compensar (e deixar recuperar). Deve ser por isso que está tanta gente a ir para a praia a esta hora...
sábado, 9 de julho de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
A roupa de uma mãe
"Tirei a manhã para resolver assuntos vários (das obras) uma vez que tenho a pequena C de molho. Ela foi comigo (não se riam, não havia outra hipótese). Agora de tarde vou ter que ir trabalhar porque já tenho reuniões marcadas. Vou deixá-la com o pai e seguir.
Logo hoje decidi vestir umas calças justas brancas. Não sei de facto o que tinha na cabeça, mas as calças que vou levar para as reuniões já não são brancas... Tenho riscos de caneta porque o papel não chegou, tenho restos de bolacha porque as mãos não estavam limpas, tenho pegadas e outras manchas provocadas por sapatos sujos das obras porque o sono chegou e não há nada como o colo da mãe e, em modo de pérola, tenho cócó, porque a meio do almoço no restaurante lhe deu uma valente dor de barriga e no meio do aparato da casa de banho surgem uns dedinhos directamente nas calças... Não tendo tempo para mudar resta-me encher de orgulho e levar o meu melhor guarda-roupa de mãe! Quem não gostar, não sabe o que anda a perder...
Logo hoje decidi vestir umas calças justas brancas. Não sei de facto o que tinha na cabeça, mas as calças que vou levar para as reuniões já não são brancas... Tenho riscos de caneta porque o papel não chegou, tenho restos de bolacha porque as mãos não estavam limpas, tenho pegadas e outras manchas provocadas por sapatos sujos das obras porque o sono chegou e não há nada como o colo da mãe e, em modo de pérola, tenho cócó, porque a meio do almoço no restaurante lhe deu uma valente dor de barriga e no meio do aparato da casa de banho surgem uns dedinhos directamente nas calças... Não tendo tempo para mudar resta-me encher de orgulho e levar o meu melhor guarda-roupa de mãe! Quem não gostar, não sabe o que anda a perder...
A história do paracetamol
Conversa de ontem:
Marido: "Amor, vou à farmácia. Queres que traga paracetamol?"
Eu: "porque haverias de trazer paracetamol?"
Marido: "porque disseste que tinha acabado"
Eu: "eu não falei contigo sobre paracetamol..."
Pronto, e assim percebo que o Marido anda a ler certos e determinados blogs 😂😂😂 (post do paracetamol aqui)
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Tempos de praia escolar
Andamos a toque de caixa e rabugice! Estamos a acordar mais de uma hora mais cedo para nos atropelarmos até ao carro para não perdermos o autocarro que leva a M para a praia. Já andamos meio anestesiados, num enxota para o próximo e aguenta firme! Esgotei os comprimidos de paracetamol que tinha em casa na tentativa de aliviar as dores de cabeça. Não fui feita para acordar com as galinhas...
Pelos vistos as miúdas também não. A M hoje já dizia que não queria ir para a praia, e a C já nem refila por ter de ficar em terra. Já sabe que só para o ano, quando for crescida...
Por isso não tenho sido tão assídua. Quando passar o castigo venho pôr a conversa em dia!
Pelos vistos as miúdas também não. A M hoje já dizia que não queria ir para a praia, e a C já nem refila por ter de ficar em terra. Já sabe que só para o ano, quando for crescida...
Por isso não tenho sido tão assídua. Quando passar o castigo venho pôr a conversa em dia!
Eu fui ao Panda e sobrevivi!!!
... Mas não repito!
Bem que já tinha ouvido uns sussurros... "Aquilo não é flor que se assista", mas eu tinha que ver por mim. Fomos no Sábado de manhã. A bem dizer, era quase Sábado à tarde porque as miúdas acordaram pouco depois das 7h... Às 10h, ainda aquilo não tinha começado já estávamos em versão mega birraaaaas!
Finalmente saímos de casa, já tarde e a más horas. Mas não fez diferença nenhuma. Felizmente a fila medonha da A5 esperou por nós. Ao fim de 20 minutos de fila no mesmo lugar sugeri a marginal. Foi o melhor que fizemos. Em 10 minutos estávamos estacionados no meio das moitas a uns glorioso 10 minutos a pé do estádio (note-se que sempre a subir e com duas gaiatas às costas, o que equivale a sensivelmente 1km é meio...).
Chegámos! O recinto já estava todo preenchido por um sol esgotante e inúmeras criancinhas e pais num raio de mais de 100m ao largo do palco. Ficámos atrás. Apareceu o Panda, mas as miúdas mal lhe deram atenção. A M pediu para dar uma festinha... "Não pode ser, minha querida. Isto aqui é só para ver o Panda (ao longe) e dançar." Por mais tentativas minhas para captar a atenção delas, nada feito... Birras, bolachas, birras, água, mais creme e mais creme solar! Ok, já chega de torturar crianças! Vamos às barraquinhas. Mas qual quê! As tais barraquinhas têm filas tão grandes que se confundem com o pessoal do recinto. Ainda aguentámos uma, recebemos um sumo, mas mais importante que tudo, conseguimos um momento à sombra... Salvou-nos a piscina de bolas, ou várias, que fomos conseguindo apanhar.
O espectáculo terminou quase ao meio dia e meio. Sinceramente senti-me aliviada, não fosse o tal km e meio que ainda teria que percorrer... A M continuou triste. Ela queria mesmo ter dado uma festinha no Panda. Para a próxima vamos antes esperar o Ronaldo, que é mais fácil de lhe tocar. E para ver o Panda o melhor é ligar a tv que sempre vê melhor... A C manteve-se no transe birra. O marido perdeu o chapéu (caro!).
Fomos almoçar ao Mc. Só mesmo o Mc para suportar duas crianças no estado em que estavam as minhas. Correu bem tendo em conta o contexto. E melhor ainda, quando regressámos ao carro, em menos de 1 segundo já estava tudo ferrado a dormir!
Por isso amig@s, Panda agora só indoor, depois dos 18 anos...
Nota: a C ficou com uma insolação. Devia contactar a produção do espectáculo e pedir as custas médicas!
Bem que já tinha ouvido uns sussurros... "Aquilo não é flor que se assista", mas eu tinha que ver por mim. Fomos no Sábado de manhã. A bem dizer, era quase Sábado à tarde porque as miúdas acordaram pouco depois das 7h... Às 10h, ainda aquilo não tinha começado já estávamos em versão mega birraaaaas!
Finalmente saímos de casa, já tarde e a más horas. Mas não fez diferença nenhuma. Felizmente a fila medonha da A5 esperou por nós. Ao fim de 20 minutos de fila no mesmo lugar sugeri a marginal. Foi o melhor que fizemos. Em 10 minutos estávamos estacionados no meio das moitas a uns glorioso 10 minutos a pé do estádio (note-se que sempre a subir e com duas gaiatas às costas, o que equivale a sensivelmente 1km é meio...).
Chegámos! O recinto já estava todo preenchido por um sol esgotante e inúmeras criancinhas e pais num raio de mais de 100m ao largo do palco. Ficámos atrás. Apareceu o Panda, mas as miúdas mal lhe deram atenção. A M pediu para dar uma festinha... "Não pode ser, minha querida. Isto aqui é só para ver o Panda (ao longe) e dançar." Por mais tentativas minhas para captar a atenção delas, nada feito... Birras, bolachas, birras, água, mais creme e mais creme solar! Ok, já chega de torturar crianças! Vamos às barraquinhas. Mas qual quê! As tais barraquinhas têm filas tão grandes que se confundem com o pessoal do recinto. Ainda aguentámos uma, recebemos um sumo, mas mais importante que tudo, conseguimos um momento à sombra... Salvou-nos a piscina de bolas, ou várias, que fomos conseguindo apanhar.
O espectáculo terminou quase ao meio dia e meio. Sinceramente senti-me aliviada, não fosse o tal km e meio que ainda teria que percorrer... A M continuou triste. Ela queria mesmo ter dado uma festinha no Panda. Para a próxima vamos antes esperar o Ronaldo, que é mais fácil de lhe tocar. E para ver o Panda o melhor é ligar a tv que sempre vê melhor... A C manteve-se no transe birra. O marido perdeu o chapéu (caro!).
Fomos almoçar ao Mc. Só mesmo o Mc para suportar duas crianças no estado em que estavam as minhas. Correu bem tendo em conta o contexto. E melhor ainda, quando regressámos ao carro, em menos de 1 segundo já estava tudo ferrado a dormir!
Por isso amig@s, Panda agora só indoor, depois dos 18 anos...
Nota: a C ficou com uma insolação. Devia contactar a produção do espectáculo e pedir as custas médicas!
sábado, 25 de junho de 2016
Eram 5! Não 6... É pá, já não sei!
Ontem fui a um centro comercial Lisboeta conhecido pela sua antiguidade, centralidade e nível social que o frequenta (tendencialmente alto). Quando vinha a sair deparei-me com uma cena d.e.l.i.c.i.o.s.a! À espera do elevador estava uma Mãe, note-se o M grande..., com a sua prole. Só assim não há nada de especial, mas o bom da cena é que só a sua prole enchia o elevador! Uma comédia! Era impossível não esboçar um sorriso com a cena. As suas cabecitas pouco diferiam entre si, dando um aspecto escadeado muito harmonioso. Não me lembrei de os contar, mas claramente que os dedos de uma mão não chegavam. E sim, eram todos filhos, pelas conversas que pude presenciar no elevador. A calma e simpatia daquela mãe eram características que sobressaíam, mas imagino as birras coletivas e acredito que só mesmo alguém muito zen. Ou então a partir de um certo número de filhos já não haja birras, não sei!
Só sei que me senti estupidamente ridícula por sentir que por vezes sair com as duas é uma loucura! Nem consigo parar de rir! Realmente é tudo muito relativo!
PS: Comentário do meu marido - olha, nós comprámos o carro à maluca, podíamos um dia começar a ter filhos à maluca! É tão giro!
E pronto, agora até me dói a barriga de tanto rir!
Só sei que me senti estupidamente ridícula por sentir que por vezes sair com as duas é uma loucura! Nem consigo parar de rir! Realmente é tudo muito relativo!
PS: Comentário do meu marido - olha, nós comprámos o carro à maluca, podíamos um dia começar a ter filhos à maluca! É tão giro!
E pronto, agora até me dói a barriga de tanto rir!
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Empacotar a vida
Ando a pôr tudo em caixas. Noto um certo optimismo da minha parte, não só no número de caixas que preciso de comprar (já vou na 3a iteração de compra), mas também no tempo e quantidade de coisas que existem para empacotar. Não é possível ser assim tanta coisa!? Não é possível demorar assim tanto tempo?!! Vai ser fácil... Assim me encontro, assim quero permanecer!
Isto de empacotar a vida tem as suas peculiaridades: volto a encontrar coisas há muito perdidas. Revejo momentos. Ensino e mostro coisas giras às miúdas. "Olhem aqui o fato que o pai usou no hospital quando a mãe vos teve?". Estas mesmas coisas estavam guardadas para isto, para um dia eu dizer "Oh meninas, olhem isto...". Já serviu a sua missão! Mas pelo sim pelo não, vêm connosco para a casa nova!
Isto de empacotar a vida tem as suas peculiaridades: volto a encontrar coisas há muito perdidas. Revejo momentos. Ensino e mostro coisas giras às miúdas. "Olhem aqui o fato que o pai usou no hospital quando a mãe vos teve?". Estas mesmas coisas estavam guardadas para isto, para um dia eu dizer "Oh meninas, olhem isto...". Já serviu a sua missão! Mas pelo sim pelo não, vêm connosco para a casa nova!
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