Hoje fomos a uma consulta com a M, a um novo pediatra. Segundo as minhas contas, é o 5º pediatra que consultamos. Hoje escolhemos um que nos parece mais receptivo a questões comportamentais (pelo menos escreve bastante sobre isto). A consulta atrasou 1h30, mas sinceramente nem demos conta. Aproveitamos para passear um pouco com a M sempre atentos à chamada telefónica que indicaria a nossa vez.
Como a conversa iria ser essencialmente sobre o comportamento, decidi entrar primeiro para expor a situação. Falei da M desde antes sequer de estar na minha barriga. Falei dela com paixão, preocupação e mágoa. A conversa derivou algumas vezes, e acabou por centrar-se em mim própria em algumas questões. Sobre ela falei do choro, da ansiedade, do medo, do sono, das birras, da fome, da dependência, da fala, das manias, das fúrias, do peso, dos cocós. Acho que fui abrangente. A conversa seguiu sempre calma. Por momentos dei por mim como se estivesse a falar com um pai maduro e sabedor, que ajuda uma jovem mãe a lidar com os desafios da maternidade. Achei também que o seu cuidado em "tratar" de mim era equivalente ao de "tratar" da M, como se se tratassem de duas peças fundamentais do mesmo puzzles.
Foi uma conversa muito rica de quase 2h que ainda não consegui arrumar. Sinto-me over whelming! Apetece-me dizer tudo, mas não me sai nada. Basicamente ele falou do desenvolvimento expectável, das expectativas, das características e do futuro, um futuro que está nas nossas mãos construir. Chamou nomes ao que se passa com a M, e acima de tudo, valorizou o meu discurso. Não, eu não sou assim tão louca ou neurótica. E pelas palavras dele, os acontecimentos dos últimos anos davam de facto um best seller! Fiquei mais calma. Ele deu-me algumas dicas de como poderia/ deveria lidar com a minha filha, mas também me ajudou a começar a desmistificar alguns receios e complexos.
A M também gostou dele, não que tenha simpatizado, mas todo o ambiente inspirava calma e isso refletia-se na sua própria forma de estar.
No fim, e sem pressas, despediu-se "até para o ano", mas ainda voltou atrás para me presentear com sabedoria em palavras escritas!
Muito obrigada Dr Mario Cordeiro.
quarta-feira, 16 de março de 2016
Dar a mão à palmatória (será?)
Hoje o dia não me correu muito bem! Adormeci e atrasei-me, a Clarinha acordou mal disposta e armou uma enorme birra desde que se levantou. Cheguei tarde à escolinha. Choveu! Ia tratar de uns assuntos quando o telemóvel me indicou que faltavam 10 min para aquela reunião... Estive 3h30 de compromisso! Fiquei de rastos. Fui almoçar fora de horas e após percorrer alguns restaurante acabei por escolher (provavelmente) o pior, que já não tinha quase nada. Seguiu-se uma tarde curta e pouco produtiva. Sentia-me cansada e desmoralizada! Fiz uma pausa para pesquisar (eventuais) novas casas. Fiquei ainda mais desmoralizada. Deixei metade dos "to do" para amanhã, por isso espero que o dia tenha mais horas.
Vou buscar as meninas e sigo a casa com esperança que a moral melhore porque é dia de dança! Despachei-me cedo e pensei "é hoje que chego a horas". No momento seguinte a C agarra-se a mim a chorar porque quer sair comigo. Fiquei mais um pouco, tentei acalmar o seu coraçãozinho. Consegui despegá-la das minhas pernas, mas cheguei irremediavelmente atrasada. Oh bolas! Ainda não foi hoje... A aula não me conseguiu animar. Aliás, o estado parecia ser geral. No fim recebo a notícia de que um conhecido estará com um cancro avançado o que me deixou ainda mais abalada (como sempre estas notícias mexem muito comigo). Vim para casa. As meninas já estavam prontas para ir dormir, mas a M já tinha passado o seu ponto e evoluía em catadupa num estado tonto-histérico. A C mantinha o choro/birra na ponta da língua. Que dia este! E eu cheia de fome... Deitei-as e começou um choro conjunto simplesmente infernal! Mas será que ainda pode piorar mais? O meu estado de enervação começa a aumentar. A minha tendência natural de me juntar à confusão e fazer birra começa a tomar posse de mim! Estou cansada, com sono, fome e desmoralizada! De repente, e talvez por me sentir sem forças para fazer a birra, vou até ao quarto e agarro a C ao colo. O choro cessa. Volta a ameaçar quando a tento voltar a por no berço. Ela também está a ter um dia difícil. Ela precisa da minha calma, do meu calor. Mantenho-a ao colo até acalmar totalmente. Consigo pô-la no berço, mas mantendo sempre o contacto. Em pouco tempo fecha os olhos e deixa-se dormir. Pensei "pronto, vou jantar". Mas nisto oiço "mamã, vem à minha cama sachavor? Só um cadinho?". Voltei atrás. Sentei-me no chão e abracei-a. Fiz-lhe festas até adormecer.
Por incrível que pareça, fiquei mais calma. Também já não tinha assim tanta fome, mas jantei e fui dormir. Deixei o resto por fazer porque amanhã é outro dia e provavelmente será melhor!
Vou buscar as meninas e sigo a casa com esperança que a moral melhore porque é dia de dança! Despachei-me cedo e pensei "é hoje que chego a horas". No momento seguinte a C agarra-se a mim a chorar porque quer sair comigo. Fiquei mais um pouco, tentei acalmar o seu coraçãozinho. Consegui despegá-la das minhas pernas, mas cheguei irremediavelmente atrasada. Oh bolas! Ainda não foi hoje... A aula não me conseguiu animar. Aliás, o estado parecia ser geral. No fim recebo a notícia de que um conhecido estará com um cancro avançado o que me deixou ainda mais abalada (como sempre estas notícias mexem muito comigo). Vim para casa. As meninas já estavam prontas para ir dormir, mas a M já tinha passado o seu ponto e evoluía em catadupa num estado tonto-histérico. A C mantinha o choro/birra na ponta da língua. Que dia este! E eu cheia de fome... Deitei-as e começou um choro conjunto simplesmente infernal! Mas será que ainda pode piorar mais? O meu estado de enervação começa a aumentar. A minha tendência natural de me juntar à confusão e fazer birra começa a tomar posse de mim! Estou cansada, com sono, fome e desmoralizada! De repente, e talvez por me sentir sem forças para fazer a birra, vou até ao quarto e agarro a C ao colo. O choro cessa. Volta a ameaçar quando a tento voltar a por no berço. Ela também está a ter um dia difícil. Ela precisa da minha calma, do meu calor. Mantenho-a ao colo até acalmar totalmente. Consigo pô-la no berço, mas mantendo sempre o contacto. Em pouco tempo fecha os olhos e deixa-se dormir. Pensei "pronto, vou jantar". Mas nisto oiço "mamã, vem à minha cama sachavor? Só um cadinho?". Voltei atrás. Sentei-me no chão e abracei-a. Fiz-lhe festas até adormecer.
Por incrível que pareça, fiquei mais calma. Também já não tinha assim tanta fome, mas jantei e fui dormir. Deixei o resto por fazer porque amanhã é outro dia e provavelmente será melhor!
terça-feira, 15 de março de 2016
Gerir emoções
Devem estar habituados a ouvir esta frase em vários contextos: no trabalho, no amor, com os filhos... Hoje venho falar de gerir emoções na venda/compra de casa. A nossa casa já está à venda. E só isto já pode gerar emoções antagônicas. As visitas (que insistimos acompanhar) são outro misto de emoções. A empatia que se cria (ou não) com os visitantes, os seus planos de remodelaçao daquilo que nós julgamos (quase) perfeito. Mas emoções aqui têm pouco espaço. Os negócios fazem-se com distanciamento e frieza, que estamos pouco habituados.
Mas depois vem todo um mar de inseguranças e preocupações sobre o possível novo ninho. Onde? Como? Quando? E logo na fila surge um engarrafamento de "e ses?". A minha forma de ser empurra-me para dar pouca margem a estes sentimentos. Se bem que eu sei que às vezes é preciso parar e questionar, mas quando deixamos entrar muitas dúvidas deixamos de ver com clareza.
A negociação de propostas, que imaginei como algo divertido converteu-se em algo assustador, de "quem tudo quer, tudo perde" mas não esquecendo que "quem não arrisca, não petisca".
Para quem é controlador (como eu) este pode ser sem duvida um momento de aprendizagem e crescimento. Na verdade, pouco consigo controlar neste processo. Há muitas variáveis e joga-se com a incerteza do que o destino nos reservou. E o processo segue o seu rumo. É preciso geri-lo para dentro e (sobretudo) para fora. Até porque onde esperaríamos o reconhecimento, encontramos vezes de mais o cepticismo.
Mas no fundo quero acreditar que "o sonho comanda a vida" e que na verdade "a sorte protege os audazes".
Mas depois vem todo um mar de inseguranças e preocupações sobre o possível novo ninho. Onde? Como? Quando? E logo na fila surge um engarrafamento de "e ses?". A minha forma de ser empurra-me para dar pouca margem a estes sentimentos. Se bem que eu sei que às vezes é preciso parar e questionar, mas quando deixamos entrar muitas dúvidas deixamos de ver com clareza.
A negociação de propostas, que imaginei como algo divertido converteu-se em algo assustador, de "quem tudo quer, tudo perde" mas não esquecendo que "quem não arrisca, não petisca".
Para quem é controlador (como eu) este pode ser sem duvida um momento de aprendizagem e crescimento. Na verdade, pouco consigo controlar neste processo. Há muitas variáveis e joga-se com a incerteza do que o destino nos reservou. E o processo segue o seu rumo. É preciso geri-lo para dentro e (sobretudo) para fora. Até porque onde esperaríamos o reconhecimento, encontramos vezes de mais o cepticismo.
Mas no fundo quero acreditar que "o sonho comanda a vida" e que na verdade "a sorte protege os audazes".
terça-feira, 8 de março de 2016
M.E.D.O
Já tenho data para El Grand Finalle! Mas... Não vou dizer! Vou fazer surpresa, mas posso adiantar que falta pouco, assustadoramente pouco...
segunda-feira, 7 de março de 2016
'qué ito?
Considero-me uma pessoa até bastante informada das (teoria) fases e desenvolvimento infantil. Já sabia dos picos de crescimento, dos saltos de desenvolvimento, terrores nocturnos, crise da ansiedade de separação, primeiras birras (e segundas, e terceiras... E décimas...), negativismo, humor peculiar, fase dos porquês... Mas nunca ninguém me tinha alertado para a fase do "'qué ito?"
Vem como bombardeiro quando menos se espera e não tem qualquer clemência. Nem sequer espera resposta para iniciar novo bombardeamento. E os alvos podem repetir-se até à exaustão.
Apresento-vos a nova fase da C!
Vem como bombardeiro quando menos se espera e não tem qualquer clemência. Nem sequer espera resposta para iniciar novo bombardeamento. E os alvos podem repetir-se até à exaustão.
Apresento-vos a nova fase da C!
domingo, 6 de março de 2016
Programa musical
Expetacular o que o meu marido encontrou: a direcção nacional da psp organiza uma vez por mês concertos para bebés. A actividade chama-se "concertos de palmo e meio" e o público alvo é dos 3m aos 8 anos. E querem saber mais? É completamente gratuito e no final ainda fomos presenteados com um lanchinho muito bem servido. Mas nem tudo são rosas... A reserva é obrigatória e carece de alguma antecedência. Mas compensa! Ver os senhor@s "poícias" (já melhorou desde o último post, senão nem tinha tentado lá ir) a fazerem palhaçadas, a tocar e a cantar foi muito bom! Elas adoraram e nós também! Aproveitem também :)
Tempo de interregno
Foi preciso e necessário porque fiz anos. Fazer anos não é só somar mais um, aliás há até quem ache que é tirar mais um... Mas acima de tudo é para mim um momento de reflexão. O que fiz, como estou e para onde quero ir. So far, so good!
Vou ver o que o ano "do Senhor" me reserva. Entretanto deixo-vos a minha reflexão escrita no dia do aniversário.
Aprendi que na vida tudo é relativo! O que hoje valorizamos é desprezível amanhã, quando conhecemos o verdadeiro significado de riqueza. E vamos mudando, vamos crescendo, vamos aprendendo, sempre, na expectativa de concretização de uma pessoa melhor. Os meus lábios esboçam um sorriso ao perceber que a melhor prenda do dia de hoje foi tão grande que sujou a roupa e os lençóis da sesta, que tenho ali para lavar. Como estou diferente! Como gosto de mim assim! A(s) segunda(s) prenda(s) que mais gostei vêm recheadas de cores ricas e rabiscos saborosos! Como a alegria pode ser simples e bonita!
Por isso aproveito para agradecer, sem falsas modéstias, à minha mãe, que há uns bons aninhos passou as passas do Algarve para parir a sua primeira grande mulher! Um bem haja às mães, e mulheres!
Que este ano abençoado levede o amor que me envolve!
E é isto!
Vou ver o que o ano "do Senhor" me reserva. Entretanto deixo-vos a minha reflexão escrita no dia do aniversário.
Aprendi que na vida tudo é relativo! O que hoje valorizamos é desprezível amanhã, quando conhecemos o verdadeiro significado de riqueza. E vamos mudando, vamos crescendo, vamos aprendendo, sempre, na expectativa de concretização de uma pessoa melhor. Os meus lábios esboçam um sorriso ao perceber que a melhor prenda do dia de hoje foi tão grande que sujou a roupa e os lençóis da sesta, que tenho ali para lavar. Como estou diferente! Como gosto de mim assim! A(s) segunda(s) prenda(s) que mais gostei vêm recheadas de cores ricas e rabiscos saborosos! Como a alegria pode ser simples e bonita!
Por isso aproveito para agradecer, sem falsas modéstias, à minha mãe, que há uns bons aninhos passou as passas do Algarve para parir a sua primeira grande mulher! Um bem haja às mães, e mulheres!
Que este ano abençoado levede o amor que me envolve!
E é isto!
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