Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Mãe de duas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mãe de duas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de março de 2016

Téte-a-téte

Hoje tive uma conversa exaltada com o marido. Quero acreditar que ele disse coisas que se vai arrepender de ter dito. Pena ter sido numa semana tão delicada para mim como esta. Também vou contabilizar que andamos a dormir pouco e mal, e que ele ainda conta com uma virose que o pode estar a deixar com alguma falta de senso. Ainda assim gostava de partilhar o que me vai na alma sobre esse assunto.

Tema: férias escolares, mais precisamente as das minhas filhas.
Aproxima-se uma época de família, de união. Nesta quadra, milhares de famílias portuguesas escolhem ficar juntos, tirar uns dias. Há também aqueles que não escolhem, mas que derivado das férias escolares, e sem outra alternativa, acabam por ficar com as crianças. Mas aparentemente nem todas as crianças, em todas as escolas têm "direito" a férias. Há aquelas, que por necessidade (e vou acreditar que é mesmo isto) dos pais, permanecem abertas praticamente o ano todo. E depois também há aquelas crianças, que por ainda não estarem sequer no 1º ciclo, não parecem necessitar de férias, porque no fundo como não trabalham, não precisam de descansar.
Mas o que é isto de férias? É descansar? Fisicamente? Se é, então há muitos muitos anos que não tenho férias (se é que alguma vez tive). Eu pensei que férias fosse mais para descansar a cabeça, ocupar os pensamentos com coisas mais saudáveis, aproveitar para estar e fazer em família, amigos, ou mesmo sozinho. Coisas que em tempo de trabalho/aulas não é possível. Ok, então tendo esta última definição como "correcta", prossigo o post. Assim sendo, parece-me que uma criança pequena também lucra em ter férias. Estar mais tempo em família é, na minha opinião, a coisa mais importante no desenvolvimento das crianças a todos os níveis. E deveria também ser dos adultos que são pais, mas isso já é outro tópico.
Dá trabalho? Sim! Chega a ser mais cansativo do que os dias looogooos de trabalho no emprego? Sem dúvida! Mas sejamos honestos, ninguém nos obriga a ter filhos! Mal comparando, ninguém dos obriga a contrair um empréstimo para comprar casa, mas se o fazemos, temos que pagar a prestação todos os meses, sob pena de ficarmos em maus lençois. A vida é feita de escolhas e acredito que cada escolha veja carregada de responsabilidades, mas pasmem-se, de enormes benefícios e alegrias!
Desde que as meninas nasceram que, pela altura da Páscoa, tento que estejam em casa pelo menos 4/5 dias. Este ano não vai ser possível ficarem em casa na 5ª feira Santa, por isso achei que seria benéfico "compensar" na 2ª seguinte. O que fui eu achar?!?! Que coisa mais disparatada!?!? 2ª feira é dia de trabalho! As pessoas normais trabalham, não andam praí a tirar férias à 2ª feira!! Até porque férias, se quisermos mesmo é em Agosto e nada mais! Foi mais ou menos este o clima...
Que pena! Não me lembro bem da claúsula que diz que só posso ter férias em Agosto. Deve estar ao lado da que diz que não é para trabalhar ao fim de semana, nem a seguir a deitar as meninas. Devia ter estado com mais atenção, porque fiquei com a sensação que poderia tirar um dia de férias dentro do periodo de férias escolares. Shame on me!
Agora sem falsos moralismos! Ofende-me quando a única preocupação passa pela casa onde se almoça no Domingo, ou qual o trajecto que nos permite passar em todas as casas que são precisas. Ou que o grande feito da quadra passe pela renúncia de algo que não comemos, para deixar essa verba na Igreja. Que grande deturpação das coisas! Onde está escrito na Biblía que a renúncia passa pelos alimentos fisicos? Que visão pequena de palavras grandiosas! A principal renúncia é espiritual! E essa, para além de ser bem mais dificil, não tem moedas que paguem! Porque é que seria menos merecedora a renúncia de um dia de trabalho, para ficar em familia? Não seria essa uma renúncia MAIOR!
Mas qual família? Dá-me a sensação que os homens têm (muitas vezes) dificuldade em fazer a mudança de foco familiar (e dar mesmo mesmo foco). Não que pais e irmãos deixem de existir, mas na minha opinião passam para 2º (ou 3º) plano, quando existem filhos pequenos.
E para terminar, porque é que o português continua a pensar que o bom é trabalhar mais e mais? Quanto mais horas melhor! Estar lá horas a fios é que é bom desempenho profissional! Quando é que vamos por a mão na consciência e analisar friamente as consequências desta prática? Olhando à volta, o que é que vemos? Horas a mais, produção a menos! Porque não nos comparamos a outros países em que se trabalham cargas horárias decentes, e em que se produz NxMais? Nós não precisamos de mais estar horas nos trabalhos, precisamos é de ser mais eficientes e produtivos. Se eu trabalho 4h e produzo mais que alguém que está 10h no trabalho, alguma coisa vai mal, muitooo mal...

E com isto me despeço, bem mais levezinha por sinal!


Uma palavra positiva!

Andei a ver posts para trás e reparei que ainda não actualizei o estado da manhãs da M na escolinha. Relembro que estava a ser complicado gerir os seus gritos e desespero matinal, quando a tinha de deixar na escola.
Bem, melhorou imenso! E uma boa parte graças à educadora e auxiliar. Falei com elas e criámos uma estratégia de deixar a M sempre com uma delas. Claro que pelo caminho ganhei umas brigas e umas chamadas à direção (cão que ladra...), mas pouco me importa! E no fundo tudo vale a pena quando vejo que a M agora se sente mais tranquila. Não significa que queira sempre ir para a escola ou o faça a sorrir, mas pararm os gritos e fala das coisas com mais lucidez e calma!
Boa boa, equipa :)

Nota: há uns dias começou a C a fazer birra para ficar na escola. Começo a achar que é genético...

quarta-feira, 16 de março de 2016

Consulta simpática

Hoje fomos a uma consulta com a M, a um novo pediatra. Segundo as minhas contas, é o 5º pediatra que consultamos. Hoje escolhemos um que nos parece mais receptivo a questões comportamentais (pelo menos escreve bastante sobre isto). A consulta atrasou 1h30, mas sinceramente nem demos conta. Aproveitamos para passear um pouco com a M sempre atentos à chamada telefónica que indicaria a nossa vez.
Como a conversa iria ser essencialmente sobre o comportamento, decidi entrar primeiro para expor a situação. Falei da M desde antes sequer de estar na minha barriga. Falei dela com paixão, preocupação e mágoa. A conversa derivou algumas vezes, e acabou por centrar-se em mim própria em algumas questões. Sobre ela falei do choro, da ansiedade, do medo, do sono, das birras, da fome, da dependência, da fala, das manias, das fúrias, do peso, dos cocós. Acho que fui abrangente. A conversa seguiu sempre calma. Por momentos dei por mim como se estivesse a falar com um pai maduro e sabedor, que ajuda uma jovem mãe a lidar com os desafios da maternidade. Achei também que o seu cuidado em "tratar" de mim era equivalente ao de "tratar" da M, como se se tratassem de duas peças fundamentais do mesmo puzzles.
Foi uma conversa muito rica de quase 2h que ainda não consegui arrumar. Sinto-me over whelming! Apetece-me dizer tudo, mas não me sai nada. Basicamente ele falou do desenvolvimento expectável, das expectativas, das características e do futuro, um futuro que está nas nossas mãos construir. Chamou nomes ao que se passa com a M, e acima de tudo, valorizou o meu discurso. Não, eu não sou assim tão louca ou neurótica. E pelas palavras dele, os acontecimentos dos últimos anos davam de facto um best seller! Fiquei mais calma. Ele deu-me algumas dicas de como poderia/ deveria lidar com a minha filha, mas também me ajudou a começar a desmistificar alguns receios e complexos.
A M também gostou dele, não que tenha simpatizado, mas todo o ambiente inspirava calma e isso refletia-se na sua própria forma de estar.
No fim, e sem pressas, despediu-se "até para o ano", mas ainda voltou atrás para me presentear com sabedoria em palavras escritas!


Muito obrigada Dr Mario Cordeiro.

Dar a mão à palmatória (será?)

Hoje o dia não me correu muito bem! Adormeci e atrasei-me, a Clarinha acordou mal disposta e armou uma enorme birra desde que se levantou. Cheguei tarde à escolinha. Choveu! Ia tratar de uns assuntos quando o telemóvel me indicou que faltavam 10 min para aquela reunião... Estive 3h30 de compromisso! Fiquei de rastos. Fui almoçar fora de horas e após percorrer alguns restaurante acabei por escolher (provavelmente) o pior, que já não tinha quase nada. Seguiu-se uma tarde curta e pouco produtiva. Sentia-me cansada e desmoralizada! Fiz uma pausa para pesquisar (eventuais) novas casas. Fiquei ainda mais desmoralizada. Deixei metade dos "to do" para amanhã, por isso espero que o dia tenha mais horas.
Vou buscar as meninas e sigo a casa com esperança que a moral melhore porque é dia de dança! Despachei-me cedo e pensei "é hoje que chego a horas". No momento seguinte a C agarra-se a mim a chorar porque quer sair comigo. Fiquei mais um pouco, tentei acalmar o seu coraçãozinho. Consegui despegá-la das minhas pernas, mas cheguei irremediavelmente atrasada. Oh bolas! Ainda não foi hoje... A aula não me conseguiu animar. Aliás, o estado parecia ser geral. No fim recebo a notícia de que um conhecido estará com um cancro avançado o que me deixou ainda mais abalada (como sempre estas notícias mexem muito comigo). Vim para casa. As meninas já estavam prontas para ir dormir, mas a M já tinha passado o seu ponto e evoluía em catadupa num estado tonto-histérico. A C mantinha o choro/birra na ponta da língua. Que dia este! E eu cheia de fome... Deitei-as e começou um choro conjunto simplesmente infernal! Mas será que ainda pode piorar mais? O meu estado de enervação começa a aumentar. A minha tendência natural de me juntar à confusão e fazer birra começa a tomar posse de mim! Estou cansada, com sono, fome e desmoralizada! De repente, e talvez por me sentir sem forças para fazer a birra, vou até ao quarto e agarro a C ao colo. O choro cessa. Volta a ameaçar quando a tento voltar a por no berço. Ela também está a ter um dia difícil. Ela precisa da minha calma, do meu calor. Mantenho-a ao colo até acalmar totalmente. Consigo pô-la no berço, mas mantendo sempre o contacto. Em pouco tempo fecha os olhos e deixa-se dormir. Pensei "pronto, vou jantar". Mas nisto oiço "mamã, vem à minha cama sachavor? Só um cadinho?". Voltei atrás. Sentei-me no chão e abracei-a. Fiz-lhe festas até adormecer.
Por incrível que pareça, fiquei mais calma. Também já não tinha assim tanta fome, mas jantei e fui dormir. Deixei o resto por fazer porque amanhã é outro dia e provavelmente será melhor!

domingo, 6 de março de 2016

Tempo de interregno

Foi preciso e necessário porque fiz anos. Fazer anos não é só somar mais um, aliás há até quem ache que é tirar mais um... Mas acima de tudo é para mim um momento de reflexão. O que fiz, como estou e para onde quero ir. So far, so good!
Vou ver o que o ano "do Senhor" me reserva. Entretanto deixo-vos a minha reflexão escrita no dia do aniversário.


Aprendi que na vida tudo é relativo! O que hoje valorizamos é desprezível amanhã, quando conhecemos o verdadeiro significado de riqueza. E vamos mudando, vamos crescendo, vamos aprendendo, sempre, na expectativa de concretização de uma pessoa melhor. Os meus lábios esboçam um sorriso ao perceber que a melhor prenda do dia de hoje foi tão grande que sujou a roupa e os lençóis da sesta, que tenho ali para lavar. Como estou diferente! Como gosto de mim assim! A(s) segunda(s) prenda(s) que mais gostei vêm recheadas de cores ricas e rabiscos saborosos! Como a alegria pode ser simples e bonita!
Por isso aproveito para agradecer, sem falsas modéstias, à minha mãe, que há uns bons aninhos passou as passas do Algarve para parir a sua primeira grande mulher! Um bem haja às mães, e mulheres!
Que este ano abençoado levede o amor que me envolve!
E é isto!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Fruta em pedaços, finalmente!

Hoje pela primeira vez em 3 anos as minhas duas filhas comeram fruta em pedaços, mais precisamente maçã! A M começou há cerca de 2 semanas, e hoje a C iniciou-se na actividade! Realmente cada criança tem o seu ritmo.

Choradeira à porta da escola

A M tem chorado todooosss os dias que a deixo na escola. Parece um daqueles dramas digno de Oscar. O meu coração todo retorcido segue sempre rumo ao carro num misto de "tem de ser" e "vou lá buscá-la". O que mesmo assim me deixa mais calma é o facto de eu saber que ela depois fica super bem, tão bem que faz birra para vir embora.
Bem, mas num rasgo de genialidade um dia destes ela finalmente não chorou. O que é que eu fiz? Pedi à C que fosse levar a M à sala dela. A pequena C levou a missão a sério e a M sentiu-se motivada para seguir a acompanhar a irmã. Mas nesse preciso momento lembrei-me: agora só preciso que a C regresse para eu a levar à sala dela. Nisto, oiço a M pedir à auxiliar para ir levar a mana à sala. Ou não!!!! Lá se vai a estratégia! Mas antes que o feitiço se vira-se contra o feiticeiro, despedi-me e pirei-me dali.
Infelizmente a estratégia não pegou. A M continua a chorar, mas a C vai agora sempre à sala da M primeiro, super confiante, e ainda diz "anda mana"!
Resta-me continuar a puxar pela cabeça para tentar perceber a razão desta nova fase...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Passar o Carnaval a... dormir!

Nem 1 minuto foi, juro por Deus! Fui buscar a C à sala e quando cheguei ao quarto a M tinha bebido o remédio para dormir. Não sei quanto bebeu ao certo, porque ao ver o meu pânico disse que não tinha bebido nada! Mas os restos de baton estavam bem marcados na pipeta (que estava já praticamente vazia). A dose dela é 1 gota... Entrei em pânico! Eu e ela!
Acabei por levá-la à escola, depois do choro todo. Se com 1 gota ela está a dormir passado pouco tempo, acredito que vá passar o dia a dormir profundamente... Avisei na escola, telefonei à pediatra que ligou para a linha das intoxicações.
Bolas, achamos sempre que é só com os outros que acontece :(

PS: o medicamento estava em cima da cómoda...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Do alto dos meus 3 anos!

Hoje venho falar da M e dos seus 3 anos. Já aqui em tempos fiz um post com uma pequena diferença dos 2 para os 3 anos (aqui), mas na verdade podia ter escrito muitos mais!
Tirando a roupa, os sapatos, as malas e a panca enorme por batons, a M está com muitas outras atitudes dignas dos 3.
Continuam as birras, bastante menos é verdade, mas agora vieram os amuos. Eu ralho ou proíbo e a princesa cruza os braços amuada.
A linguagem ainda está em processo de aquisição e aperfeiçoamento, mas já existem conversas e raciocino lógico mais aprimorado. É mesmo engraçado ouvir os seus discursos e participar nas suas conversas.
As brincadeiras são a sua principal ocupação, mas aqui as mudanças são enormes! Já consegue organizar uma brincadeira ainda que por pouco tempo. Já se preocupa em arrumar o que está no chão (nem sempre!), já consegue fazer alguns puzzles ou fazer jogos simples.
A tv outrora merecedora de pouca atenção, ganhou bastante interesse. Até já existe a capacidade de ver um filme inteiro! Qualquer dia arrisco e ainda vou ao cinema com ela!
Os amigos começam a aparecer. Há os preferidos! Mas também passamos a ter os imaginários (Aqui).
A arte ocupa-lhe uma boa parte do tempo. Pede para fazer o "deshenho" com caneta ou "lápito" e escreve o "seu nome" em todas as suas obras.
Não gosta de ouvir as histórias, gosta antes de as contar.
Está mais extrovertida e mais social. Em casa é mandona e refilona. Consegue estar sempre a dar ordens de comando e berros de irritação. Mas no momento a seguir dá abraços, beijinhos e mostra-se extremamente empática com os outros.
A sua voz passou a ser cantarolada e muitas vezes as suas frases acabam com "láláláááa" ou "toma, tomaaaa".
Começaram as piadas e o sentido de humor apurado! As piadas incluem invariavelmente palavras como "xixi", "cócó", "pipi", "pilinha". Frases como "a mamã é um sapato" ou "a mana é cócó" têm uma graça inexplicável.
Não quer ir para a escola e não quer sair da escola... Gosta de ir para as festas, para as casas das pessoas conhecidas, ir à loja, e ao parque. Ir a "nossha casa" é uma grande honra, destinada só a alguns. No carro pergunta sempre se "vamos tachionar aqui". Tem pouca tolerância a esperar pelo que quer que seja. E na hora de ir para a mesa, ou para a cama, há sempre um sem número de tarefas importantíssimas.
Agora, quase tudo tem que ser negociado, explicado e argumentado.
Nota-se bem a sua personalidade e estilo próprio!
Globalmente acho que volta a ser uma fase muito intensa, de muitas aprendizagens e mudanças. Menos conflituosa, mas bastante desafiante para os pais. Mas é tão bom ver a nossa menina a crescer :)

sábado, 30 de janeiro de 2016

TPCs? Não, obrigada!

Bem, eu na escola das miúdas já devo ser considerada a Masha lá do sítio (desenhos da Masha e do Urso). Para quem não está a ver bem o que quero dizer, costumo dizer que qualquer dia me rosnam à entrada. Se houverem 10 comentários/sugestões/queixas naquela escola, 9 são garantidamente minhas! Em minha defesa digo que todas as minhas intervenções são construtivas, porque me importo, e quero saber. Ofereço sugestões de melhoria e disponibilizo-me para debates ou esclarecimentos. E estabelecidas as regras de convivência a vida corre bem com educadoras e auxiliares que directamente trabalham com as minhas filhas.
Mas no outro dia veio um recado para casa, acompanhado de uma folha grande de papel. Dizia que era para os pais explorarem as suas profissões. Enchi-me de inspiração e desenhei um boneco e uma boneca representativos das nossas profissões. A seguir pedi a M para pintar. Fomos buscar canetas, lápis, brilhantes e foi o delírio da M. O resultado final foi um pouco confuso e a clareza do meu desenho ficou um bocado esbatida. Mas o importante ficou: ela divertiu-se e aprendeu as nossas profissões. Levei para a escola e no final do dia quando olhei para o placar de trabalhos apanhei um choque! Afinal estava perante os futuros artistas tal Picasso do nosso país! Crianças tão pequenas com trabalhos tão elaborados e complexos. Rapidamente percebi que afinal aquele placar era uma montra de vaidades! Então vamos lá ver qual o pai/mãe que tem mais jeito para trabalhos manuais? E com maior criatividade?
Sinceramente, qual o ponto disto? O que é que pretendem? Ainda se podia pensar que seria para que os filhos se sentissem orgulhosos dos pais ou dos trabalhos que levam para a escola, mas tal ideia cai por terra quando vemos as próprias das crianças a perguntar às educadoras "Qual é o meu?". Concluo que é uma forma dissimulada de tentar ser o melhor na escola dos filhos. Mas não basta já estes joguinhos nos locais de trabalho? Temos mesmo que tentar extender ou projectar isto nos nossos filhos? A sério???
Resumindo, chamei a educadora e felicitei-a pelo talento do placar. Pedi desculpa pelo aspecto tosco e desorganizado do meu trabalho, que ainda para mais tem riscos fora da linha e excesso visível de purpurinas. Depois em tom mais sério comentei que não me tinha percebido que o trabalho era para eu fazer, sozinha! Sinceramente nem sequer percebia o objectivo didático e pedagogico disso. E por fim rematei que não estou disposta a fazer TPCs para a escola das minhas filhas, eu já andei na escola, já fiz os meus TPCs e neste momento o trabalho que faço é págo! A educadora ficou estupefacta a olhar para mim. Nunca ninguém lhe deve ter dito tal coisa. Mas como não dou ponto sem nó, acrescentei que por sua vez me mantenho disponível para participar na escola no âmbito do projecto escolar das minhas filhas, o que significa que elas deverão sempre ter o papel principal porque afinal é da sua formação que se trata.
Uns dias mais tarde fui abordada pela coordenadora a pedir explicações pelo sucedido. Repeti exactamente o mesmo e recebi felicitações pela minha posição. Fui ainda informada que "talvez" os outros pais não tivessem percebido o que era para fazer. Ou então, aqui entre nós, ia dar muito trabalho e podia não ficar tão bonito...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Falando com o mau

Estranhos dias se têm passado... Vejo a minha filha mais velha a ter longas conversas com "o mau". O mau está em todo o lado e na verdade não corresponde a nenhuma entidade de carne e osso, o mau é a sua nova aquisição imaginária. Confesso que não entro em pânico porque a minha prole de 10 filhos imaginários, que me acompanhou vários anos, não me permite fazer juízos de valor. Ainda há pouco tempo, em altura de um enterro, revi familiares que sinceramente não me lembro de alguma vez ter conhecido, mas houve uma senhora que não deixou passar o evento sem me questionar se eu continuava a falar com amigos imaginários (que simpática e conveniente, não foi?).
O que me chateia nesta história é: porquê o mau? Então ontem perguntei-lhe se ela já tinha também falado com o bom. A reação foi de profunda incredulidade! "Não mãe, é o mau!"
Pronto filha, já cá não está quem falou...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A febre do Frozen já chegouuuuu

O Frozen entrou pela chaminé! No dia 25 de Dezembro... E já não saiu, não saiu sequer do leitor de DVD. A casa vive envolvida em sons familiares que envolvem "já papouuuu" ou "já paxouuuu" na versão mais crescida. Tudo o que é alusivo a este tema, sejam bonecos, livros, vestidos, tudo!, é recebido com entusiasmo e até algum histerismo.
O filme roda em repeat e parece-me que já o vi 18273812738 vezes!
É tão bom ser criança!

Nota: Mana, desculpa ter-te feito sofrer assim com a Bela e o Monstro...

domingo, 3 de janeiro de 2016

Resoluções para 2016

Então, faltava um post apropriado ao novo ano. E como qualquer novo ano, este carece de uma lista de dizeres e fazeres, pretensões e expectativas. De certo não conseguirei cumprir todas, ou pelo menos da forma como gostaria, mas tudo tem um princípio, e estas também poderiam ser resoluções de vida, por isso vou considerá-las como trabalho em curso... Bom Ano a tod@s, que seja um ano de reflexão e conquistas!
Listinha de resoluções para (2016):
+ dormir mais
- ralhar menos
+ ganhar mais
- queixar menos
+ trabalhar mais
- preguiçar menos
+ conviver mais
- jogar menos
+ brincar mais
- gastar menos
+ poupar mais
- dever menos
+ beijar mais
- adoecer menos
+ ler mais
- temer menos
+ dançar mais
- chorar menos
+ rir mais
- comer menos (doces)
+ viajar mais
- pedir menos
+ ajudar mais

Estas deixas devem ser usadas todos os dias, um após o outro, sem excepção! Acredito que só assim conseguirei ser uma pessoa melhor, mais calma, consciente, controlada e FELIZ!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Fim das Festas (ou quase)

Gosto de sair, de conviver, de passear, mas das coisas que mais prazer me dá é o regressar a casa. É tão bom voltar, e organizar tudo para voltar à normalidade. Por isso hoje, apesar das horas, dos montes de roupa e outros tantos afazeres que ficaram por fazer, deito-me satisfeita! Estou ansiosa por voltar à minha comoda rotina :)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Rescaldo das primeiras festas

Que grande confusão! Este ano o Natal foi inesperado! Um 24 de viagem marcada e malas feitas, trocado à pressa por um programa local, um almoço de ovos mexidos, e um nervoso miudinho difícil de esconder. Acabou por correr bem! Mais perto de casa, entre tosse e constipações. Trouxemos a montanha a Maomé!
As meninas deliraram com tudo! Embora estivessem a morrer de sono, comeram de tudo o que quiseram (obrinha da avó que assumidamente não sabe dizer que não), dançaram, cantaram, brincaram e correram. As prendas claro que foram um dos momentos altos da noite, que se seguiram ao afamado "ohohoh!" atrás da porta fechada, que se perpetua até hoje, sempre que se lembram.
 Mas foi inevitável a saída da rotina, o deitar demasiado tarde, até para crescidos quanto mais para pessoas de palmo e meio.
O 25 não foi mais calmo, por razões diferentes. A família que exige a presença obriga outras tantas, bem mais numerosas, a passar uma boa parte do dia de Natal na estrada. Voltamos a dar uma grande fintada à rotina, com sestas curtas, desajustadas e desconfortáveis. Mas vamos andando e já bem de noite chegamos a casa, exaustos!
Mas engane-se quem ache que acabou por aqui. Há um cem número de sacos por arrumar, e espaço de arrumação por criar. Porque afinal, e mais uma vez, foi um exagero de prendas e brinquedos que o Pai Natal distribuiu por aqui. O resultado foram dois sacos de brinquedos a sair, para que os novos pudessem encontrar um lugar atabalhoado, no meio de outros tantos, numa casa que não estica e já nasceu demasiado pequena.
Enfim, o fim de semana passa-se mais calmo mas em grande actividade com almoços e eventos sociais. Domingo chega ao fim com o culminar de todas as birras, de pequenos e graúdos, porque todos precisam de ir trabalhar. Já não se aguenta o cansaço das férias!
E assim foi o Natal, que já perdeu alguma da sua magia, mas que tem um brilho especial nos olhos dos nossos filhos e que faz querer reviver tudo outra e outra vez!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Inesperada simpatia!

A C hoje pediu pão. O pai veio com o pão. Sem pensar muito no que estava a fazer, disparei automaticamente: "o que é que se diz ao pai?"
E ela diz "Odidada!"
Ficámos os dois a olhar um para outro. Foi mesmo ela? Mas quem a ensinou? Opá, que fofa!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Óbidos Vila Natal

Este sábado fomos à Óbidos Vila Natal. Eu sei que podia simplesmente não comentar, mas senti-me um bocado ofendida, por isso faço questão de dar publicamente a minha opinião.
Foi de longe o dinheiro mais mal gasto do ano, ainda por cima não é assim tão pouco... Detestei! Vou enumerar as várias razões:
1- a entrada no recinto fez-me sentir que tinha comprado o bilhete errado. Afinal o dinheiro gasto nada dava para nada. Entre meia dúzia de actividades pagas à parte e um sem número de barraquinhas a vender comida e mais comida, fiquei um pouco perdida sobre o propósito da aquisição do bilhete...
2- mas afinal aquilo não é uma feira de natal? Onde ficou o espírito natalício? Dizem que o tema deste ano é o circo. Pois eu achei que nem uma coisa nem outra. Carecia de qualquer tipo de espírito, excepto o comercial. E posso exemplificar: não havia uma única árvore de Natal, ou elementos alusivos ao Natal. A excepção é o acampamento do pai natal. Um espaço pequeno supostamente reservado ao pai Natal, mas em que puseram o desgraçado num pré fabricado virado contra a parede, para o qual temos que esperar largas dezenas de minutos... Pertencente a este acampamento ainda existe um trenó vazio e meio escondido, e uma jaula com palha, onde os meninos se podem divertir (?!) lá dentro, com um interesse bastante discutível.
3- em relação ao circo, o ponto alto são mesmo os placares com imagens antigas de circo, onde podemos meter a carinha e tirar fotos para a posteridade. As crianças também têm direito, pois fizeram uma jaula (outra...) com placares mais pequenos alusivos aos animais do circo.

O que estava à espera? Bem, sendo uma feira de Natal queria ver o Natal, quente e mágico! Religioso ou não! Queria os duendes, as prendinhas, as renas, a neve, o verde, dourado e vermelho. Tudo cosy! Aqui entre nós, o Pai Natal do Alegro é bem mais simpático, disponível, rápido e barato. A árvore e casa do pai Natal do Colombro fazem as maravilhas esperadas da época, para miúdos e graúdos. Mas para um presépio de se tirar o chapéu, vale uma visita às Amoreiras. É triste (ou não) mas a verdade é que os grandes centros comerciais dão cartas (ou baralhos inteiros) nesta encenação de Natal. Agora a próxima paragem vai ser no Terreiro do Paço/praça do município porque prometi à M que iria procurar um comboio de Natal mais barato que o da dita feira...

Varicela in the house

Era expectável! Na sala da C a assiduidade desceu para metade, ou mesmo menos. Na 6ª foi a vez da minha princesa. Ao dar o beijinho de boa noite dei de caras com a dita, a inconfundível borbulha de água. Confesso que, apesar de não ser exactamente a melhor altura (sim, eu sei. Nunca é, mas podia ter calhado nas férias de Natal...) eu até fiquei contente. Depois do stress que foi com a M, tinha a C 15 dias, eu já tinha pensado que a próxima amiga com um filho com varicela era razão para uma visitinha nossa...
Enviei logo e-mail ao pediatra para confirmar a medicação. Na ausência de resposta, pus mãos à obra: zovirax e caladril, banhos de maesena e benuron para a febre, pansoral para a boca para a ajudar a pegar na chucha, senão ninguém dorme. Passados uns dias chegou a confirmação: manter zovirax por 5 dias (a), aumentar a dose de zyrtec, trocar caladril por citelium, manter a maesena (ou pó de talco) porque afinal era assim que se tratava da varicela no século passado, e de facto ajuda bastante!
E lá anda ela, fresca e fofa, cheia de energia como sempre, só que vestida de pintas, a espalhar varicela pela comunidade :)

(a) Nem todos os pediatras recomendam zovirax, ou pelo menos, não em todos os casos. Sendo considerada uma doença benigna, há quem considere que não há necessidade de medicar. Mas basicamente, o zovirax actua no vírus da varicela (variante do vírus da herpes), ajudando a diminuir a "carga" e duração da doença.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Amor de irmãs

Sempre que chegamos a casa inicia-se uma sucessão de gritos, choros, queixinhas e afins. São as minhas filhas a brincar... Ou melhor, a guerrear brinquedos. Passam a vida nisto. Só param para fazer disparates em conjunto (esta é facilmente identificável porque deixam de fazer um piu sequer), ou para correr atrás uma da outra a rir que nem desvairadas. Acho que são "irmãs normais"!
Mas esta semana a C esteve com febre e tive que ficar com ela em casa. Foi um dia sem ir a escola, um dia sem a irmã. Ao final da tarde, quando a M chegou a casa a reação das duas foi indescritível! A  C começou aos saltinhos, gritinhos, risinhos e palminhas! Mal a M entrou a C agarrou-se à irmã e ficaram assim abraçadas uma à outra por um bom bocado. O meu coração explodiu! Tãooooo fofas! A cena ainda se repetiu algumas vezes durante o serão. Afinal elas adoram-se! E eu ainda as adoro mais :)

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Update das noites sem dormir

Na verdade não são noites sem dormir, são noites que tardam a dormir e que causam dias muito difíceis...
Bem, estou muito satisfeita! A M agora demora uns 5 minutos a adormecer. Mas mais importante que isto, parece outra criança. Anda mais calma, serena, participativa e disponível. Brinca, canta, conversa. Claro que ainda faz birras, e ainda bem porque está na altura delas, mas até nisso noto diferença. É mais fácil conversar, resolver e aprender com a birra. A sensação que eu tenho é que ela antes não fazia birras, mas simplesmente estava em transe!
Para acalmar os críticos mais duros, falei com o pediatra que me descansou imenso. Disse que não há problema em dar, que a dose dela são 6 gotas (dou 3) e que dado contexto que descrevi era mesmo o mais indicado a fazer.
Obrigada instinto materno que me guia as acções!