Senhores e senhoras pais e mães de crianças pequenas que vão para centros comerciais,
Não vou comentar o ir para centros comerciais, vou apenas fazer uma chamada de atenção. Já repararam na temperatura média que tem estado na rua? E agora, já tomaram consciência da temperatura média dentro de um centro comercial? Em alturas de enchente a diferença pode ser de uns agradáveis 10/12 graus. Ora então digam-me lá: se os senhores tiram o dito do casaquinho, arregaçam as mangas porque a roupa que traziam é definitivamente exagerada para o contexto em que estão, porque é que continuam a achar que os pobres bebés têm que permanecer de casacos, gorros, e mantinhas, literalmente a torrar dentro de carrinhos super aquecidos. Será que também eles não terão calor? Alguns estão tão vermelhos que mais parecem saídos da tasca do lado.
Vá lá senhores! Sejam solidários com as pobres criaturas e tirem-lhes roupa! Não tenham medo que adoeçam, porque mais têm a perder com o sobreaquecimento e diferenças de temperatura. Isto assumindo que não lhes vestem a burca ao sair do estabelecimento...
Fica a dica!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Coisas simples e boas: o glorioso!
Se bem me lembro, há sensivelmente 3 anos que o maridinho e o cunhado travam uma missão de converter as minhas filhas ao fanatismo clubista, neste caso sportinguista. Não ligo a futebol, mas simpatizo com o Benfica, claramente por influências em tenra infância de parte da família que não a materna. Sempre disse que não achava bem, que elas têm tempo de tomarem as suas próprias decisões, e que a influência excessiva seja do que for me parece errada.
Então hoje de manhã, estávamos a vestir para ir para a escola e o marido começa a cantar a música do hino sportinguista. Não poupou a M da explicação do que era. Sem grande exaltação eu disse apenas que o pai gosta do Sporting e que a mãe gosta do Benfica. Então a M, num rasgo de surpresa e genuinidade exclamou:
"Oh pai, eu não shou do shpoting não! Eu shou do Benfica!"
Que orgulho filhinha!!!
Então hoje de manhã, estávamos a vestir para ir para a escola e o marido começa a cantar a música do hino sportinguista. Não poupou a M da explicação do que era. Sem grande exaltação eu disse apenas que o pai gosta do Sporting e que a mãe gosta do Benfica. Então a M, num rasgo de surpresa e genuinidade exclamou:
"Oh pai, eu não shou do shpoting não! Eu shou do Benfica!"
Que orgulho filhinha!!!
Rescaldo das primeiras festas
Que grande confusão! Este ano o Natal foi inesperado! Um 24 de viagem marcada e malas feitas, trocado à pressa por um programa local, um almoço de ovos mexidos, e um nervoso miudinho difícil de esconder. Acabou por correr bem! Mais perto de casa, entre tosse e constipações. Trouxemos a montanha a Maomé!
As meninas deliraram com tudo! Embora estivessem a morrer de sono, comeram de tudo o que quiseram (obrinha da avó que assumidamente não sabe dizer que não), dançaram, cantaram, brincaram e correram. As prendas claro que foram um dos momentos altos da noite, que se seguiram ao afamado "ohohoh!" atrás da porta fechada, que se perpetua até hoje, sempre que se lembram.
Mas foi inevitável a saída da rotina, o deitar demasiado tarde, até para crescidos quanto mais para pessoas de palmo e meio.
O 25 não foi mais calmo, por razões diferentes. A família que exige a presença obriga outras tantas, bem mais numerosas, a passar uma boa parte do dia de Natal na estrada. Voltamos a dar uma grande fintada à rotina, com sestas curtas, desajustadas e desconfortáveis. Mas vamos andando e já bem de noite chegamos a casa, exaustos!
Mas engane-se quem ache que acabou por aqui. Há um cem número de sacos por arrumar, e espaço de arrumação por criar. Porque afinal, e mais uma vez, foi um exagero de prendas e brinquedos que o Pai Natal distribuiu por aqui. O resultado foram dois sacos de brinquedos a sair, para que os novos pudessem encontrar um lugar atabalhoado, no meio de outros tantos, numa casa que não estica e já nasceu demasiado pequena.
Enfim, o fim de semana passa-se mais calmo mas em grande actividade com almoços e eventos sociais. Domingo chega ao fim com o culminar de todas as birras, de pequenos e graúdos, porque todos precisam de ir trabalhar. Já não se aguenta o cansaço das férias!
E assim foi o Natal, que já perdeu alguma da sua magia, mas que tem um brilho especial nos olhos dos nossos filhos e que faz querer reviver tudo outra e outra vez!
As meninas deliraram com tudo! Embora estivessem a morrer de sono, comeram de tudo o que quiseram (obrinha da avó que assumidamente não sabe dizer que não), dançaram, cantaram, brincaram e correram. As prendas claro que foram um dos momentos altos da noite, que se seguiram ao afamado "ohohoh!" atrás da porta fechada, que se perpetua até hoje, sempre que se lembram.
Mas foi inevitável a saída da rotina, o deitar demasiado tarde, até para crescidos quanto mais para pessoas de palmo e meio.
O 25 não foi mais calmo, por razões diferentes. A família que exige a presença obriga outras tantas, bem mais numerosas, a passar uma boa parte do dia de Natal na estrada. Voltamos a dar uma grande fintada à rotina, com sestas curtas, desajustadas e desconfortáveis. Mas vamos andando e já bem de noite chegamos a casa, exaustos!
Mas engane-se quem ache que acabou por aqui. Há um cem número de sacos por arrumar, e espaço de arrumação por criar. Porque afinal, e mais uma vez, foi um exagero de prendas e brinquedos que o Pai Natal distribuiu por aqui. O resultado foram dois sacos de brinquedos a sair, para que os novos pudessem encontrar um lugar atabalhoado, no meio de outros tantos, numa casa que não estica e já nasceu demasiado pequena.
Enfim, o fim de semana passa-se mais calmo mas em grande actividade com almoços e eventos sociais. Domingo chega ao fim com o culminar de todas as birras, de pequenos e graúdos, porque todos precisam de ir trabalhar. Já não se aguenta o cansaço das férias!
E assim foi o Natal, que já perdeu alguma da sua magia, mas que tem um brilho especial nos olhos dos nossos filhos e que faz querer reviver tudo outra e outra vez!
Tarzan do Lá Feria
No domingo passado trocámos a missa pelo teatro (para tristeza da M). Enveredámos pelo trânsito louco e fomos ver o Tarzan. Tenho a dizer que gostei bastante: animado, inesperado, cheio de cor, movimento e música. Não demasiado longo ou massador.
Mas o maior teste foram as meninas, claro! Considerando que era um Domingo de manhã, depois de uma noite pouco dormida e de um despertar arrancado a ferros, acho que o teatro foi genial. A M aguentou-se atenta o tempo todo, mesmo na parte em que se discutiam de forma enojada os piolhos do leão, e que fez o meu coração palpitar. A C aguentou vá, dois terços atenta. Mudou umas 10 vezes de colo, comeu umas 5 bolachas (igual à média semanal) e ainda mandou uns 3 gritos irados, mas acho que correu muito bem. Por isso deixo a recomendação. Não sei os preços dos bilhetes porque foi prenda da entidade patronal, mas foi um momento bem passado.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Acabou o semestre!!
Hoje acabou o semestre para mim! Ou pelo menos, as aulas. Agora só falta corrigir montes de testes, trabalhos, lançar notas, cruzar resultados, preparar exames e mais exames... Para depois me lambuzar de prendas, chocolates, barbas brancas, papel de embrulho, esconderijos perfeitos, óleo e açúcar! Adoro o Natal :)
Inesperada simpatia!
A C hoje pediu pão. O pai veio com o pão. Sem pensar muito no que estava a fazer, disparei automaticamente: "o que é que se diz ao pai?"
E ela diz "Odidada!"
Ficámos os dois a olhar um para outro. Foi mesmo ela? Mas quem a ensinou? Opá, que fofa!!!
E ela diz "Odidada!"
Ficámos os dois a olhar um para outro. Foi mesmo ela? Mas quem a ensinou? Opá, que fofa!!!
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Coisas que me transtornam
Não conhecia a pessoa em questão, mas a proximidade espacial traz uma familiaridade estranha. Hoje quando fui levar as meninas ao colégio percebi que estava um ar pesado. Procurei saber o que se passava junto de alguém de confiança.
Engoli em seco. O pai de dois alunos, gêmeos, acabara de morrer, do nada! Uma morte fulminante, inesperada, na rotina normal de uma manhã agitada para o trabalho. Assistida por todos, uma morte demasiado cedo, demasiado novo!
É inevitável projectarmos o acontecimento às nossas vidas. É inevitável questionarmos a nossa efemeriedade. Está tudo bem, é mais um dia agitado, numa rotina inquestionável, em que tudo acaba, tudo desmorona, tudo muda irremediavelmente.
Não posso deixar de me sentir totalmente compadecida com aquela mãe, com aquela mulher. Tenho a certeza de que, como mulher que é, vai conseguir carregar esta pesada tarefa, mas ninguém merece. Ninguém merece ter que enfrentar os olhos perdidos e incompletos destas crianças, ter que chegar a casa e enfrentar o lugar vazio, em todo o lado, por todo o lado. Hoje sou solidária! E vou rezar por ela, pela sua família.
E vou também abraçar muito as minhas filhas, o meu marido, e dizer-lhes simplesmente o quanto os amo. O quanto avassaladoramente os amo! E pensar, pelo menos hoje, o que importa aquela birra, aquele disparate, aquela afronta, aquele atraso...
Amo-vos agora e para sempre!
Engoli em seco. O pai de dois alunos, gêmeos, acabara de morrer, do nada! Uma morte fulminante, inesperada, na rotina normal de uma manhã agitada para o trabalho. Assistida por todos, uma morte demasiado cedo, demasiado novo!
É inevitável projectarmos o acontecimento às nossas vidas. É inevitável questionarmos a nossa efemeriedade. Está tudo bem, é mais um dia agitado, numa rotina inquestionável, em que tudo acaba, tudo desmorona, tudo muda irremediavelmente.
Não posso deixar de me sentir totalmente compadecida com aquela mãe, com aquela mulher. Tenho a certeza de que, como mulher que é, vai conseguir carregar esta pesada tarefa, mas ninguém merece. Ninguém merece ter que enfrentar os olhos perdidos e incompletos destas crianças, ter que chegar a casa e enfrentar o lugar vazio, em todo o lado, por todo o lado. Hoje sou solidária! E vou rezar por ela, pela sua família.
E vou também abraçar muito as minhas filhas, o meu marido, e dizer-lhes simplesmente o quanto os amo. O quanto avassaladoramente os amo! E pensar, pelo menos hoje, o que importa aquela birra, aquele disparate, aquela afronta, aquele atraso...
Amo-vos agora e para sempre!
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