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sábado, 29 de agosto de 2015

Coisas que eles não percebem...

Eu bem sei que as mulheres são complexas (reparem que não usei o termo complicadas), mas os homens às vezes são (ou fazem-se) bastante distraídos. Não gosto de generalizar, mas pelo que tenho falado com outras mulheres, todas elas afirmam que precisam de algumas coisas na vida, chamemos-lhes pancas ou rituais, para a sua estabilidade mental. Umas precisam de compras, outras de spas, outras de ginásio, outras de um monte de coisas. Por muito diferentes que possamos ser, o certo é que o denominador é comum.  Ora, não deveria ser muito complicado para os homens entender isto, mas ainda assim há os que acham que somos neuróticas, obcecadas, confusas, teimosas, enfim, muitas coisas.
Traduzindo cá para casa: quando venho de férias venho sempre cheia de motivação. O primeiro desafio que costumo encarnar é o de arrumar alguma coisa em casa, basicamente reorganizar aquilo que durante um ano inteiro de correria ficou no caos. Não lido bem com o caos, e normalmente é motivo de desordem interior, hoje ou num dia que aí venha. Por isso, começo por perceber o que posso fazer para dar jeito ao que me tem chateado durante o ano. Limpar, deitar muita coisa fora, empacotar, organizar. Enquanto faço isto, um mágico acontecimento se dá dentro de mim: organizo-me. Simples, não é? Organizo-me de fora para dentro. Sentindo-me "arrumadinha" posso dar asas à minha imaginação e inspiração para mais um ano de trabalho. Sem isto, sinto-me demasiado sem nexo para alinhar as ideias de forma a produzir com jeito. Pronto, é isto.
Então mas porque é que o raio do homem não entende? Ele acha que eu tenho a mania das decorações, e que não há verbas este mês para extras. Até pode ser bem verdade, mas não se trata só de um extra, é mais um MUST de mulher. E toda a gente sabe que desafiar MUSTs de mulher não é bom agouro... Depois não se admirem que eu seja uma mulher (des)equilibrada!!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Alguém viu os sapatos?

As minhas filhas têm uma panca por sapatos. Não entendo porquê, sinceramente. Mas as duas são iguais! Todos os dias, brincadeira sim, brincadeira não, envolve calçar e descalçar sapatos, passear sapatos em malas, lamber solas de sapatos, etc.
Nós temos o hábito de descalçar os sapatos "da rua" à entrada de casa e guardamos os sapatos em cestos para o efeito. No entanto, todos os dias eu ando pela casa a recolher sapatos do dia.
Mas desta vez foi demais. Ando há dois dias à procura de dois pares de sandálias (as mais caras por sinal). Já procurei em todo o lado! Revirei cestos, brinquedos, gavetas e simplesmente desapareceram.
Amanhã temos um batizado e para minha grande tristeza, as meninas vão de ténis... A alternativa é irem de crocs...

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Roupa, roupa, roupa...

Este é sem dúvida o post mais apropriado a seguir ao da volta das férias. O regresso à normalidade não se faz assim que se chega. Antes é necessário fazer N máquinas de roupa, lavar e passar os vários montes de roupa. E eu até pensei que não tínhamos gasto assim tanta roupa.
Se não fosse a minha vontade de reorganizar tudo rapidamente acho que esta tarefa demorava o triplo. É que eu enquanto não vejo tudo arrumado nos seus devidos lugares já não descanso, fico louca!
Ainda por cima a senhora que passa a ferro vai estar de férias das próximas 3 semanas. Oh joy!!

Back to reality

Chegámos! Sobrevivemos!
O regresso é sentido de diferentes formas por pessoas diferentes. O homem daqui já está em depressão mal começa a passar a ponte. Eu não! Não é que não tenha gostado das férias, nada disso! Mas o sentimento de voltar a casa, à normalidade, às minhas coisas e organizações, aquece-me sempre o coração.
A vontade que me dá é de reorganizar tudo! Mudar alguma coisa na casa, meter tudo em e na ordem!
Achei piada que as meninas estavam visivelmente contentes por chegar a casa. Quem diria! A M dizia "mamã, a minha casha", a C correu para os brinquedos e enquanto não brincou com todos (sim, todos os que cá ficaram até aqueles que ela já nem se interessa muito) não descansou. À noite então foi uma beleza: estavam cansadas por isso a C quando viu a cama até começou a rir. Deitou-se e sorriu para o protector das grades, para tudo. Estava nitidamente feliz! (Também coitada, dormiu numa cama de viagem...). A M também se deitou de bom grado e inacreditávelmente pouco depois já estavam a dormir :)
Gostei das férias! Foram muito cansativas, mas também cheias de sorrisos, gelados e beijinhos. Para o ano há mais, se Deus quiser. Por agora vou ver se descanso quando voltar ao trabalho! :P

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Boa M!

O sítio onde estamos a passar férias é muito bonito, MAS para se chegar à praia minúscula (e apinhada) é necessário fazer todo um percurso com um ângulo estupidamente acentuado. Para baixo até se vai relativamente bem, mas para subir faz perder a vontade de regressar...
Mas eis que a M me tem surpreendido, tem vindo sempre a pé! Que crescida!! Ok, eu ajudo nos últimos metros, empurrando o rabinho ou dando as duas mãos, mas se eu chego cá a cima com os bofos de fora e os gêmeos a arder, a coitadita também deve vir em sofrimento. Por isso, palmas para a crescida da mamã!! :D

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dor de cabeça do Zoomarine

Hoje fomos ao Zoomarine. Andamos a adiar há uns anos (vai-se lá saber porquê...), mas motivados por uma amiga que garante que lá vai todos os anos com os seus filhotes e que tudo corre lindamente lá fomos.
Confesso que ia bastante entusiasmada, não pelo sítio ou o evento, mas porque adoro ver a reacção das miúdas a qualquer "primeira vez"!
Tentámos fazer uma maratona, ou seja, correr todos os cantinhos. E correr aqui não podia ter ficado melhor. Começámos pelas focas e leões marinhos. Ficámos para o espectáculo. Acho que elas gostaram. A C fartou-se de dançar. A M nunca é muito efusiva, mas depois falou das focas o que já é bom sinal. Depois fomos explorar o recinto e estancámos nos carrosséis. (Aqui abro um parêntesis para dizer que cada vez acho mais que há uma idade certa para cada coisa. Tive que andar com elas no carrossel, para as segurar, e ia tendo um ataque de vômitos! Como é que eles aguentam andar à volta e para cima e para baixo?!? Bahhhhh!)
A fome apertou e tentámos comer uma sopa num dos restaurantes. O caos! Eu comi, o pai também... Siga! Hora dos golfinhos!
Aqui a coisa já correu mais ou menos. Não é que elas não tenham gostado, mas caídas para o lado, de chucha e óó, a interacção e entusiasmo foram visivelmente menores. Foi de tal forma que a C nem sequer aguentou o caminho até ao relvado para almoçar o farnel. Ferrou-se a dormir. Tentei a todo o custo, juro que sim, que a M também dormisse um bocadinho. Ter-lhe-ia feito taoooo bem!!! Bem, mas acabou em mais carrosséis com o pai enquanto eu vigiava o sono tranquilo da C.
Toca a acordar! Arrumar as trouxas! É hora das aves tropicais. 
Beeem!!!! Correu tão mal! As duas a fazerem birras e a portarem-se mesmo mal. Tenho a sensação que criei um obstáculo no início da relação das minhas filhas com as ditas...
Estava tudo a descambar. E ainda faltava tanta coisa para ver. O pai ainda tentou ir a outra coisa, mas nem entrámos porque percebemos que íamos causar mau ambiente...
Então vamos para a piscina! Pelo menos elas gostaram da ideia. E quando eu achava que elas já estavam complemente podres, eis que surge uma nova onda de energia para pular e saltar na piscina. Mas eu não sei o segredo e não carrego baterias assim, por isso a minha capacidade foi diminuindo... Saímos da piscina às 18h com a promessa do gelado (e cumprida).
Arrastamo-nos até ao carro e tenho a sensação que a M já tinha adormecido ainda a estava a sentar na cadeira... 
Para já o que posso comentar é que foi muito cansativo. É muita gente, muito calor, hidratação e alimentação desregrada e fora de horas, filas para tudo, e calor, já disse calor? Mas isto faz parte do denominador comum... Acrescendo duas bebés que não dormiram a sesta (ou pouco dormiram) e que a dada altura entraram em transe. Elas e eu...
Acompanha-me uma valente dor de cabeça!

Deixo o aviso: cuidado com o Zoomarine se possui crianças menores de 3 anos!

domingo, 16 de agosto de 2015

Coisas que ainda assim me fazem sentir de férias

O início das férias foi agitado. Pouco parecido com o que tinha imaginado. Muitas birras, disparates, gritos e nervos à flor da pele. Por momentos achei que estava bem melhor em casa...
Melhorou, mas tenho que me habituar que férias de descanso só mesmo daqui a uns anos porque isto de ter duas pirralhas pequenas não é pêra doce.
Mas no meio de tudo isto vou tendo momentos fugazes que me dizem que estou de férias. Momentos que sabem bem, arrancam sorrisos, fazem sentir o calor da familiaridade.
Os dois minutos estendida na toalha a apanhar sol (sem nenhuma criança em cima, porque quando elas se aperceberam fiquei atolada de crianças).
O gelado do sítio de sempre! Que não existe em mais nenhum lugar do mundo. Pelo qual suspiro o resto do ano.
Os pintainhos no churrasco (como lhes chamo) no restaurante de sempre.
A visita à praia do coração, que por esta ou outra razão não nos é possível neste momento estar sempre lá! E este ponto tem muito mais que se lhe diga, não só a praia em si que adoro, mas as palhotas que deixam o chapéu de sol em casa, e fazem rever as caras dos desconhecidos de sempre. E é tão giro ver como cresceram os pequenotes dos desconhecidos, que boa sensação de família!
A bolinha da praia! Aquela que só sabe bem assim, na praia de férias, e que nos faz esquecer os centímetros de rabo extra que elas trazem.
Ahhhh! Férias!!!