Então, seguimento da questão da queixa que fiz na escola das meninas.
Fui chamada à escola para a dita Sra me pedir desculpa. Ao que consegui apurar, ela foi chamada a falar com o educador, com a coordenadora da creche e depois teve de ir à direcção da escola.
A "sentença", para além de me ter que pedir desculpa, foi ser acompanhada a uma consulta de acompanhamento psicológico.
Bem, mas a conversa que tivemos foi um bocado bizarra. Ela disse que se me tinha ofendido ou não tinha sido correcta que me pedia desculpa, mas que tinha sido "apenas ela", sem intenção de ser desagradável. Acrescentou que tinha feito o mesmo reparo a outros pais e que ninguém tinha levado a mal. Com toda a amabilidade pediu-me para eu lhe explicar o que me deixou magoada, porque ela não conseguia ver o mal de me pedir mais cuecas... Depois disse que só tinha pena que, como adultas que somos, eu não tivesse tido o à vontade para lhe dizer directamente que não tinha gostado do modo, ou seja, "escusavas de ter ido fazer queixa de mim (sua vaca!) porque somos adultas e basta!" (Palavras totalmente minhas!).
No meio do seu discurso monóloguista foi continuamente dizendo que já estava a pedir desculpa, por isso "o que é que eu queria mais?". Depois acrescentou que em não sei quantos anos de "casa" nunca tinha tido problemas com nenhum pai é que não queria que eu fosse a primeira. Que se dava muito bem com a M, tinham uma boa relação, e que ela estava ali para limpar todos os xixis e cocos que fossem precisos. Mais, ainda me informou que eu não estava a ser verdadeira ao dizer que a M tinha começado a chorar, porque ela tinha ido toda contente para a sala.
Depois disto não sei bem o que pensar... Se calhar estou maluca :/ mas eu já sou (des)equilibrada, não é? Talvez não seja é a única...
Mas no fundo, o que senti mesmo mesmo é que a Sra sentiu do fundo do seu coração as desculpa que me deu... Isso não haja dúvida nenhuma! E agora já me sinto muito melhor e posso continuar a minha vidinha...
Haja paciência!
quinta-feira, 18 de junho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Violentada! E apresentei queixa!
Hoje vivi o dia atormentada. Passou-se uma cena de manhã, quando fui deixar as minhas babies à escolinha, que me fez sentir violentada. Achei que a situação foi tão grave que apresentei uma queixa na coordenação da creche. Então passou-se o seguinte:
Como sabem a M anda em processo de desfralde. Este fim de semana ela andou de cueca o tempo todo, excepção feita à noite, em que usou uma cueca fralda. Claro que houve acidentes, um coco na cueca e uma sesta interrompida, mas o saldo é muito positivo. Acredito que não seja só eu que me sinto satisfeita porque hoje de manhã a M pediu para ir para a escola de fralda. Acredito que este processo (e a educação em geral) deve ser todo guiado pela criança e não pela imposição de pais ou educadores. Se ela fez tal pedido é porque se sentia preparada. A cara dela irradiava felicidade, afinal ela já é "quescida".
Íamos neste espírito quando cheguei a escola e disse ao educador que hoje a M tinha decidido vir de fralda. Ele ficou surpreso, mas baixou-se ao nível dela e felicitou-a. Mas, e há sempre um mas..., está não foi a reacção da auxiliar. O que se passou a seguir nem parece verdade, mas infelizmente foi. A Sra auxiliar já me tinha dito por várias vezes que não achava que a M já estivesse preparada. Mas esta Sra acha que a sua opinião é a única a considerar. Está redondamente enganada. No que toca às minhas filhas, a Sra tem muito pouco a opinar (se é que alguma coisa).
Bem, o descontentamento e aborrecimento da Sra foi nítido. Começou a bufar, a praguejar, a abanar com a cabeça. Eu apenas disse que a M tinha andado o fim de semana de cuecas e tinha DECIDIDO vir de cuecas para a escola. Ela ainda deixou escapar um "eu não... Se a mãe diz...". Adiante, depois começou a remexer a mochila da M à procura de roupa. Eu disse que tinha mandado roupa extra: dois pares de calças, umas t-shirts, umas cuecas... "Só umas cuecas??? E se ela fizer mais xixis???", o tom de voz já era indiscritível. "Sim, só umas. Depois tem aí fralda cueca se lhe quiser por". Então a Sra agarra nas ditas fraldas cuecas e começa a abaná-las na mão juntamente com o seguinte discurso "isto? Isto não serve para nada! Eu não gosto nada disto!". Aqui eu já estava a ficar completamente passada e respondi assertivamente que "eu gosto, eu acho qe serve, e portanto trouxe as fraldas e é para por". Encolheu os ombros e manteve o tom. E ainda adicionou num tom igualmente desapropriado "olha M, se quiseres fazer xixi tens que me pedir, ouvistes???"
Nisto a M, que assistia à cena toda ao pé do educador, já estava nitidamente nervosa também. E o educador, na tentativa de tentar desanuviar a coisa ia baixando as calças da minha filha para mostrar a quem se aproximasse que ela já tinha cuecas. Se calhar a intenção era boa, mas o resultado não. Com tudo isto, a M começou a chorar e veio agarrar-se a mim, a dizer que já não queria ficar na escola. É muito mau! Muito muito mau!
Falei com ela, acalmei-a e fui direitinha apresentar uma queixa. Não acho este comportamento minimamente razoável, ainda para mais quando estamos a tratar com crianças!
Como sabem a M anda em processo de desfralde. Este fim de semana ela andou de cueca o tempo todo, excepção feita à noite, em que usou uma cueca fralda. Claro que houve acidentes, um coco na cueca e uma sesta interrompida, mas o saldo é muito positivo. Acredito que não seja só eu que me sinto satisfeita porque hoje de manhã a M pediu para ir para a escola de fralda. Acredito que este processo (e a educação em geral) deve ser todo guiado pela criança e não pela imposição de pais ou educadores. Se ela fez tal pedido é porque se sentia preparada. A cara dela irradiava felicidade, afinal ela já é "quescida".
Íamos neste espírito quando cheguei a escola e disse ao educador que hoje a M tinha decidido vir de fralda. Ele ficou surpreso, mas baixou-se ao nível dela e felicitou-a. Mas, e há sempre um mas..., está não foi a reacção da auxiliar. O que se passou a seguir nem parece verdade, mas infelizmente foi. A Sra auxiliar já me tinha dito por várias vezes que não achava que a M já estivesse preparada. Mas esta Sra acha que a sua opinião é a única a considerar. Está redondamente enganada. No que toca às minhas filhas, a Sra tem muito pouco a opinar (se é que alguma coisa).
Bem, o descontentamento e aborrecimento da Sra foi nítido. Começou a bufar, a praguejar, a abanar com a cabeça. Eu apenas disse que a M tinha andado o fim de semana de cuecas e tinha DECIDIDO vir de cuecas para a escola. Ela ainda deixou escapar um "eu não... Se a mãe diz...". Adiante, depois começou a remexer a mochila da M à procura de roupa. Eu disse que tinha mandado roupa extra: dois pares de calças, umas t-shirts, umas cuecas... "Só umas cuecas??? E se ela fizer mais xixis???", o tom de voz já era indiscritível. "Sim, só umas. Depois tem aí fralda cueca se lhe quiser por". Então a Sra agarra nas ditas fraldas cuecas e começa a abaná-las na mão juntamente com o seguinte discurso "isto? Isto não serve para nada! Eu não gosto nada disto!". Aqui eu já estava a ficar completamente passada e respondi assertivamente que "eu gosto, eu acho qe serve, e portanto trouxe as fraldas e é para por". Encolheu os ombros e manteve o tom. E ainda adicionou num tom igualmente desapropriado "olha M, se quiseres fazer xixi tens que me pedir, ouvistes???"
Nisto a M, que assistia à cena toda ao pé do educador, já estava nitidamente nervosa também. E o educador, na tentativa de tentar desanuviar a coisa ia baixando as calças da minha filha para mostrar a quem se aproximasse que ela já tinha cuecas. Se calhar a intenção era boa, mas o resultado não. Com tudo isto, a M começou a chorar e veio agarrar-se a mim, a dizer que já não queria ficar na escola. É muito mau! Muito muito mau!
Falei com ela, acalmei-a e fui direitinha apresentar uma queixa. Não acho este comportamento minimamente razoável, ainda para mais quando estamos a tratar com crianças!
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Santo António
O cheiro a sardinha assada, os caracóis, o verde do mangerico. A música popular e as bandeirolas. A alegria estampada numa noite especial, numa noite diferente em que sempre se cometeram excesso. Hoje é noite de festa, de cor, de alegria! São estas as memórias que trago comigo desde sempre. É como qualquer coisa que nos enche, também tenho a pretensao de a passar para as minhas meninas.
Então hoje comecei o dia a explicar a M que amanhã o sítio em que vivemos faz anos (eu sei que não, mas foi mais fácil para introduzir o tema...). Expliquei-lhe que a nossa cidade se chama Lisboa e que Para comemorar, esta noite é dia de festa em todo o lado. Disse-lhe que ia falar com o papá porque se calhar ela iria faltar à natação para irmos todos à festa. Ela ficou delirante! Ela adora festas!!!
Conforme prometido, a seguir à escola fomos para os santos. Para iniciar a cruzada achei melhor optar um arraial de bairro, bem mais pequeno mas igualmente animado.
Tivemos de tudo! Um hora de seca para arranjar mesa (eu bem dizia que tínhamos que sair as 19h...). As belas das sardinhas, os deliciosos caracóis, frango no churrasco a acabar com uma fartura a meias com a criançada.
Fiquei fascinada com a capacidade de adaptação e de viver estas coisas que as minhas filhas demonstraram. A M então estava tão enturmada que até com a perna de frango eu a vi na mão! A logística é sempre complicada mas quando queremos conseguidos fazer acontecer.
A seguir ao jantar ainda houve lugar para o bailarico. Aquela é a minha filha? De certeza? Nunca tinha visto a M a dançar tanto... Que espectáculo! Afinal o que lhe andava a faltar aqui por casa era a música pimba! Claro que no final ninguém se queria vir embora. Mas fiquei mesmo orgulhosa! Delas pelo seu comportamento e de mim por ter sentido que fiz o meu papel de alfacinha.
Ao entrar em casa perguntei-lhe: "M, gostaste da festa?", "sim, sim, mamã", "olha, é ainda te lembras do nome da nossa cidade? É Lis..." , "é isboa, mamã" :)
Então hoje comecei o dia a explicar a M que amanhã o sítio em que vivemos faz anos (eu sei que não, mas foi mais fácil para introduzir o tema...). Expliquei-lhe que a nossa cidade se chama Lisboa e que Para comemorar, esta noite é dia de festa em todo o lado. Disse-lhe que ia falar com o papá porque se calhar ela iria faltar à natação para irmos todos à festa. Ela ficou delirante! Ela adora festas!!!
Conforme prometido, a seguir à escola fomos para os santos. Para iniciar a cruzada achei melhor optar um arraial de bairro, bem mais pequeno mas igualmente animado.
Tivemos de tudo! Um hora de seca para arranjar mesa (eu bem dizia que tínhamos que sair as 19h...). As belas das sardinhas, os deliciosos caracóis, frango no churrasco a acabar com uma fartura a meias com a criançada.
Fiquei fascinada com a capacidade de adaptação e de viver estas coisas que as minhas filhas demonstraram. A M então estava tão enturmada que até com a perna de frango eu a vi na mão! A logística é sempre complicada mas quando queremos conseguidos fazer acontecer.
A seguir ao jantar ainda houve lugar para o bailarico. Aquela é a minha filha? De certeza? Nunca tinha visto a M a dançar tanto... Que espectáculo! Afinal o que lhe andava a faltar aqui por casa era a música pimba! Claro que no final ninguém se queria vir embora. Mas fiquei mesmo orgulhosa! Delas pelo seu comportamento e de mim por ter sentido que fiz o meu papel de alfacinha.
Ao entrar em casa perguntei-lhe: "M, gostaste da festa?", "sim, sim, mamã", "olha, é ainda te lembras do nome da nossa cidade? É Lis..." , "é isboa, mamã" :)
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Ohh é amalelo!
Tenho tentado poupar-vos dos pormenores da saga do desfralde, mas esta tinha que escrever.
Como provavelmente uma boa parte dos portugueses, tenho nas minhas sanitas aquelas embalagens de wc pato, com umas recargas azuis. Sempre que há uma descarga a água da sanita fica naturalmente azul.
Ora bem, andamos lá em casa na fase de inspeccionar os xixis de toda a gente. Então ontem, a minha baby M, depois de inspeccionar o meu, saiu-se com a seguinte exclamação: "Oh, é amalelo!". Bem, aprendi duas coisas importantes: 1- a recarga do wc pato acabou!; 2- talvez tenha criado uma falsa realidade xixizada na minha criança. Até aqui o xixi era sempre azul!!
Como provavelmente uma boa parte dos portugueses, tenho nas minhas sanitas aquelas embalagens de wc pato, com umas recargas azuis. Sempre que há uma descarga a água da sanita fica naturalmente azul.
Ora bem, andamos lá em casa na fase de inspeccionar os xixis de toda a gente. Então ontem, a minha baby M, depois de inspeccionar o meu, saiu-se com a seguinte exclamação: "Oh, é amalelo!". Bem, aprendi duas coisas importantes: 1- a recarga do wc pato acabou!; 2- talvez tenha criado uma falsa realidade xixizada na minha criança. Até aqui o xixi era sempre azul!!
sábado, 30 de maio de 2015
A minha amiga
Hoje quero-vos falar da minha amiga. Eu tenho uma amiga muito especial que gostaria de partilhar!
A minha amiga é linda! Não só é linda por fora, como iradia uma imensa beleza e alegria interior. O seu sorriso é ternurento e contagiante.
O seu nome foi feito para ela. Representa exactamente o seu tamanho, a sua riqueza, a sua alma.
Mas a minha amiga também é uma lutadora. Ela já passou por mais provações do que qualquer outra pessoa que eu conheço. Ela é tão especial que de todas as vezes que a derrubam, ela sacode as mãos e levanta-se com um sorriso! Com a promessa de que vai continuar! Ainda bem que ela é assim. O Mundo seria inacreditavelmente mais pobre sem pessoas tão grandes como ela.
A minha pequena amiga é um exemplo! Quando olho para ela, ela faz-me ver que os nossos problemas são pequenos! Que devemos, tal como ela, viver e agradecer a Deus! Agradecer muito! Achamos que nenhum ser humano deveria sofrer o que a minha amiga já sofreu, mas Deus escreve certo por linhas tortas e esta pequena menina veio mostrar a muita gente o quão grande é.
Não consigo imaginar como se reage a tamanha dor. Não só física, mas principalmente interior. A sensação de abandono, desespero, quebra de confiança a cada tombo. Os olhos de "porquê"? A pergunta que fica por fazer, e a resposta insegura de "vai ficar tudo bem!". É duro, é muito muito duro!
Grande é a sua mãe. Segura a sua menina, evitando as suas lágrimas, tal Maria, mãe de Jesus! Grande mulher! Grande mãe!
A minha amiga podia ser a amiga de qualquer um de nós. Podia ser a filha de qualquer um de nós! Áurea, do alto dos teus dois anos e meio, obrigada por seres minha amiga!
A minha amiga é linda! Não só é linda por fora, como iradia uma imensa beleza e alegria interior. O seu sorriso é ternurento e contagiante.
O seu nome foi feito para ela. Representa exactamente o seu tamanho, a sua riqueza, a sua alma.
Mas a minha amiga também é uma lutadora. Ela já passou por mais provações do que qualquer outra pessoa que eu conheço. Ela é tão especial que de todas as vezes que a derrubam, ela sacode as mãos e levanta-se com um sorriso! Com a promessa de que vai continuar! Ainda bem que ela é assim. O Mundo seria inacreditavelmente mais pobre sem pessoas tão grandes como ela.
A minha pequena amiga é um exemplo! Quando olho para ela, ela faz-me ver que os nossos problemas são pequenos! Que devemos, tal como ela, viver e agradecer a Deus! Agradecer muito! Achamos que nenhum ser humano deveria sofrer o que a minha amiga já sofreu, mas Deus escreve certo por linhas tortas e esta pequena menina veio mostrar a muita gente o quão grande é.
Não consigo imaginar como se reage a tamanha dor. Não só física, mas principalmente interior. A sensação de abandono, desespero, quebra de confiança a cada tombo. Os olhos de "porquê"? A pergunta que fica por fazer, e a resposta insegura de "vai ficar tudo bem!". É duro, é muito muito duro!
Grande é a sua mãe. Segura a sua menina, evitando as suas lágrimas, tal Maria, mãe de Jesus! Grande mulher! Grande mãe!
A minha amiga podia ser a amiga de qualquer um de nós. Podia ser a filha de qualquer um de nós! Áurea, do alto dos teus dois anos e meio, obrigada por seres minha amiga!
domingo, 24 de maio de 2015
As aventuras do xixi
Muito se tem falado sobre esperar pela altura certa para que as crianças atinjam certos milestones. As crianças não são todas iguais e portanto não se devem reger todas pelo mesmo calendário. Desde que nascem, as mães criam um certo de padrão idealizado das conquistas a atingir e quando. E depois das duas umas: ou vão adaptando, ou insistem. Estas últimas podem no entanto se sentir um bocado frustradas por verem os seus planos irem por água abaixo muitas vezes, já para não falar na pressão e efeitos colaterais que podem causar nos desgraçados dos filhos.
Mas adiante. Uma destas etapas é sem dúvida deixar as fraldas. Não só porque é sinal de que o nosso bebé está a crescer, mas também porque significa uma poupança no supermercado. Assim julgamos que esta é daquelas que é só coisas boas. No entanto nem sempre o caminho é assim tão cheiroso.
Cá na minha cabeça a baby M ainda não está preparada para o desfralde. Pensei em tentar no verão, mas sempre dependendo da sua maturidade na altura. Só que a referida menina decidiu há 3 semanas atrás dizer-me que já não queria mais fraldas! Queria ir ao bacio. Desconfiei! Ela detesta o bacio. Mas, como foi ela a pedir, decidi que tinha que a respeitar, e senti-me confiante e preparada por ajudar a minha bebé a crescer (note-se que até já tinha comprado 3 cuecas, vejam lá a fartura...).
Não se pode dizer que tenha corrido muito bem... Ao fim de duas horas no primeiro dia já tinha todas as cuecas inutilizadas. "Sorri", pensei eu, "não mostres o quanto desesperada estás a ficar de tanto limpares o chão...". Sinceramente, continuava a achar que ela não estava preparada. No final do fim de semana cometi um disparate, cansada de tanto xixi no chão disse-lhe que se calhar era melhor ela usar a fralda outra vez e esperar mais um tempo para tentar ser crescida.
Nessa noite fartei-me de dar voltas na cama. O que fiz eu? Que raio de confiança lhe estou a transmitir ao dizer-lhe que ela não é capaz? Se ela não pediu a fralda é porque quer tentar, e eu tenho que estar ao lado dela a ajudá-la e não contra ela.
No outro dia, depois de a ir buscar à escola falei de novo com ela e disse-lhe que tinha pensado melhor e que se ela queria usar cuecas que eu ia ajudá-la. Para começar tinhamos (definitivamente) que ir comprar mais cuecas!
Para resumir um pouco as coisas, continuo a achar que é cedo. Mas também não tenho pressa, por isso vamos ao ritmo dela. Ainda não conseguimos tirar a fralda, mas usa cuecas em casa. Já se mantém seca e pede para ir à sanita (sim, tivemos que por o bacio de lado, porque ela não gosta mesmo!). Já passámos por várias fases: a fase do não aguenta nada, a fase do "não quero fralda, mas não me quero sentar em lado nenhum"; a fase do sento-me mas não faço!. Basicamente agora estamos nesta... Ela pede para ir, nós vamos a correr, ela fica lá uma eternidade e não faz nada. Nitidamente tem vontade, mas aperta-se. Deus me dê inspiração e paciência para passar mais esta fase. Vai passar não vai? Às vezes sinto que lhes estamos a arrancar esta etapa a ferros. Ponho-me a pensar se não seria melhor mãe se ignorasse os seus pedidos. Definitivamente não! Não acredito! Prefiro pensar que ser mãe é isto mesmo: uma prova de imaginação e companheirismo constante. Tenho que estar ao lado da minha princesa, explicar, dar-lhe confiança! Se não o fizer ela nunca vai saber que consegue ultrapassar as suas dificuldades, e que me terá a mim sempre a apoiá-la. Mesmo que seja para conseguir "abrir a porta ao xixi para ele ir para a sanita e nadar até aos peixinhos para fazer uma festa com eles" :D
Mas adiante. Uma destas etapas é sem dúvida deixar as fraldas. Não só porque é sinal de que o nosso bebé está a crescer, mas também porque significa uma poupança no supermercado. Assim julgamos que esta é daquelas que é só coisas boas. No entanto nem sempre o caminho é assim tão cheiroso.
Cá na minha cabeça a baby M ainda não está preparada para o desfralde. Pensei em tentar no verão, mas sempre dependendo da sua maturidade na altura. Só que a referida menina decidiu há 3 semanas atrás dizer-me que já não queria mais fraldas! Queria ir ao bacio. Desconfiei! Ela detesta o bacio. Mas, como foi ela a pedir, decidi que tinha que a respeitar, e senti-me confiante e preparada por ajudar a minha bebé a crescer (note-se que até já tinha comprado 3 cuecas, vejam lá a fartura...).
Não se pode dizer que tenha corrido muito bem... Ao fim de duas horas no primeiro dia já tinha todas as cuecas inutilizadas. "Sorri", pensei eu, "não mostres o quanto desesperada estás a ficar de tanto limpares o chão...". Sinceramente, continuava a achar que ela não estava preparada. No final do fim de semana cometi um disparate, cansada de tanto xixi no chão disse-lhe que se calhar era melhor ela usar a fralda outra vez e esperar mais um tempo para tentar ser crescida.
Nessa noite fartei-me de dar voltas na cama. O que fiz eu? Que raio de confiança lhe estou a transmitir ao dizer-lhe que ela não é capaz? Se ela não pediu a fralda é porque quer tentar, e eu tenho que estar ao lado dela a ajudá-la e não contra ela.
No outro dia, depois de a ir buscar à escola falei de novo com ela e disse-lhe que tinha pensado melhor e que se ela queria usar cuecas que eu ia ajudá-la. Para começar tinhamos (definitivamente) que ir comprar mais cuecas!
Para resumir um pouco as coisas, continuo a achar que é cedo. Mas também não tenho pressa, por isso vamos ao ritmo dela. Ainda não conseguimos tirar a fralda, mas usa cuecas em casa. Já se mantém seca e pede para ir à sanita (sim, tivemos que por o bacio de lado, porque ela não gosta mesmo!). Já passámos por várias fases: a fase do não aguenta nada, a fase do "não quero fralda, mas não me quero sentar em lado nenhum"; a fase do sento-me mas não faço!. Basicamente agora estamos nesta... Ela pede para ir, nós vamos a correr, ela fica lá uma eternidade e não faz nada. Nitidamente tem vontade, mas aperta-se. Deus me dê inspiração e paciência para passar mais esta fase. Vai passar não vai? Às vezes sinto que lhes estamos a arrancar esta etapa a ferros. Ponho-me a pensar se não seria melhor mãe se ignorasse os seus pedidos. Definitivamente não! Não acredito! Prefiro pensar que ser mãe é isto mesmo: uma prova de imaginação e companheirismo constante. Tenho que estar ao lado da minha princesa, explicar, dar-lhe confiança! Se não o fizer ela nunca vai saber que consegue ultrapassar as suas dificuldades, e que me terá a mim sempre a apoiá-la. Mesmo que seja para conseguir "abrir a porta ao xixi para ele ir para a sanita e nadar até aos peixinhos para fazer uma festa com eles" :D
segunda-feira, 11 de maio de 2015
A saga dos pediatras!
Quando a M nasceu nós já tínhamos escolhido o pediatra. Não foi uma escolha real, foi mais um aproveitamento... Optámos pelo pediatra que já tinha seguido a minha irmã mais nova. Uma vez que ela aparentemente cresceu sem qualquer problema, e todos os constrangimentos que foram aparecendo foram sendo resolvidos, pareceu-nos uma boa! (e também menos uma coisa para nos preocuparmos).
No entendo, esta relação saiu torta desde início. Não me vou alongar muito sobre os "não" da relação, apenas vou comentar que não dava o telemóvel. Isto pode funcionar bem para muitas pessoas, mas eu, para além de mãe galinha, sou mãe ansiosa, e acredito que metade dos "problemas" se resolvem com uma sms. Como me estava a sentir desacompanhada, quando a M tinha (nem) dois meses fui a outra pediatra, Dra Odília Nascimento. Não sei porquê, nem sei explicar, mas nunca dei o mesmo crédito a esta dra como ao outro. Sempre achei o outro abestalhado, mas nunca pus em causa as suas recomendações. O mesmo nem sempre se passou com a dra. O mais tonto é que olhando para trás, foi sempre a dra que esteve mais atenta, presente e cuidadosa. Nunca "errou"! O mesmo não posso dizer do pediatra...
Por volta dos 5 meses da M a dra adoeceu e esteve ausente sensivelmente 1 ano. Felizmente recuperou e voltou a exercer. Mas a M já era maior, já necessitava menos de acompanhamento sistemático e nós já tínhamos deixado de ter tempo (!#€#!) como dantes... Por isso (e com pena minha) decidimos ficar só com o pediatra original. Entretanto nasceu a C e voltei a sentir-me desconfortável com a forma como ele a acompanhava. O que lhe valeu foi a rápida e eficiente orientação para os melhores especialistas, o qual muito agradecemos. Mas eis que no final do ano passado o pediatra pecou. Na minha opinião pecou muito! E ainda pecou também por acumulação! Decidi que não voltaria a consultar aquele homem. Não voltaria a dar o meu (valioso) dinheiro a quem não o merecia. E assim, e à revelia de muitos, decidi que tinha que mudar de pediatra. A primeira escolha (ou a mais rápida) foi levar a M à Dra Odilia. Correu bem! Mais uma vez a Dra descansou o meu coração e reparou num conjunto de coisas que afectavam a M e que não tinham sido antes faladas (algumas sobre as quais eu até já tinha comentado com o outro pediatra e que foram totalmente descredibilizadas). Só que a Dra é muito cara... e lá está, a nível medicamentoso nunca me deixa totalmente à vontade...
Andei a pesquisar, a pesquisar e acabei por levar a C ao Dr António Brito Avô. Aqui finalmente concluí que não há pediatras perfeitos. Gosto do jeito dele, gosto da forma como ele fala e explica as coisas, mas discordo completamente com ele em várias matérias, nomeadamente alimentação infantil e amamentação. Disse-lhe isso e também que não ia seguir as suas recomendações (ainda disse mais umas coisinhas que não vêm ao caso). Acho que estabelecemos a nossa base de "trabalho". Nunca cheguei a levar lá a M. Essa continua a ir à Dra (e a C também já lá foi uma vez). Mas já me estava a acostumar.
Eis que, nesta ultima consulta que fui com a C, o Dr Paollo Casela me disse que eu deveria consultar outro pediatra, que, no entendimento dele, estaria mais sensibilizado para as questões da C (ou talvez para todas as crianças em geral). O nome desse pediatra é Dr Pedro Garcia.
Qual é então o problema? Não sei o que fazer. Será apenas uma questão de gosto pessoal? De método de trabalho? É que sempre que mudo de pediatra há uma parte de mim que se sente a trair, a acabar com uma relação de confiança. Dou por mim a esconder uns dos outros, como se fossem relações proibidas e paralelas. Até pode ser tonto, provavelmente é, mas não consigo pensar de outra forma.
O ridículo da situação é que tenho hoje consulta da C com o Brito Avô e na 4ª com o Garcia... E € para isto tudo??? Sinto-me mesmo atrapalhada sem saber o que fazer... Que treta! Primeiro com falta e agora com fartura, bolas!!!
No entendo, esta relação saiu torta desde início. Não me vou alongar muito sobre os "não" da relação, apenas vou comentar que não dava o telemóvel. Isto pode funcionar bem para muitas pessoas, mas eu, para além de mãe galinha, sou mãe ansiosa, e acredito que metade dos "problemas" se resolvem com uma sms. Como me estava a sentir desacompanhada, quando a M tinha (nem) dois meses fui a outra pediatra, Dra Odília Nascimento. Não sei porquê, nem sei explicar, mas nunca dei o mesmo crédito a esta dra como ao outro. Sempre achei o outro abestalhado, mas nunca pus em causa as suas recomendações. O mesmo nem sempre se passou com a dra. O mais tonto é que olhando para trás, foi sempre a dra que esteve mais atenta, presente e cuidadosa. Nunca "errou"! O mesmo não posso dizer do pediatra...
Por volta dos 5 meses da M a dra adoeceu e esteve ausente sensivelmente 1 ano. Felizmente recuperou e voltou a exercer. Mas a M já era maior, já necessitava menos de acompanhamento sistemático e nós já tínhamos deixado de ter tempo (!#€#!) como dantes... Por isso (e com pena minha) decidimos ficar só com o pediatra original. Entretanto nasceu a C e voltei a sentir-me desconfortável com a forma como ele a acompanhava. O que lhe valeu foi a rápida e eficiente orientação para os melhores especialistas, o qual muito agradecemos. Mas eis que no final do ano passado o pediatra pecou. Na minha opinião pecou muito! E ainda pecou também por acumulação! Decidi que não voltaria a consultar aquele homem. Não voltaria a dar o meu (valioso) dinheiro a quem não o merecia. E assim, e à revelia de muitos, decidi que tinha que mudar de pediatra. A primeira escolha (ou a mais rápida) foi levar a M à Dra Odilia. Correu bem! Mais uma vez a Dra descansou o meu coração e reparou num conjunto de coisas que afectavam a M e que não tinham sido antes faladas (algumas sobre as quais eu até já tinha comentado com o outro pediatra e que foram totalmente descredibilizadas). Só que a Dra é muito cara... e lá está, a nível medicamentoso nunca me deixa totalmente à vontade...
Andei a pesquisar, a pesquisar e acabei por levar a C ao Dr António Brito Avô. Aqui finalmente concluí que não há pediatras perfeitos. Gosto do jeito dele, gosto da forma como ele fala e explica as coisas, mas discordo completamente com ele em várias matérias, nomeadamente alimentação infantil e amamentação. Disse-lhe isso e também que não ia seguir as suas recomendações (ainda disse mais umas coisinhas que não vêm ao caso). Acho que estabelecemos a nossa base de "trabalho". Nunca cheguei a levar lá a M. Essa continua a ir à Dra (e a C também já lá foi uma vez). Mas já me estava a acostumar.
Eis que, nesta ultima consulta que fui com a C, o Dr Paollo Casela me disse que eu deveria consultar outro pediatra, que, no entendimento dele, estaria mais sensibilizado para as questões da C (ou talvez para todas as crianças em geral). O nome desse pediatra é Dr Pedro Garcia.
Qual é então o problema? Não sei o que fazer. Será apenas uma questão de gosto pessoal? De método de trabalho? É que sempre que mudo de pediatra há uma parte de mim que se sente a trair, a acabar com uma relação de confiança. Dou por mim a esconder uns dos outros, como se fossem relações proibidas e paralelas. Até pode ser tonto, provavelmente é, mas não consigo pensar de outra forma.
O ridículo da situação é que tenho hoje consulta da C com o Brito Avô e na 4ª com o Garcia... E € para isto tudo??? Sinto-me mesmo atrapalhada sem saber o que fazer... Que treta! Primeiro com falta e agora com fartura, bolas!!!
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