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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Heidiii

Temos uma febre nova cá em casa. Na verdade é até capaz de ser a primeira verdadeira!
As meninas nunca ligaram muito à televisão. Gostam da Minnie, mas acho que mais pelos produtos e uma certa "osmose" da moda do que por assistirem aos episódios (nunca o fazem).
Mas eis que chegou a Heidi! Já nem sei bem como nem porquê. Acho que foi mesmo curiosidade minha que quis ver o primeiro episódio. Só sei que desde então a Heidi é a novela cá de casa. Mau é mesmo ao fim de semana, em que não há novo episódio.
O impacto da menina e das cabras (e do avô e do Pedro) é tão grande por cá, que a C já repete o seu nome com uma frequência 10x superior a qualquer outra palavra.
Há cerca de um mês quisemos dar uma prenda às meninas e, perante este cenário, não tivemos duvidas sobre o que queriamos que fosse. O problema foi achar... Já repararam que não existem Heidis a vender por aí? Procurámos internacionalmente e também pouco encontrámos. Até que descobrimos. Desde então têm sido várias as mães a perguntarem-nos como conseguimos os artigos e por isso passo a explicar:

A nova série está a ser produzida por um estúdio Belga e são eles que estão a vender o merchandising (http://studio100.com/webshop/be/fr/13_heidi). De facto têm coisas girissímas e nem sequer muito caras. O problema é que não vendem para Portugal, ou pelo menos diretamente. Apenas vendem para os países vizinhos: França, Luxemburgo, Holanda.
Aqui tivemos que puxar pela cabeça, e também da lista de contactos... Amigos a viver na Bélgica? Na França? Na Holanda? Encontrámos! Por sorte do destino, a amiga deslocada vinha no final da semana para Lisboa. Encomendámos pelo site, demos a morada dela, os artigos chegaram no dia seguinte a casa dela, e ela trouxe-os para cá na sua malinha de porão. Simples :) Vejam lá se não são amorosos?



Nota: tivemos que comprar dois de cada, para minimizar os "ataques". Mas até foi bom, porque marcámos com caneta os da M e acabou por servir para ela reconhecer o que é dela pelas letras :)

Matchi-Matchi by Calzedonia

Ontem fui devolver umas coisas que tinha comprado para um evento a que fui.
Um dos sítios a que tive de ir foi à Calzedonia. Entrei muito decidida em direcção à caixa, mas um fugaz olhar para os mostradores fez-me parar. Biquínis a 50%... Hum... Os meus estão tão velhotes... Ok, pedi uma parte de cima para experimentar, a vendedora convenceu-me a experimentar também a de baixo e no final não resisti a comprar também para as meninas. Um must!!! E elas adoraram!
Estou cada vez mais desejosa de ir de férias :)




Nota: este post é totalmente livre de propaganda paga. Quer dizer, eu paguei os artigos todos, mas só tive o desconto dos 50% de saldo e o valor de retorno do produto devolvido. Há vips e gente normal, e eu cá sou (des)equilibrada!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sonhos de infância

Hoje venho falar de sonhos de infância.
Quando era miuda costumava dizer que queria ser bailarina, ou princesa, ou professora, ou mãe. Fui crescendo e surpreendentemente não mudei os meus sonhos.
Sou bailarina. Não profissional, claro, nem as minhas avantajadas coxas mo permitiriam, mas tenho o coração de uma bailarina. Dancei afincadamente até ter ficado de cama na gravidez da M. Agora voltei a dar um arzinho da minha graça, mas apenas por brincadeira.
Sou princesa. Ok, não tanto quanto gostaria, mas pelo menos há quem me trate como tal. Recentemente percebi que fui promovida a Rainha, mas acho que ser princesa tinha bastante mais vantagens...
Sou professora. Este é talvez o sonho que mais mudou ao longo do meu crescimento. Afinal, depois de querer ser professora quis ser muitas outras coisas (ainda hoje o quero). Ainda hoje sonho com muitas profissões e com muito desafios, que acredito que ainda estejam à minha espera. No entanto, e sem nada fazer nesse sentido, acabei por abraçar de certa forma o ensino. Mais no sentido da arte de aprender, ensinar e ser ensinado. Me gusta!
Sou mãe. Sim, este sempre foi um sonho muito muito forte! "Eu quero crescer e ter um bom emprego para um dia ser mãe". As minhas brincadeiras rolavam invariavelmente à volta de uma familia com imensos filhos. E aqui me prendo.

Tenho pensado (quase secretamente) nisto: ser mãe de imensos filhos... Quando casei disse que gostava de ter 3 filhos. O meu marido dizia 5. Eu ria-me! Hoje não me rio. Penso!
Depois de ter a M disse que não queria ter mais filhos (a experiência foi traumática), mas Deus tratou de colocar nas nossas vidas a princesa C. Mas maior ainda, tratou de me dar uma lição, uma lição que guardo no meu coração. Amo as minhas filhas. Não sou muito boa a expressar os meus sentimentos por palavras, mas elas são a minha vida, o meu sonho realizado, o que sempre sonhei. Mas... sinto que me falta alguma coisa. Não sei bem explicar, mas sinto que a familia ainda não está completa!
A pensar no assunto sinto uma borboleta na barriga, como se estivesse apaixonada. É muito desgastante, muito cansativo, muito tudo e mais alguma coisa. Tanto que eu me queixei... E no entanto, agora olho e gostava de fazer tudo outra vez. Não tenho saudades, tenho vontade de repetir.
E com isto sinto uma enorme tristeza. Não tenho condições para o fazer! Não posso! Quero e não posso!
Dizem-me que quem tem muitos filhos são as familias muito ricas ou as muito pobres. Eu acrescentaria também as muito loucas! Mas a verdade é que não sou muito rica, nem muito pobre, nem demasiado louca. Até me considero bastante sensata! E por isso faço contas....
Precisaria de ter outro carro. E não apenas outro carro, porque isso já preciso na mesma. Teria que ser um carro grande, daqueles que custam muito a pagar...
Precisaria de ter outra casa. E não apenas outra casa, porque isso já preciso na mesma. Teria que ser uma casa grande, com espaço para toda a gente. E já agora, sem problemas de humidades ou infriltrações, com garagem, com terraço (a minha mais recente exigência/paixão), com arrumos e num local de Lisboa que me seja aprazível (de preferência perto da zona actual, que ainda para mais me permite ir a pé para o trabalho). Mas infelizmente, com as restrições que coloco à partida, nomeadamente (ou principalmente) o preço, não encontro nem uma assim!
Precisaria de pagar mais despesas de educação. E não apenas despesas de educação, porque isso depende muito das nossas escolhas. Teria que pagar mais mensalidades de colégios. Ainda por cima o colégio das meninas mudou as regras dos irmãos e os descontos agora são quase insignificantes!
Precisaria de pagar mais despesas de saúde. Esta é quase igual à anterior. Mesmo assumindo que seriam todos mega saudáveis, existem minímos, e vacinas...
Precisaria de pagar mais despesas de supermercado. Ainda para mais agora que percebi que o empadão afinal não dá para três dias, e que a sopa acaba de um dia para o outro. Somos 4, com mais, provavelmente teria que me abastecer na Makro!

No fundo precisaria de ganhar mais, bastante mais. Mas também teria que ter mais apoios, não só ao nível governamental, mas também empresarial e até da sociedade. Talvez devesse viver num país que defende e promove a natalidade. Por aqui o incentivo é mesmo ter um, o segundo no limite. A partir daí já olham de lado a achar que o melhor é mudar de passeio porque ainda se pode pegar.
Eu olho para as familias grandes e para os filhos em escadinha com carinho, com respeito por aquelas famílias, com alguma inveja de não saber o segredo. Talvez um dia mo possam dizer, para eu continuar a realizar o meu sonho...

domingo, 12 de julho de 2015

Ataque aos Mouros!

Desmarcaram-me um compromisso que tinha para a tarde de hoje mesmo em cima da hora. E foi bem bom, a cereja no topo do bolo! Esperei que as princesas acordassem dos seus sonos de beleza e partimos à descoberta.
Fomos até Sintra. Estava com esta fisgada desde de manhã. O marido queria ir à festa do pão de Mafra, teria sido um excelente... Plano B! Consegui demovelo a tempo.
Chegada a Sintra onde é que havemos de ir? Diz a M com convicção "quelir ao castelho". Ok, está decidido então!
E que bela opção, que belo fim de tarde. O Castelo dos Mouros foi renovado recentemente ao nível das infra-estruturas, está muito agradável. O senão é o frio/vento que por ali abunda, e o preço dos bilhetes (parece-me claramente acima da capacidade média de uma família portuguesa).
As miúdas adoraram! A C só ria e queria correr e trepar tudo. E a M esteve à altura! Fez o caminho quase todo a pé, subiu e desceu escadas, sempre impecável e contente por estar a visitar o seu primeiro "castelho".
Fiquei agradavelmente surpreendida por perceber que não tarda e as minhas gordinhas já estão prontas para serem turistas!
E fica a dica para um programa em família!

Nota: Para que fique registado, voltámos a "cenas" do desfralde. A M queria deixar o seu xixi no "castelho". Fomos à sanita. Mas não, a M já não vai à sanita... Desde que visitámos uma sanita do tio Belmiro que nunca mais quis ir a nenhuma sanita pública. É que as sanitas no dito senhor têm uma particularidade cheia de benefícios, tantos quanto terrores para crianças de 2 anos... As sanitas descarregam o autoclismo sozinhas. Nós apelidamo-las de sanitas tontas, mas já não fomos a tempo! Todas as sanitas da rua são potenciais sanitas tontas e por isso motivo de grande angústia e terror. Assim, tivemos que regar as plantinhas outra vez... Peço desculpa aos restantes visitantes do castelo, mas talvez as plantinhas agradeçam :)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Saldos

Eu adoro os saldos!
O meu tempo útil para ir aos saldos (às compras em geral) é muito reduzido. Com duas crianças pequenas, andar nas compras não constituiu uma actividade nada aprazível! Sem elas, o dever laboral não inclui sacos com roupa... Assim as minhas oportunidades ficam reduzidas a escapadelas.
Exactamente por serem escapadelas obrigam a uma tremenda eficiência.
Os saldos vêm normalmente associados a preços mais simpáticos, mas também a enchentes de gente, roupas desordenadas e amontoadas, números em falta (que inexplicavelmente coincidem com os meus...). A confusão que gerada, desafiante e entusiasmante para alguns, significa para mim um pequeno tormento desmotivador. Fico tão farta do cenário que a vontade de andar às compras se desvanece! Se a ideia era poupar, eu fico garantidamente a ganhar, porque venho para casa de mãos a abanar.
Bem, mas pior ainda, quando o impulso consumista é maior, acabo por me refugiar nas zonas das lojas mais sossegadas, arrumadas e apelativas. Onde os empregados estão mais sorridentes. Pena é que normalmente essas zonas sejam acompanhadas por plaquinhas a dizer "sem promoção" ou "nova coleção".
Analisando pelo lado positivo: sou das primeiras a comprar nas novas colecções! Toma :P

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A C dá uma lição à mãe

Um dia desta semana, fui buscar a M e fiquei sozinha com ela. Perguntei-lhe onde queria ir até serem horas de ir para casa. Ela disse que queria ir à loja. Fomos. Chegou lá e quis experimentar montes de roupa. No final gostou de umas cuecas de praia, tipo fato de banho. Viemos embora. 
Fiz contas e achei que lhas podia comprar. Embora não fosse exactamente algo que ela precise, estavam a 50% e achei que ela merecia a prenda. Fui buscá-las no dia seguinte. 
Ontem disse que tinha uma prenda para ela. Dei-lhe o saco e ela ficou delirante. 
Nisto, a C (recordo que tem 1 ano) que estava sentada no sofá, salta de lá e vai pegar no saco que a irmã já tinha deixado para trás. Foi olhar lá para dentro em busca de algo para ela. Dói o coração só de voltar a recordar a cara de desânimo. A mãe não tinha nada para ela. 
Tratei de ir buscar uma fita que se tinha estragado e que eu acabado de coser. Pus no saco e dei-lhe. "É a tua prenda C!"
Que sorriso que ela fez! Pôs a fita e já não a tirou o resto do dia.

Que grande lição que a minha filha me deu. Dá que pensar!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Fomos atacados...

... Por PIOLHOS!!!
Eu sabia que isto haveria de acontecer. Todas as crianças têm, não é? Pelo menos uma vez na vida... Mas já? Connosco? Agora?? Porquê???

Ontem fui buscar a C à escolinha. Vim para casa. Dei-lhe banho. Quando a estava a secar vi um bichinho na cabeça. Parecia um mosquitinho. Tirei-o com um papel e tentei esborrachá-lo. Tentei uma, e outra vez. Nem à terceira lá foi. Mas que raio de bicho é este que não morre?? Só quando finalmente o consegui liquidar e vi uma pontinha de sangue a sair é que caí em mim: um piolho??? Mas o que é que está a fazer um PIOLHO na cabeça da minha bebé??? Mas se há piolhos, há lêndias, certo? E estavam... Estavam lá as sacanas das lêndias!

Bem, agora o importante é não entrar em pânico, não é? Mas O QUE É QUE EU FAÇO?!! BAHHH!!!
Pronto, já me acalmei. Em tempos comprei um champô porque ao longo do ano vou recebendo e lendo atentamente os emails "informativos" da escola. Fui procurá-lo. Estava fora de prazo... Mas o pente ainda dá para usar. Começo a tentar catar frenéticamente a minha filha. Mas ela é um bebé! Tem 14 meses. Quantos bebés é que conhecem que se deixam ficar sossegadinhos por horas, enquanto lhes puxamos e remexemos os cabelo? Nem por minutos, quanto mais...
Pedi reforços! Entretanto chega a M. Não a deixo entrar em casa sem lhe ver o cabelo. Aparentemente está limpa. Pelo menos por enquanto...

Que noite! Foram três pessoas diferentes a ver-lhe o cabelo. Só descansamos quando todas acharam que estava limpa. Como a distraímos? Não foi fácil. Entre Panda, Heidi, livros e bonecas, telemóveis e comida! Tivemos que a sentar na cadeira da pápa, ou no trocador.

Mas o pior de tudo, é que não espero melhor sorte para hoje! Claro que avisei na escolinha, com ar de "não gostei nada disto que aconteceu. Por isso vejam lá quem foi e toca a bani-la!"
Wish me luck!

PS: Se alguém tiver alguma sugestão sobre como posso resolver este probleminha, agradece-se!