Após uma semana em casa como falei neste post seguem-se uma sucessão de eventos difíceis de explicar e que me têm dado cabo da cabeça.
Contextualizando parte do problema, tínhamos combinado com o novo proprietário da minha casa que após a escritura ficaríamos a morar na casa por mais cerca de 3 meses, pagando uma renda mensal. Tinha ficado tudo combinado. Esta semana, a 3 semanas da data da escritura, eis que o tal senhor me envia um e-mail com "condições de arrendamento" em que passa a descrever um conjunto de itens indentados simplesmente ridículos. Um valor de renda elevado que quase duplica a cada mês de permanência. Enfim, parece-me que há pessoas sem moral e ética, mas também sem "tomates" porque para mandar aquilo mais valia dizer que tinha mudado de ideias...
Mas posto isto, a minha vida virou um pequeno caos a tentar desesperadamente encontrar uma casa com disponibilidade urgente para permanecia de 3/4 meses. Toda a gente me fecha a porta "ah minha senhora, não estou interessado em alugar tão pouco tempo. Peço desculpa e boa sorte" ou então "sabe, não vale a pena tentar por agências porque só o valor de comissão é quase o que a senhora vai pagar e os senhorios não estão interessados nesse negócio". No meio disto tudo, o que me aquece o coração é a disponibilidade de algumas pessoas amigas (e outras nem tanto) para tentarem procurar e tentar saber, para ajudar! Não ganham nada com isso! Mas ajudam, e disponibilizam a casa delas sem qualquer pudor! Houvesse mais gente assim e de certeza que o mundo seria melhor! De qualquer forma ainda não tenho solução. E quando a tiver, espera-me duas semanas de loucura a fazer mudanças sozinha com duas crianças pequenas... Ainda bem que já inventaram aquela bebida, aquela que é qualquer coisa que dá asas!
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Homens vs Mulheres
O termoacumulador cá de casa avariou hoje de manhã.
Resolução do homem:
- vai acordar a marida todo nú
- enche-se de coragem e toma banho de água fria. No final exclama "é à homem!"
Resolução de gaja:
- acorda estremunhada
- agarra no telefone e faz uma busca na net por assistência técnica 24h
- liga para lá
- aquece uma panela de água na placa
- toma banho com água tépida usando uma caneca
Agora estou à espera do tal técnico que não chega...
Resolução do homem:
- vai acordar a marida todo nú
- enche-se de coragem e toma banho de água fria. No final exclama "é à homem!"
Resolução de gaja:
- acorda estremunhada
- agarra no telefone e faz uma busca na net por assistência técnica 24h
- liga para lá
- aquece uma panela de água na placa
- toma banho com água tépida usando uma caneca
Agora estou à espera do tal técnico que não chega...
terça-feira, 10 de maio de 2016
El Coche!
Falando dos pauzinhos ao sol do post anterior, no Domingo de manhã decidi que para bem da saúde mental de toda a família tínhamos que sair. Dando continuidade ao comentário feito pelo pediatra da C em que boa parte da capacidade cognitiva e emocional das crianças se desenvolve até sensivelmente aos 4 anos pensei que há bastante tempo que não levava as meninas a programas culturais. Então lembrei-me do Museu dos Coches (aquele edifício novo enorme ao pé do palácio de Belém com design duvidoso).
Fizemos uma visita adaptada, como sempre, o que implica não ler as placas, parar a ver pormenores que se calhar não interessam a mais ninguém, inventar histórias e macacadas que possam explicar e aumentar a motivação para a visita. Correu bem! As palavras chave foram claramente "coche", "princesas" e "cavalos". No final a M dizia "Mamã, o cothe e o tavalo vai à minha festa" (só para situar, ela refere-se à festa de anos dela que deverá ocorrer mais ou menos daqui a 6 meses...)
E juntando o útil ao muito agradável, não pagámos nada. Dizia lá nas bilheteiras que o primeiro Domingo de cada mês a entrada é gratuita. Apesar de ter sido o 2º Domingo do mês, tivemos essa benesse.
Aconselho para programinha de 1º Domingo de um mês qualquer!
Fizemos uma visita adaptada, como sempre, o que implica não ler as placas, parar a ver pormenores que se calhar não interessam a mais ninguém, inventar histórias e macacadas que possam explicar e aumentar a motivação para a visita. Correu bem! As palavras chave foram claramente "coche", "princesas" e "cavalos". No final a M dizia "Mamã, o cothe e o tavalo vai à minha festa" (só para situar, ela refere-se à festa de anos dela que deverá ocorrer mais ou menos daqui a 6 meses...)
E juntando o útil ao muito agradável, não pagámos nada. Dizia lá nas bilheteiras que o primeiro Domingo de cada mês a entrada é gratuita. Apesar de ter sido o 2º Domingo do mês, tivemos essa benesse.
Aconselho para programinha de 1º Domingo de um mês qualquer!
Uma semana de clausura
Estivemos uma semana de molho! Que depressão! Ainda estou a tentar compensar-me. Detesto ficar em casa fechada, mas pior ainda quando o motivo é uma cria doente. A C esteve doente, esteve hospitalizada, e quando pensávamos que já estava a melhorar, volta a febre e o choro constante, e voltámos ao médico.
Mas no Domingo já não teve febre e fomos por os pauzinhos ao sol (fica noutro post). E ontem tentámos o infectário de novo.
É incrível como me sinto desorganizada com tudo isto. Conto com uma semana sem dormir, hoje inclusivé, uma semana de uma preocupação considerável, uma semana em que não consegui trabalhar mais do que o mínimo do indispensável, uma semana em que todos os assuntos da casa ficaram em águas de bacalhau, mas em que o tempo não pára, os prazos continuam e as ansiedades aumentam.
O voltar ao trabalho é esquisito porque me sinto meio perdida no meio de tantas tarefas por "checkar". Mas o melhor de tudo é ver o ar da C de boca aberta a olhar pelo vidro do carro, como se tudo o que vê fosse novo e espetacular!
Bem, agora tenho que ir arregaçar as mangas e organizar a minha vida, fazendo votos para que o S. Pedro tome os anti-depressivos de uma vez, antes que esgotem nas farmácias portuguesas.
Mas no Domingo já não teve febre e fomos por os pauzinhos ao sol (fica noutro post). E ontem tentámos o infectário de novo.
É incrível como me sinto desorganizada com tudo isto. Conto com uma semana sem dormir, hoje inclusivé, uma semana de uma preocupação considerável, uma semana em que não consegui trabalhar mais do que o mínimo do indispensável, uma semana em que todos os assuntos da casa ficaram em águas de bacalhau, mas em que o tempo não pára, os prazos continuam e as ansiedades aumentam.
O voltar ao trabalho é esquisito porque me sinto meio perdida no meio de tantas tarefas por "checkar". Mas o melhor de tudo é ver o ar da C de boca aberta a olhar pelo vidro do carro, como se tudo o que vê fosse novo e espetacular!
Bem, agora tenho que ir arregaçar as mangas e organizar a minha vida, fazendo votos para que o S. Pedro tome os anti-depressivos de uma vez, antes que esgotem nas farmácias portuguesas.
domingo, 8 de maio de 2016
Festas de aniversário - espaços
Actualizei os locais de festa em Lisboa (Aqui). Este post não é estático, vão dizendo os espaços que conhecem para a lista ficar mais completa!!
terça-feira, 3 de maio de 2016
A tia a voar
Ontem festejámos a promoção do marido (só de categoria porque os salários estão congelados...). Estiveram cá as mais altas patentes (lol) mas resumidamente tivemos a casa mais do que cheia.
A C continua doente, mas isso é matéria para outro post. No final do jantar, já quase todos tinham saído, faltavam só os sogros e a tia, aquela tia que demoraaaa sempre imensooo tempo a sair porque tem sempre mais uma beijoca para dar às meninas. No meio das despedidas enquanto a tia decidia ir de escadas e os sogros de elevador, ouve-se um estrondo em casa. Como se eu tivesse sido picada por um raio eléctrico, oiço o chorar inconfundível de um bebé com dor, e voo para apanhar a minha bebé que tinha acabado de tropeçar e aterrar com a cabeça na esquina da parede. Um lanho! Bebé aos gritos! Os sogros continuaram-se a despedir (mas só do marido que era o único que se mantinha intacto à porta em cordialidade), e puseram-se dentro do elevador e partiram... Mas a tia? A TIA saltou os degraus de volta a casa, ou melhor, ela voou os degraus e ainda entrou para nos socorrer mais rápido do que o marido largou a cordialidade. Em modo histérico/desesperado só gritei "GELOOOOO" (sim, eu sei. Tenho que melhorar estas reacções em caso de acidentes). Seguiu-se um momento de confusão, que infelizmente me irrita solenemente (também tenho que ver se trabalho este estado zen), à procura do gelo que me fez voltar a gritar em plenos pulmões "ERVILHAS!!! Estão no outro congelador". Enfim, lá chegou o gelo, as ervilhas, o arnidol... Não foi preciso ir ao hospital, mas aquilo ficou mesmo feio. Os sogros? Querem saber deles? Não sei! Ligaram uns 5 minutos a seguir a pedir para alguém descer porque não encontravam o botão para abrir o portão da garagem. Ninguém lá foi. E pela primeira vez ouvi o marido a gritar com eles ao telefone. Terá percebido o que se passou e descarregou assim? Não sei.
Uma parte mesmo fofinha desta história foi a reacção da M. Ao ver a irmã em pranto veio socorre-la. Teve a preocupação de dizer "Oh mãe, não fui eu pois não? Eu tava ali, não fui eu". E depois, enquanto eu me debatia com os braços da C para lhe conseguir meter o gelo, a M foi buscar uma cadeirinha e sentou-se em frente da irmã a contar-lhe uma história! Que amorrrr!
A C continua doente, mas isso é matéria para outro post. No final do jantar, já quase todos tinham saído, faltavam só os sogros e a tia, aquela tia que demoraaaa sempre imensooo tempo a sair porque tem sempre mais uma beijoca para dar às meninas. No meio das despedidas enquanto a tia decidia ir de escadas e os sogros de elevador, ouve-se um estrondo em casa. Como se eu tivesse sido picada por um raio eléctrico, oiço o chorar inconfundível de um bebé com dor, e voo para apanhar a minha bebé que tinha acabado de tropeçar e aterrar com a cabeça na esquina da parede. Um lanho! Bebé aos gritos! Os sogros continuaram-se a despedir (mas só do marido que era o único que se mantinha intacto à porta em cordialidade), e puseram-se dentro do elevador e partiram... Mas a tia? A TIA saltou os degraus de volta a casa, ou melhor, ela voou os degraus e ainda entrou para nos socorrer mais rápido do que o marido largou a cordialidade. Em modo histérico/desesperado só gritei "GELOOOOO" (sim, eu sei. Tenho que melhorar estas reacções em caso de acidentes). Seguiu-se um momento de confusão, que infelizmente me irrita solenemente (também tenho que ver se trabalho este estado zen), à procura do gelo que me fez voltar a gritar em plenos pulmões "ERVILHAS!!! Estão no outro congelador". Enfim, lá chegou o gelo, as ervilhas, o arnidol... Não foi preciso ir ao hospital, mas aquilo ficou mesmo feio. Os sogros? Querem saber deles? Não sei! Ligaram uns 5 minutos a seguir a pedir para alguém descer porque não encontravam o botão para abrir o portão da garagem. Ninguém lá foi. E pela primeira vez ouvi o marido a gritar com eles ao telefone. Terá percebido o que se passou e descarregou assim? Não sei.
Uma parte mesmo fofinha desta história foi a reacção da M. Ao ver a irmã em pranto veio socorre-la. Teve a preocupação de dizer "Oh mãe, não fui eu pois não? Eu tava ali, não fui eu". E depois, enquanto eu me debatia com os braços da C para lhe conseguir meter o gelo, a M foi buscar uma cadeirinha e sentou-se em frente da irmã a contar-lhe uma história! Que amorrrr!
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Dia da Mãe
Planeei um dia fantástico! Fazer um piquenique, brincar muito com as princesas, por um dia não ter mais nada que fazer. No Sábado fiz uma maratona a despachar tudo em casa: comida, roupa, limpezas, compras, tudo! Para ficar só para as meninas. Deitei-me tarde, bastante tarde, mas estava satisfeita no cumprimento do meu objectivo.
Entretanto recebi um filha para dormir. Entre sono agitado, tosse e pontapés, acordei cedo, muito cedo, porque a outra filha tossia, e o sono já se tinha ido. Juntei todas na minha cama. Que momento bom! É que a minha cama é mágica, consegue sempre ter espaço para mais uma filha. Infelizmente a C pouco depois já estava com mais de 39º de febre. Lá se foi o piquenique... Ou não! Telefonei aos tios e eles vieram. Fizemos um piquenique indoor que todos adoraram. Durante as sestas ainda houve tempo para pôr a conversa em dia e matar saudades para uma jogatana de um jogo de tabuleiro.
Mas a C não melhorou... A febre não baixou. Liguei ao pediatra. Não respondeu! Liguei à outra pediatra e ela achou que o melhor era ir as urgências. E assim, o meu dia ganhou mais horas e tornou-se mais longo. Dei banho às meninas, comemos qualquer coisa, conversei e expliquei o que se ia passar. Prometi dar um beijinho assim que regressasse.
No hospital novos desafios. Estivemos 3 horas à espera que a febre baixasse. Os 40º teimavam em não descer, o que impedia a realização de alguns dos exames. Fomos tirar uma fotografia às maminhas e até fizemos xixi num saquinho. Por mim a febre lá deu tréguas e fomos tirar sangue.
Eu era a única pessoa sozinha com uma criança naquela sala. Senti-me só, e cansada. Mas olhei para a C e pensei como é incrível o nosso papel de mãe, como pode fazer a diferença para uma criança. A C estava bem disposta. Apesar do sono, não queria dormir. Ela foi uma valente e muito corajosa! Fez todos os exames e observações de forma exemplar. Orgulhou-se do penso no braço, do autocolante dos corajosos, e das bolachas Maria que lhe deram. Ela estava feliz. E porquê? Bem, achei que no meu papel de mãe devia levar a situação para algo que ela compreendesse. A ida ao hospital foi passada em jeito de aventura. A cada nova situação expliquei-lhes sempre o que iria acontecer e o que iríamos fazer a seguir. Nos momentos menos bons ela olhava para os meus olhos, e eu mostrava-lhe amor, calma e segurança. "Já vai passar, meu amor! Estás a ser mesmo corajosa!". E ela, mais confiante, respondia aos enfermeiros que lhe tiraram sangue, "obigada!" (Foi a risada como é lógico)
Ao fim de muitas horas voltámos para casa, para mais uma noite pouco dormida. Sem grandes respostas e promessa de lá voltar.
Mas fiquei a pensar no meu dia. O dia da mãe, o dia do trabalhador! Acho que foi um dia muito preenchido, mas que para mim tocou nos vários significados do que é ser mãe!
Entretanto recebi um filha para dormir. Entre sono agitado, tosse e pontapés, acordei cedo, muito cedo, porque a outra filha tossia, e o sono já se tinha ido. Juntei todas na minha cama. Que momento bom! É que a minha cama é mágica, consegue sempre ter espaço para mais uma filha. Infelizmente a C pouco depois já estava com mais de 39º de febre. Lá se foi o piquenique... Ou não! Telefonei aos tios e eles vieram. Fizemos um piquenique indoor que todos adoraram. Durante as sestas ainda houve tempo para pôr a conversa em dia e matar saudades para uma jogatana de um jogo de tabuleiro.
Mas a C não melhorou... A febre não baixou. Liguei ao pediatra. Não respondeu! Liguei à outra pediatra e ela achou que o melhor era ir as urgências. E assim, o meu dia ganhou mais horas e tornou-se mais longo. Dei banho às meninas, comemos qualquer coisa, conversei e expliquei o que se ia passar. Prometi dar um beijinho assim que regressasse.
No hospital novos desafios. Estivemos 3 horas à espera que a febre baixasse. Os 40º teimavam em não descer, o que impedia a realização de alguns dos exames. Fomos tirar uma fotografia às maminhas e até fizemos xixi num saquinho. Por mim a febre lá deu tréguas e fomos tirar sangue.
Eu era a única pessoa sozinha com uma criança naquela sala. Senti-me só, e cansada. Mas olhei para a C e pensei como é incrível o nosso papel de mãe, como pode fazer a diferença para uma criança. A C estava bem disposta. Apesar do sono, não queria dormir. Ela foi uma valente e muito corajosa! Fez todos os exames e observações de forma exemplar. Orgulhou-se do penso no braço, do autocolante dos corajosos, e das bolachas Maria que lhe deram. Ela estava feliz. E porquê? Bem, achei que no meu papel de mãe devia levar a situação para algo que ela compreendesse. A ida ao hospital foi passada em jeito de aventura. A cada nova situação expliquei-lhes sempre o que iria acontecer e o que iríamos fazer a seguir. Nos momentos menos bons ela olhava para os meus olhos, e eu mostrava-lhe amor, calma e segurança. "Já vai passar, meu amor! Estás a ser mesmo corajosa!". E ela, mais confiante, respondia aos enfermeiros que lhe tiraram sangue, "obigada!" (Foi a risada como é lógico)
Ao fim de muitas horas voltámos para casa, para mais uma noite pouco dormida. Sem grandes respostas e promessa de lá voltar.
Mas fiquei a pensar no meu dia. O dia da mãe, o dia do trabalhador! Acho que foi um dia muito preenchido, mas que para mim tocou nos vários significados do que é ser mãe!
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