Cometi a asneira (sim, a ideia era boa mas já a chamo de asneira!) de levar as miúdas ao Continente, antes dos 50% em brinquedos, para que elas vissem alguma coisa que gostassem para pedirem ao Pai Natal... Resultou muito bem mesmo! As duas agarraram-se a uma Elsa do Frozen que canta o "let it go". Dizem que não querem mais nada, só falam no raio da boneca.
O problema?? Esgotou durante o tal fim de semana (que eu não fui) e não encontro à venda em mais lado nenhum! 😱😱😱
Por isso, por favor, se virem por aí uma Elsa cantante, uma não, duas! Digam qualquer coisa, please!
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terça-feira, 15 de novembro de 2016
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
"Mamã, isto é nosso?"
Mudámos de casa outra vez. Mais uma. É a 5a num mês e uma semana. A previsão são mais duas até ao final do mês...
Vamos ficando sem espaço, sem ideias, sem energia, sem roupa, sem norte. "Mamã, isto é nosso ou é dos senhores?", "Esse é nosso, querida. Trouxemos da outra casa". "E esta é a tama onde vou domir?", "Sim meu amor, hoje é aqui.". "Mamã, e a tasa nova? Eu quero ir pá tasa nova", "A casa nova está a arranjar para ficar muito bonita! Eu também quero ir para a casa nova, meu amor. Já falta pouco".
E vou tentando esconder a minha própria ansiedade, o meu sentimento de desorganização, de instabilidade, a minha falta de ninho... "Já vai passar mamã! Vai ficar tudo bem"
Vamos ficando sem espaço, sem ideias, sem energia, sem roupa, sem norte. "Mamã, isto é nosso ou é dos senhores?", "Esse é nosso, querida. Trouxemos da outra casa". "E esta é a tama onde vou domir?", "Sim meu amor, hoje é aqui.". "Mamã, e a tasa nova? Eu quero ir pá tasa nova", "A casa nova está a arranjar para ficar muito bonita! Eu também quero ir para a casa nova, meu amor. Já falta pouco".
E vou tentando esconder a minha própria ansiedade, o meu sentimento de desorganização, de instabilidade, a minha falta de ninho... "Já vai passar mamã! Vai ficar tudo bem"
domingo, 4 de setembro de 2016
V de vir e voltar... Virose!
Quando se anda de mala às costas o que levamos trazemos. Lembram-se da dita virose do início das férias? Pois o fim das férias não foi livre de virose... Primeiro a M que se vomitou toda no início da semana. Foram 24h de agonia. Mal ela estava a se recompor, fiquei eu na 5a.
Já não me lembro da última vez que vomitei (acho que foi na gravidez da Clara...). Comecei a vomitar numa visita social a uma amiga com um recém nascido (que bonito, não é?), e já não parei pela noite fora. Como já nem me levantar conseguia e estava mesmo num estado muito pouco recomendado, acabamos por chamar o INEM e passei a noite a levar litradas de soro no hospital. Já estou melhor, ainda não totalmente recuperada...
E para finalizar a C ontem decidiu vomitar-se toda à noite... De todas parece ser a que se está a aguentar melhor. Felizmente!
Falta saber se é vírus homem, ou se o homem da casa não perde pela demora...
Já não me lembro da última vez que vomitei (acho que foi na gravidez da Clara...). Comecei a vomitar numa visita social a uma amiga com um recém nascido (que bonito, não é?), e já não parei pela noite fora. Como já nem me levantar conseguia e estava mesmo num estado muito pouco recomendado, acabamos por chamar o INEM e passei a noite a levar litradas de soro no hospital. Já estou melhor, ainda não totalmente recuperada...
E para finalizar a C ontem decidiu vomitar-se toda à noite... De todas parece ser a que se está a aguentar melhor. Felizmente!
Falta saber se é vírus homem, ou se o homem da casa não perde pela demora...
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
1º Dia de Escola. Yeeeaaaahhhh!!!
Chegou o 1º dia de escola! Estou tão mas tão feliz! Mas o melhor de tudo é que as meninas também iam mega felizes. "'Scola, 'Scola! Tenho xaudades da 'Scola"
Tão bom! Foi sem birras, acordaram num ápice e até se portaram razoavelmente nos 50 minutos de fila da Aroeira a Lisboa.
Mas hoje é pouco tempo, e amanhã há mais!
Tão bom! Foi sem birras, acordaram num ápice e até se portaram razoavelmente nos 50 minutos de fila da Aroeira a Lisboa.
Mas hoje é pouco tempo, e amanhã há mais!
sábado, 27 de agosto de 2016
Ai Homens...!
Às vezes deparo-me com coisas, que nunca me lembraria, sobre as quais os homens não sabem absolutamente nada. E se há umas que me suscitam nervos miudinhos, porque me parecem bastante óbvias, há outras que só me dá vontade de rir. Então vejam esta:
Estávamos no meio da rua, sem estabelecimentos comerciais perto. A M de repente diz que está muito aflita para fazer xixi. Sem outra hipótese viável, sugiri ao sr meu marido que a pusesse a fazer ao pé de uma árvore (em versão cadeirinha). A M estava vestida com uma mini saia com roda por isso achei que a tarefa ia ser facilitada e própria para homens. Qual não é o meu espanto quando o vejo todo atrapalhado a tentar segurar uma saia esvoaçante nos pés da criança enquanto o xixi saía...
Oh senhores!!! Por amor da Santa! As saia levantam-se, não se puxam para baixo!!
Resposta que levei: "Mas como é que queres que saiba isso? Nunca usei saias"...
Estávamos no meio da rua, sem estabelecimentos comerciais perto. A M de repente diz que está muito aflita para fazer xixi. Sem outra hipótese viável, sugiri ao sr meu marido que a pusesse a fazer ao pé de uma árvore (em versão cadeirinha). A M estava vestida com uma mini saia com roda por isso achei que a tarefa ia ser facilitada e própria para homens. Qual não é o meu espanto quando o vejo todo atrapalhado a tentar segurar uma saia esvoaçante nos pés da criança enquanto o xixi saía...
Oh senhores!!! Por amor da Santa! As saia levantam-se, não se puxam para baixo!!
Resposta que levei: "Mas como é que queres que saiba isso? Nunca usei saias"...
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
É bom ser pequenino
Com estas férias "forçadas" tenho tentado explorar actividades diferentes com as miúdas. Não que não se vá à praia (que é mesmo aqui ao lado), mas queria algo diferente. Foi então que iniciàmos as caminhadas! Levamos o saquinho e vamos apanhar pinhas e pauzinhos. Ontem foi mais de 1h de caminhada entre os pinheiros e campos verdejantes dos campos de golfe. Top top! A M aguentou-se como uma crescida, já a C... Está em processo...
Mas chegámos ao apartamento estafados e com calor. Felizmente que eu tinha tido uma ideia mega no dia anterior nas compras: comprei uma piscina insuflável. E pronto, fez-se a festa em grande! E depois disso demoraram uns 5 minutos a adormecer na sesta! Boa!! Pena eu não caber na piscina. É o mau de não ser pequenino.
Mas chegámos ao apartamento estafados e com calor. Felizmente que eu tinha tido uma ideia mega no dia anterior nas compras: comprei uma piscina insuflável. E pronto, fez-se a festa em grande! E depois disso demoraram uns 5 minutos a adormecer na sesta! Boa!! Pena eu não caber na piscina. É o mau de não ser pequenino.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Ando com insónias...
São 4h da manhã e não durmo desde a 1h... Tudo culpa das crianças! Não, é mentira. Elas só têm metade da culpa!
Já estamos na 2a parte das férias. As chamadas férias forçadas. Nas minhas melhores estimativas a esta altura estaríamos já a viver na casa nova. Mas não... Muito longe disso. A casa nova ainda tem buracos. As estimativas deles dizem fim de Setembro. 1 mês de atraso. Rezo todos os dias para que seja menos... Por isso tivemos que arranjar este acrescento às férias. Algo que ainda tenha sabor a férias. Acho que acertámos!
Aroeira. Gosto! Não conhecia, mas gostei. Calmo, muito calmo. Ouvem-se os pássaros, os gritos das minhas filhas e os meus. Nada mais... Adoro acordar com o verde. O clima ameno. Muito relaxante. Ou não... Esta parte é que está difícil! É inevitável. Andamos todos um bocado em tensão. A M ainda ontem chorava porque queria ir para a casa nova. Eu também, meu amor! Mas temos que esperar... Ela sente que eu também gostava.
Preocupa-me também este inicio de ano tão pouco estável. Tinha tantos planos para este inicio. Tenho tanto trabalho... E vou andar de mochila às costas, com as crianças e o gato, a saltar de casa em casa...
Tenho insônias. É à noite com todo o silêncio da casa que a minha cabeça activa num loop de preocupações e anseios que não me deixam dormir.
As noites delas também não estão fantásticas. Não sou só eu que ando com dificuldades em adormecer. Tem sido uma média de 1h/1h30 para as meninas caírem no sono, com ou sem sesta. Eu acabo por adormecer com elas e é no despertar que a insônia acontece...
Bem, vou ver se durmo. Depois conto mais novidades!
Já estamos na 2a parte das férias. As chamadas férias forçadas. Nas minhas melhores estimativas a esta altura estaríamos já a viver na casa nova. Mas não... Muito longe disso. A casa nova ainda tem buracos. As estimativas deles dizem fim de Setembro. 1 mês de atraso. Rezo todos os dias para que seja menos... Por isso tivemos que arranjar este acrescento às férias. Algo que ainda tenha sabor a férias. Acho que acertámos!
Aroeira. Gosto! Não conhecia, mas gostei. Calmo, muito calmo. Ouvem-se os pássaros, os gritos das minhas filhas e os meus. Nada mais... Adoro acordar com o verde. O clima ameno. Muito relaxante. Ou não... Esta parte é que está difícil! É inevitável. Andamos todos um bocado em tensão. A M ainda ontem chorava porque queria ir para a casa nova. Eu também, meu amor! Mas temos que esperar... Ela sente que eu também gostava.
Preocupa-me também este inicio de ano tão pouco estável. Tinha tantos planos para este inicio. Tenho tanto trabalho... E vou andar de mochila às costas, com as crianças e o gato, a saltar de casa em casa...
Tenho insônias. É à noite com todo o silêncio da casa que a minha cabeça activa num loop de preocupações e anseios que não me deixam dormir.
As noites delas também não estão fantásticas. Não sou só eu que ando com dificuldades em adormecer. Tem sido uma média de 1h/1h30 para as meninas caírem no sono, com ou sem sesta. Eu acabo por adormecer com elas e é no despertar que a insônia acontece...
Bem, vou ver se durmo. Depois conto mais novidades!
terça-feira, 16 de agosto de 2016
O que eu gostava de criar... Para um dia!
Aqui há dias falei com uma mãe de sete. Bem na vida, classe média alta, até que a desventura lhe bateu à porta, ficou com pouco, muito pouco, mas muitos, muitos filhos.
Ontem circulava pelo facebook e parei num artigo de uma artista conhecida. Um dia era dona da vida, no outro viu a vida ameaçada sob a forma de um cancro.
O que me faz unir estes dois casos? São dois casos muito dramáticos, cada um à sua maneira, mas em ambos os casos houve uma coisa que me chamou à atenção, que me aqueceu o coração: a solidariedade. Numa passagem do artigo dizia "familiares e amigos desdobraram-se em apoio. Fizeram escalas para me apoiarem ao máximo, dormiram comigo, nunca estive só, para que não me faltasse nada". Incrível! As pessoas são incríveis. Abdicar de si, do seu conforto, do seu mundo para deixar de agir e fazer apenas para si e por si, e olhar para os outros. É incrível a capacidade de dar!
No primeiro caso, uma familiar da mãe dizia, "estas coisas só são possíveis quando existe uma boa rede de apoio a todos os níveis. Podemos não ter nada, mas não nos faltam portas abertas!"
Ninguém pediu, não foi preciso! Ninguém precisou de pedir. A ajuda faz-se, oferece-se de alma e coração! Sem nada em troca ou comparações mesquinhas! Incrível!
No dia a dia vejo esta magia a acontecer: a mãe que foi e ajudou, a amiga que fez e aconteceu. Só tenho pena de uma coisa: que nem todos possam gozar desta vivência.
Por isso, e porque sinto que a vida é por vezes profundamente injusta, gostava de ter a grandeza de ser diferente! Gostava de ser rede, de fazer de rede e de conseguir o feito de educar para os outros, para a empatia e para a inter-ajuda. Deus me ajude! E que me ajude também a perdoar quem me tem ofendido...
Ontem circulava pelo facebook e parei num artigo de uma artista conhecida. Um dia era dona da vida, no outro viu a vida ameaçada sob a forma de um cancro.
O que me faz unir estes dois casos? São dois casos muito dramáticos, cada um à sua maneira, mas em ambos os casos houve uma coisa que me chamou à atenção, que me aqueceu o coração: a solidariedade. Numa passagem do artigo dizia "familiares e amigos desdobraram-se em apoio. Fizeram escalas para me apoiarem ao máximo, dormiram comigo, nunca estive só, para que não me faltasse nada". Incrível! As pessoas são incríveis. Abdicar de si, do seu conforto, do seu mundo para deixar de agir e fazer apenas para si e por si, e olhar para os outros. É incrível a capacidade de dar!
No primeiro caso, uma familiar da mãe dizia, "estas coisas só são possíveis quando existe uma boa rede de apoio a todos os níveis. Podemos não ter nada, mas não nos faltam portas abertas!"
Ninguém pediu, não foi preciso! Ninguém precisou de pedir. A ajuda faz-se, oferece-se de alma e coração! Sem nada em troca ou comparações mesquinhas! Incrível!
No dia a dia vejo esta magia a acontecer: a mãe que foi e ajudou, a amiga que fez e aconteceu. Só tenho pena de uma coisa: que nem todos possam gozar desta vivência.
Por isso, e porque sinto que a vida é por vezes profundamente injusta, gostava de ter a grandeza de ser diferente! Gostava de ser rede, de fazer de rede e de conseguir o feito de educar para os outros, para a empatia e para a inter-ajuda. Deus me ajude! E que me ajude também a perdoar quem me tem ofendido...
domingo, 14 de agosto de 2016
Plano Z, de zoo
Não podemos ir à praia? Nem conseguimos estar em casa? Então vamos ao zoo!
E lá fomos nós. Krazyworld, mais precisamente. Tendo em conta que as gaiatas iam com sono e que nem sequer dormiram a sesta, eu acho que correu muito bem! Tiveram direito a um pouco de tudo, cabrinhas (às quais puderam dar de comer), pôneis, pic-nic, visita aos animais exóticos, espectáculos e piscina. No final ainda foram aos insufláveis mas não correu muito bem devido (mais uma vez) a uma descoordenação (inexplicável) minha e do meu marido. Mas pronto, ninguém precisou de hospital por isso podia ter sido pior.
E a cereja no topo é que como compramos as fotos com as cobras e os cães ainda nos ofereceram os bilhetes para o próximo ano! Lá estaremos!!!
E lá fomos nós. Krazyworld, mais precisamente. Tendo em conta que as gaiatas iam com sono e que nem sequer dormiram a sesta, eu acho que correu muito bem! Tiveram direito a um pouco de tudo, cabrinhas (às quais puderam dar de comer), pôneis, pic-nic, visita aos animais exóticos, espectáculos e piscina. No final ainda foram aos insufláveis mas não correu muito bem devido (mais uma vez) a uma descoordenação (inexplicável) minha e do meu marido. Mas pronto, ninguém precisou de hospital por isso podia ter sido pior.
E a cereja no topo é que como compramos as fotos com as cobras e os cães ainda nos ofereceram os bilhetes para o próximo ano! Lá estaremos!!!
Virose
Opá a sério! Não me lembro nada de ter posto isto na mala. Mas como é que ela veio??
Primeiro a M, mas nem deu muito forte. Agora a C, Oh não! E como a C tem as suas particulariedades lá tivemos que falar com o X e o Y e mais não sei quem, para sabermos que devemos estar vigilantes, para visitarmos o hospital caso não melhore, e para nos mantermos afastados da praia por uns dias! Oh Deus, ninguém merece!
Mas o problema é que também não podemos ficar em casa. Já vos falei da casa? O meu pequeno terror! Ando literalmente a passar as passinhas do Algarve naquela casa. Não tem ar condicionado e consegue atingir uns abafantes 50º lá dentro. E mesmo com ventania cá fora, lá não entra nem aragem. Por isso estar lá dentro só se for para morrer, e acreditem que já tive que sair de urgência algumas vezes para dentro do carro para não me estatelar no meio do chão inanimada...
Como resultado destas maravilhas andamos todos a dormir pessimamente. Seja calor, dor, pesadelo, o que for! Esta noite seguidinhas contei 3h. Oh yeah! E viva as ferias por que tanto esperei, e que me deixam com olheiras maiores do que as que trouxe! Não fosse o facto de não ter casa e já me tinha pirado!
Primeiro a M, mas nem deu muito forte. Agora a C, Oh não! E como a C tem as suas particulariedades lá tivemos que falar com o X e o Y e mais não sei quem, para sabermos que devemos estar vigilantes, para visitarmos o hospital caso não melhore, e para nos mantermos afastados da praia por uns dias! Oh Deus, ninguém merece!
Mas o problema é que também não podemos ficar em casa. Já vos falei da casa? O meu pequeno terror! Ando literalmente a passar as passinhas do Algarve naquela casa. Não tem ar condicionado e consegue atingir uns abafantes 50º lá dentro. E mesmo com ventania cá fora, lá não entra nem aragem. Por isso estar lá dentro só se for para morrer, e acreditem que já tive que sair de urgência algumas vezes para dentro do carro para não me estatelar no meio do chão inanimada...
Como resultado destas maravilhas andamos todos a dormir pessimamente. Seja calor, dor, pesadelo, o que for! Esta noite seguidinhas contei 3h. Oh yeah! E viva as ferias por que tanto esperei, e que me deixam com olheiras maiores do que as que trouxe! Não fosse o facto de não ter casa e já me tinha pirado!
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Primeiro rescaldo das férias
O meu vestido, que tanto trabalho me deu a lavar e passar, está feito num oito... Esqueci-me dele no fundo da mala. Mas nem quero saber, estou de férias! E todos os olhares reprovadores que vá receber na praia, nem me vão afectar!
Já as birras das miúdas... Têm sido dias com desafio! Ontem foi talvez o primeiro dia em que o índice de birras se manteve no gerível. A greve às rotinas, as sestas (demasiado) curtas, a mudança de ambientes, enfim, tudo ajuda, ou desajuda... Mas estou confiante! A M quase que já não tem medo do mar e a C já come muito menos areia! Andam as duas um pouco exigentes em relação aos restaurantes (querem sempre ir), mas entre bolas de Berlim e gelados especiais a coisa vai-se fazendo!
Vamos ver como corre daqui para a frente. Boas férias pessoal!
Já as birras das miúdas... Têm sido dias com desafio! Ontem foi talvez o primeiro dia em que o índice de birras se manteve no gerível. A greve às rotinas, as sestas (demasiado) curtas, a mudança de ambientes, enfim, tudo ajuda, ou desajuda... Mas estou confiante! A M quase que já não tem medo do mar e a C já come muito menos areia! Andam as duas um pouco exigentes em relação aos restaurantes (querem sempre ir), mas entre bolas de Berlim e gelados especiais a coisa vai-se fazendo!
Vamos ver como corre daqui para a frente. Boas férias pessoal!
sábado, 6 de agosto de 2016
Sorte macaca em pré-férias
E mesmo mesmo antes de irmos de férias, ali mesmo à beirinha, a M fica com febre, diz que quer vomitar e queixa-se que lhe dói um dente... Sorte macaca! Vamos na mesma, claro...
Mas ainda fui presenteada com uma birra da C que corria no meio de nós porque também queria ir vomitar, seja lá isso o que for! Porque isto que ter tanta atenção da mãe só pode ser uma coisa boa...
Mas ainda fui presenteada com uma birra da C que corria no meio de nós porque também queria ir vomitar, seja lá isso o que for! Porque isto que ter tanta atenção da mãe só pode ser uma coisa boa...
sábado, 23 de julho de 2016
Dias cheios de expectativa
Hoje fazemos 5 anos de casados! Yeahhh!
Pois, idealizámos um dia porreiro, manhã tranquila, almoçar fora, e ir passar o fim de semana a casa de uma amiga que vive longe (mas perto). Imaginamos estes cenários sempre acompanhados de crianças lindas e maravilhosas, bem comportadas e alegres.
Enfim, não sei se é só connosco, mas o plano nunca resulta, e começando do fim para o princípio, as crianças nunca estão lindas e maravilhosas, nem tão pouco alegres e bem comportadas. Só isto faz desmoronar todo o restante cenário e deixa no ar um sentimento de tristeza e fraude. Era para ser um dia tão bom... E nestas alturas imagino que temos os avós, tios ou outros que tais onde deixar as alminhas errantes e ir simplesmente descansar!
Feliz dia para nós
Pois, idealizámos um dia porreiro, manhã tranquila, almoçar fora, e ir passar o fim de semana a casa de uma amiga que vive longe (mas perto). Imaginamos estes cenários sempre acompanhados de crianças lindas e maravilhosas, bem comportadas e alegres.
Enfim, não sei se é só connosco, mas o plano nunca resulta, e começando do fim para o princípio, as crianças nunca estão lindas e maravilhosas, nem tão pouco alegres e bem comportadas. Só isto faz desmoronar todo o restante cenário e deixa no ar um sentimento de tristeza e fraude. Era para ser um dia tão bom... E nestas alturas imagino que temos os avós, tios ou outros que tais onde deixar as alminhas errantes e ir simplesmente descansar!
Feliz dia para nós
sábado, 9 de julho de 2016
Não entendo isto!
Ainda são "só" 9h30 da manhã e já tenho a cabeça a latejar... Sinceramente não entendo porque é que durante 5 longos dias, compreendidos entre 2a e 6a feira temos que ir acordar as crianças, que guerreiam e resmungam para mais 5 minutos na cama e aos fins de semana elas acordam frescas e fofas muito antes da hora!!! Não entendo! Estou acordada desde as 7h, a um Sábado... Ninguém merece! Mas o pior é que às 8h30 os bocejos, lamentos e birras já iam na ordem do dia. Porquê crianças? Porquê??? Podíamos ser todos tão mais felizes se tivessem dormido só mais um bocadinho!
Bem, vamos a caminho da praia, ou quase isso porque estamos parados no trânsito. Deve haver mais crianças como estas... Pode ser que se cansem bem e façam uma sesta maravilhosa para compensar (e deixar recuperar). Deve ser por isso que está tanta gente a ir para a praia a esta hora...
Bem, vamos a caminho da praia, ou quase isso porque estamos parados no trânsito. Deve haver mais crianças como estas... Pode ser que se cansem bem e façam uma sesta maravilhosa para compensar (e deixar recuperar). Deve ser por isso que está tanta gente a ir para a praia a esta hora...
quarta-feira, 6 de julho de 2016
A roupa de uma mãe
"Tirei a manhã para resolver assuntos vários (das obras) uma vez que tenho a pequena C de molho. Ela foi comigo (não se riam, não havia outra hipótese). Agora de tarde vou ter que ir trabalhar porque já tenho reuniões marcadas. Vou deixá-la com o pai e seguir.
Logo hoje decidi vestir umas calças justas brancas. Não sei de facto o que tinha na cabeça, mas as calças que vou levar para as reuniões já não são brancas... Tenho riscos de caneta porque o papel não chegou, tenho restos de bolacha porque as mãos não estavam limpas, tenho pegadas e outras manchas provocadas por sapatos sujos das obras porque o sono chegou e não há nada como o colo da mãe e, em modo de pérola, tenho cócó, porque a meio do almoço no restaurante lhe deu uma valente dor de barriga e no meio do aparato da casa de banho surgem uns dedinhos directamente nas calças... Não tendo tempo para mudar resta-me encher de orgulho e levar o meu melhor guarda-roupa de mãe! Quem não gostar, não sabe o que anda a perder...
Logo hoje decidi vestir umas calças justas brancas. Não sei de facto o que tinha na cabeça, mas as calças que vou levar para as reuniões já não são brancas... Tenho riscos de caneta porque o papel não chegou, tenho restos de bolacha porque as mãos não estavam limpas, tenho pegadas e outras manchas provocadas por sapatos sujos das obras porque o sono chegou e não há nada como o colo da mãe e, em modo de pérola, tenho cócó, porque a meio do almoço no restaurante lhe deu uma valente dor de barriga e no meio do aparato da casa de banho surgem uns dedinhos directamente nas calças... Não tendo tempo para mudar resta-me encher de orgulho e levar o meu melhor guarda-roupa de mãe! Quem não gostar, não sabe o que anda a perder...
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Eu fui ao Panda e sobrevivi!!!
... Mas não repito!
Bem que já tinha ouvido uns sussurros... "Aquilo não é flor que se assista", mas eu tinha que ver por mim. Fomos no Sábado de manhã. A bem dizer, era quase Sábado à tarde porque as miúdas acordaram pouco depois das 7h... Às 10h, ainda aquilo não tinha começado já estávamos em versão mega birraaaaas!
Finalmente saímos de casa, já tarde e a más horas. Mas não fez diferença nenhuma. Felizmente a fila medonha da A5 esperou por nós. Ao fim de 20 minutos de fila no mesmo lugar sugeri a marginal. Foi o melhor que fizemos. Em 10 minutos estávamos estacionados no meio das moitas a uns glorioso 10 minutos a pé do estádio (note-se que sempre a subir e com duas gaiatas às costas, o que equivale a sensivelmente 1km é meio...).
Chegámos! O recinto já estava todo preenchido por um sol esgotante e inúmeras criancinhas e pais num raio de mais de 100m ao largo do palco. Ficámos atrás. Apareceu o Panda, mas as miúdas mal lhe deram atenção. A M pediu para dar uma festinha... "Não pode ser, minha querida. Isto aqui é só para ver o Panda (ao longe) e dançar." Por mais tentativas minhas para captar a atenção delas, nada feito... Birras, bolachas, birras, água, mais creme e mais creme solar! Ok, já chega de torturar crianças! Vamos às barraquinhas. Mas qual quê! As tais barraquinhas têm filas tão grandes que se confundem com o pessoal do recinto. Ainda aguentámos uma, recebemos um sumo, mas mais importante que tudo, conseguimos um momento à sombra... Salvou-nos a piscina de bolas, ou várias, que fomos conseguindo apanhar.
O espectáculo terminou quase ao meio dia e meio. Sinceramente senti-me aliviada, não fosse o tal km e meio que ainda teria que percorrer... A M continuou triste. Ela queria mesmo ter dado uma festinha no Panda. Para a próxima vamos antes esperar o Ronaldo, que é mais fácil de lhe tocar. E para ver o Panda o melhor é ligar a tv que sempre vê melhor... A C manteve-se no transe birra. O marido perdeu o chapéu (caro!).
Fomos almoçar ao Mc. Só mesmo o Mc para suportar duas crianças no estado em que estavam as minhas. Correu bem tendo em conta o contexto. E melhor ainda, quando regressámos ao carro, em menos de 1 segundo já estava tudo ferrado a dormir!
Por isso amig@s, Panda agora só indoor, depois dos 18 anos...
Nota: a C ficou com uma insolação. Devia contactar a produção do espectáculo e pedir as custas médicas!
Bem que já tinha ouvido uns sussurros... "Aquilo não é flor que se assista", mas eu tinha que ver por mim. Fomos no Sábado de manhã. A bem dizer, era quase Sábado à tarde porque as miúdas acordaram pouco depois das 7h... Às 10h, ainda aquilo não tinha começado já estávamos em versão mega birraaaaas!
Finalmente saímos de casa, já tarde e a más horas. Mas não fez diferença nenhuma. Felizmente a fila medonha da A5 esperou por nós. Ao fim de 20 minutos de fila no mesmo lugar sugeri a marginal. Foi o melhor que fizemos. Em 10 minutos estávamos estacionados no meio das moitas a uns glorioso 10 minutos a pé do estádio (note-se que sempre a subir e com duas gaiatas às costas, o que equivale a sensivelmente 1km é meio...).
Chegámos! O recinto já estava todo preenchido por um sol esgotante e inúmeras criancinhas e pais num raio de mais de 100m ao largo do palco. Ficámos atrás. Apareceu o Panda, mas as miúdas mal lhe deram atenção. A M pediu para dar uma festinha... "Não pode ser, minha querida. Isto aqui é só para ver o Panda (ao longe) e dançar." Por mais tentativas minhas para captar a atenção delas, nada feito... Birras, bolachas, birras, água, mais creme e mais creme solar! Ok, já chega de torturar crianças! Vamos às barraquinhas. Mas qual quê! As tais barraquinhas têm filas tão grandes que se confundem com o pessoal do recinto. Ainda aguentámos uma, recebemos um sumo, mas mais importante que tudo, conseguimos um momento à sombra... Salvou-nos a piscina de bolas, ou várias, que fomos conseguindo apanhar.
O espectáculo terminou quase ao meio dia e meio. Sinceramente senti-me aliviada, não fosse o tal km e meio que ainda teria que percorrer... A M continuou triste. Ela queria mesmo ter dado uma festinha no Panda. Para a próxima vamos antes esperar o Ronaldo, que é mais fácil de lhe tocar. E para ver o Panda o melhor é ligar a tv que sempre vê melhor... A C manteve-se no transe birra. O marido perdeu o chapéu (caro!).
Fomos almoçar ao Mc. Só mesmo o Mc para suportar duas crianças no estado em que estavam as minhas. Correu bem tendo em conta o contexto. E melhor ainda, quando regressámos ao carro, em menos de 1 segundo já estava tudo ferrado a dormir!
Por isso amig@s, Panda agora só indoor, depois dos 18 anos...
Nota: a C ficou com uma insolação. Devia contactar a produção do espectáculo e pedir as custas médicas!
sábado, 25 de junho de 2016
Eram 5! Não 6... É pá, já não sei!
Ontem fui a um centro comercial Lisboeta conhecido pela sua antiguidade, centralidade e nível social que o frequenta (tendencialmente alto). Quando vinha a sair deparei-me com uma cena d.e.l.i.c.i.o.s.a! À espera do elevador estava uma Mãe, note-se o M grande..., com a sua prole. Só assim não há nada de especial, mas o bom da cena é que só a sua prole enchia o elevador! Uma comédia! Era impossível não esboçar um sorriso com a cena. As suas cabecitas pouco diferiam entre si, dando um aspecto escadeado muito harmonioso. Não me lembrei de os contar, mas claramente que os dedos de uma mão não chegavam. E sim, eram todos filhos, pelas conversas que pude presenciar no elevador. A calma e simpatia daquela mãe eram características que sobressaíam, mas imagino as birras coletivas e acredito que só mesmo alguém muito zen. Ou então a partir de um certo número de filhos já não haja birras, não sei!
Só sei que me senti estupidamente ridícula por sentir que por vezes sair com as duas é uma loucura! Nem consigo parar de rir! Realmente é tudo muito relativo!
PS: Comentário do meu marido - olha, nós comprámos o carro à maluca, podíamos um dia começar a ter filhos à maluca! É tão giro!
E pronto, agora até me dói a barriga de tanto rir!
Só sei que me senti estupidamente ridícula por sentir que por vezes sair com as duas é uma loucura! Nem consigo parar de rir! Realmente é tudo muito relativo!
PS: Comentário do meu marido - olha, nós comprámos o carro à maluca, podíamos um dia começar a ter filhos à maluca! É tão giro!
E pronto, agora até me dói a barriga de tanto rir!
quarta-feira, 22 de junho de 2016
A M é condicional
A M nasceu em Outubro, logo é condicional, o que significa que faz parte daquelas crianças que em Setembro de cada ano lectivo nunca têm a idade de entrada na sala, por uma questão de meses. E depois duas coisas podem acontecer: ou se pede autorização para uma entrada precoce, ou se adia a entrada para quando a criança já tiver a idade "correcta". Mas neste post vou concentrar-me especificamente na entrada para o 1º ciclo.
Infelizmente, na minha opinião, o que tenho visto nos pais com crianças condicionais é muita pressa. Os pais são muito apressados. Querem que os filhos entrem mais cedo na escola, sejam os mais novos (e precoces). Têm medo que eles fiquem um ano "atrasados", ou que percam alguma coisa...
Bem, tenho lido bastante sobre isto. Tenho falado com muitos profissionais de saúde e de educação, e observo bastante as crianças que me rodeiam (que são bastantes). O que concluo é que dificilmente alguma criança condicional beneficia realmente com a entrada antecipada na escola. Não há nada que justifique submeter uma criança de 5 anos às regras e exigências do 1º ciclo.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam (ou nem sequer pensam...) as crianças precisam de brincar. Muito! É através da brincadeira que elas vão desenvolver as melhores competências para o seu sucesso no futuro. A brincadeira permite ainda que elas ganhem maturidade emocional e social, que pode fazer (faz mesmo!) a diferença para a formação de um adulto equilibrado.
As crianças não atingem a maturidade nas várias vertentes ao mesmo tempo. Há aquelas que parecem muito "desenvolvidas" a nível cognitivo, mas que não sabem de todo lidar com a frustração, ou lidar com a pressão e o erro. Há também aquelas que têm uma enorme capacidade de lidar com as adversidades ao seu redor, que lidam bem com o erro, que têm uma excelente auto-estima, mas que ainda não conseguem permanecer concentradas e quietas por longos períodos de tempo. E ainda há aquelas que até parecem ter isto tudo (parecem!), mas que depois não conseguem atingir os objectivos pretendidos de forma eficiente, quando comparados com os outros alunos. Hiperactividade, défice de atenção, mau comportamento, mau desempenho, crianças inseguras e deprimidas, entre outros tantos diagnósticos podem pura e simplesmente ser fruto de uma tentativa de antecipar o que jamais deveria ter sido antecipado.
Agora, paremos por um bocadinho para pensar no que sentem estas crianças. O que sentirá uma criança que não consegue atingir os objectivos como os outros? Uma criança que não se sente capaz de responder às solicitações e espectativas? Uma criança que não consegue lidar com toda a pressão e exigências que lhe colocam? Que efeitos terá tudo isto na sua auto-estima, na construção da sua pessoa, no seu percurso académico?
Claro que não é garantido que esperar um ano resolva todas estas questões. Mas seguramente poderá ajudar bastantes! E mais, já há estudos que defendem que a generalidade dos rapazes só atinge a maturidade necessária para o 1º ciclo aos 7 anos. Sim, aos 7 anos!!! Então para quê? Para quê antecipar? Qual a vantagem que têm com isso? Será tudo uma questão de ego?
Isto é como tudo na maternidade... Tentar forçar uma competência que o bebé ainda não consegue assimilar, não só não traz vantagens como pode trazer ainda maiores atrasos e problemas.
Mas porque é que os pais têm assim tanta pressa? Porquê? Sinceramente não entendo, porque depois só os ouço a queixar que passou tudo muito rápido e têm saudades das fases que já passaram... Não faz sentido nenhum! Deixem as crianças ser crianças. Elas vão ter todo o tempo de mundo para mostrarem que são competentes, cada uma à sua maneira, cada uma no seu tempo. Então porque antecipar? Do que é que os pais têm medo afinal?
Posto tudo isto, hoje tive uma reunião com a educadora da M. A M vai passar este ano para os 4 anos. Mas ela tem 3... Para mim nunca é demasiado cedo para falar do futuro das minhas filhas, por isso hoje disse à educadora que não quero que a M entre no 1º ciclo com 5 anos. Mas pelas mesmas razões também não quero que a M entre na preparação do 1º ciclo (conhecida por pré, ou 5 anos) com 4 anos. Na sala dos 5 as crianças são preparadas para o que aí vem: "aprendem" as letras, a estar sentadas, ensaiam trabalhos, leitura e escrita. Eu não quero! Eu quero que a M brinque. Todas as crianças com 4 e 5 anos deviam ser obrigadas a brincar. E também não quero que ela sinta que ficou para trás, que ao contrário das outras crianças, ela não é finalista. Por isso, hoje disse à educadora que quero que a M fique dois anos nos 4 anos. Estou em paz com a minha decisão. Acho que tomei uma decisão que vai seguramente fazer a diferença na vida da M, que lhe vai dar tempo para crescer, feliz! Porque no fundo, o que todos os pais deveriam querer para os seus filhos, é isso, que sejam "apenas" muito felizes!
Infelizmente, na minha opinião, o que tenho visto nos pais com crianças condicionais é muita pressa. Os pais são muito apressados. Querem que os filhos entrem mais cedo na escola, sejam os mais novos (e precoces). Têm medo que eles fiquem um ano "atrasados", ou que percam alguma coisa...
Bem, tenho lido bastante sobre isto. Tenho falado com muitos profissionais de saúde e de educação, e observo bastante as crianças que me rodeiam (que são bastantes). O que concluo é que dificilmente alguma criança condicional beneficia realmente com a entrada antecipada na escola. Não há nada que justifique submeter uma criança de 5 anos às regras e exigências do 1º ciclo.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam (ou nem sequer pensam...) as crianças precisam de brincar. Muito! É através da brincadeira que elas vão desenvolver as melhores competências para o seu sucesso no futuro. A brincadeira permite ainda que elas ganhem maturidade emocional e social, que pode fazer (faz mesmo!) a diferença para a formação de um adulto equilibrado.
As crianças não atingem a maturidade nas várias vertentes ao mesmo tempo. Há aquelas que parecem muito "desenvolvidas" a nível cognitivo, mas que não sabem de todo lidar com a frustração, ou lidar com a pressão e o erro. Há também aquelas que têm uma enorme capacidade de lidar com as adversidades ao seu redor, que lidam bem com o erro, que têm uma excelente auto-estima, mas que ainda não conseguem permanecer concentradas e quietas por longos períodos de tempo. E ainda há aquelas que até parecem ter isto tudo (parecem!), mas que depois não conseguem atingir os objectivos pretendidos de forma eficiente, quando comparados com os outros alunos. Hiperactividade, défice de atenção, mau comportamento, mau desempenho, crianças inseguras e deprimidas, entre outros tantos diagnósticos podem pura e simplesmente ser fruto de uma tentativa de antecipar o que jamais deveria ter sido antecipado.
Agora, paremos por um bocadinho para pensar no que sentem estas crianças. O que sentirá uma criança que não consegue atingir os objectivos como os outros? Uma criança que não se sente capaz de responder às solicitações e espectativas? Uma criança que não consegue lidar com toda a pressão e exigências que lhe colocam? Que efeitos terá tudo isto na sua auto-estima, na construção da sua pessoa, no seu percurso académico?
Claro que não é garantido que esperar um ano resolva todas estas questões. Mas seguramente poderá ajudar bastantes! E mais, já há estudos que defendem que a generalidade dos rapazes só atinge a maturidade necessária para o 1º ciclo aos 7 anos. Sim, aos 7 anos!!! Então para quê? Para quê antecipar? Qual a vantagem que têm com isso? Será tudo uma questão de ego?
Isto é como tudo na maternidade... Tentar forçar uma competência que o bebé ainda não consegue assimilar, não só não traz vantagens como pode trazer ainda maiores atrasos e problemas.
Mas porque é que os pais têm assim tanta pressa? Porquê? Sinceramente não entendo, porque depois só os ouço a queixar que passou tudo muito rápido e têm saudades das fases que já passaram... Não faz sentido nenhum! Deixem as crianças ser crianças. Elas vão ter todo o tempo de mundo para mostrarem que são competentes, cada uma à sua maneira, cada uma no seu tempo. Então porque antecipar? Do que é que os pais têm medo afinal?
Posto tudo isto, hoje tive uma reunião com a educadora da M. A M vai passar este ano para os 4 anos. Mas ela tem 3... Para mim nunca é demasiado cedo para falar do futuro das minhas filhas, por isso hoje disse à educadora que não quero que a M entre no 1º ciclo com 5 anos. Mas pelas mesmas razões também não quero que a M entre na preparação do 1º ciclo (conhecida por pré, ou 5 anos) com 4 anos. Na sala dos 5 as crianças são preparadas para o que aí vem: "aprendem" as letras, a estar sentadas, ensaiam trabalhos, leitura e escrita. Eu não quero! Eu quero que a M brinque. Todas as crianças com 4 e 5 anos deviam ser obrigadas a brincar. E também não quero que ela sinta que ficou para trás, que ao contrário das outras crianças, ela não é finalista. Por isso, hoje disse à educadora que quero que a M fique dois anos nos 4 anos. Estou em paz com a minha decisão. Acho que tomei uma decisão que vai seguramente fazer a diferença na vida da M, que lhe vai dar tempo para crescer, feliz! Porque no fundo, o que todos os pais deveriam querer para os seus filhos, é isso, que sejam "apenas" muito felizes!
terça-feira, 21 de junho de 2016
All aboard...!
Hoje foi assim na minha cama. Começou por mim, lá para a 1h30. Depois mais um, deviam ser umas 2h. Às 3h houve um "quero fazer xixi" seguido de "querir pá tama da mamã". E por último, às 5h aparece pelos seus próprios pés, a pigmeu lá de casa. 4! Ou melhor, 5 com o Quico, a morrer de calor e a lutar por um espaço que doa menos o corpo. E agora só tenho que fingir que estou em condições para trabalhar em coisas sérias sem cair redonda a dormir em cima da secretária! 😂😂😂
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Eles vão de férias? Sozinhos???
Realmente a maternidade relativiza muita coisa... Hoje fui levar as meninas ao colégio e reparo num casal que foi levar o seu toddler à creche. A particularidade do casal é que iam todos equipados para ir para a praia: fato de banho, havaianas... Rapidamente comecei a especular e a ligar o botão da censura: "estes" estão de férias e deixam o miúdo na escola para irem para a praia descansar? Bem, mas também pode ser um dia especial para os dois que desejam celebrar sozinhos e de forma especial...
De repente percebi que afinal nenhuma das duas hipóteses me choca assim tanto. Já chocou, confesso! Mas agora parece que não tem o mesmo impacto. Aliás, dei por mim a pensar como seria bom ter uns dias para recuperar baterias, para cuidar de mim, para namorar... Hoje dou muito mais valor a pais saudáveis e felizes. Pais presentes sempre deixou para mim de ser tudo o que é preciso! Até porque se há dias que preferíamos passar umas boas horas sem eles, estou cá a achar que eles também não se importavam de tirar umas férias de nós... No fundo hoje acredito mais em pais felizes, crianças felizes!
De repente percebi que afinal nenhuma das duas hipóteses me choca assim tanto. Já chocou, confesso! Mas agora parece que não tem o mesmo impacto. Aliás, dei por mim a pensar como seria bom ter uns dias para recuperar baterias, para cuidar de mim, para namorar... Hoje dou muito mais valor a pais saudáveis e felizes. Pais presentes sempre deixou para mim de ser tudo o que é preciso! Até porque se há dias que preferíamos passar umas boas horas sem eles, estou cá a achar que eles também não se importavam de tirar umas férias de nós... No fundo hoje acredito mais em pais felizes, crianças felizes!
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