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terça-feira, 10 de maio de 2016

El Coche!

Falando dos pauzinhos ao sol do post anterior, no Domingo de manhã decidi que para bem da saúde mental de toda a família tínhamos que sair. Dando continuidade ao comentário feito pelo pediatra da C em que boa parte da capacidade cognitiva e emocional das crianças se desenvolve até sensivelmente aos 4 anos pensei que há bastante tempo que não levava as meninas a programas culturais. Então lembrei-me do Museu dos Coches (aquele edifício novo enorme ao pé do palácio de Belém com design duvidoso).
Fizemos uma visita adaptada, como sempre, o que implica não ler as placas, parar a ver pormenores que se calhar não interessam a mais ninguém, inventar histórias e macacadas que possam explicar e aumentar a motivação para a visita. Correu bem! As palavras chave foram claramente "coche", "princesas" e "cavalos". No final a M dizia "Mamã, o cothe e o tavalo vai à minha festa" (só para situar, ela refere-se à festa de anos dela que deverá ocorrer mais ou menos daqui a 6 meses...)
E juntando o útil ao muito agradável, não pagámos nada. Dizia lá nas bilheteiras que o primeiro Domingo de cada mês a entrada é gratuita. Apesar de ter sido o 2º Domingo do mês, tivemos essa benesse.
Aconselho para programinha de 1º Domingo de um mês qualquer!

Uma semana de clausura

Estivemos uma semana de molho! Que depressão! Ainda estou a tentar compensar-me. Detesto ficar em casa fechada, mas pior ainda quando o motivo é uma cria doente. A C esteve doente, esteve hospitalizada, e quando pensávamos que já estava a melhorar, volta a febre e o choro constante, e voltámos ao médico.
Mas no Domingo já não teve febre e fomos por os pauzinhos ao sol (fica noutro post). E ontem tentámos o infectário de novo.
É incrível como me sinto desorganizada com tudo isto. Conto com uma semana sem dormir, hoje inclusivé, uma semana de uma preocupação considerável, uma semana em que não consegui trabalhar mais do que o mínimo do indispensável, uma semana em que todos os assuntos da casa ficaram em águas de bacalhau, mas em que o tempo não pára, os prazos continuam e as ansiedades aumentam.
O voltar ao trabalho é esquisito porque me sinto meio perdida no meio de tantas tarefas por "checkar". Mas o melhor de tudo é ver o ar da C de boca aberta a olhar pelo vidro do carro, como se tudo o que vê fosse novo e espetacular!
Bem, agora tenho que ir arregaçar as mangas e organizar a minha vida, fazendo votos para que o S. Pedro tome os anti-depressivos de uma vez, antes que esgotem nas farmácias portuguesas.

domingo, 8 de maio de 2016

Festas de aniversário - espaços

Actualizei os locais de festa em Lisboa (Aqui). Este post não é estático, vão dizendo os espaços que conhecem para a lista ficar mais completa!!

terça-feira, 3 de maio de 2016

A tia a voar

Ontem festejámos a promoção do marido (só de categoria porque os salários estão congelados...). Estiveram cá as mais altas patentes (lol) mas resumidamente tivemos a casa mais do que cheia.
A C continua doente, mas isso é matéria para outro post. No final do jantar, já quase todos tinham saído, faltavam só os sogros e a tia, aquela tia que demoraaaa sempre imensooo tempo a sair porque tem sempre mais uma beijoca para dar às meninas. No meio das despedidas enquanto a tia decidia ir de escadas e os sogros de elevador, ouve-se um estrondo em casa. Como se eu tivesse sido picada por um raio eléctrico, oiço o chorar inconfundível de um bebé com dor, e voo para apanhar a minha bebé que tinha acabado de tropeçar e aterrar com a cabeça na esquina da parede. Um lanho! Bebé aos gritos! Os sogros continuaram-se a despedir (mas só do marido que era o único que se mantinha intacto à porta em cordialidade), e puseram-se dentro do elevador e partiram... Mas a tia? A TIA saltou os degraus de volta a casa, ou melhor, ela voou os degraus e ainda entrou para nos socorrer mais rápido do que o marido largou a cordialidade. Em modo histérico/desesperado só gritei "GELOOOOO" (sim, eu sei. Tenho que melhorar estas reacções em caso de acidentes). Seguiu-se um momento de confusão, que infelizmente me irrita solenemente (também tenho que ver se trabalho este estado zen), à procura do gelo que me fez voltar a gritar em plenos pulmões "ERVILHAS!!! Estão no outro congelador". Enfim, lá chegou o gelo, as ervilhas, o arnidol... Não foi preciso ir ao hospital, mas aquilo ficou mesmo feio. Os sogros? Querem saber deles? Não sei! Ligaram uns 5 minutos a seguir a pedir para alguém descer porque não encontravam o botão para abrir o portão da garagem. Ninguém lá foi. E pela primeira vez ouvi o marido a gritar com eles ao telefone. Terá percebido o que se passou e descarregou assim? Não sei.
Uma parte mesmo fofinha desta história foi a reacção da M. Ao ver a irmã em pranto veio socorre-la. Teve a preocupação de dizer "Oh mãe, não fui eu pois não? Eu tava ali, não fui eu". E depois, enquanto eu me debatia com os braços da C para lhe conseguir meter o gelo, a M foi buscar uma cadeirinha e sentou-se em frente da irmã a contar-lhe uma história! Que amorrrr!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dia da Mãe

Planeei um dia fantástico! Fazer um piquenique, brincar muito com as princesas, por um dia não ter mais nada que fazer. No Sábado fiz uma maratona a despachar tudo em casa: comida, roupa, limpezas, compras, tudo! Para ficar só para as meninas. Deitei-me tarde, bastante tarde, mas estava satisfeita no cumprimento do meu objectivo.
Entretanto recebi um filha para dormir. Entre sono agitado, tosse e pontapés, acordei cedo, muito cedo, porque a outra filha tossia, e o sono já se tinha ido. Juntei todas na minha cama. Que momento bom! É que a minha cama é mágica, consegue sempre ter espaço para mais uma filha. Infelizmente a C pouco depois já estava com mais de 39º de febre. Lá se foi o piquenique... Ou não! Telefonei aos tios e eles vieram. Fizemos um piquenique indoor que todos adoraram. Durante as sestas ainda houve tempo para pôr a conversa em dia e matar saudades para uma jogatana de um jogo de tabuleiro.
Mas a C não melhorou... A febre não baixou. Liguei ao pediatra. Não respondeu! Liguei à outra pediatra e ela achou que o melhor era ir as urgências. E assim, o meu dia ganhou mais horas e tornou-se mais longo. Dei banho às meninas, comemos qualquer coisa, conversei e expliquei o que se ia passar. Prometi dar um beijinho assim que regressasse.
No hospital novos desafios. Estivemos 3 horas à espera que a febre baixasse. Os 40º teimavam em não descer, o que impedia a realização de alguns dos exames. Fomos tirar uma fotografia às maminhas e até fizemos xixi num saquinho. Por mim a febre lá deu tréguas e fomos tirar sangue.
Eu era a única pessoa sozinha com uma criança naquela sala. Senti-me só, e cansada. Mas olhei para a C e pensei como é incrível o nosso papel de mãe, como pode fazer a diferença para uma criança. A C estava bem disposta. Apesar do sono, não queria dormir. Ela foi uma valente e muito corajosa! Fez todos os exames e observações de forma exemplar. Orgulhou-se do penso no braço, do autocolante dos corajosos, e das bolachas Maria que lhe deram. Ela estava feliz. E porquê? Bem, achei que no meu papel de mãe devia levar a situação para algo que ela compreendesse. A ida ao hospital foi passada em jeito de aventura. A cada nova situação expliquei-lhes sempre o que iria acontecer e o que iríamos fazer a seguir. Nos momentos menos bons ela olhava para os meus olhos, e eu mostrava-lhe amor, calma e segurança. "Já vai passar, meu amor! Estás a ser mesmo corajosa!". E ela, mais confiante, respondia aos enfermeiros que lhe tiraram sangue, "obigada!" (Foi a risada como é lógico)
Ao fim de muitas horas voltámos para casa, para mais uma noite pouco dormida. Sem grandes respostas e promessa de lá voltar.
Mas fiquei a pensar no meu dia. O dia da mãe, o dia do trabalhador! Acho que foi um dia muito preenchido, mas que para mim tocou nos vários significados do que é ser mãe!

sábado, 30 de abril de 2016

Acabar Abril como comecei!

Bolas! (Versão friendly do que me apetece dizer!) Este mês foi uma treta! (Outra versão friendly)
Comecei o mês sem saber nada da minha vida. Basicamente resume-se a 2 pontos: como vai ficar a minha situação profissional? Como vai ser com a casa nova? E acaba-se o mês com exactamente as mesmas questões. E engane-se quem pense que nada aconteceu! Aconteceu muita coisa, mas andámos, andámos e voltámos ao mesmo sítio.
Na primeira questão, já fiz tudo o que podia fazer. Resta-me esperar! Mas nestas coisas esperar parece uma eternidade e mói-me o juízo. Conhecendo-me bem, não vou tardar a ir de novo aos serviços saber como estão as coisas.
A segunda questão é mais desafiante, porque obriga a puxar o melhor de mim a vários aspectos! Comecei com a indecisão: o banco, o banco empresta? Agora já sei que sim. MAS depois de lamber orçamentos e mais orçamentos, regatear de um lado e do outro, chego ontem à conclusão que nos falta qualquer coisa como uns pozinhos para fazer o negócio. No entanto, apesar de serem pozinhos inviabilizam o negócio. Isto porque não posso deixar uma casa de banho ou quarto por arranjar, e mesmo que o pudesse fazer, tenho dúvidas que bastasse para baixar os tais pós.
Isto valeu-me uma tremenda insônia. E destas horas extra de raciocínio saíram as seguintes hipóteses:
1. Não compro a casa. Esta não é tão simples assim porque terei na mesma que arranjar qualquer sítio para morar uma vez que daqui a 1 mês sou posta na rua...
2. Tento negociar o valor da compra. Volta a não ser assim tão simples porque para além do proprietário poder sempre dizer que não (o que nos faz voltar ao ponto 1) isto obrigaria a todo um novo processo bancário...
3. Tento aumentar o valor do empréstimo. Nesta quem se lixa é mesmo o mexilhão! E não sei se não volta a mexer na história do processo do banco.
Estou numa encruzilhada! E numa grande ansiedade pouco diferente da que comecei o mês. A parte "boa" é que tenho sensivelmente 3 dias para decidir o que fazer, para o bem e para o mal!
Wish me wisdom!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Comédia

Querem saber a comédia do fim de semana? Então, na nossa angústia de pedir, esperar e avaliar orçamentos de obras, que me provocam insólitas e arrepios na espinha, decidimos marcar uma reunião na Mantovani no Sábado ao final do dia. Não sei onde estávamos com a cabeça, porque obviamente que as nossas mini consultoras também tiveram que ir. Resultado: não sei absolutamente nada de materiais de construção, mas fartei-me de correr e brincar com fitas métricas em todo o lado...