Mais um domingo passou, mais um programinha em família. Desta vez com a família desfalcada porque o papá se encontra longe. Fez a tia as vezes do pai e saiu-se muito bem!
Desta vez o destino escolhido foi o Museu Berardo, no CCB.
Bem, pontos fortes: tem imenso espaço para correr, as obras são muito versáteis, e a entrada é gratuita.
Pontos fracos (tendo em conta a faixa etária): não se pode correr, nem falar, nem mexer... O espaço é grande e cansativo, as obras são versáteis: tão depressa estamos a ver uma mulher nua como no momento seguinte estamos a ver risquinhos, bolinhas e luzinhas, com tudo de bom e de mau que isso tem.
Pontos a desfavor: duas crianças que acordaram demasiado cedo, logo estavam com demasiado sono. E fome...
De resto pareceu-me bem. Elas gostaram e aproveitaram algumas coisas, se bem que garantidamente este é daqueles que o melhor é voltar daqui a uns aninhos! Fica a dica na mesma.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Os chapéus das princesas
Será que passa pela cabeça de alguma mãe com crianças pequenas chegar à escolinha, tirar as crianças do carro, mais os casacos, as mochilas, os bonecos e afins, abrir os chapelinhos de chuva, uma para cada uma, e ainda se lembrar de (ou querer) um chapéu de chuva para si? Pois, na minha não passa, acho que seria mais fácil apanhar uma chuva torrencial em cima... Mas hoje percebi que não sou a única. Como? Simples! No regresso ao carro! Já sem as crianças, sem os casacos, sem as mochilas, e sem os bonecos, mas ainda assim a sobrar dois minúsculos chapéus de chuva. Ainda hesitei sobre qual usar: o do Frozen ou o dos corações. Optei pelo do Frozen mas confesso que fiquei com alguma inveja do chapéu das princesas Disney da mãe que saiu antes de mim e ainda deitei um olhinho ao chapéu do Cars do pai que ainda aí vinha...
Hilariante!!!
Hilariante!!!
segunda-feira, 23 de maio de 2016
De volta ao Zero
Serve o presente post para comemorar convosco a concretização do meu contrato de trabalho! Yeiiiiihh!!!
É engraçado o que se está a passar comigo agora a nível profissional. Voltei à estaca Zero. Isto acontece várias vezes ao longo da nossa vida, sempre que somos "os maiores", o mais provável é dentro de algum tempo voltarmos a ser os mais pequenos com um longo percurso pela frente.
Vejamos exemplos, temos 5 anos e somos os maiores do jardim de infância! Que sensação boa! Somos os mais crescidos e o resto são quase bebés! Vamos ter a honra de passar à escola dos crescidos. Mas quando lá chegamos, afinal é uma treta! Somos os bebézinhos que acabaram de chegar, num mundo completamente novo cheio de novos desafios que nem sequer sabemos por onde começar.
A história vai avançando e volta a repetir-se uma e outra vez, no processo de aprendizagem. Quando finalmente acabamos o curso e vamos trabalhar, volta a acontecer tudo outra vez! E a cada novo emprego/posto, de novo o mesmo sentimento.
Eu estou assim! Acabar o doutoramento era assim qualquer coisa de extraordinário. E agora vejo-me tal e qual a menina que chega à primária. É das poucas que não sabe ler, não sabe as regras e condutas que se aplicam naquele contexto. Ainda não estabeleceu os seus laços sociais, sejam amizade, cooperação ou distância. Tem tudo para aprender e sente-se meio perdida por não saber por onde começar!
Nada como um belo desafio! Ou dois, ou três...
É engraçado o que se está a passar comigo agora a nível profissional. Voltei à estaca Zero. Isto acontece várias vezes ao longo da nossa vida, sempre que somos "os maiores", o mais provável é dentro de algum tempo voltarmos a ser os mais pequenos com um longo percurso pela frente.
Vejamos exemplos, temos 5 anos e somos os maiores do jardim de infância! Que sensação boa! Somos os mais crescidos e o resto são quase bebés! Vamos ter a honra de passar à escola dos crescidos. Mas quando lá chegamos, afinal é uma treta! Somos os bebézinhos que acabaram de chegar, num mundo completamente novo cheio de novos desafios que nem sequer sabemos por onde começar.
A história vai avançando e volta a repetir-se uma e outra vez, no processo de aprendizagem. Quando finalmente acabamos o curso e vamos trabalhar, volta a acontecer tudo outra vez! E a cada novo emprego/posto, de novo o mesmo sentimento.
Eu estou assim! Acabar o doutoramento era assim qualquer coisa de extraordinário. E agora vejo-me tal e qual a menina que chega à primária. É das poucas que não sabe ler, não sabe as regras e condutas que se aplicam naquele contexto. Ainda não estabeleceu os seus laços sociais, sejam amizade, cooperação ou distância. Tem tudo para aprender e sente-se meio perdida por não saber por onde começar!
Nada como um belo desafio! Ou dois, ou três...
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Assim vai a vida
Após uma semana em casa como falei neste post seguem-se uma sucessão de eventos difíceis de explicar e que me têm dado cabo da cabeça.
Contextualizando parte do problema, tínhamos combinado com o novo proprietário da minha casa que após a escritura ficaríamos a morar na casa por mais cerca de 3 meses, pagando uma renda mensal. Tinha ficado tudo combinado. Esta semana, a 3 semanas da data da escritura, eis que o tal senhor me envia um e-mail com "condições de arrendamento" em que passa a descrever um conjunto de itens indentados simplesmente ridículos. Um valor de renda elevado que quase duplica a cada mês de permanência. Enfim, parece-me que há pessoas sem moral e ética, mas também sem "tomates" porque para mandar aquilo mais valia dizer que tinha mudado de ideias...
Mas posto isto, a minha vida virou um pequeno caos a tentar desesperadamente encontrar uma casa com disponibilidade urgente para permanecia de 3/4 meses. Toda a gente me fecha a porta "ah minha senhora, não estou interessado em alugar tão pouco tempo. Peço desculpa e boa sorte" ou então "sabe, não vale a pena tentar por agências porque só o valor de comissão é quase o que a senhora vai pagar e os senhorios não estão interessados nesse negócio". No meio disto tudo, o que me aquece o coração é a disponibilidade de algumas pessoas amigas (e outras nem tanto) para tentarem procurar e tentar saber, para ajudar! Não ganham nada com isso! Mas ajudam, e disponibilizam a casa delas sem qualquer pudor! Houvesse mais gente assim e de certeza que o mundo seria melhor! De qualquer forma ainda não tenho solução. E quando a tiver, espera-me duas semanas de loucura a fazer mudanças sozinha com duas crianças pequenas... Ainda bem que já inventaram aquela bebida, aquela que é qualquer coisa que dá asas!
Contextualizando parte do problema, tínhamos combinado com o novo proprietário da minha casa que após a escritura ficaríamos a morar na casa por mais cerca de 3 meses, pagando uma renda mensal. Tinha ficado tudo combinado. Esta semana, a 3 semanas da data da escritura, eis que o tal senhor me envia um e-mail com "condições de arrendamento" em que passa a descrever um conjunto de itens indentados simplesmente ridículos. Um valor de renda elevado que quase duplica a cada mês de permanência. Enfim, parece-me que há pessoas sem moral e ética, mas também sem "tomates" porque para mandar aquilo mais valia dizer que tinha mudado de ideias...
Mas posto isto, a minha vida virou um pequeno caos a tentar desesperadamente encontrar uma casa com disponibilidade urgente para permanecia de 3/4 meses. Toda a gente me fecha a porta "ah minha senhora, não estou interessado em alugar tão pouco tempo. Peço desculpa e boa sorte" ou então "sabe, não vale a pena tentar por agências porque só o valor de comissão é quase o que a senhora vai pagar e os senhorios não estão interessados nesse negócio". No meio disto tudo, o que me aquece o coração é a disponibilidade de algumas pessoas amigas (e outras nem tanto) para tentarem procurar e tentar saber, para ajudar! Não ganham nada com isso! Mas ajudam, e disponibilizam a casa delas sem qualquer pudor! Houvesse mais gente assim e de certeza que o mundo seria melhor! De qualquer forma ainda não tenho solução. E quando a tiver, espera-me duas semanas de loucura a fazer mudanças sozinha com duas crianças pequenas... Ainda bem que já inventaram aquela bebida, aquela que é qualquer coisa que dá asas!
Homens vs Mulheres
O termoacumulador cá de casa avariou hoje de manhã.
Resolução do homem:
- vai acordar a marida todo nú
- enche-se de coragem e toma banho de água fria. No final exclama "é à homem!"
Resolução de gaja:
- acorda estremunhada
- agarra no telefone e faz uma busca na net por assistência técnica 24h
- liga para lá
- aquece uma panela de água na placa
- toma banho com água tépida usando uma caneca
Agora estou à espera do tal técnico que não chega...
Resolução do homem:
- vai acordar a marida todo nú
- enche-se de coragem e toma banho de água fria. No final exclama "é à homem!"
Resolução de gaja:
- acorda estremunhada
- agarra no telefone e faz uma busca na net por assistência técnica 24h
- liga para lá
- aquece uma panela de água na placa
- toma banho com água tépida usando uma caneca
Agora estou à espera do tal técnico que não chega...
terça-feira, 10 de maio de 2016
El Coche!
Falando dos pauzinhos ao sol do post anterior, no Domingo de manhã decidi que para bem da saúde mental de toda a família tínhamos que sair. Dando continuidade ao comentário feito pelo pediatra da C em que boa parte da capacidade cognitiva e emocional das crianças se desenvolve até sensivelmente aos 4 anos pensei que há bastante tempo que não levava as meninas a programas culturais. Então lembrei-me do Museu dos Coches (aquele edifício novo enorme ao pé do palácio de Belém com design duvidoso).
Fizemos uma visita adaptada, como sempre, o que implica não ler as placas, parar a ver pormenores que se calhar não interessam a mais ninguém, inventar histórias e macacadas que possam explicar e aumentar a motivação para a visita. Correu bem! As palavras chave foram claramente "coche", "princesas" e "cavalos". No final a M dizia "Mamã, o cothe e o tavalo vai à minha festa" (só para situar, ela refere-se à festa de anos dela que deverá ocorrer mais ou menos daqui a 6 meses...)
E juntando o útil ao muito agradável, não pagámos nada. Dizia lá nas bilheteiras que o primeiro Domingo de cada mês a entrada é gratuita. Apesar de ter sido o 2º Domingo do mês, tivemos essa benesse.
Aconselho para programinha de 1º Domingo de um mês qualquer!
Fizemos uma visita adaptada, como sempre, o que implica não ler as placas, parar a ver pormenores que se calhar não interessam a mais ninguém, inventar histórias e macacadas que possam explicar e aumentar a motivação para a visita. Correu bem! As palavras chave foram claramente "coche", "princesas" e "cavalos". No final a M dizia "Mamã, o cothe e o tavalo vai à minha festa" (só para situar, ela refere-se à festa de anos dela que deverá ocorrer mais ou menos daqui a 6 meses...)
E juntando o útil ao muito agradável, não pagámos nada. Dizia lá nas bilheteiras que o primeiro Domingo de cada mês a entrada é gratuita. Apesar de ter sido o 2º Domingo do mês, tivemos essa benesse.
Aconselho para programinha de 1º Domingo de um mês qualquer!
Uma semana de clausura
Estivemos uma semana de molho! Que depressão! Ainda estou a tentar compensar-me. Detesto ficar em casa fechada, mas pior ainda quando o motivo é uma cria doente. A C esteve doente, esteve hospitalizada, e quando pensávamos que já estava a melhorar, volta a febre e o choro constante, e voltámos ao médico.
Mas no Domingo já não teve febre e fomos por os pauzinhos ao sol (fica noutro post). E ontem tentámos o infectário de novo.
É incrível como me sinto desorganizada com tudo isto. Conto com uma semana sem dormir, hoje inclusivé, uma semana de uma preocupação considerável, uma semana em que não consegui trabalhar mais do que o mínimo do indispensável, uma semana em que todos os assuntos da casa ficaram em águas de bacalhau, mas em que o tempo não pára, os prazos continuam e as ansiedades aumentam.
O voltar ao trabalho é esquisito porque me sinto meio perdida no meio de tantas tarefas por "checkar". Mas o melhor de tudo é ver o ar da C de boca aberta a olhar pelo vidro do carro, como se tudo o que vê fosse novo e espetacular!
Bem, agora tenho que ir arregaçar as mangas e organizar a minha vida, fazendo votos para que o S. Pedro tome os anti-depressivos de uma vez, antes que esgotem nas farmácias portuguesas.
Mas no Domingo já não teve febre e fomos por os pauzinhos ao sol (fica noutro post). E ontem tentámos o infectário de novo.
É incrível como me sinto desorganizada com tudo isto. Conto com uma semana sem dormir, hoje inclusivé, uma semana de uma preocupação considerável, uma semana em que não consegui trabalhar mais do que o mínimo do indispensável, uma semana em que todos os assuntos da casa ficaram em águas de bacalhau, mas em que o tempo não pára, os prazos continuam e as ansiedades aumentam.
O voltar ao trabalho é esquisito porque me sinto meio perdida no meio de tantas tarefas por "checkar". Mas o melhor de tudo é ver o ar da C de boca aberta a olhar pelo vidro do carro, como se tudo o que vê fosse novo e espetacular!
Bem, agora tenho que ir arregaçar as mangas e organizar a minha vida, fazendo votos para que o S. Pedro tome os anti-depressivos de uma vez, antes que esgotem nas farmácias portuguesas.
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