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terça-feira, 14 de junho de 2016

O lado oculto de mudar de casa

Alguém vos contou o que têm de fazer para mudar de casa? Alguém vos disse a quantidade de taxas e impostos que têm de pagar? E quando perguntas para o que é vociferam um conjunto imperceptível de palavras esquisitas com as quais não te identificas minimamente...
Mas pior! Mal acabas de assinar (e pagar) aquilo que te parece uma nova versão da lista telefônica, dizem de sorriso rasgado: tem 15 dias corridos para mudar a morada de todos os seus documentos, tem 1 mês para pedir isenção não sei de quê (pedir! Nada garantido!) e tem cerca de 24h para fazer novos contratos de tudo e mais alguma coisa...
Pronto, é isto! Já totalizei 4h de loja de cidadão e já percebi que é só o começo... As contas, ainda não fiz. Até tenho medo!

Às cavalitas

Fim de semana grande, fim de semana dos Santos! Era para ter sido muita coisa, não foi! Mas no final acho que foi bom. Houve tempo para brincar, parquear, ir à praia, comer petiscos, fazer birra... Enfim, muita coisa!
No domingo, como manda a tradição, lá fomos ao arraial, o do costume em Campolide. Com os anos vamos aprimorando as estratégias para lidar com a confusão e apesar da "carta do restaurante" ter ficando um pouco àquem dos outros anos, acho que foi melhor aproveitado que nunca.
E depois de um pouco de bailarico, rumámos à avenida. Estacionámos bem (como sempre) e ficámos mesmo perto para ver as marchas.
Lembro-me de ser pequena e fazer este ritual: ir ver as marchas à avenida. Andar às cavalitas para ver entre cabeças o desfile de música e cor. Este ano quis recriar estes momentos que tanto carinho me trazem. Decidi bancar a C (que sempre pesa menos 3kg...) nas minhas cavalitas. Beeeemmm!! Se eu soubesse o quanto custa jamais teria pedido em criança (ou não)... Ao final de marcha e meia já tinha tantas dores nas costas e trapézios que até a cabeça latejava... A parte boa é que a C adorou. Batia palmas, dançava e saltava (tudo em cima dos ombrinhos da mamã) e nem me deixava virar para o lado! No final da 2a marcha mudei de estratégia e fui procurar lugar nas cadeiras. Tenho a sorte de ter uma filha sedutora e em pouco tempo estávamos sentadas. A M ainda teve direito a ficar ao colo de uma velhotinha que não fazemos ideia de quem seja.
Bem-haja ao espírito alfacinha!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

É hoje!

Depois de um fim de semana genial, cansativo mas bom, segue uma manhã cheia de emoção! Vou ali comprar uma casa e já venho...

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Homeless

Vendi a minha casa. Foi hoje.
O que pode passar pela cabeça de alguém durante uma escritura?
"Isto é uma seca!", "tenho mesmo que estar aqui? Não me apetece nada!", "e se me der um ataque de riso agora?", "eu não quero saber estas coisas todas sobre o comprador...!", "e se agora me levantasse, como nos casamentos, e dissesse: desculpe mas esta cerimónia não pode acontecer!".
Enfim, foi estranho ver o ar feliz dos outros dois. Não que eu não estivesse feliz... Bem, na verdade não tenho a certeza do que estava. Acho que tinha apenas fome àquela hora. O marido perguntou assim que chegamos ao carro "o que é que estás a sentir?", respondi "nada de especial!", ele concordou "eu também não"...
Mas foi assim (já sem fome) que vim para casa, a tal onde vivo mas não é minha. Assim vou permanecer durante dois meses, numa morte e despedida lenta que desejo que coincida ardentemente com a nova paixão a crescer. No final dos dois meses vou ter que sair. Vai ser a loucura nesse mês de Agosto!
A parte positiva é que com a casa foi também a dívida, a dolorosa! Deixámos de dever a nossa vida, ainda que por poucos dias 😄

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia da Criança - ideia peregrina...

Que ideia fantástica tive eu para fazer com as meninas neste dia tão especial que é o dia da criança? Então? Não advinham?
Ir à feira do livro, num dia de imenso calor, a seguir à escola. Portanto, por outras palavras, peguei em duas crianças estoiradas e birrentas da escola e levei-as a subir (e descer) o parque eduardo VII a ver livros em bancas, que alguns nem sequer conseguem ver porque são altos!
Posso dizer-vos que foi do melhor. Ficámos todos muito mais "ricos" desta experiência. Estamos cansados e mal humorado... A Clara fez birra em todas as bancas e conseguiu rasgar uns quantos livros pelo caminho (lógico que os comprámos...). A Maria aguentou-se melhor, mas ainda assim vem queixosa e pediu 1300 vezes para ir à casa de banho.
Pronto, tinha ideia de fazer agora pizza para o jantar, mas esqueçam lá isso! Vai ser douradinhos que é só meter no forno!

sábado, 28 de maio de 2016

EU VOUUUU!!!!

Girls Night!!! Vamos ao Rock in Rio, ver não sei quem que está esgotado! Não interessa 😄
Deixei a casa limpa, uma máquina de roupa a lavar, outra a secar, sopa feita, jantar no frigorífico, mudei camas e tudo e tudo e tudo! Nada a apontar! É a minha vingancinha ao papá depois de 15 dias a saírem do pêlo!
Yeahhhh!!! Até logo!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

30 minutos

15 dias sozinha. Duas crianças pequenas, um gato, uma casa, ou melhor, duas... Ou nenhuma, já nem sei! Estou estoirada! Simplesmente estoirada!
É incrível como consigo ter tudo pronto e feito na mesma, como até o faço mais rápido, como mantenho a rotina desta casa, como as deito a horas certas e as consigo adormecer, como faço compras, trabalho, danço e tento resolver todos os problemas que assolam a minha vida.
É terrível como me sinto! Como sinto o que estou a fazer. Ando mecanizada. Não tenho sossego no meu coração. Não tenho paciência nem doçura nas minhas palavras ou actos. Não me apetece brincar... Respiro fundo, uma e outra vez. Às vezes apetece-me chorar, outras desaparecer. E sinto um nó porque sei que agora não posso. Não posso passar a bola, não posso dividir, não posso ficar doente, nem sair um pouco para me relaxar. Agora não posso. Isto para mim funciona como bomba relógio. A cada passada posso descontrolar-me. O pior é que já nem tento ser diferente. Sinto-me apenas cansada e quando os meus pensamentos me censuram, tento apressadamente convencer-me que sou apenas humana. E sou, na verdade sou apenas humana, mas gostava de ser uma humana diferente. Não sou. Talvez um dia as meninas percebam porque fico assim. Talvez um dia elas percebam que também eu me desoriento e me desorganizo. E talvez elas até me consolem, um dia...
Hoje parei 30 minutos. Não sei o que é parar. Eu dei-me ao luxo de parar 30 minutos. Sentei-me no sofá. Tenho a roupa por dobrar, e a outra por apanhar, tenho artigos para ler e muita coisa para encaixotar, mas parei. Fiquei assim imóvel. Estive a ver coisas sem nexo, a ler o que os outros andam a fazer, a consultar os artigos de opinião que dizem vezes e vezes sem conta que mulheres descontroladas, cansadas e que gritam com os filhos não vão conseguir produzir adultos capazes. Tomara que estejam enganados! Mas para o caso de não estarem, então é melhor parar, nem que sejam só estes 30 minutos.