É verdade: pouco tenho parado! E digo isto em tom de desabafo. Depois de meses de repouso, tenho agora a oportunidade de tratar de vários assuntos que não consegui antes. Todos os dias saímos, e andamos, e basicamente me estafo... se bem que mesmo sem dar estas voltas só o facto de tratar de 3 crias já se pode considerar um esforço considerável.
E foi assim que esta semana fui parar ao hospital com fortes dores abdominais. Fizeram exames, análises e... nada! Levei com um "não sabemos" e ainda um "vá para casa tomar a medicação que lhe demos e se não passar volte cá". Assim fiz mas sempre em contacto com o meu obstetra que me tinha aconselhado a ser vista novamente na 5ª.
Resumindo, ouvi a palavra que já enjoo: vai ter que fazer repouso! Basicamente estou com um problema no útero. Vou fazer tratamento 2 semanas e tenho que dar tréguas ao meu corpo para que consiga recuperar do que aconteceu (já que segundo o médico, anda em demasiado esforço para conseguir o que quer que seja...).
E eu já que tinha tantas saudades disto... 😒😒😒
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sábado, 27 de maio de 2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
O tal parto surreal
Bem, este post é só para quem gosta de ler estas coisas, mas de facto recebi alguns pedidos para detalhar o que chamei de "meu parto surreal".
Então, basicamente acordei na 5ª passada sem sintomas de maior. Tinha médico à tarde e estava convencida a falar com o médico sobre um possível toque ou mesmo indução na semana seguinte. Estava longe de imaginar o que se iria passar, mas coincidência ou não, antes de sair de casa disse ao marido para pôr as malas no carro, porque devíamos ser os únicos grávidos sem malas no carro...
Antes da consulta fomos almoçar ao Mc de Paço de Arcos, com direito a sundae a caminhar na praia. Tudo calmo...
De seguida corremos para a consulta. Primeiro o CTG. Pela primeira vez na minha vida a risca de contrações vinha sem qualquer alteração (embora eu tenha contado 3 irregulares). O médico nem queria acreditar. Perguntou-me se queria que me fizesse o toque, mas achámos melhor observar e só depois tomar decisões. Por isso fiquei pasma quando ele me disse que eu estava prestes a entrar em trabalho de parto. Tinha o colo apagado e permeável a 2 dedos. E ainda decidiu que não me ia fazer mais nada. Mandou-me dar uma volta a pé e voltar passado hora e meia. Não acreditei nem um pouco naquilo, achei mesmo que ele estava a exagerar, até porque nem sequer tinha grandes contrações. Fui ao El Corte, fui buscar as meninas e regressei à hora combinada. Algumas contrações irregulares, mas nada de especial. Qual não foi o meu espanto quando ele me diz que já tinha passado para 3 dedos e que já nem me deixava sequer ir a casa: era directa para o hospital que ele já iria lá ter. Ainda tentei argumentar, mas de nada me valeu.
Eram 19h20 quando entrei no hospital sozinha, depois de me ter despedido das meninas e do marido. Fui até às urgências e pedi internamento. Esperei pelas burocracias de confirmação e deviam ser umas 20h quando me chamaram para avaliação. O médico de serviço, muito à pressa, observou e disse: "3 dedos. Isto vai ser canja, mas agora tenho que ir embora. Ligue ao seu médico a dizer o que eu disse" (?!?). Assim o fiz e continuei à espera do tal internamento, sempre a fazer "piscinas" pelo corredor. Entretanto chegou a minha doula e ao conversar com ela percebi que já estava com contrações regulares, mas nem me dei ao trabalho de cronometrar... eram muito suportáveis, nada de especial.
Às 20h30 volto a ser chamada por outra médica para observação. Só que não, porque recusei! Tinha sido observada há pouco tempo e por isso não vi necessidade. A Dra não devia estar à espera, pediu desculpa e disse que como não havia registo não sabia que já tinha sido observada. Lá registou os dados todos e pude finalmente ir para o quarto.
Às 21h cheguei ao quarto. Só nessa altura é que as coisas animaram. Chegou a enfermeira e as contrações intensificaram. Consegui a custo, no pouco tempo de intervalo, dizer-lhe que não queria soro, que queria a bola, que não queria ficar deitada, que queria comer, e que queria poder ir ao duche. Foram precisos alguns minutos para isto tudo... Entretanto, às 21h15 aparece o meu médico que confirma os meus pedidos e me faz nova observação: 5 dedos!! Porém, o CTG não marcava contrações de intensidade superior a 40... Achei curioso a facilidade com que se "esquece" a mulher para focar no que nos diz uma máquina. Tive que reforçar que a máquina podia dizer o que quisesse, mas que as contrações estavam muito acima dessa intensidade, com um espaçamento de 1 minuto (se tanto)... Face ao contexto o médico achou que talvez não fosse boa ideia ir até casa jantar e ausentou-se para ir ao bar.
Desde essa altura eu já não me mexi mais. De pé, agarrada à cama, experimentei nos minutos seguintes dores de uma intensidade difícil de descrever, dores cujo intervalo rapidamente deixou de existir, que mal dava para respirar. Lembro-me do cheiro a lavanda que a minha querida doula ofereceu ao quarto e que foi o meu único alívio. Às 21h27 pedi para avisarem o meu marido para vir até ao hospital porque não sabia quanto tempo iria demorar. Sei que momentos depois atingi o limite, quebrei o meu silencio exterior, olhei nos olhos da doula e exigi a epidural! Eu sempre disse que iria fazer tudo para parir sem epidural, mas naquele limite não conseguia mais! Ela percebeu! Correu a chamar a enfermeira. E foi tudo muito rápido. "Sra enfermeira, estou a fazer força"
Gerou-se o pânico! "Não! Espere! Tem que se deitar, tenho que a observar...", a custo deitei-me para observação. Resultado: "está em expulsivo!!! Rápido!! Não faça forçaaaa!"
Senti levarem-me na cama do quarto, de forma desgovernada, sob gritos da enfermeira e outras que se foram juntando. Gritei! "O bebé está a nascer" Há coisas que não se controlam e o "respire e não faça força" eram palavras demasiado distantes e impossíveis. Senti pararmos no corredor no momento em que a cabeça no meu bebé deu à luz. Ainda não tínhamos chegado... mais gritos, mais confusão! Chegámos ao bloco e percebi que deviam estar umas 10 pessoas, entre médicos e enfermeiros que se foram juntando. E finalmente o meu médico. "Dr como a vamos passar para a maca?", "não vamos! Vou acabar o parto aqui". Assim o fez. Permitiu-me virar e ajudar o resto do meu bebe a nascer. E de repente alguém se lembra de perguntar: "a que horas nasceu o bebé?". Ninguém sabia ao certo... Eram 21h50 e eu já namorava o meu bebé. Ficou registado às 21h45 como "parto precipitado".
Então, basicamente acordei na 5ª passada sem sintomas de maior. Tinha médico à tarde e estava convencida a falar com o médico sobre um possível toque ou mesmo indução na semana seguinte. Estava longe de imaginar o que se iria passar, mas coincidência ou não, antes de sair de casa disse ao marido para pôr as malas no carro, porque devíamos ser os únicos grávidos sem malas no carro...
Antes da consulta fomos almoçar ao Mc de Paço de Arcos, com direito a sundae a caminhar na praia. Tudo calmo...
De seguida corremos para a consulta. Primeiro o CTG. Pela primeira vez na minha vida a risca de contrações vinha sem qualquer alteração (embora eu tenha contado 3 irregulares). O médico nem queria acreditar. Perguntou-me se queria que me fizesse o toque, mas achámos melhor observar e só depois tomar decisões. Por isso fiquei pasma quando ele me disse que eu estava prestes a entrar em trabalho de parto. Tinha o colo apagado e permeável a 2 dedos. E ainda decidiu que não me ia fazer mais nada. Mandou-me dar uma volta a pé e voltar passado hora e meia. Não acreditei nem um pouco naquilo, achei mesmo que ele estava a exagerar, até porque nem sequer tinha grandes contrações. Fui ao El Corte, fui buscar as meninas e regressei à hora combinada. Algumas contrações irregulares, mas nada de especial. Qual não foi o meu espanto quando ele me diz que já tinha passado para 3 dedos e que já nem me deixava sequer ir a casa: era directa para o hospital que ele já iria lá ter. Ainda tentei argumentar, mas de nada me valeu.
Eram 19h20 quando entrei no hospital sozinha, depois de me ter despedido das meninas e do marido. Fui até às urgências e pedi internamento. Esperei pelas burocracias de confirmação e deviam ser umas 20h quando me chamaram para avaliação. O médico de serviço, muito à pressa, observou e disse: "3 dedos. Isto vai ser canja, mas agora tenho que ir embora. Ligue ao seu médico a dizer o que eu disse" (?!?). Assim o fiz e continuei à espera do tal internamento, sempre a fazer "piscinas" pelo corredor. Entretanto chegou a minha doula e ao conversar com ela percebi que já estava com contrações regulares, mas nem me dei ao trabalho de cronometrar... eram muito suportáveis, nada de especial.
Às 20h30 volto a ser chamada por outra médica para observação. Só que não, porque recusei! Tinha sido observada há pouco tempo e por isso não vi necessidade. A Dra não devia estar à espera, pediu desculpa e disse que como não havia registo não sabia que já tinha sido observada. Lá registou os dados todos e pude finalmente ir para o quarto.
Às 21h cheguei ao quarto. Só nessa altura é que as coisas animaram. Chegou a enfermeira e as contrações intensificaram. Consegui a custo, no pouco tempo de intervalo, dizer-lhe que não queria soro, que queria a bola, que não queria ficar deitada, que queria comer, e que queria poder ir ao duche. Foram precisos alguns minutos para isto tudo... Entretanto, às 21h15 aparece o meu médico que confirma os meus pedidos e me faz nova observação: 5 dedos!! Porém, o CTG não marcava contrações de intensidade superior a 40... Achei curioso a facilidade com que se "esquece" a mulher para focar no que nos diz uma máquina. Tive que reforçar que a máquina podia dizer o que quisesse, mas que as contrações estavam muito acima dessa intensidade, com um espaçamento de 1 minuto (se tanto)... Face ao contexto o médico achou que talvez não fosse boa ideia ir até casa jantar e ausentou-se para ir ao bar.
Desde essa altura eu já não me mexi mais. De pé, agarrada à cama, experimentei nos minutos seguintes dores de uma intensidade difícil de descrever, dores cujo intervalo rapidamente deixou de existir, que mal dava para respirar. Lembro-me do cheiro a lavanda que a minha querida doula ofereceu ao quarto e que foi o meu único alívio. Às 21h27 pedi para avisarem o meu marido para vir até ao hospital porque não sabia quanto tempo iria demorar. Sei que momentos depois atingi o limite, quebrei o meu silencio exterior, olhei nos olhos da doula e exigi a epidural! Eu sempre disse que iria fazer tudo para parir sem epidural, mas naquele limite não conseguia mais! Ela percebeu! Correu a chamar a enfermeira. E foi tudo muito rápido. "Sra enfermeira, estou a fazer força"
Gerou-se o pânico! "Não! Espere! Tem que se deitar, tenho que a observar...", a custo deitei-me para observação. Resultado: "está em expulsivo!!! Rápido!! Não faça forçaaaa!"
Senti levarem-me na cama do quarto, de forma desgovernada, sob gritos da enfermeira e outras que se foram juntando. Gritei! "O bebé está a nascer" Há coisas que não se controlam e o "respire e não faça força" eram palavras demasiado distantes e impossíveis. Senti pararmos no corredor no momento em que a cabeça no meu bebé deu à luz. Ainda não tínhamos chegado... mais gritos, mais confusão! Chegámos ao bloco e percebi que deviam estar umas 10 pessoas, entre médicos e enfermeiros que se foram juntando. E finalmente o meu médico. "Dr como a vamos passar para a maca?", "não vamos! Vou acabar o parto aqui". Assim o fez. Permitiu-me virar e ajudar o resto do meu bebe a nascer. E de repente alguém se lembra de perguntar: "a que horas nasceu o bebé?". Ninguém sabia ao certo... Eram 21h50 e eu já namorava o meu bebé. Ficou registado às 21h45 como "parto precipitado".
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Ocitocinando...
Andamos numa fase de espalhar ocitocina (aka amor) nas nossas vidas! Claro que devido à faixa etária das nossas filhas, é impossível não haver momentos de descargas de cortisol e adrenalina (aka gritos e birras), mas andamos a tentar a via da harmonia, até para que o Manel não ache perigoso ou arriscado vir cá para fora.
Mas ainda assim, ainda só tivemos ameaços, nada de concretizações. E com isto confirmo, ainda <in vitro>, uma antiga teoria minha de que os homens são em geral um atraso de vida a tomarem decisões que mudem as suas vidas, principalmente aquelas que têm grande potencial de os colocarem em situações de pouco conforto ou controlo. É com pena que verifico que normalmente tem mesmo que existir por trás uma mulher de mão e palavra forte para lhes dar o tal empurrazinho (ou xuto no rabo) de que precisam para andarem para a frente.
E pronto, hoje vamos iniciar os empurrões, mais logo na consulta. Sim, porque a mãe não fica contente apenas com contrações regulares e dores que depois "puff" desaparecem na hora do real soninho porque já se está cansado!
"Manel, Manel!! Vais-me dar trabalho... à vais vais... olha que tenho pouca paciência para homens bananas..."
Mas ainda assim, ainda só tivemos ameaços, nada de concretizações. E com isto confirmo, ainda <in vitro>, uma antiga teoria minha de que os homens são em geral um atraso de vida a tomarem decisões que mudem as suas vidas, principalmente aquelas que têm grande potencial de os colocarem em situações de pouco conforto ou controlo. É com pena que verifico que normalmente tem mesmo que existir por trás uma mulher de mão e palavra forte para lhes dar o tal empurrazinho (ou xuto no rabo) de que precisam para andarem para a frente.
E pronto, hoje vamos iniciar os empurrões, mais logo na consulta. Sim, porque a mãe não fica contente apenas com contrações regulares e dores que depois "puff" desaparecem na hora do real soninho porque já se está cansado!
"Manel, Manel!! Vais-me dar trabalho... à vais vais... olha que tenho pouca paciência para homens bananas..."
terça-feira, 18 de abril de 2017
Estou demasiado grávida, há demasiado tempo...
E o tempo é uma percepção. Não são horas, nem minutos. São sentimentos, são sensações!
Bati o meu record de gestação, e aos poucos chego ao meu limite. Não é um limite físico, ou também o é, de certa forma, mas não é esse que custa mais. Acho que me está a ser cobrado todo o esforço emocional que me acompanhou durante meses... aprendi que os dias se contam um a um, aprendi que esperança é diferente de expectativa, aprendi que a única certeza é o momento do agora. Aprendi tudo isto e muito mais, obriguei-me a relativizar e a desconstruir, tudo para atingir um objectivo. Sinto que já chega. Não consigo exigir mais de mim, quero a minha recompensa, aqui e agora! Parece que esgotei a minha capacidade de ser tolerante, positiva ou racional. Nada funciona. Persiste um sentimento de "já chega!" de "não aguento mais". Apetece-me chorar, tudo o que não chorei... descarregar as dores da alma que agora se acompanham das dores físicas. E já não quero aprender mais nada, e já não quero fazer mais esforço. E sei que me vou arrepender, sei que me vou julgar e culpar por ter sido tão egoista, por não ter sido capaz de esperar, mas hoje sinto-me sem forças, e quero ser eu outra vez... e por favor, não me julguem, porque isto já é difícil o suficiente...
Bati o meu record de gestação, e aos poucos chego ao meu limite. Não é um limite físico, ou também o é, de certa forma, mas não é esse que custa mais. Acho que me está a ser cobrado todo o esforço emocional que me acompanhou durante meses... aprendi que os dias se contam um a um, aprendi que esperança é diferente de expectativa, aprendi que a única certeza é o momento do agora. Aprendi tudo isto e muito mais, obriguei-me a relativizar e a desconstruir, tudo para atingir um objectivo. Sinto que já chega. Não consigo exigir mais de mim, quero a minha recompensa, aqui e agora! Parece que esgotei a minha capacidade de ser tolerante, positiva ou racional. Nada funciona. Persiste um sentimento de "já chega!" de "não aguento mais". Apetece-me chorar, tudo o que não chorei... descarregar as dores da alma que agora se acompanham das dores físicas. E já não quero aprender mais nada, e já não quero fazer mais esforço. E sei que me vou arrepender, sei que me vou julgar e culpar por ter sido tão egoista, por não ter sido capaz de esperar, mas hoje sinto-me sem forças, e quero ser eu outra vez... e por favor, não me julguem, porque isto já é difícil o suficiente...
segunda-feira, 10 de abril de 2017
A falsa sensação.
Já aconteceu antes. E eu até entendo que aconteça. Depois de tantos meses de sufoco chegar ao termo pode até parecer patético ou suspeito. Comentários como "afinal...", "tanta coisa, tanta coisa..." ou "então mas e agora nada?", provavelmente vêm por bem, mas garanto que não são agradáveis. De repente sinto-me pressionada a parir! Como se estivesse fora do tempo, ou se a nossa história para ser épica precisasse de um final em jeito de melodrama.
O meu esforço, o nosso esforço, foi para que conseguíssemos chegar até aqui. Conseguimos! E isso não é uma conquista desenxabida, mas antes de louvor! Depois de toda a medicação que fiz, todas as intervenções, todo o repouso, etc, é natural que o corpo demore a responder, ou até que precise de tempo para se adaptar.
Mas eu estou calma, estou em paz. Posso estar um pouco ansiosa e cansada, mas estou calma. E acima de tudo, bem disposta! E este é outro ponto que gostava de desmistificar: eu não preciso que me animem, ou que me digam que tenho que estar calma e bem humorada... É difícil não corresponder às expectativas de cada um, mas sou apenas eu! Não a imagem que cada um fez de mim...
E já agora, antecipando a "coisa", também não me parece que a lua vá ter grande efeito por aqui. Lamento desiludir os mais crentes...
O meu esforço, o nosso esforço, foi para que conseguíssemos chegar até aqui. Conseguimos! E isso não é uma conquista desenxabida, mas antes de louvor! Depois de toda a medicação que fiz, todas as intervenções, todo o repouso, etc, é natural que o corpo demore a responder, ou até que precise de tempo para se adaptar.
Mas eu estou calma, estou em paz. Posso estar um pouco ansiosa e cansada, mas estou calma. E acima de tudo, bem disposta! E este é outro ponto que gostava de desmistificar: eu não preciso que me animem, ou que me digam que tenho que estar calma e bem humorada... É difícil não corresponder às expectativas de cada um, mas sou apenas eu! Não a imagem que cada um fez de mim...
E já agora, antecipando a "coisa", também não me parece que a lua vá ter grande efeito por aqui. Lamento desiludir os mais crentes...
domingo, 9 de abril de 2017
As luas e os (quiça) últimos cartuchos
Fim de semana calminho, que é como quem diz, na loucura de uma casa cheia de gaiatas... E aos poucos vou picando o ponto, na vida que deixei lá fora em suspenso. Pensei que fosse sentir mais distância ou desconforto, mas tudo é estranhamente familiar, como se os últimos meses não tivessem passado. Volto a entrar nas rotinas: o ballet, o banho, as refeições... E voltamos a hábitos antigos, às nossas saídas e passeios, condicionadas a uma condição medíocre, mas esforçada! Andamos a gozar o reencontro da vida que tivemos, a queimar os últimos cartuchos, antes de entrarmos na nova realidade difusa que se advinha.
Quando? Será que está próximo? É uma pergunta que me surge diversas vezes na minha cabeça. Não sei. É um sentimento estupidamente difícil de tolerar, mais para alguém a quem nada pode fugir do seu controlo... e de repente há espaço para superstições, e fico nervosa! As luas, o místico, aquilo que a ciência recusa, e eu, por inerência. Mas que toda a gente fala, e nos deixa na dúvida, em situações de fragilidade. Mas será? O que é certo é que, mal ou bem, estarei cá para evidenciar, mesmo não sendo significativa...
Quando? Será que está próximo? É uma pergunta que me surge diversas vezes na minha cabeça. Não sei. É um sentimento estupidamente difícil de tolerar, mais para alguém a quem nada pode fugir do seu controlo... e de repente há espaço para superstições, e fico nervosa! As luas, o místico, aquilo que a ciência recusa, e eu, por inerência. Mas que toda a gente fala, e nos deixa na dúvida, em situações de fragilidade. Mas será? O que é certo é que, mal ou bem, estarei cá para evidenciar, mesmo não sendo significativa...
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Vai uma aposta?
Hoje fui mais uma vez à eco + CTG + consulta. Hoje fui com a M atrelada, após ter vomitado o carro todo à chegada à escola... (aquelas doenças convenientes que aparecem subitamente em momentos de grande relevância como chegada à escola, prato da sopa servido, etc etc, mas que felizmente desaparecem tão rapidamente quanto apareceram...)
Enfim, a reavaliação: o bebé continua óptimo. Tem peso estimado de 2,8kg, boa vitalidade. A mamã ainda goza de piscina olímpica (se bem que o espaço para braçadas é visivelmente menor), a placenta continua a fazer o seu papel que é repartir com o meu texugo as porcarias que ingiro (se bem que acho que poderia estar a fazer uma melhor distribuição, tendo em conta o tamanho do meu rabo nos últimos tempos). Do CTG nem vou falar porque acho um exame completamente desnecessário e inútil nesta fase... A consulta com o médico também correu bem. Fiz o toquinho para avaliação do colo, e concluiu-se que se encontra em apagamento... tendo em conta que tirei o anel há dois dias, parece-me que o meu corpinho anda a trabalhar bem! Por isso as indicações são: fazer a vida normal (que conseguir) a partir de agora... Mas depois do almoço deprimente que tive nas Docas hoje, que mais parecia uma sessão de dor e tortura, em que até ir ao wc se mostrou um enorme desafio, não sei exactamente como classificar esta "vida normal"... Até porque se bem me lembro, a minha normalidade até aqui foi bem bem repousada...
Mas pronto, agora é esperar que o Don Manel Maria I se decida a vir conhecer esta louca família que está à espera dele.
Entretanto, o médico não deixou de fazer a sua aposta na data do nascimento. Qual é a vossa?
Enfim, a reavaliação: o bebé continua óptimo. Tem peso estimado de 2,8kg, boa vitalidade. A mamã ainda goza de piscina olímpica (se bem que o espaço para braçadas é visivelmente menor), a placenta continua a fazer o seu papel que é repartir com o meu texugo as porcarias que ingiro (se bem que acho que poderia estar a fazer uma melhor distribuição, tendo em conta o tamanho do meu rabo nos últimos tempos). Do CTG nem vou falar porque acho um exame completamente desnecessário e inútil nesta fase... A consulta com o médico também correu bem. Fiz o toquinho para avaliação do colo, e concluiu-se que se encontra em apagamento... tendo em conta que tirei o anel há dois dias, parece-me que o meu corpinho anda a trabalhar bem! Por isso as indicações são: fazer a vida normal (que conseguir) a partir de agora... Mas depois do almoço deprimente que tive nas Docas hoje, que mais parecia uma sessão de dor e tortura, em que até ir ao wc se mostrou um enorme desafio, não sei exactamente como classificar esta "vida normal"... Até porque se bem me lembro, a minha normalidade até aqui foi bem bem repousada...
Mas pronto, agora é esperar que o Don Manel Maria I se decida a vir conhecer esta louca família que está à espera dele.
Entretanto, o médico não deixou de fazer a sua aposta na data do nascimento. Qual é a vossa?
terça-feira, 4 de abril de 2017
Hoje foi dia de...
Ficar mais leve! Aliás, nem deixei que me pesassem antes de o tirar. Pesa umas 20 ou 50g mas o seu peso é na verdade incalculável.
Apareceu no meio da angústia, como incerto e promissor. Aceitei sem reservas, como esperança empacotada. Ajudou-me a parar de chorar quando os tempos eram difíceis e ajudou-me a acreditar e a lutar. Susteve-me! A mim e ao meu bebé! Durante 3 meses e meio, aguentou a fúria do meu corpo e ajudou o meu caminho a ser menos cinzento. A cada avaliação, um respirar fundo. Se pudesse agradecer, agradecia! Mas também tudo o que me fez sentir, toda a tranquilidade que me deu!
Hoje foi o dia de tirar o pessário. E hoje foi também o dia em que aceitei para o meu corpo, que estava livre para tomar o controlo da situação e ditar o seu desfecho, seja ele qual e quando for.
Com ele retirei também quase toda a medicação. Recebi permissão para me ir pondo de pé, sem grandes esforços, até porque (compreensivelmente) não consigo!
Saí leve, mas não vou mentir: saí diferente. Em vários sentidos, mas talvez o mais importante é que saí a respirar fundo. Sinto que terminei uma missão, mas sem tempo de tréguas, me apresso a iniciar outra, muito maior, que traz novos e consideráveis desafios, e que me assustam! E eu só espero estar à altura, não sempre, mas pelo menos na maioria das vezes, porque ser mãe é isto! Ir até ao fim do mundo, ou não sair da cama, se disso depender a vida e felicidade dos nossos filhos!
Apareceu no meio da angústia, como incerto e promissor. Aceitei sem reservas, como esperança empacotada. Ajudou-me a parar de chorar quando os tempos eram difíceis e ajudou-me a acreditar e a lutar. Susteve-me! A mim e ao meu bebé! Durante 3 meses e meio, aguentou a fúria do meu corpo e ajudou o meu caminho a ser menos cinzento. A cada avaliação, um respirar fundo. Se pudesse agradecer, agradecia! Mas também tudo o que me fez sentir, toda a tranquilidade que me deu!
Hoje foi o dia de tirar o pessário. E hoje foi também o dia em que aceitei para o meu corpo, que estava livre para tomar o controlo da situação e ditar o seu desfecho, seja ele qual e quando for.
Com ele retirei também quase toda a medicação. Recebi permissão para me ir pondo de pé, sem grandes esforços, até porque (compreensivelmente) não consigo!
Saí leve, mas não vou mentir: saí diferente. Em vários sentidos, mas talvez o mais importante é que saí a respirar fundo. Sinto que terminei uma missão, mas sem tempo de tréguas, me apresso a iniciar outra, muito maior, que traz novos e consideráveis desafios, e que me assustam! E eu só espero estar à altura, não sempre, mas pelo menos na maioria das vezes, porque ser mãe é isto! Ir até ao fim do mundo, ou não sair da cama, se disso depender a vida e felicidade dos nossos filhos!
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Laurear a pevide
E chegadas as tão desejadas 36 semanas fomos comemorar com... laurear a pevide! Que é como quem diz: pôr os pauzinhos ao sol.
Então, acordei, arranjei-me e fui com a M à primeira sessão de terapia da fala, depois fui deixá-la ao colégio e ainda tive (pseudo) energia para ir comprar 3 coisitas do supermercado. E pronto, coisas mundanas e banais que a mim souberam a místico e proibitivo.
Agora que regressei ao ninho, devo passar o resto do dia a ressacar, porque isto de estar há 5 meses deitada não nos deixa assim em grande forma física, principalmente quando acompanhado de mais 13kg e uma barriga gigante! ... Mas feliz 😊
Então, acordei, arranjei-me e fui com a M à primeira sessão de terapia da fala, depois fui deixá-la ao colégio e ainda tive (pseudo) energia para ir comprar 3 coisitas do supermercado. E pronto, coisas mundanas e banais que a mim souberam a místico e proibitivo.
Agora que regressei ao ninho, devo passar o resto do dia a ressacar, porque isto de estar há 5 meses deitada não nos deixa assim em grande forma física, principalmente quando acompanhado de mais 13kg e uma barriga gigante! ... Mas feliz 😊
sábado, 1 de abril de 2017
Não é possivel!!
Nem estou a acreditar no que acabei de ver!!! No meio da minha barriguinha linda e amorosa, brilhante e gigante, eis que descobri ali logo a seguir ao umbigo... uma estria!
O horror! A desgraça 😩😩😩
E não, não é mentira... infelizmente!
Mas a propósito do dia de hoje, parece mentira que logo hoje, o dia em que "pode sair de casa, mas só um bocadinho" (pelas palavras do médico), estou em casa doente. A sério?!? O que mais me vai acontecer hoje???
O horror! A desgraça 😩😩😩
E não, não é mentira... infelizmente!
Mas a propósito do dia de hoje, parece mentira que logo hoje, o dia em que "pode sair de casa, mas só um bocadinho" (pelas palavras do médico), estou em casa doente. A sério?!? O que mais me vai acontecer hoje???
quinta-feira, 23 de março de 2017
Mais uma semaninha, mais uma voltinha...
De regresso ao médico... confesso que apesar do momento "sair de casa" continuar a ser bastante esperado, a repetição do caminho já enjoa... 3h sequei eu hoje naquele consultório, sem sequer dormir a sesta (ah, esta é a minha última aquisição. De há dois dias para cá que sinto uma enorme exaustão, como se continuamente me andasse a passar um camião por cima, e o simples levantar do telefone, equivalesse ao levantamento de pesos pesados). Adiante, acho que o meu estado meio azombiado me impossibilitou de fazer grandes "apanhados da matéria" ou "reflexões profundas da conjuntura actual". Em suma, o colo está "curtinho, curtinho", as contrações existem mas esta semana com uma intensidade ligeiramente menor. Prognósticos há muitos, para todos os gostos e... qualquer um deles sem fundamento nenhum. E apesar das gracinhas e convicções, uma coisa é certa: o senhor doutor pela-se de "medo" de tirar o dito cujo que aqui está (o aparelho, não o bebé...), e por isso voltamos para a semana, em jeito de verificar que ainda cá estamos sem adiantar grande coisa ao conhecimento adquirido.
Bem, e uma vez que já devo ter entrado em transe, pela quantidade de vezes que já adormeci a escrever isto, vou só comer a minha pratada de cerelac e dar descanso ao(s) guerreiro(s).
Bem, e uma vez que já devo ter entrado em transe, pela quantidade de vezes que já adormeci a escrever isto, vou só comer a minha pratada de cerelac e dar descanso ao(s) guerreiro(s).
segunda-feira, 20 de março de 2017
"A" sessão!
Ei-la!
Depois da decepção já descrita no post anterior, e da corrente fantástica de sugestões e referências de fotógrafos cada um mais apetecível do que o outro, a decisão tinha de chegar. O reforço das sugestões, versus a satisfação de todas as nossas (vá, principalmente minhas!) condicionantes e exigências, levou a um caderninho com dois ou três nomes. Coube ao marido decidir!
E a decisão revelou-se deveras acertada... Numa sessão fotográfica que pouco pareceu. Entre sorrisos e partilhas, macacadas e tontarias. Um começo nervoso e hesitante, que acabou em abraços e pedidos de regresso... Os batons (con)venceram e deram o mote a momentos tão especiais quanto carregados de cumplicidade e simplicidade.
Estou feliz! Não só porque tive a oportunidade de conhecer mais uma pessoa fantástica, uma Mãe com M grande, mas também porque percebi que foi acima de tudo um momento bem passado, divertido e cheio de amor!
Obrigada pelo que fez hoje por nós Ana Luisa Murjal (mêAmor)! Vai ficar sempre no nosso coração ❤
Deixo o link da página da Ana
https://www.facebook.com/M%C3%AAAmor-617246821719359/
Depois da decepção já descrita no post anterior, e da corrente fantástica de sugestões e referências de fotógrafos cada um mais apetecível do que o outro, a decisão tinha de chegar. O reforço das sugestões, versus a satisfação de todas as nossas (vá, principalmente minhas!) condicionantes e exigências, levou a um caderninho com dois ou três nomes. Coube ao marido decidir!
E a decisão revelou-se deveras acertada... Numa sessão fotográfica que pouco pareceu. Entre sorrisos e partilhas, macacadas e tontarias. Um começo nervoso e hesitante, que acabou em abraços e pedidos de regresso... Os batons (con)venceram e deram o mote a momentos tão especiais quanto carregados de cumplicidade e simplicidade.
Estou feliz! Não só porque tive a oportunidade de conhecer mais uma pessoa fantástica, uma Mãe com M grande, mas também porque percebi que foi acima de tudo um momento bem passado, divertido e cheio de amor!
Obrigada pelo que fez hoje por nós Ana Luisa Murjal (mêAmor)! Vai ficar sempre no nosso coração ❤
Deixo o link da página da Ana
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Dia do Pai
Agora sobre o dia do pai. Nem sei bem por onde começar...
Na semana passada apercebi-me que o dia do pai estava mesmo atrás de mim e eu com as preocupações do Manel não tinha tratado de nada. Não é que eu seja do tipo de pessoa que ande a gastar dinheiro com prendas e outros de cariz puramente comercial, mas gosto sempre de marcar o dia com qualquer coisa. O meu programa preferido é o passeio, pic-nic por exemplo, ou uma refeição mais cuidada com direito a docinho preparado em conjunto com as filhotas. Também tenho por hábito fazer alguma prendinha simples com elas, na base do DIY. No entanto, dadas as circunstâncias actuais, não achei nenhuma destas possível.
O que me animava era o facto de termos uma sessão fotográfica marcada para ontem de manhã (há mais de 2 meses), o que aliava duas coisas: uma grande grande vontade minha de juntar toda a família, criando uma recordação em forma de homenagem merecida, e tornar o dia do Pai ainda mais especial e marcante.
Ainda assim, fiz um pedido de ajuda via facebook, na tentativa de conseguir alguma prendinha de última hora para dar ao papá. E há coisas maravilhosas! No final da noite de 4ª, quando eu já tinha perdido a esperança, fui contactada pela dona da loja "Original Store", que se deu ao trabalho de me ajudar e de estar comigo quase até à meia noite a trocar mensagens e ideias. Foi graças a ela que ontem pude dar uma prendinha mais "personalizada", não só ao marido, mas também a cada filhote (agora um deslize: voltei a errar o número do homem... tenho mesmo que decorar que ele veste o M...).
Mas, e há sempre um sacana de um MAS, no Sábado à noite quando fui levar a última injecção, decidi enviar uma sms à fotógrafa a perguntar se precisava de alguma dica para chegar cá a casa. Infelizmente não estava minimamente preparada para receber o que recebi em troca: "Lamento mas não vai dar. Se quiser marque para os próximos fins de semana". Fiquei para morrer, num desânimo que só visto... Bem sei que era apenas uma sessão fotográfica, mas depois do que temos passado, eu queria mesmo registar este momento. E não sei se "nos próximos fins de semana", continuarei grávida. Que grande decepção!
Então, ontem de manhã voltei ao facebook para expor o meu desalento e pedir ajuda (de novo!). E é incrível a força das mães juntas. Recebi dezenas de respostas, sugestões, referências, trabalhos espectaculares que dá vontade de experimentar TODOS!! Infelizmente não posso escolher todos, e dadas todas as condicionantes que tenho, fiz uma "short list" e pedi ao marido para escolher, tendo em conta que os horários difíceis são a secção dele. Escolha feita! Logo à tarde, se Deus quiser!!! Mas não vou contar já quem foi, vai ser surpresa!
Bem, mas voltando ao dia do Pai, apesar de tudo, correu muito bem. Foi totalmente caseiro, com direito a doce especial feito pelo próprio pai, com brincadeira, desenhos, visitas, birras, miminhos, beijinhos e abracinhos, sessão de cinema e de dança, e pipocas (muitas!!! 😖) e tremoços (muitos!!! 🤢). No fundo um feliz dia em família, em bolha de amor, que define tão bem o pai (e mãe) que somos!
Na semana passada apercebi-me que o dia do pai estava mesmo atrás de mim e eu com as preocupações do Manel não tinha tratado de nada. Não é que eu seja do tipo de pessoa que ande a gastar dinheiro com prendas e outros de cariz puramente comercial, mas gosto sempre de marcar o dia com qualquer coisa. O meu programa preferido é o passeio, pic-nic por exemplo, ou uma refeição mais cuidada com direito a docinho preparado em conjunto com as filhotas. Também tenho por hábito fazer alguma prendinha simples com elas, na base do DIY. No entanto, dadas as circunstâncias actuais, não achei nenhuma destas possível.
O que me animava era o facto de termos uma sessão fotográfica marcada para ontem de manhã (há mais de 2 meses), o que aliava duas coisas: uma grande grande vontade minha de juntar toda a família, criando uma recordação em forma de homenagem merecida, e tornar o dia do Pai ainda mais especial e marcante.
Ainda assim, fiz um pedido de ajuda via facebook, na tentativa de conseguir alguma prendinha de última hora para dar ao papá. E há coisas maravilhosas! No final da noite de 4ª, quando eu já tinha perdido a esperança, fui contactada pela dona da loja "Original Store", que se deu ao trabalho de me ajudar e de estar comigo quase até à meia noite a trocar mensagens e ideias. Foi graças a ela que ontem pude dar uma prendinha mais "personalizada", não só ao marido, mas também a cada filhote (agora um deslize: voltei a errar o número do homem... tenho mesmo que decorar que ele veste o M...).
Mas, e há sempre um sacana de um MAS, no Sábado à noite quando fui levar a última injecção, decidi enviar uma sms à fotógrafa a perguntar se precisava de alguma dica para chegar cá a casa. Infelizmente não estava minimamente preparada para receber o que recebi em troca: "Lamento mas não vai dar. Se quiser marque para os próximos fins de semana". Fiquei para morrer, num desânimo que só visto... Bem sei que era apenas uma sessão fotográfica, mas depois do que temos passado, eu queria mesmo registar este momento. E não sei se "nos próximos fins de semana", continuarei grávida. Que grande decepção!
Então, ontem de manhã voltei ao facebook para expor o meu desalento e pedir ajuda (de novo!). E é incrível a força das mães juntas. Recebi dezenas de respostas, sugestões, referências, trabalhos espectaculares que dá vontade de experimentar TODOS!! Infelizmente não posso escolher todos, e dadas todas as condicionantes que tenho, fiz uma "short list" e pedi ao marido para escolher, tendo em conta que os horários difíceis são a secção dele. Escolha feita! Logo à tarde, se Deus quiser!!! Mas não vou contar já quem foi, vai ser surpresa!
Bem, mas voltando ao dia do Pai, apesar de tudo, correu muito bem. Foi totalmente caseiro, com direito a doce especial feito pelo próprio pai, com brincadeira, desenhos, visitas, birras, miminhos, beijinhos e abracinhos, sessão de cinema e de dança, e pipocas (muitas!!! 😖) e tremoços (muitos!!! 🤢). No fundo um feliz dia em família, em bolha de amor, que define tão bem o pai (e mãe) que somos!
34 semanas!!!
E antes de escrever sobre ontem, não podia deixar de comemorar as 34 semanas!!! Outro grande marco que conseguimos atingir.
Desde que fiz as injecções que me tenho sentido melhor. Parece que houve calmaria... estou queixosa, mas os sintomas (pelo menos parecem) menos intensos. Sei que faz parte do processo, ora avança, ora recua. Esta fase é mesmo assim, até iniciar em força. Talvez o facto de estarmos todos tranquilos ajude a passar os momentos mais intensos. Sei que mesmo com dores e contrações, nada acontece enquanto a bolsa não romper ou as contrações não se tornarem regulares, por isso vamos andando.
O marido está um bocado mais ansioso, não que o diga (claro!), mas porque passa a vida a perguntar-me como estou ou o que estou a sentir. É compreensível!
E já agora, porque também faz parte desta conquista, gostava ainda de agradecer a quem me enviou mensagens logo de manhã a felicitar pelas semaninhas! Ainda estava eu a abanar o tico e o teco e já havia quem se tivesse lembrado de nós! Um muito obrigada por estarem aí e nos darem todo este carinho!
Desde que fiz as injecções que me tenho sentido melhor. Parece que houve calmaria... estou queixosa, mas os sintomas (pelo menos parecem) menos intensos. Sei que faz parte do processo, ora avança, ora recua. Esta fase é mesmo assim, até iniciar em força. Talvez o facto de estarmos todos tranquilos ajude a passar os momentos mais intensos. Sei que mesmo com dores e contrações, nada acontece enquanto a bolsa não romper ou as contrações não se tornarem regulares, por isso vamos andando.
O marido está um bocado mais ansioso, não que o diga (claro!), mas porque passa a vida a perguntar-me como estou ou o que estou a sentir. É compreensível!
E já agora, porque também faz parte desta conquista, gostava ainda de agradecer a quem me enviou mensagens logo de manhã a felicitar pelas semaninhas! Ainda estava eu a abanar o tico e o teco e já havia quem se tivesse lembrado de nós! Um muito obrigada por estarem aí e nos darem todo este carinho!
sexta-feira, 17 de março de 2017
Tanto mimo para 1 (+1) pessoa só ☺️
E de repente tenho um dia fantástico! Não que os outros não sejam bons, mas este foi inspirador, recheado de uma energia mega! E penso que Deus não me deixa sozinha e desamparada. E quando mais preciso, me envia sempre os seus anjos na terra, que de uma maneira ou de outra, me mimam e me carregam as baterias. E assim permaneço com um sorriso nos lábios, que teima em não sair, e aproveito para agradecer às pessoas maravilhosas que vão cruzando o nosso caminho, que passam a fazer parte da nossa caminhada:
- Às senhoras enfermeiras, que me aturam com carinho e esmero
- Ao meu médico por ser tão humano e sincero
- À directora de neonatologia da MAC que tirou um bocadinho do seu tempo para falar comigo, sem sequer me conhecer, para discutir as minhas preocupações e os estudos científicos que li
- A todos aqueles que se cruzaram comigo e me sorriram, e que mesmo sem saberem me transmitiram uma energia boa
- À minha irmã por me socorrer e mimar
- Ao conjunto de mulheres espetaculares que hoje se juntaram ao meu redor (mesmo as que só estiveram em pensamento e coração), com o propósito de me ouvir, esclarecer e roubar uma boa gargalhada
- Ao meu marido por ter faltado a todos aqueles compromissos profissionais inadiáveis, para nunca me largar a mão
- Às minha filhas, porque sem elas, nada disto fazia o menor sentido...
- E a todas as outras que não agradeço directamente, mas que tornam a nossa vida melhor, mais rica e alegre
E ao meu bebé que a cada dia me ensina a ser um pessoa melhor!
PS: tomei a decisão de fazer a maturação. Fiz também as análises necessárias ao parto. Sinto-me tranquila.
- Às senhoras enfermeiras, que me aturam com carinho e esmero
- Ao meu médico por ser tão humano e sincero
- À directora de neonatologia da MAC que tirou um bocadinho do seu tempo para falar comigo, sem sequer me conhecer, para discutir as minhas preocupações e os estudos científicos que li
- A todos aqueles que se cruzaram comigo e me sorriram, e que mesmo sem saberem me transmitiram uma energia boa
- À minha irmã por me socorrer e mimar
- Ao conjunto de mulheres espetaculares que hoje se juntaram ao meu redor (mesmo as que só estiveram em pensamento e coração), com o propósito de me ouvir, esclarecer e roubar uma boa gargalhada
- Ao meu marido por ter faltado a todos aqueles compromissos profissionais inadiáveis, para nunca me largar a mão
- Às minha filhas, porque sem elas, nada disto fazia o menor sentido...
- E a todas as outras que não agradeço directamente, mas que tornam a nossa vida melhor, mais rica e alegre
E ao meu bebé que a cada dia me ensina a ser um pessoa melhor!
PS: tomei a decisão de fazer a maturação. Fiz também as análises necessárias ao parto. Sinto-me tranquila.
quinta-feira, 16 de março de 2017
Decisões antecipadas
Hoje foi o dia da consulta antecipada. Resumidamente acho que posso dividir as notícias em: o bom, o mau e o talvez...
Bebé: peso estimado é 2130g MAS desceu de percentil.
Continua cefálico MAS encaixou-se de tal forma que está "entalado" e a pressionar a bacia
Colo: não diminuiu muito MAS está a ceder com as contrações
Contrações: não estão regulares MAS demasiado intensas para o que "é suposto"
Posto isto, o talvez é a incerteza: quanto tempo "teremos"? Quando entrarei em trabalho de parto activo? Como irá reagir o MM?
Infelizmente ninguém sabe. Nas palavras do médico: "a sua sorte é as contrações não estarem regulares, mas não sabemos quando passarão a estar. Pode acontecer em qualquer momento, e isso ditará a entrada em trabalho de parto". E assim voltou à baila de novo a conversa da maturação. Voltou a reforçar que dado o risco eminente, e a minha vontade de parir no hotel, que seria conveniente fazer as tais injecções. Sem demorar mais, passou uma carta para entregar no hospital e pediu-me que refletisse e decidisse, sendo que a responsabilidade passaria a ser minha.
Vou dormir sobre o assunto e esperar que tudo se mantenha mais uns dias, quantos mais melhor, com a esperança de ir à próxima consulta na próxima semana...
Bebé: peso estimado é 2130g MAS desceu de percentil.
Continua cefálico MAS encaixou-se de tal forma que está "entalado" e a pressionar a bacia
Colo: não diminuiu muito MAS está a ceder com as contrações
Contrações: não estão regulares MAS demasiado intensas para o que "é suposto"
Posto isto, o talvez é a incerteza: quanto tempo "teremos"? Quando entrarei em trabalho de parto activo? Como irá reagir o MM?
Infelizmente ninguém sabe. Nas palavras do médico: "a sua sorte é as contrações não estarem regulares, mas não sabemos quando passarão a estar. Pode acontecer em qualquer momento, e isso ditará a entrada em trabalho de parto". E assim voltou à baila de novo a conversa da maturação. Voltou a reforçar que dado o risco eminente, e a minha vontade de parir no hotel, que seria conveniente fazer as tais injecções. Sem demorar mais, passou uma carta para entregar no hospital e pediu-me que refletisse e decidisse, sendo que a responsabilidade passaria a ser minha.
Vou dormir sobre o assunto e esperar que tudo se mantenha mais uns dias, quantos mais melhor, com a esperança de ir à próxima consulta na próxima semana...
terça-feira, 14 de março de 2017
Conversas sérias (a dois!)
Menino Manel Maria bebé, o menino ainda é demasiado pequeno para vir para aqui mandar postas de pescada... o bebé ainda não tem ordem de despejo e, apesar da democracia que se vive nesta casa, quem manda aqui ainda sou eu! Pode fazer birra à vontade, esperneie se for preciso (com meiguice), estamos incrivelmente habituados a birras medonhas... É uma desvantagem de vir em 3º
Mas ainda assim vou dar-lhe um conjunto de razões e argumentos de peso, que sustentam plenamente o meu limite:
- a nossa consulta foi antecipada para 5ª, e não me faça passar pela vergonha de ter andado a pedinchar e ah, e tal, agora já não é preciso...
- temos visitas na 6ª, não seja mal educado!
- no domingo vamos ter uma sessão fotográfica, marcada há séculos, é a nossa recordação!
- a mala não está acabada, está apenas alinhavada à espera não sei bem de quê...
- se o menino se armar em engraçadinho agora, o mais certo é irmos a correr parir num sítio muito 2a escolha, onde nem wc privativo temos... Não há cá papás ricos!
- a roupa que tenho é para meia estação! Traduzindo para bebés, só deve ser usada na primavera e isso só acontece lá mais para o (quase) fim do mês...
- a mana C faz anos daqui a menos de 1 mês, e tenho que deixar as coisas organizadas para a festa...
- ainda nem sequer cortei as unhas dos pés. Decidi que só iria realizar esta (muito árdua e torturante) tarefa mais uma vez antes do menino nascer, e ainda não aconteceu... não me faça passar vergonhas de ir com pés de papagaio! (Já nem sequer vou comentar a depilação...)
- para terminar, não queremos mais habitantes "peixe" nesta casa. Já basto eu...
Entendido??
Mas ainda assim vou dar-lhe um conjunto de razões e argumentos de peso, que sustentam plenamente o meu limite:
- a nossa consulta foi antecipada para 5ª, e não me faça passar pela vergonha de ter andado a pedinchar e ah, e tal, agora já não é preciso...
- temos visitas na 6ª, não seja mal educado!
- no domingo vamos ter uma sessão fotográfica, marcada há séculos, é a nossa recordação!
- a mala não está acabada, está apenas alinhavada à espera não sei bem de quê...
- se o menino se armar em engraçadinho agora, o mais certo é irmos a correr parir num sítio muito 2a escolha, onde nem wc privativo temos... Não há cá papás ricos!
- a roupa que tenho é para meia estação! Traduzindo para bebés, só deve ser usada na primavera e isso só acontece lá mais para o (quase) fim do mês...
- a mana C faz anos daqui a menos de 1 mês, e tenho que deixar as coisas organizadas para a festa...
- ainda nem sequer cortei as unhas dos pés. Decidi que só iria realizar esta (muito árdua e torturante) tarefa mais uma vez antes do menino nascer, e ainda não aconteceu... não me faça passar vergonhas de ir com pés de papagaio! (Já nem sequer vou comentar a depilação...)
- para terminar, não queremos mais habitantes "peixe" nesta casa. Já basto eu...
Entendido??
segunda-feira, 13 de março de 2017
33 semanas
Yuppi!!!
Confesso: esta semana foi tirada a ferros!
A M está a recuperar muito bem. Aqui entre nós acho que no dia seguinte já tinha recuperado tudo... ainda estou para perceber como se diz a uma criança pequena que não pode correr nem saltar, e que não pode comer tudo o que lhe apetece. Esse tem sido claramente o desafio... E acaba por ser desgastante e aborrecido vê-la um bocado perdida sem saber o que fazer. Na próxima 4ª já vai à consulta de pós-operatório e (se Deus quiser) vão dar-lhe a alta que precisa para ir para a escola. 🎉
Quanto a nós (eu e o MM) vamos estando o melhor possível dentro desta desrotina e falta de descanso. Note-se que não é falta de repouso, é mesmo falta de descanso, porque com os últimos acontecimentos nem me tenho sequer levantado.
MAS sinto que as coisas estão a mudar... ou a avançar! Mais contrações, mais dores, mais intensidade, mais frequência... e eu cada vez mais quietinha a rezar aos santinhos... a verdade é que não quero ir para o hospital, tenho aquele feeling que se me apanham por lá já não me deixam sair, e não estou minimamente preparada para deixar as meninas, nem por um dia, quanto mais umas semanas. Talvez ganhe coragem e ligue ao GO hoje para lhe contar como estou, talvez ele vá gostar de saber... ou não! Bem, não interessa! Sei que enquanto não tiver a bolsa rota, nem contrações regulares, estou minimamente "segura". E volta o lema: um dia de cada vez...
Confesso: esta semana foi tirada a ferros!
A M está a recuperar muito bem. Aqui entre nós acho que no dia seguinte já tinha recuperado tudo... ainda estou para perceber como se diz a uma criança pequena que não pode correr nem saltar, e que não pode comer tudo o que lhe apetece. Esse tem sido claramente o desafio... E acaba por ser desgastante e aborrecido vê-la um bocado perdida sem saber o que fazer. Na próxima 4ª já vai à consulta de pós-operatório e (se Deus quiser) vão dar-lhe a alta que precisa para ir para a escola. 🎉
Quanto a nós (eu e o MM) vamos estando o melhor possível dentro desta desrotina e falta de descanso. Note-se que não é falta de repouso, é mesmo falta de descanso, porque com os últimos acontecimentos nem me tenho sequer levantado.
MAS sinto que as coisas estão a mudar... ou a avançar! Mais contrações, mais dores, mais intensidade, mais frequência... e eu cada vez mais quietinha a rezar aos santinhos... a verdade é que não quero ir para o hospital, tenho aquele feeling que se me apanham por lá já não me deixam sair, e não estou minimamente preparada para deixar as meninas, nem por um dia, quanto mais umas semanas. Talvez ganhe coragem e ligue ao GO hoje para lhe contar como estou, talvez ele vá gostar de saber... ou não! Bem, não interessa! Sei que enquanto não tiver a bolsa rota, nem contrações regulares, estou minimamente "segura". E volta o lema: um dia de cada vez...
quarta-feira, 8 de março de 2017
O feito do meu marido!
(Ler este post nunca esquecendo que estamos a falar de um homem...)
Vocês não vão acreditar!! Hoje tenho o melhor marido em casa, e provavelmente o mais cansado e queixoso também...
Então, aqui há dias desabafei com ele que andava preocupada porque o bebe ainda nem metade do enxoval tinha preparado para os primeiros tempos. Faltavam coisas básicas como fraldas, bodies e meias, mas também algumas outras gracinhas que gostava que tivesse. Ao ver como me sentia angustiada e ansiosa com isso, disse-me que hoje bem cedo, depois de deixar a C no colégio, iria até a um centro comercial trocar algumas prendas e aproveitava para trazer umas coisinhas...
Pois bem, posso dizer-vos que ao todo a missão durou 6 horas e, garantidamente, bastantes kms percorridos a entrar e sair de loja em loja. De início fomos mantendo o contacto via FaceTimes para balizar necessidades e gostos, mas a certa altura ele ficou sem bateria e perdi-lhe o rasto...
Agora imaginem um homem sozinho nas compras horas a fio, a calcorrear (quase) todas as lojas infantis, sem qualquer controlo... É de ter medo, não é?
E foi mesmo... mas ainda assim já me fartei de rir! Então o desgraçado trouxe tanta coisa que, para além de ter arruinado a nossa conta bancária, criou um muralha intransponível na entrada da nossa casa quando finalmente descarregou os sacos todos. Eu nem queria acreditar... comecei a ver um após outro e posso dizer-vos que rapidamente perdi a conta a tudo o que ele trouxe, mas garantidamente a criança tem roupa de 0-1m até ao Natal 😂 (ele esforçou-se mesmo em trazer este tamanho porque, segundo ele, foi o que mais me queixei...).
Ainda tentei conversar com ele sobre o assunto, perguntar o porquê, entender os critérios... mas percebi que de nada me valia quando o vi de ar cabisbaixo a confessar "Eu cheguei a um ponto que deixei de conseguir raciocinar, ou sequer ler as tuas mensagens. Os meus pés foram andando e entrei num transe qualquer. Trouxe tudo o que encontrei que achei giro ou que achei que fosses gostar..."
Um amor, não foi? Ainda me trouxe uma prenda fofa fofa, mas que infelizmente não serve... deve ter sido já das últimas 😂 As meninas também foram "presenteadas" e o nível foi tao alto que ele ainda recebeu o estatuto de "papázinho" com direito a abraços e beijinhos...
Agora resta-me fazer o inventário do que fica, e mandar todos os outros sacos de volta para as respectivas lojas. Espero que saibam ir sozinhas, porque não sei se o vou conseguir voltar a convencer...
Vocês não vão acreditar!! Hoje tenho o melhor marido em casa, e provavelmente o mais cansado e queixoso também...
Então, aqui há dias desabafei com ele que andava preocupada porque o bebe ainda nem metade do enxoval tinha preparado para os primeiros tempos. Faltavam coisas básicas como fraldas, bodies e meias, mas também algumas outras gracinhas que gostava que tivesse. Ao ver como me sentia angustiada e ansiosa com isso, disse-me que hoje bem cedo, depois de deixar a C no colégio, iria até a um centro comercial trocar algumas prendas e aproveitava para trazer umas coisinhas...
Pois bem, posso dizer-vos que ao todo a missão durou 6 horas e, garantidamente, bastantes kms percorridos a entrar e sair de loja em loja. De início fomos mantendo o contacto via FaceTimes para balizar necessidades e gostos, mas a certa altura ele ficou sem bateria e perdi-lhe o rasto...
Agora imaginem um homem sozinho nas compras horas a fio, a calcorrear (quase) todas as lojas infantis, sem qualquer controlo... É de ter medo, não é?
E foi mesmo... mas ainda assim já me fartei de rir! Então o desgraçado trouxe tanta coisa que, para além de ter arruinado a nossa conta bancária, criou um muralha intransponível na entrada da nossa casa quando finalmente descarregou os sacos todos. Eu nem queria acreditar... comecei a ver um após outro e posso dizer-vos que rapidamente perdi a conta a tudo o que ele trouxe, mas garantidamente a criança tem roupa de 0-1m até ao Natal 😂 (ele esforçou-se mesmo em trazer este tamanho porque, segundo ele, foi o que mais me queixei...).
Ainda tentei conversar com ele sobre o assunto, perguntar o porquê, entender os critérios... mas percebi que de nada me valia quando o vi de ar cabisbaixo a confessar "Eu cheguei a um ponto que deixei de conseguir raciocinar, ou sequer ler as tuas mensagens. Os meus pés foram andando e entrei num transe qualquer. Trouxe tudo o que encontrei que achei giro ou que achei que fosses gostar..."
Um amor, não foi? Ainda me trouxe uma prenda fofa fofa, mas que infelizmente não serve... deve ter sido já das últimas 😂 As meninas também foram "presenteadas" e o nível foi tao alto que ele ainda recebeu o estatuto de "papázinho" com direito a abraços e beijinhos...
Agora resta-me fazer o inventário do que fica, e mandar todos os outros sacos de volta para as respectivas lojas. Espero que saibam ir sozinhas, porque não sei se o vou conseguir voltar a convencer...
segunda-feira, 6 de março de 2017
A mãe ri e chora, tudo ao mesmo tempo
A vida é mesmo assim: feita de altos e baixos. E acredito profundamente que as mães gozam de uma (ainda) maior bipolaridade que o resto do comum dos mortais. E embora o meu bebé ainda não tenha nascido, já me ensinou o que é ser mãe de 3, conseguir rir e chorar ao mesmo tempo, e repartir o meu coração, à medida que este se multiplica de amor.
Enquanto festejo a minha vitória com o Manel, o meu coração sofre e encolhe com a minha filha Maria.
E sinto medo, muito medo. E tristeza.
Às 8h da manhã de amanhã, a Maria terá que dar entrada no hospital para ser operada. É uma operação simples e curriqueira, é o que todos me dizem, mas estou aterrorizada. Tenho feito das tripas, coração para me manter calma e positiva, para me mostrar calma e serena, para que ela possa regular-se em mim. Mais uma vez sinto que o meu papel de mãe passa por ser ainda mais e superar até as minhas fragilidades.
Amanhã estarei com ela, mas apenas de alma e coração. Apesar de todos os meus pedidos e insistências, foi-me veemente recusada a minha presença no hospital. Só Deus sabe como me sinto... como sinto que me arrancaram o que é meu, como sinto um vazio tão grande de quem sabe onde deveria estar.
Há muitos colos, mas nenhum como o colo da mãe. E por isso resta-me ter a coragem e o amor necessário para entregar a minha cria. E ter fê! E acreditar que um dia eu me vou perdoar por não ter estado presente.
Enquanto festejo a minha vitória com o Manel, o meu coração sofre e encolhe com a minha filha Maria.
E sinto medo, muito medo. E tristeza.
Às 8h da manhã de amanhã, a Maria terá que dar entrada no hospital para ser operada. É uma operação simples e curriqueira, é o que todos me dizem, mas estou aterrorizada. Tenho feito das tripas, coração para me manter calma e positiva, para me mostrar calma e serena, para que ela possa regular-se em mim. Mais uma vez sinto que o meu papel de mãe passa por ser ainda mais e superar até as minhas fragilidades.
Amanhã estarei com ela, mas apenas de alma e coração. Apesar de todos os meus pedidos e insistências, foi-me veemente recusada a minha presença no hospital. Só Deus sabe como me sinto... como sinto que me arrancaram o que é meu, como sinto um vazio tão grande de quem sabe onde deveria estar.
Há muitos colos, mas nenhum como o colo da mãe. E por isso resta-me ter a coragem e o amor necessário para entregar a minha cria. E ter fê! E acreditar que um dia eu me vou perdoar por não ter estado presente.
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