Vendi a minha casa. Foi hoje.
O que pode passar pela cabeça de alguém durante uma escritura?
"Isto é uma seca!", "tenho mesmo que estar aqui? Não me apetece nada!", "e se me der um ataque de riso agora?", "eu não quero saber estas coisas todas sobre o comprador...!", "e se agora me levantasse, como nos casamentos, e dissesse: desculpe mas esta cerimónia não pode acontecer!".
Enfim, foi estranho ver o ar feliz dos outros dois. Não que eu não estivesse feliz... Bem, na verdade não tenho a certeza do que estava. Acho que tinha apenas fome àquela hora. O marido perguntou assim que chegamos ao carro "o que é que estás a sentir?", respondi "nada de especial!", ele concordou "eu também não"...
Mas foi assim (já sem fome) que vim para casa, a tal onde vivo mas não é minha. Assim vou permanecer durante dois meses, numa morte e despedida lenta que desejo que coincida ardentemente com a nova paixão a crescer. No final dos dois meses vou ter que sair. Vai ser a loucura nesse mês de Agosto!
A parte positiva é que com a casa foi também a dívida, a dolorosa! Deixámos de dever a nossa vida, ainda que por poucos dias 😄
sexta-feira, 3 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Dia da Criança - ideia peregrina...
Que ideia fantástica tive eu para fazer com as meninas neste dia tão especial que é o dia da criança? Então? Não advinham?
Ir à feira do livro, num dia de imenso calor, a seguir à escola. Portanto, por outras palavras, peguei em duas crianças estoiradas e birrentas da escola e levei-as a subir (e descer) o parque eduardo VII a ver livros em bancas, que alguns nem sequer conseguem ver porque são altos!
Posso dizer-vos que foi do melhor. Ficámos todos muito mais "ricos" desta experiência. Estamos cansados e mal humorado... A Clara fez birra em todas as bancas e conseguiu rasgar uns quantos livros pelo caminho (lógico que os comprámos...). A Maria aguentou-se melhor, mas ainda assim vem queixosa e pediu 1300 vezes para ir à casa de banho.
Pronto, tinha ideia de fazer agora pizza para o jantar, mas esqueçam lá isso! Vai ser douradinhos que é só meter no forno!
Ir à feira do livro, num dia de imenso calor, a seguir à escola. Portanto, por outras palavras, peguei em duas crianças estoiradas e birrentas da escola e levei-as a subir (e descer) o parque eduardo VII a ver livros em bancas, que alguns nem sequer conseguem ver porque são altos!
Posso dizer-vos que foi do melhor. Ficámos todos muito mais "ricos" desta experiência. Estamos cansados e mal humorado... A Clara fez birra em todas as bancas e conseguiu rasgar uns quantos livros pelo caminho (lógico que os comprámos...). A Maria aguentou-se melhor, mas ainda assim vem queixosa e pediu 1300 vezes para ir à casa de banho.
Pronto, tinha ideia de fazer agora pizza para o jantar, mas esqueçam lá isso! Vai ser douradinhos que é só meter no forno!
sábado, 28 de maio de 2016
EU VOUUUU!!!!
Girls Night!!! Vamos ao Rock in Rio, ver não sei quem que está esgotado! Não interessa 😄
Deixei a casa limpa, uma máquina de roupa a lavar, outra a secar, sopa feita, jantar no frigorífico, mudei camas e tudo e tudo e tudo! Nada a apontar! É a minha vingancinha ao papá depois de 15 dias a saírem do pêlo!
Yeahhhh!!! Até logo!
Deixei a casa limpa, uma máquina de roupa a lavar, outra a secar, sopa feita, jantar no frigorífico, mudei camas e tudo e tudo e tudo! Nada a apontar! É a minha vingancinha ao papá depois de 15 dias a saírem do pêlo!
Yeahhhh!!! Até logo!
quinta-feira, 26 de maio de 2016
30 minutos
15 dias sozinha. Duas crianças pequenas, um gato, uma casa, ou melhor, duas... Ou nenhuma, já nem sei! Estou estoirada! Simplesmente estoirada!
É incrível como consigo ter tudo pronto e feito na mesma, como até o faço mais rápido, como mantenho a rotina desta casa, como as deito a horas certas e as consigo adormecer, como faço compras, trabalho, danço e tento resolver todos os problemas que assolam a minha vida.
É terrível como me sinto! Como sinto o que estou a fazer. Ando mecanizada. Não tenho sossego no meu coração. Não tenho paciência nem doçura nas minhas palavras ou actos. Não me apetece brincar... Respiro fundo, uma e outra vez. Às vezes apetece-me chorar, outras desaparecer. E sinto um nó porque sei que agora não posso. Não posso passar a bola, não posso dividir, não posso ficar doente, nem sair um pouco para me relaxar. Agora não posso. Isto para mim funciona como bomba relógio. A cada passada posso descontrolar-me. O pior é que já nem tento ser diferente. Sinto-me apenas cansada e quando os meus pensamentos me censuram, tento apressadamente convencer-me que sou apenas humana. E sou, na verdade sou apenas humana, mas gostava de ser uma humana diferente. Não sou. Talvez um dia as meninas percebam porque fico assim. Talvez um dia elas percebam que também eu me desoriento e me desorganizo. E talvez elas até me consolem, um dia...
Hoje parei 30 minutos. Não sei o que é parar. Eu dei-me ao luxo de parar 30 minutos. Sentei-me no sofá. Tenho a roupa por dobrar, e a outra por apanhar, tenho artigos para ler e muita coisa para encaixotar, mas parei. Fiquei assim imóvel. Estive a ver coisas sem nexo, a ler o que os outros andam a fazer, a consultar os artigos de opinião que dizem vezes e vezes sem conta que mulheres descontroladas, cansadas e que gritam com os filhos não vão conseguir produzir adultos capazes. Tomara que estejam enganados! Mas para o caso de não estarem, então é melhor parar, nem que sejam só estes 30 minutos.
É incrível como consigo ter tudo pronto e feito na mesma, como até o faço mais rápido, como mantenho a rotina desta casa, como as deito a horas certas e as consigo adormecer, como faço compras, trabalho, danço e tento resolver todos os problemas que assolam a minha vida.
É terrível como me sinto! Como sinto o que estou a fazer. Ando mecanizada. Não tenho sossego no meu coração. Não tenho paciência nem doçura nas minhas palavras ou actos. Não me apetece brincar... Respiro fundo, uma e outra vez. Às vezes apetece-me chorar, outras desaparecer. E sinto um nó porque sei que agora não posso. Não posso passar a bola, não posso dividir, não posso ficar doente, nem sair um pouco para me relaxar. Agora não posso. Isto para mim funciona como bomba relógio. A cada passada posso descontrolar-me. O pior é que já nem tento ser diferente. Sinto-me apenas cansada e quando os meus pensamentos me censuram, tento apressadamente convencer-me que sou apenas humana. E sou, na verdade sou apenas humana, mas gostava de ser uma humana diferente. Não sou. Talvez um dia as meninas percebam porque fico assim. Talvez um dia elas percebam que também eu me desoriento e me desorganizo. E talvez elas até me consolem, um dia...
Hoje parei 30 minutos. Não sei o que é parar. Eu dei-me ao luxo de parar 30 minutos. Sentei-me no sofá. Tenho a roupa por dobrar, e a outra por apanhar, tenho artigos para ler e muita coisa para encaixotar, mas parei. Fiquei assim imóvel. Estive a ver coisas sem nexo, a ler o que os outros andam a fazer, a consultar os artigos de opinião que dizem vezes e vezes sem conta que mulheres descontroladas, cansadas e que gritam com os filhos não vão conseguir produzir adultos capazes. Tomara que estejam enganados! Mas para o caso de não estarem, então é melhor parar, nem que sejam só estes 30 minutos.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Mais um museu no itinerário
Mais um domingo passou, mais um programinha em família. Desta vez com a família desfalcada porque o papá se encontra longe. Fez a tia as vezes do pai e saiu-se muito bem!
Desta vez o destino escolhido foi o Museu Berardo, no CCB.
Bem, pontos fortes: tem imenso espaço para correr, as obras são muito versáteis, e a entrada é gratuita.
Pontos fracos (tendo em conta a faixa etária): não se pode correr, nem falar, nem mexer... O espaço é grande e cansativo, as obras são versáteis: tão depressa estamos a ver uma mulher nua como no momento seguinte estamos a ver risquinhos, bolinhas e luzinhas, com tudo de bom e de mau que isso tem.
Pontos a desfavor: duas crianças que acordaram demasiado cedo, logo estavam com demasiado sono. E fome...
De resto pareceu-me bem. Elas gostaram e aproveitaram algumas coisas, se bem que garantidamente este é daqueles que o melhor é voltar daqui a uns aninhos! Fica a dica na mesma.
Desta vez o destino escolhido foi o Museu Berardo, no CCB.
Bem, pontos fortes: tem imenso espaço para correr, as obras são muito versáteis, e a entrada é gratuita.
Pontos fracos (tendo em conta a faixa etária): não se pode correr, nem falar, nem mexer... O espaço é grande e cansativo, as obras são versáteis: tão depressa estamos a ver uma mulher nua como no momento seguinte estamos a ver risquinhos, bolinhas e luzinhas, com tudo de bom e de mau que isso tem.
Pontos a desfavor: duas crianças que acordaram demasiado cedo, logo estavam com demasiado sono. E fome...
De resto pareceu-me bem. Elas gostaram e aproveitaram algumas coisas, se bem que garantidamente este é daqueles que o melhor é voltar daqui a uns aninhos! Fica a dica na mesma.
Os chapéus das princesas
Será que passa pela cabeça de alguma mãe com crianças pequenas chegar à escolinha, tirar as crianças do carro, mais os casacos, as mochilas, os bonecos e afins, abrir os chapelinhos de chuva, uma para cada uma, e ainda se lembrar de (ou querer) um chapéu de chuva para si? Pois, na minha não passa, acho que seria mais fácil apanhar uma chuva torrencial em cima... Mas hoje percebi que não sou a única. Como? Simples! No regresso ao carro! Já sem as crianças, sem os casacos, sem as mochilas, e sem os bonecos, mas ainda assim a sobrar dois minúsculos chapéus de chuva. Ainda hesitei sobre qual usar: o do Frozen ou o dos corações. Optei pelo do Frozen mas confesso que fiquei com alguma inveja do chapéu das princesas Disney da mãe que saiu antes de mim e ainda deitei um olhinho ao chapéu do Cars do pai que ainda aí vinha...
Hilariante!!!
Hilariante!!!
segunda-feira, 23 de maio de 2016
De volta ao Zero
Serve o presente post para comemorar convosco a concretização do meu contrato de trabalho! Yeiiiiihh!!!
É engraçado o que se está a passar comigo agora a nível profissional. Voltei à estaca Zero. Isto acontece várias vezes ao longo da nossa vida, sempre que somos "os maiores", o mais provável é dentro de algum tempo voltarmos a ser os mais pequenos com um longo percurso pela frente.
Vejamos exemplos, temos 5 anos e somos os maiores do jardim de infância! Que sensação boa! Somos os mais crescidos e o resto são quase bebés! Vamos ter a honra de passar à escola dos crescidos. Mas quando lá chegamos, afinal é uma treta! Somos os bebézinhos que acabaram de chegar, num mundo completamente novo cheio de novos desafios que nem sequer sabemos por onde começar.
A história vai avançando e volta a repetir-se uma e outra vez, no processo de aprendizagem. Quando finalmente acabamos o curso e vamos trabalhar, volta a acontecer tudo outra vez! E a cada novo emprego/posto, de novo o mesmo sentimento.
Eu estou assim! Acabar o doutoramento era assim qualquer coisa de extraordinário. E agora vejo-me tal e qual a menina que chega à primária. É das poucas que não sabe ler, não sabe as regras e condutas que se aplicam naquele contexto. Ainda não estabeleceu os seus laços sociais, sejam amizade, cooperação ou distância. Tem tudo para aprender e sente-se meio perdida por não saber por onde começar!
Nada como um belo desafio! Ou dois, ou três...
É engraçado o que se está a passar comigo agora a nível profissional. Voltei à estaca Zero. Isto acontece várias vezes ao longo da nossa vida, sempre que somos "os maiores", o mais provável é dentro de algum tempo voltarmos a ser os mais pequenos com um longo percurso pela frente.
Vejamos exemplos, temos 5 anos e somos os maiores do jardim de infância! Que sensação boa! Somos os mais crescidos e o resto são quase bebés! Vamos ter a honra de passar à escola dos crescidos. Mas quando lá chegamos, afinal é uma treta! Somos os bebézinhos que acabaram de chegar, num mundo completamente novo cheio de novos desafios que nem sequer sabemos por onde começar.
A história vai avançando e volta a repetir-se uma e outra vez, no processo de aprendizagem. Quando finalmente acabamos o curso e vamos trabalhar, volta a acontecer tudo outra vez! E a cada novo emprego/posto, de novo o mesmo sentimento.
Eu estou assim! Acabar o doutoramento era assim qualquer coisa de extraordinário. E agora vejo-me tal e qual a menina que chega à primária. É das poucas que não sabe ler, não sabe as regras e condutas que se aplicam naquele contexto. Ainda não estabeleceu os seus laços sociais, sejam amizade, cooperação ou distância. Tem tudo para aprender e sente-se meio perdida por não saber por onde começar!
Nada como um belo desafio! Ou dois, ou três...
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