Hoje o dia não me correu muito bem! Adormeci e atrasei-me, a Clarinha acordou mal disposta e armou uma enorme birra desde que se levantou. Cheguei tarde à escolinha. Choveu! Ia tratar de uns assuntos quando o telemóvel me indicou que faltavam 10 min para aquela reunião... Estive 3h30 de compromisso! Fiquei de rastos. Fui almoçar fora de horas e após percorrer alguns restaurante acabei por escolher (provavelmente) o pior, que já não tinha quase nada. Seguiu-se uma tarde curta e pouco produtiva. Sentia-me cansada e desmoralizada! Fiz uma pausa para pesquisar (eventuais) novas casas. Fiquei ainda mais desmoralizada. Deixei metade dos "to do" para amanhã, por isso espero que o dia tenha mais horas.
Vou buscar as meninas e sigo a casa com esperança que a moral melhore porque é dia de dança! Despachei-me cedo e pensei "é hoje que chego a horas". No momento seguinte a C agarra-se a mim a chorar porque quer sair comigo. Fiquei mais um pouco, tentei acalmar o seu coraçãozinho. Consegui despegá-la das minhas pernas, mas cheguei irremediavelmente atrasada. Oh bolas! Ainda não foi hoje... A aula não me conseguiu animar. Aliás, o estado parecia ser geral. No fim recebo a notícia de que um conhecido estará com um cancro avançado o que me deixou ainda mais abalada (como sempre estas notícias mexem muito comigo). Vim para casa. As meninas já estavam prontas para ir dormir, mas a M já tinha passado o seu ponto e evoluía em catadupa num estado tonto-histérico. A C mantinha o choro/birra na ponta da língua. Que dia este! E eu cheia de fome... Deitei-as e começou um choro conjunto simplesmente infernal! Mas será que ainda pode piorar mais? O meu estado de enervação começa a aumentar. A minha tendência natural de me juntar à confusão e fazer birra começa a tomar posse de mim! Estou cansada, com sono, fome e desmoralizada! De repente, e talvez por me sentir sem forças para fazer a birra, vou até ao quarto e agarro a C ao colo. O choro cessa. Volta a ameaçar quando a tento voltar a por no berço. Ela também está a ter um dia difícil. Ela precisa da minha calma, do meu calor. Mantenho-a ao colo até acalmar totalmente. Consigo pô-la no berço, mas mantendo sempre o contacto. Em pouco tempo fecha os olhos e deixa-se dormir. Pensei "pronto, vou jantar". Mas nisto oiço "mamã, vem à minha cama sachavor? Só um cadinho?". Voltei atrás. Sentei-me no chão e abracei-a. Fiz-lhe festas até adormecer.
Por incrível que pareça, fiquei mais calma. Também já não tinha assim tanta fome, mas jantei e fui dormir. Deixei o resto por fazer porque amanhã é outro dia e provavelmente será melhor!
quarta-feira, 16 de março de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Gerir emoções
Devem estar habituados a ouvir esta frase em vários contextos: no trabalho, no amor, com os filhos... Hoje venho falar de gerir emoções na venda/compra de casa. A nossa casa já está à venda. E só isto já pode gerar emoções antagônicas. As visitas (que insistimos acompanhar) são outro misto de emoções. A empatia que se cria (ou não) com os visitantes, os seus planos de remodelaçao daquilo que nós julgamos (quase) perfeito. Mas emoções aqui têm pouco espaço. Os negócios fazem-se com distanciamento e frieza, que estamos pouco habituados.
Mas depois vem todo um mar de inseguranças e preocupações sobre o possível novo ninho. Onde? Como? Quando? E logo na fila surge um engarrafamento de "e ses?". A minha forma de ser empurra-me para dar pouca margem a estes sentimentos. Se bem que eu sei que às vezes é preciso parar e questionar, mas quando deixamos entrar muitas dúvidas deixamos de ver com clareza.
A negociação de propostas, que imaginei como algo divertido converteu-se em algo assustador, de "quem tudo quer, tudo perde" mas não esquecendo que "quem não arrisca, não petisca".
Para quem é controlador (como eu) este pode ser sem duvida um momento de aprendizagem e crescimento. Na verdade, pouco consigo controlar neste processo. Há muitas variáveis e joga-se com a incerteza do que o destino nos reservou. E o processo segue o seu rumo. É preciso geri-lo para dentro e (sobretudo) para fora. Até porque onde esperaríamos o reconhecimento, encontramos vezes de mais o cepticismo.
Mas no fundo quero acreditar que "o sonho comanda a vida" e que na verdade "a sorte protege os audazes".
Mas depois vem todo um mar de inseguranças e preocupações sobre o possível novo ninho. Onde? Como? Quando? E logo na fila surge um engarrafamento de "e ses?". A minha forma de ser empurra-me para dar pouca margem a estes sentimentos. Se bem que eu sei que às vezes é preciso parar e questionar, mas quando deixamos entrar muitas dúvidas deixamos de ver com clareza.
A negociação de propostas, que imaginei como algo divertido converteu-se em algo assustador, de "quem tudo quer, tudo perde" mas não esquecendo que "quem não arrisca, não petisca".
Para quem é controlador (como eu) este pode ser sem duvida um momento de aprendizagem e crescimento. Na verdade, pouco consigo controlar neste processo. Há muitas variáveis e joga-se com a incerteza do que o destino nos reservou. E o processo segue o seu rumo. É preciso geri-lo para dentro e (sobretudo) para fora. Até porque onde esperaríamos o reconhecimento, encontramos vezes de mais o cepticismo.
Mas no fundo quero acreditar que "o sonho comanda a vida" e que na verdade "a sorte protege os audazes".
terça-feira, 8 de março de 2016
M.E.D.O
Já tenho data para El Grand Finalle! Mas... Não vou dizer! Vou fazer surpresa, mas posso adiantar que falta pouco, assustadoramente pouco...
segunda-feira, 7 de março de 2016
'qué ito?
Considero-me uma pessoa até bastante informada das (teoria) fases e desenvolvimento infantil. Já sabia dos picos de crescimento, dos saltos de desenvolvimento, terrores nocturnos, crise da ansiedade de separação, primeiras birras (e segundas, e terceiras... E décimas...), negativismo, humor peculiar, fase dos porquês... Mas nunca ninguém me tinha alertado para a fase do "'qué ito?"
Vem como bombardeiro quando menos se espera e não tem qualquer clemência. Nem sequer espera resposta para iniciar novo bombardeamento. E os alvos podem repetir-se até à exaustão.
Apresento-vos a nova fase da C!
Vem como bombardeiro quando menos se espera e não tem qualquer clemência. Nem sequer espera resposta para iniciar novo bombardeamento. E os alvos podem repetir-se até à exaustão.
Apresento-vos a nova fase da C!
domingo, 6 de março de 2016
Programa musical
Expetacular o que o meu marido encontrou: a direcção nacional da psp organiza uma vez por mês concertos para bebés. A actividade chama-se "concertos de palmo e meio" e o público alvo é dos 3m aos 8 anos. E querem saber mais? É completamente gratuito e no final ainda fomos presenteados com um lanchinho muito bem servido. Mas nem tudo são rosas... A reserva é obrigatória e carece de alguma antecedência. Mas compensa! Ver os senhor@s "poícias" (já melhorou desde o último post, senão nem tinha tentado lá ir) a fazerem palhaçadas, a tocar e a cantar foi muito bom! Elas adoraram e nós também! Aproveitem também :)
Tempo de interregno
Foi preciso e necessário porque fiz anos. Fazer anos não é só somar mais um, aliás há até quem ache que é tirar mais um... Mas acima de tudo é para mim um momento de reflexão. O que fiz, como estou e para onde quero ir. So far, so good!
Vou ver o que o ano "do Senhor" me reserva. Entretanto deixo-vos a minha reflexão escrita no dia do aniversário.
Aprendi que na vida tudo é relativo! O que hoje valorizamos é desprezível amanhã, quando conhecemos o verdadeiro significado de riqueza. E vamos mudando, vamos crescendo, vamos aprendendo, sempre, na expectativa de concretização de uma pessoa melhor. Os meus lábios esboçam um sorriso ao perceber que a melhor prenda do dia de hoje foi tão grande que sujou a roupa e os lençóis da sesta, que tenho ali para lavar. Como estou diferente! Como gosto de mim assim! A(s) segunda(s) prenda(s) que mais gostei vêm recheadas de cores ricas e rabiscos saborosos! Como a alegria pode ser simples e bonita!
Por isso aproveito para agradecer, sem falsas modéstias, à minha mãe, que há uns bons aninhos passou as passas do Algarve para parir a sua primeira grande mulher! Um bem haja às mães, e mulheres!
Que este ano abençoado levede o amor que me envolve!
E é isto!
Vou ver o que o ano "do Senhor" me reserva. Entretanto deixo-vos a minha reflexão escrita no dia do aniversário.
Aprendi que na vida tudo é relativo! O que hoje valorizamos é desprezível amanhã, quando conhecemos o verdadeiro significado de riqueza. E vamos mudando, vamos crescendo, vamos aprendendo, sempre, na expectativa de concretização de uma pessoa melhor. Os meus lábios esboçam um sorriso ao perceber que a melhor prenda do dia de hoje foi tão grande que sujou a roupa e os lençóis da sesta, que tenho ali para lavar. Como estou diferente! Como gosto de mim assim! A(s) segunda(s) prenda(s) que mais gostei vêm recheadas de cores ricas e rabiscos saborosos! Como a alegria pode ser simples e bonita!
Por isso aproveito para agradecer, sem falsas modéstias, à minha mãe, que há uns bons aninhos passou as passas do Algarve para parir a sua primeira grande mulher! Um bem haja às mães, e mulheres!
Que este ano abençoado levede o amor que me envolve!
E é isto!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Gritos na escola - Again...
Depois de um fim de semana solarengo, vem uma 2a feira penosa. Levar as meninas às escola e voltar a assistir à cena da M. Os gritos, um choro sincero, um desespero espelhado dos seus olhinhos e braços estendidos para mim. "Oh mãe, não me deixes" quebra o coração a qualquer audiência, e atinge de forma colossal o coração de uma mãe. Deixa-me de rastos logo pela manhã, sem animo nem vontade de fazer o que quer que seja...
Já não sei o que fazer, ou pensar. Já inventei estratégias, brincadeiras, conversas. Parece que nada resulta! Será uma fase? É da "idade"? Mas o que é que a incômoda assim?
Estou emocionalmente cansada...
Já não sei o que fazer, ou pensar. Já inventei estratégias, brincadeiras, conversas. Parece que nada resulta! Será uma fase? É da "idade"? Mas o que é que a incômoda assim?
Estou emocionalmente cansada...
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